<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597</id><updated>2012-02-16T05:40:28.898-08:00</updated><category term='Formação 09'/><category term='tecnica-Tactica 09'/><category term='out09'/><category term='talDesp.09'/><category term='G/redes09'/><title type='text'>andebol de base</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://andeboldebase.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>129</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-6055835409374237739</id><published>2011-09-30T04:32:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T04:33:25.673-07:00</updated><title type='text'>Bases de Ataque no Handebol – Categorias Mirim e Infantil</title><content type='html'>Bases de Ataque no Handebol – Categorias Mirim e Infantil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 setembro 2011 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme já foi tratado neste blog, a utilização de estratégias ofensivas livres (sem características posicionais e zonais) deve ser explorada de forma contínua em categorias mirim e infantil, sendo, em muitos casos, o padrão ofensivo que pode ser utilizado como o principal a ser utilizado, sobretudo na categoria mirim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogar de forma livre, porém, não significa deixar o jogo acontecer e, apenas, incidentalmente, as situações ofensivas acontecerem. Claro, que nestas idades, o jogo livre torna-se um importante referencial para o desenvolvimento da criatividade, porém, é possível que, pelo menos uma base de ataque já possa ser aprendida e utilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está base de ataque tem como referência inicial o equilíbrio entre atacante com bola e defensor adversário, em situações que tipicamente, o atacante com bola perde o poder de deslocamento (seja por que já driblou e agora está segurando a bola, seja porque o contato físico do defensor é muito presente, tornando perigoso driblar e perder a posse da bola).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Equilíbrio Defensivo – O atacante não consegue deslocar-se com a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediante esta situação, uma base de ataque pode ser explorada, mediante a aproximação do jogador mais próximo, realizando um cruzamento muito próximo por trás do atacante em posse de bola, recebendo a bola deste jogador, gerando dúvidas na defesa, que ainda nesta idade pode ter dificuldade em trabalhar com a troca de marcação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O jogador sem bola que cruza, recebe a bola e ganha um corredor livre para atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situação, mesmo quando há troca de marcação, ainda pode ser muito útil a partir da utilização da tabela entre os jogadores envolvidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero esta uma base da ataque, pelo fato de exigir ações coordenadas, envolvendo mais de um jogador e que possibilita a conquista de superioridade numérica momentânea de maneira intencional, superando o conceito de que jogar com ataque livre frente a uma marcação individual seja simplesmente um estilo de jogo orientado por ações incidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esta dica seja útil no seu dia-a-dia com suas equipes iniciantes (ou mesmo mais experientes, frente a uma situação de marcação individual).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-6055835409374237739?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6055835409374237739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6055835409374237739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2011/09/bases-de-ataque-no-handebol-categorias.html' title='Bases de Ataque no Handebol – Categorias Mirim e Infantil'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-6459620249151996093</id><published>2011-09-16T04:08:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T04:10:18.376-07:00</updated><title type='text'>Bases de Ataque no Handebol  por Lucas Leonardo</title><content type='html'>BASES DE ATAQUE NO  HANDEBOL por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bases de Ataque no Handebol – Propostas voltadas para o processo da iniciação e aperfeiçoamento&lt;br /&gt;15 setembro 2011 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;Conceito:&lt;br /&gt;Ouvi pela primeira vez o termo “base de ataque” em minha pós-graduação, numa aula ministrada pela Professora Rita Orsi em que estávamos discutindo os meios táticos ofensivos e defensivos do handebol.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao ouvir este termo, consegui, pela primeira vez, conceituar algo que tinha muita dificuldade de fazer: sempre tive por princípio, a partir de um determinado momento do processo de ensino-aprendizagem, o ensino do que chamava ser “jogadas que não sejam estruturalmente fechadas”. Isso significa na prática a organização de uma sequência de movimentações encadeadas que possibilitem o surgimento de erros defensivos, porém, possibilitando ao atleta a tomada de decisão perante as circunstâncias do jogo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao ouvir o termo “base de ataque”, consegui, finalmente, conceituar esta longa explicação acima descrita.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Logo, resumindo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A base de ataque é um conjunto de referências que orientam ações encadeadas pelos atacantes de forma a possibilitar vantagem para a tomada de decisão frente as circusntâncias do jogo. É o que possibilita que todos falem a mesma “língua” num dado momento de organização ofensiva.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Elementos técnico-táticos do jogo que precisam estar bem assimilados antes do ensino de bases de ataque:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ensinar bases de ataque, principalmente no tocante à iniciação ao handebol, deve respeitar uma séria de conceitos já assimilados fora do jogo (de forma circunstancial/declarativo) e dentro do jogo (de forma circunscrita/processual).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ou seja, definir referências que orientem uma base de ataque não é algo que deve ser simplesmente jogado para uma equipe. Cada base de ataque necessitará de elementos técnicos e táticos específicos, porém, pensando o básico, alguns elementos devem estar bem sedimentados dentro do processo de ensino-aprendizagem:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Passar com segurança e eficiência – deixar a bola cair, passar nas costas do jogador que está se movimentando, passar alto demais ou baixo de mais são indícios de que ainda não é o momento de se inserir dentro do planejamento o ensino de bases de ataque. Os jogadores devem ser seguros na execução dos passes e na sua recepção. Devem dominar este conteúdo com excelente grau de competência. Isso já é possível em idades menores, como na categoria mirim, uma vez que passar receber, nestas idades é um recurso e tanto a ser trabalhado através de brincadeiras, jogos e desenvolvimento de situações específicas de aprendizagem deste importante elemento técnico-tático de grupo. Inserir regras que dêem desvantagem no caso da bola cair, por exemplo, é um bom recurso pedagógico para que haja, na ação de passar a bola, muita atenção de quem a realiza. Assim, aprende-se a passar com responsabilidade e segurança.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Orientar-se sempre em direção ao gol adversário – nenhuma base de ataque existe com intuito de afastar a bola do gol adversário. Logo, ter o domínio espacial relacionado a orientar-se com a bola e principalmente antes de receber a bola em direção ao alvo adversário é um elemento muito importante para que as bases de ataque sejam ensinadas. Desde o período em que se exploram a marcação individual e suas variações até mesmo no processo do ensino do ataque zonal isso deve ser enfatizado. Desde o goleiro, até o jogador das extremidades (pontas) devem, a todo o momento buscar o alvo adversário. Somente com este aspecto competentemente dominado é que as bases de ataque podem ser inseridas no planejamento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Saber reconhecer vantagem numérica momentânea – uma base de ataque sempre terá como conceito básico a conquista de superioridade numérica momentânea, caso contrário, ela não tem função efetiva. Logo, nossos alunos devem conhecer e saber tirar proveito da superioridade numérica desde elementos de jogo muito simples como do 2×1, até situações mais complexas e completas, como o 7×7. Logicamente, que em se tratando do processo de iniciação, o reconhecimento da vantagem numérica em situação simplificadas, originadas do 2×2 já podem garantir o início da aprendizagem de bases de ataque e, quanto mais o aluno aprende, mais sofisticadas e complexas podem ser as referências dessas bases de ataque.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Antes que estes 3 elementos técnico-táticos do jogo estejam bem ensinados, assimilados e aplicados é bastante arriscado ensinar-se bases de ataque.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para ilustrar o que é uma base de ataque e suas referências, segue abaixo uma sequencia de uma base de ataque bastante simples, muito útil e que deve fazer parte de todo currículo de formação de atletas de handebol.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Falaremos nos próximos artigos sobre uma série de bases de ataque que podem ser ensinadas ao seu devido tempo já nas categorias mirim, infantil e cadete.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-6459620249151996093?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6459620249151996093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6459620249151996093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2011/09/bases-de-ataque-no-handebol-por-lucas.html' title='Bases de Ataque no Handebol  por Lucas Leonardo'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-3899012254325192884</id><published>2011-07-03T07:09:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T07:13:24.545-07:00</updated><title type='text'>Construção do jogo de Andebol</title><content type='html'>http://pt.wikipedia.org/wiki/Andebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Táticas defensivas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No handebol são usados sistemas defensivos como o 3x2x1, 5x1, 6x0, 4x2, 3x3 e 1x5. O sistema mais utilizado é o 6x0, onde se encontram 6 jogadores defensivos posicionados na linha dos 6 metros. A defesa 5x1 também é bastante utilizada onde 5 jogadores se posicionam na linha dos 6 metros e um jogador (bico ou pivô) se posiciona mais à frente que os outros. Não existem categorias e idades exatas para se utilizar cada tipo de defesa, isso depende da postura tática do defensor e, principalmente, da postura da equipe adversária. Além disso, nos jogos entre equipes de alto nível técnico, é comum a variação de formações de defesa durante o jogo, com o objetivo de confundir o ataque adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema defensivo 6x0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sistema Defensivo 6x0 Este sistema de defesa é a base de todos os demais. Os seis jogadores são distribuídos em torno da linha dos seis metros, sendo que cada defensor é responsável por uma determinada área na zona de defesa.&lt;br /&gt;Sistema defensivo 5x1'O sistema de defesa por zona 5 X 1 é uma variação do 6 X 0. Cinco jogadores ocupam a zona dos seis metros e um é destacado para colocar-se na linha dos nove, para cumprir ações especificas inerentes ao sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema defensivo 4x2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sistema é utilizado contra equipes com dois especialistas de arremessos de meia-distância, cujo jogadores de seis metros são de pouca técnica. Quatro jogadores (defensores laterais e centrais) ocupam a zona dos seis metros e dois jogadores (defesas avançadas) colocam-se na zona dos nove metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema defensivo 3x2x1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para diferenciar dos outros sistemas defensivos por zona, esta defesa tem três linhas defensivas. O defensor lateral direito, esquerdo e central formam a primeira linha defensiva junto à área dos seis metros. O defensor lateral direito e esquerdo formam a segunda linha de defesa, que se situa a cerca de dois passos à frente da linha de seis metros. O defensor avançado forma a terceira linha defensiva, na linha dos nove metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema defensivo 5x1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cinco jogadores na primeira linha e um fazendo marcação individual, geralmente no jogador que mais se destaca no ataque adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema defensivo 4x2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São quatro jogadores na primeira linha e dois fazendo marcação individual.&lt;br /&gt;A maneira mais comum de se ver uma equipe jogar é representada no esquema acima. O sistema defensivo mais utilizado pelas equipas adversárias é o 6x0. Neste tipo de esquema o melhor posicionamento para o ataque é o representado na figura acima, onde 5 jogadores formam uma linha de passe em frente a linha de defesa. Os jogadores 1, 2, 3 ficam a passar a bola de um lado para o outro enquanto o pivô (4) tenta abrir um espaço (com muito cuidado para não cometer falta de ataque) para que os armadores ou o central penetre na defesa e arremesse cara-a-cara com o goleiro. O pivô deve manter também um posicionamento de modo que possa receber a bola, girar e arremessar. Neste sistema deve-se também haver um grande entrosamento entre o ponta (1) e o armador (2), pois as melhores oportunidades de gols podem surgir de jogadas realizadas pelos dois atletas, tendo que se preocupar com os dois a defesa fica mais vulnerável no meio. O sistema 6x0 dificulta a penetração na defesa por isso arremessos de fora (sem penetrar na defesa) são comuns nesse tipo de jogada, aconselha-se então armadores altos com o arremesso fortes. O central deve ser um jogador habilidoso e criativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atacando com 2 pivôs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atacar com dois pivôs é arriscado, por isso recomendamos essa tática apenas para equipas um bom nível de conhecimento no andebol e esses esquemas devem ser utilizados apenas em ocasiões especiais, geralmente contra equipas inexperientes. As possibilidades de se criar jogadas na linha de passe tornam-se mais difíceis mas a defesa adversária fica mais presa. Um dos recursos utilizados para atrapalhar esse esquema é sistema defensivo 5x1, mas, isso deixa a defesa mais vulnerável, porém as possibilidades de intervir na linha de passe e surgir um contra ataque fatal são muito grandes. O segundo pivô também limita a atuação do jogador adiantado, podendo ser uma boa opção de passe, desta maneira o esquema "pode" também quebrar defesas 5x1 (também se deve ser realizado por equipas experientes). No sistema defensivo 6x0 podem utilizar dois pivôs, apenas quando as jogadas não estão surgindo na linha de passe e quando exista uma certa dificuldade na penetração, por isso a defesa deve se manter de 4 na quadra. Como se pode ver, o ataque com 2 pivôs é muito complexo por isso não é muito recomendável, principalmente para equipas inexperientes. Exige-se muito treino, atenção e habilidade dos jogadores, mas é uma boa opção em situações em que a equipa não possua um bom desempenho com apenas 1 pivô ou com dificuldades de arremessos de fora ( jogadas de suspensão ou por cima das da defesa) são interceptadas pela defesa adversária. Existem várias maneiras de posicionar-se no ataque, dependerá sempre do andamento da partida. As táticas apresentadas acima são as mais utilizadas e comuns no andebol actual. Como existem adversários e sistemas defensivos diferentes a figura do treinador é importantíssima nesse momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-3899012254325192884?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3899012254325192884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3899012254325192884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2011/07/construcao-do-jogo-de-andebol.html' title='Construção do jogo de Andebol'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-7621764158357354268</id><published>2011-05-31T03:59:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T04:00:04.733-07:00</updated><title type='text'>A pedagogia do “contato físico” no handebol</title><content type='html'>A pedagogia do “contato físico” no handebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 maio 2011 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais autores que estudo é o francês Claude Bayer, treinador da seleção Francesa de handebol na década de 70 que, dentro do contexto atual da pedagogia do esporte tem em sua obra “O Ensino dos Esportes Colectivos” um trabalho de base, sobre o qual, muitos novos estudos surgiram e ainda devem surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visando categorizar os esportes coletivos a partir de suas semelhanças e diferenças, Bayer aponta que, com relação à forma de disputa da bola, o handebol se caracteriza como um esporte de contato físico, que em grau de intensidade, fica atrás somente de esportes como o Rúgbi e o Futebol Americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o contato físico é inerente ao jogo e, complementando esta ideia, sem sua presença, o handebol seria um esporte sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, o contato físico deve ser, sem dúvidas, um conteúdo de aprendizagem, que necessita ser pedagogizado em aulas e treinos, principalmente na iniciação ao handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falo aqui de treinos maçantes ensinando como controlar o adversário, dentro de um padrão técnico, comumente visto em treinos através de exercícios analíticos que ensinam como “encaixar” o adversário, inibindo-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou falando sobre algo muito maior e anterior ao esporte. Falo sobre quebrar um paradigma social muito presente que está relacionado ao enclausuramento do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato físico, como abraçar, beijar e dar as mãos, é comum em núcleos familiares (e ainda assim, nem sempre essas atitudes são observadas), porém, qualquer tipo de contato ou proximidade física com um “estranho” é mal vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense-se entrando em um ônibus cheio, a caminho de seu trabalho, de sua escola ou mesmo a caminho de uma aula/treino de handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no ônibus você observa que existem 30 assentos, cada um com dois lugares, mas que 29 deles estão ocupados por apenas uma pessoa, deixando-se um dos assentos vazios, e apenas um assento tem dois lugares vagos. Qual é a sua escolha? Sentar-se ao lado de alguém ou procurar o assento vazio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simples, pois é normal, dentro de nossos padrões culturais e sociais, buscarmos um assento vazio, pois assim nos preservamos e cuidamos de nossa individualidade que é metaforicamente simbolizada por nosso corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine então, o caso do esporte: o contato físico, na maioria dos esportes coletivos está associado a uma ação viril (nem sempre agressiva, em verdade) quase sempre associada a uma atitude transgressora. O contato gera faltas. A falta pode gerar uma punição regulamentar. Logo, ter contato, nos esportes coletivos se caracteriza por um reforço negativo ao comportamento dentro do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somando-se todos estes fatores ao fato de que geralmente, crianças de núcleos sociais diferentes se encontram para aprender handebol em projetos e escolinhas, tocar, encostar e ainda por cima, buscar o contato corporal com a finalidade de parar um adversário passa a ser na cabeça da criança – bombardeada desde muito nova com os conceitos e critérios sociais de preservação de sua integridade individual – a ser entendido como algo a ser evitado. Porém, no handebol, jogar sem contato é deixar de jogar, pois a modalidade moldou-se como um esporte em que, para evitar a progressão adversária, a falta se torna um recurso particularmente e taticamente aceitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, o contato físico transforma-se em algo a ser ensinado, logo nos primeiros contatos com a modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta ensinar a técnica defensiva (onde colocar as mãos, como posicionar as pernas e o tronco). Deve-se, antes disso transformar o contato em algo tolerável, aceitável e “normal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando a iniciação ao handebol, pensando em categorias pré-mirim e mirim (10, 11 e 12 anos), a presença do elemento lúdico pode ser uma estratégia de ensino capaz de promover a suspensão momentânea das crianças das regras sociais que limitam a expressão corporal no sentido do outro, transformando o ambiente de aprendizagem em um ambiente cujas novas regras – condizentes à proposta de ensino (que é a tolerância ao contato físico) – sejam criadas e bem associadas pelas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre reforço, as crianças já sabem o que fazer para que a possibilidade de ter contato com o outro seja aceitável, e é por isso que ela brinca. Na brincadeira, novas e emergentes regras surgem, válidas apenas naquele contexto, de forma que, por exemplo, numa brincadeira tradicional como o pega-pega a necessidade de tocar o outro seja o principal elemento caracterizador do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, então brincar de pega-pega nas aulas de handebol é uma forma de ensinar às crianças a tolerância ao contato físico? Claro que sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pega-pega, pega-ajuda, pega-gelo, pega-americano, pega-corrente, mãe da rua, rio vermelho, pega-pega salve-se com um abraço, são todas variações de brincadeiras de perseguição de ótimo apelo para o início ao contato físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jogos comuns como o “passa 10″ – no qual duas equipes disputam a posse da bola e tentam realizar 10 passes para marcar um ponto – incluir uma regra simples como, se o jogador estiver sento tocado pelo adversário de frente, este não poderá receber a bola, ou então, se o jogador com bola for tocado de frente em um de seus ombros ele perde a posse da bola introduzem o conceito do contato em suas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincar de rúgbi, brincar de desmarque (1×1 em que um deve tentar ultrapassar o outro), traz mais especificidade ao contato, por aproximar-se muito do que se solicita no handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente após brincar muito e entender que encostar-se ao colega não é nenhum problema – pois ao brincar, criam-se regras que valem nessas brincadeiras e que, sem o contato não se joga, mas principalmente, a ludicidade afasta momentaneamente de quem joga as imposições sociais sobre o corpo, de forma que tocar torna-se normal, agradável e tolerável – é que os principais conceitos sobre o contato regulamentar do handebol – ações defensivas, ações do pivô sobre seu(s) marcador(es) e etc.. é que devem ser abordadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, como sugestão, estendam que é necessária uma pedagogia do contato físico, antes que se cobre tal contato de seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário que seus alunos entendam que podem se tocar e que, principalmente, podem ser tocados – e que isso é normal para quem está aprendendo handebol – para, só então, o contato ser algo treinável dentro de padrões regulamentares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-7621764158357354268?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7621764158357354268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7621764158357354268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2011/05/pedagogia-do-contato-fisico-no-handebol.html' title='A pedagogia do “contato físico” no handebol'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-8417862846395871861</id><published>2011-05-30T09:33:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T09:34:47.026-07:00</updated><title type='text'>Categorias Pré-Mirim e Mirim – Principais Objetivos Pedagógicos</title><content type='html'>Categorias Pré-Mirim e Mirim – Principais Objetivos Pedagógicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 maio 2011 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, depois de algum tempo (devido à correria do dia-a-dia), volto a postar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi escrever um pouco sobre aquilo o que considero que, dentro do que estudo sobre Pedagogia do Esporte, deve ser compreendido como conteúdo de aprendizagem em categorias menores no handebol (pré-mirim e mirim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Características desta faixa etária quanto à compreensão do jogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alunos com 10, 11 e 12 anos (em sua maioria) entendem que o jogo é centrado na bola, logo, a ideia de fazer gols e proteger seu alvo é secundária à intenção de ter a bola. Dessa forma, podemos entender que as crianças não jogam o handebol em sua lógica cabal nesse período, mas sim um jogo de bola com as mãos em que ter a bola é o objetivo primário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivos Gerais de Aprendizagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolver nos alunos a compreensão de que o handebol é uma relação entre bola e os alvos do jogo, de forma que ter a bola é bom, mas deixá-la aproximar-se muito de seu gol não é o ideal, ao mesmo tempo em que tentar ter a bola o mais próximo do alvo adversário facilita que se atinja vantagem favorável no placar da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Princípios Ofensivos a serem Ensinados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Gostar de ter a bola;&lt;br /&gt;    * Gostar de estar livre para receber a bola;&lt;br /&gt;    * Gostar de estar próximo ao seu companheiro quando estiver livre;&lt;br /&gt;    * Gostar da ajuda de seus companheiros;&lt;br /&gt;    * Aprender a buscar espaços vazios para receber a bola, estando em progressão ao gol adversário;&lt;br /&gt;    * Aprender a ultrapassar adversários quando estiver em posse de bola (princípio da finta, difícil de ser explorado intuitivamente pelo aluno)&lt;br /&gt;    * Ser objetivo com a bola – buscar o gol (tentar ocupar a região central da quadra e não as laterais);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Princípios Defensivos a serem Ensinados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Tentar ter a bola a todo o momento;&lt;br /&gt;    * Proteger o alvo afastando a bola de perto dele;&lt;br /&gt;    * Em bolas paradas, não ficar próximo à bola, mas manter contato e proximidade com os adversários livres;&lt;br /&gt;    * Aprender que para ter a bola deve ao mesmo tempo proteger seu alvo (ficar entre a bola e seu gol);&lt;br /&gt;    * Ao perder a posse da bola, colocar-se rapidamente à frente de seu adversário mais próximo (deslocar-se para trás, ocupando o espaço que o adversário quer percorrer);&lt;br /&gt;    * Aprender a lidar com contato físico (entender que isto é normal no jogo de handebol);&lt;br /&gt;    * Aprender a defender com o tronco à frente do adversário;&lt;br /&gt;    * Não estimular a violência na defesa, evitando faltas sem sentido tático (faltas quando jogadores deslocam-se para a linha de fundo, longe dos gols, ou mesmo quando o adversário ainda está muito longe do seu gol e não demonstra atitudes perigosas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos Técnico-Táticos Ofensivos a serem Explorados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ocupar espaços vazios sem bola;&lt;br /&gt;    * Ocupar espaços vazios em progressão sem bola (às costas e à frente do marcador);&lt;br /&gt;    * Aprender a parar rapidamente sua trajetória sem bola caso receba a bola e tenha um adversário estiver à sua frente (fixação);&lt;br /&gt;    * Fintar se o espaço vazio for ocupado pelo adversário (utilizar o ritmo trifásico taticamente);&lt;br /&gt;    * Finalizar estando em progressão ao alvo corrigindo o corpo sempre em direção ao gol;&lt;br /&gt;    * Aprender a arriscar na finalização (buscar extremos do gol – próximo às traves) retirando a finalização do centro geométrico das traves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos Técnico-Táticos Defensivos a serem Explorados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Equilibrar-se com seu adversário (colocar-se sempre entre o adversário e gol, com e sem bola);&lt;br /&gt;    * Antecipar passes, controlando seu adversário (procurar a bola, mas manter contato físico com o adversário);&lt;br /&gt;    * Aprender a alinhar seu tronco ao do adversário quando este tentar ultrapassá-lo com bola (evitar agarrões laterais);&lt;br /&gt;    * Aprender a recuar o mais rápido possível em direção ao espaço desejado pelo adversário com bola, caso o adversário o ultrapasse (evitar empurrões laterais e pelas costas);&lt;br /&gt;    * Quando em contato com o adversário, buscar sempre a bola, evitando que o braço do adversário fique livre mesmo com o contato físico;&lt;br /&gt;    * Aprender a não fazer faltas quando a bola estiver longe de seu alvo, pois a falta desnecessária beneficia o atacante;&lt;br /&gt;    * Aprender a fazer faltas, quando o adversário estiver muito próximo a seu alvo, através de contatos frontais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de bastante conteúdo não? Utilizando-se desses conteúdos durante suas aulas, no entanto, é necessário que haja coerência pedagógica quando se trata do momento competitivo, ou seja, da preparação para o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se observarmos tais princípios e aspectos táticos elencados, qual tipo de estratégia defensiva deverá orientar sua equipe? Qual estratégia ofensiva deverá ser utilizada nas partidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos que os alunos encontram-se ainda em fase de transição de um jogo de bolas com as mãos para o handebol propriamente dito (pois dentre os principais objetivos de ensino está compreender que o handebol tem dois gols, um atacar e um a defender e que ter a bola só é bom quando se entende que se deve afastá-la de seu alvo e aproximá-la do alvo adversário), de nada adianta ensinar estes aspectos supracitados e empregar uma defesa 6:0, padronizada por ações lateralizadas (que não respeita a principal característica dos alunos, que é querer a bola – para eles, ainda o principal referencial do jogo) e adotar uma postura zonal quando atacando – jogar com um pivô, armadores e pontas – pois o jogador não saberá entender esta disposição tática, uma vez que por querer a bola a todo instante, ele terá um grande conflito por ter que ficar esperando a bola passar de mão em mão até chegar nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se jogar prioritariamente com defesas individualizadas (que podem até não dar os melhores resultados inicialmente, mas que trarão a seus alunos, com maior precocidade a compreensão de que handebol é um jogo em que se um jogador falhar defensivamente, toda equipe será prejudicada e que colocar-se entre o adversário e a baliza é uma ação taticamente inteligente, enquanto que o jogar em zonas baixas imediatamente, esse conceito deixará de ser compreendido de forma inteligente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se jogar, ofensivamente, sem referências zonais, mas sim tendo na busca de espaços vazios sem bola e em progressão ao alvo (quais quer que sejam os espaços), entendendo que aproximar-se do companheiro marcado, desmarcando-se é inicialmente a melhor forma de organizar o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem, claro, aqueles que condenam este ponto de vista, atestando que escolas tradicionais européias, como a alemã, iniciam seu jogo nas idades menores por defesas baixas e sempre foram potências do handebol mundial. Mas duvido que a defesa “baixa” alemã, seja uma defesa passiva ao ataque, como, de forma estereotipada, fazemos muitas vezes ao colocar barreirinhas defensivas que se deslocam apenas para os lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não venho aqui para dizer se isso é melhor do que aquilo, venho apenas apontar o que estudos aos quais tenho contato e costumo divulgar neste espaço acabam por indicar como uma forma adequada de ensinar handebol na iniciação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-8417862846395871861?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8417862846395871861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8417862846395871861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2011/05/categorias-pre-mirim-e-mirim-principais.html' title='Categorias Pré-Mirim e Mirim – Principais Objetivos Pedagógicos'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1499571368890387653</id><published>2011-05-23T03:06:00.001-07:00</published><updated>2011-05-23T03:06:48.240-07:00</updated><title type='text'>GAMA FILHO – Especialização em Pedagogia e Treinamento dos Jogos Esportivos Coletivos</title><content type='html'>9 março 2011 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Público Alvo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissionais que atuam em: secretarias de esportes, escolas públicas e particulares, clubes, secretarias e departamentos de esportes, instituições particulares – escolas de esportes, projetos sociais e programas esportivo-sócio-educativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil será o centro esportivo mundial nesta década, pois realizaremos em 2014 a Copa do Mundo de Futebol e em 2016 os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observa-se hoje que a adesão ao Esporte cresce vertiginosamente, sendo assim, torna-se imprescindível dar ao Esporte um tratamento pedagógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade Gama Filho, ao criar o curso de Pós-graduação em Pedagogia do Esporte e Treinamento dos Jogos Desportivos Coletivos quer transformar a atual realidade de ensino do esporte no Brasil e deixar um legado social relevante para o País com profissionais atualizados e capacitados com as novas tendências mundiais em Pedagogia do Esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curso conta com os mais renomados professores em Pedagogia do Esporte do Brasil, tais como Prof. Ms. Henrique Ferreira Barcelos, Prof. Dr. Hermes Ferreira Balbino, Prof. Dr. João Paulo Borin, Prof. Dr. Pablo Juan Greco, Prof. Dr. Rodrigo Aparecido Azevedo Leitão, Prof. Ms. Rubens Venditti Junior, Prof. Dr. Wilton Carlos de Santana, Prof. Dr. Charles Ricardo Lopes, Prof. Dr. Roberto Rodrigues Paes, Prof. Dr. Miguel de Arruda, Prof. Dr. Irineu José Gorla e Prof. Dr. Alcides José Scaglia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos módulos referentes ao ensino do Handebol, terei o prazer de compartilhar os conteúdos com o prof. Washington Nunes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1499571368890387653?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1499571368890387653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1499571368890387653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2011/05/gama-filho-especializacao-em-pedagogia.html' title='GAMA FILHO – Especialização em Pedagogia e Treinamento dos Jogos Esportivos Coletivos'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-7022946307877578744</id><published>2011-05-23T03:04:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T03:05:23.378-07:00</updated><title type='text'>Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos)</title><content type='html'>Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos) – 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 março 2011 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visando dar continuidade ao artigo anterior, em que foi tratado o conceito da finta-tática tendo como base o reconhecimento dos espaços vazios defensivos, segue agora um exemplo de atividade que deve ser aplicada até os 12 anos de idade (mas que pode ser aplicada também em idades maiores) que pode estimular a aprendizagem simultânea dos meios táticos individuais ocupação de espaços vazios e finta, tão importantes para a iniciação ao handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe da Rua com 3 pegadores e facilitação da observação dos espaços vazios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que todos conheçam a brincadeira conhecida como mamãe da rua, dono da rua e que ainda pode ser conhecido por outros nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta brincadeira popular pode ser levada ao ambiente de aprendizagem do handebol, principalmente quando se tem o objetivo e ensinar a ocupação dos espaços vazios e a possibilidade de execução da finta-tática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de pequenas adaptações deste jogo, é possível potencializar a aprendizagem desses aspectos do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, breve descrição da atividade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivo do Jogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pedestres (fugitivos) deverão atravessar uma região (rua) que é protegida por um ou mais jogadores (os pegadores ou donos da rua), saindo de um lado (calçada) para o outro lado da rua (outra calçada), lugares em que os pedestres estão salvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regras Básicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os pedestres devem receber dois barbantes ou coletes que devem ser presos  lateralmente em seus shorts e bermudas, assemelhando-se a dois rabinhos que são utilizados em brincadeiras como o pega-rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono da rua deverá tentar retirar um dos barbantes ou coletes dos pedestres. Caso consiga, ele deixa a rua e vira pedestre, e o pedestre vira dono da rua, entregando seu outro barbante a quem ao então pegador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos devem tentar atravessar a rua ao mesmo tempo, ao sinal do professor, não valendo retornar para a calçada em que estavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações pedagógicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a matriz básica do jogo. Observa-se que nesta adaptação não basta o dono da rua pegar o pedestre, mas sim retirar um de seus barbantes, fator de facilita a chance de o pedestre conseguir, mesmo depois de tocado, ultrapassar o dono da rua com movimentos de quadril, pernas e tentando enganar o pegador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogado assim, o jogo já traz consigo o elemento básico da finta-tática. O pedestre tentará aproveitar os espaços que sobram na rua para ultrapassar de uma calçada para a outra e, em caso de ser obstruído pelo dono da rua, tentará fintá-lo. Assim, prevalece a regra de tentar passar a rua pelos espaços vazios, sendo a finta, uma emergência desta ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo pode ser realizado de várias formas: cada um com uma bola driblando-a, com mais de um pegador e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, pensando na aproximação ao jogo de handebol e nas possibilidades de manipular as variáveis do jogo de forma que todos os alunos possam ser avaliados quanto à sua tomada de decisão frente aos problemas do jogo, sugiro a seguinte variação do jogo, descrita a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando-se da quadra de voleibol como terreno de jogo, coloca-se três pegadores, dois responsáveis pela proteção daquilo o que seria o fundo da quadra de vôlei (limitada pela linha de fundo e linha de 3 metros da quadra) e um seria o responsável pelo centro da quadra (região entre as duas linhas dos 3 metros), com os pedestres divididos em trios, ficando 2 na mesma calçada e um na calçada do outro lado da rua com uma bola nas mãos, conforme a figura no fim do artigo.Observe que existe uma linha que atravessa todo o comprimento da quadra, dividindo-a em duas metades (essa linha pode ser traçada com fita zebrada presa nas extremidades com fita crepe, giz ou uma corda bem fina), sendo que o pegador, antes do sinal do professor não poderá adiantar-se  à frente desta linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sinal do professor, três situações ocorrerão quase que simultaneamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   1. Os donos da rua deverão deslocar-se e bater as mãos em uma das linhas que limita sua região de jogo, à esquerda ou à direita (no caso dos pegadores que estão no fundo da quadra de vôlei, eles deverão bater as mãos ou na linha de fundo, ou na linha de 3 metros, e o pegador do centro deverá optar por bater a mão ou na linha de três metros de sua esquerda ou da direita);&lt;br /&gt;   2. Os pedestres sem bola deverá observar para qual lado o pegador se desloca e tomar a decisão sobre que lado deverá correr (o lado em que o pegador correu ou o lado em que o pegador deixou livre);&lt;br /&gt;   3. O jogador com a bola deverá passá-la para seu companheiro que busca a melhor decisão, para que ele a receba antes da metade da quadra, pois o pedestre só poderá atravessar a rua com a posse da bola (não vale driblar a bola nesta atividade), caso contrário, troca de lugar com o pegador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas três ações transformam a brincadeira em um jogo de muitas tomadas de decisão simultâneas: De que lado eu devo correr? Quando e como devo passar a bola? E se o pegador conseguir se colocar à minha frente, o que devo fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste jogo a possibilidade da finta surgir como emergência de uma ação mais complexa (o contexto do jogo) é muito recorrente e possível, e estará contextualizada com algo muito semelhante ao que ocorre num jogo de handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para controlar a dificuldade do jogo pode-se aproximar ou distanciar a linha que divide a quadra ao meio, sendo que quanto mais próxima a linha estiver do lado em que está o jogador sem bola, mais fácil será atravessar a rua e quanto mais distante estiver a linha, mais difícil será ocupar um espaço vazio sem que o pegador consiga recuperar-se e marcar o pedestre. Cabe ao professor avaliar em que momento controlar esta variável do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, tento traduzir essas regras em um esquema com figuras que mostram todas as possibilidades de respostas que o jogo oferece (clique na imagem para ampliá-la).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 1. Etapas do Jogo que poderá ensinar o conceito da finta-tática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então? Dá ou não dá pra ensinar a fintar-taticamente com um joguinho como este?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta, para isso, conhecer o jogo de handebol e saber como condicionar o jogo aos seus objetivos de ensino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-7022946307877578744?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7022946307877578744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7022946307877578744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2011/05/sensibilizacao-ao-conceito-tatico-da.html' title='Sensibilização ao conceito tático da finta e ocupação de espaços vazios para a iniciação do Handebol (até 12 anos)'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-4504796148759581350</id><published>2011-05-23T03:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T03:01:00.962-07:00</updated><title type='text'>Uma Crônica sobre a Iniciação ao Handebol</title><content type='html'>Uma Crônica sobre a Iniciação ao Handebol &lt;br /&gt;21 maio 2011 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;Texto gentilmente cedido pelo Prof. Jean Brito – Governador Valadares – MG&lt;br /&gt;Certa vez na Universidade um professor fez uma pergunta interessante a nós alunos do 2º período do Curso de Educação Física, na disciplina Handebol.&lt;br /&gt;Ele nos perguntou qual seria o esquema tático defensivo mais viável para ensinar crianças menores de 10 anos, ou seja, iniciação. Quase todos unânimes responderam 6:0 incluindo a honrosa opinião do mestre da sala: O Professor.&lt;br /&gt;Naquele momento todos riam por terem falado exatamente o que o professor gostaria de escutar. Eis que se levantaram as mãos de duas pessoas que discutiam no fim da sala sobre a pergunta colocada. Para azar da turma e do professor os dois aventureiros eram atletas de handebol e gostariam de manifestar suas inquietações.&lt;br /&gt;Um dos alunos puxou a discussão:&lt;br /&gt;- Professor! Como posso ensinar meu aluno a jogar handebol se ele com relação à defesa ficará preso feito raiz no chão, caminhando somente para as laterais? (falou assim laterais por que na época existia um conceito de 6:0 plantado e 6:0 flutuando coisa que nunca ninguém viu certo?).&lt;br /&gt;O professor logo retrucou:&lt;br /&gt;- Eu não disse que ele ficaria feito estátua parada e sim que todos ficariam em movimento só que abrangendo largura e não profundidade!&lt;br /&gt;A turma deu aquela risada com ar de pra que você foi cutucar onça com vara curta. Bem feito. O aluno, porém bem vivido no handebol rebateu no diálogo:&lt;br /&gt;- Pois bem meu professor vamos pensar na situação. Tenho duas equipes que estão sendo treinadas para resolver os problemas táticos e técnicos que brotam em quadra. A primeira equipe é a sua que marca do 6:0 (plantado! Parecendo coisa de agricultor). A segunda equipe marca-se individual quadra inteira, meia quadra, 9 metros e assim vai. Qual das equipes estaria com mais experiências motoras? A primeira que ataca provavelmente num esquema tradicional como estes que assistimos na TV cinco jogadores passando bola e um enfiado entre os defensores, e que marca 6:0; ou a equipe (como falamos menores de 10 anos!) que ataca explorando todos os espaços da quadra e marca-se individual em vários níveis? Ainda completo estimado professor se jogasse uma contra outra como seria?&lt;br /&gt;Depois de ter colocado esta situação a turma ficou em silêncio o professor emudeceu e todos pensaram: Ferrou! Perdeu nota.&lt;br /&gt;Como estávamos em ambiente acadêmico o professor preferiu ser discreto na saída falando assim: – Bom achei interessante à colocação de vocês, vou pesquisar e depois nos falamos. (Nunca mais se viu o professor)&lt;br /&gt;Fiquei feliz por ver que houve inquietação e sei também que muitos são os professores formados hoje, mas que eram discentes naquela época que ministram o handebol na iniciação em suas escolas e clubes de maneira ampla sem estar preso a uma coisa e sim variando as possibilidades para que seus alunos cresçam no aprendizado e que realmente saibam se colocar e resolver os problemas gerados dentro de quadra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-4504796148759581350?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/4504796148759581350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/4504796148759581350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2011/05/uma-cronica-sobre-iniciacao-ao-handebol.html' title='Uma Crônica sobre a Iniciação ao Handebol'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-77505178599900516</id><published>2010-12-14T05:00:00.001-08:00</published><updated>2010-12-14T05:00:49.463-08:00</updated><title type='text'>Andebol – Regras básicas para iniciantes</title><content type='html'>Andebol – Regras básicas para iniciantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos aqueles que começam a dar os seus primeiros passos na nossa modalidade, nunca é demais relembrar os princípios de jogo, e verdade seja dita, tenho conhecimento de muita boa gente que se esquece de informar estes pequenos e importantes passos, principalmente aos nossos bambis e minis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regras Básicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como qualquer desporto, o andebol tem regras. Só sabendo e , por sua vez, cumprindo estas regras é que podemos praticar este desporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A equipa de andebol é formada por 7 jogadores de campo (duas pontas, dois laterais, um central, um pivot e um guarda-redes) e tendo um máximo de 7 suplentes.&lt;br /&gt;    * a duração dos jogos depende do escalão. No escalão até aos 10 anos (bambis e minis) o jogo dura 40min, duas partes de 20min e um intervalo de 10min; no escalão dos 11 a 12 anos (infantis) o jogo dura 50min, duas partes de 25min e um intervalo de 10min; nos escalões imediatos a partir dos 13anos (iniciados a seniores) o jogo dura 60min, duas partes de 30min e um intervalo de 10min.&lt;br /&gt;    * O terreno de jogo tem forma rectangular compreendido entre duas linhas laterais de 40 m e duas linhas de baliza de 20m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O sistema de pontuação diz que só é golo quando a bola passa totalmente a linha de baliza.&lt;br /&gt;    * A bola é considerada fora quando ultrapassa totalmente as linhas laterais ou as linhas de baliza.&lt;br /&gt;    * A bola é reposta em jogo através de: lançamento pela linha lateral, colocando um dos pés sobre a linha lateral onde a bola saiu e o outro fora do terreno; lançamento de canto, ocorre quando a bola sai pela linha de baliza tendo sido o ultimo jogador a tocar um defesa (excepto o guarda-redes) e é realizado com um pé sobre a marcação de canto; lançamento de baliza, quando a bola sai pela linha de baliza tendo sido o ultimo jogador a tocar um atacante ou o guarda-redes, a bola é passada pelo guarda-redes em qualquer parte da sua área.&lt;br /&gt;    * Não há limite de substituições por jogo.&lt;br /&gt;    * As acções consideradas falta resultam num lançamento livre. Os jogadores defensores têm de estar no minimo a 3m do local da marcação. Se a falta ocorrer entre a linha de 6m e 9m, a falta é marcada de igual maneira mas sobre a linha de 9m. È permitido marcar as faltas directamente para a baliza. Quando um jogador sofre falta em situação manifesta de golo ou um defesa viola a área do guarda-redes é marcado um livre de 7m. Este marca-se na marca de 7m directamente para a baliza.&lt;br /&gt;    * A bola só pode ser jogada com as mãos, caso contrario é falta. Também não é permitido ficar com a bola na mão mais de 3 segundos consecutivos.&lt;br /&gt;    * Um jogador não pode dar mais de três passos com a bola na mão sem driblar.&lt;br /&gt;    * Não se podem fazer dois dribles consecutivos, ou seja, driblar a bola, agarrá-la e voltar a driblar. Não se pode driblar com as duas mãos em simultâneo.&lt;br /&gt;    * O arbitro pode sancionar os jogadores com: advertência (amarelo), exclusão (2 minutos), desqualificação (vermelho,  acumulação de exclusões, máx.3) ou expulsão directa (vermelho com cruzeta).                              &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estão as regras básicas do andebol! como vês não são difíceis! Se és jovem e gostas de desporto, dirige-te ao teu clube local  e vai Experimentar…!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-77505178599900516?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/77505178599900516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/77505178599900516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/12/andebol-regras-b%C3%A1sicas-para-iniciantes.html' title='Andebol – Regras básicas para iniciantes'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1616236734497946522</id><published>2010-12-13T09:47:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T09:49:19.472-08:00</updated><title type='text'>Princípios Básicos para Competições de Base, Lucas Leonardo</title><content type='html'>Princípios Básicos para Competições de Base&lt;br /&gt;9 dezembro 2010 por Lucas Leonardo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá!&lt;br /&gt;Este não será um artigo longo, tratarei nele apenas uma inquietação que tive agora a pouco, pensando “cá com meus botões”.&lt;br /&gt;Quando falamos de competições de base, voltado para crianças em períodos da iniciação, temos que nos remeter a alguns cuidados, ou melhor, refletir sobre alguns vícios que trazemos conosco.&lt;br /&gt;Um vício comum é pensar em competição apenas pelo viés do resultado de quadra. Ou seja, inscrevo minha equipe para vencer, e pensando nisso, farei o que for possível para conseguir a conquista. Um reflexo deste pensamento é inscrever 14 alunos/atletas, para uma competição, mas utilizar apenas 7 ou 8 desses alunos ao longo de todos os jogos. Isso está de acordo com o caráter formativo?&lt;br /&gt;Outros vícios bastante comuns  são: (1) visando ensinar o handebol para as crianças, transformar o ambiente de jogo em um momento cercado de valores tradicionais, tais como a famosa preleção “motivacional” pré-jogo, (2) jogar estruturalmente e funcionalmente de acordo com o que aparenta existir nos modelos de alto rendimento, proporcionando uma dinâmica de jogo estereotipada do jogo do adulto, enfatizando, desde muito cedo especialidades para cada aluno, criando uma estrutura de jogo demasiadamente fixa e padronizada, (3) além de desenvolver uma dependência muito grande do professor, deixando o desenvolvimento da autonomia para tomar decisões na quadra, através de uma postura de professor “dono da verdade” que manipula seus “bonequinhos” como fazem os militares ao desenvolver táticas de guerra.&lt;br /&gt;Vícios como esses devem ser definitivamente banidos do processo educacional. Não pode existir no ambiente competitivo de base. A final, quem é o protagonista deste momento? A equipe vitoriosa, apenas? O melhor professor, que comanda sua equipe de forma a levá-la à vitória? Ou o aluno, que tem que ter o direito de exercer sua função de protagonista, participando da competição?&lt;br /&gt;Para isso, existem princípios que balizam a ação pedagógica de um “esporte para todos”, que podem muito bem ser transferidas para um ambiente competitivo de base, que deve ser extremamente pedagógico.&lt;br /&gt;Para o professor João Batista Freire (@jbfreire), existem 4 princípios que devem balizar a ação educativa quando falamos do esporte, princípios estes balizadores de um projeto que considero pioneiro nas discussões sobre o “esporte educacional”, que é o Instituto Esporte Educação (visite o site), conforme aparece na figura abaixo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Figura 1. Metodologia Triangular para o Ensino do Esporte Educacional (Fonte: IEE)&lt;br /&gt;Entendendo cada um dos princípios quando falamos de Competições Pedagógicas para a base:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Ensinar esporte para todos – é de fundamental importância que competições pedagógicas pensem em seu regulamento, ou que o professor tenha a conduta ética, em proporcionar a participação equitativa de seus alunos. Isso fomenta um aspecto importante: todos participam e todos aprendem através da possibilidade de serem inseridos no jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Ensinar bem esporte para todos – Não basta ensinar bem apenas aquele que é julgado como um talento nato. Ensinar bem esporte para todos significa possibilitar que todos tenham atenção pedagógica. Todos seus alunos participarão das competições pedagógicas (primeiro princípio), logo, todos devem aprender bem, para se sentirem bem quando jogam e quando competem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.Ensinar a gostar de esportes – Você consegue imaginar uma criança que joga sendo comandada por um professor como alguém que terá prazer em jogar? Quando jogam, as crianças devem experimentar a liberdade, pois através da liberdade elas passarão a gostar de jogar. Assim, a postura do professor deverá educar para a autonomia e liberdade, mediando os conflitos do jogo e não comandando crianças como se fossem robôs. Você consegue imaginar uma criança que vai para um jogo e não entra na quadra como alguém que gostará de esportes? Novamente os dois primeiros princípios são fundamentais, pois a participação na competição, pautada em um processo de um bom ensino do esporte, proporcionará à criança gostar do esporte que está jogando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.Ensinar mais do que esporte para todos – Uma competição pedagógica deve ser um ambiente de aprendizado para além do esporte. Existem estratégias interessantes, por exemplo, para que haja maior interação social entre as crianças, como o desenvolvimento de gincanas entre os jogos, em que as equipes se misturam e brincam, ou mesmo propondo atividades cooperativas, em que todos tenham que atingir objetivos comuns, colaborando uns com os outros, mesmo sendo de equipes diferentes. Pode ser estimulada a democracia, desenvolvendo um sistema de votação em que alunos, árbitros, professores e pais possam votar nos destaques das competições, de forma que todos os votos sejam paritários, mostrando às crianças a importância de votarem conscientemente nos nomes que serão os destaques, além de proporcionar a aproximação de crianças de equipes diferentes, no caso de uma criança da equipe A querer votar numa criança da equipe C, tendo que descobrir o nome dela, perguntando diretamente a ela, ou aos colegas da outra equipe. Podem-se estimular valores como de justiça e ética, através de uma postura dos professores diferente daquela tradicional, sem reclamações absurdas com árbitros, sem exposição da criança a situações de desconforto e mesmo, educando as crianças sobre o comportamento delas com os colegas da outra equipe e com a arbitragem.&lt;br /&gt;Seguindo princípios como esses, uma competição de base pode ser considerada, por excelência, como uma competição pedagógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço a professores de escolas de ensino fundamental I e II, além de professores de iniciação esportiva (não só de handebol) que pensem sobre esses princípios e busquem utilizá-los no seu dia a dia de competições. Se não for pela própria regra da competição, que seja pela sua ética enquanto educador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1616236734497946522?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1616236734497946522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1616236734497946522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/12/principios-basicos-para-competicoes-de.html' title='Princípios Básicos para Competições de Base, Lucas Leonardo'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-3565469474481222501</id><published>2010-11-19T08:58:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T08:59:32.588-08:00</updated><title type='text'>Carreira na Arbitragem,RICARDO CARDOSO - Psicólogo</title><content type='html'>ARBITRAGEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“HOJE NÃO VOU FALAR de famílias e das suas dinâmicas, de exercícios de reflexão sobre os aspectos educativos no seio da família. Hoje vou voltar à minha outra paixão, a psicologia desportiva. No entanto quero deixar aqui um apontamento sobre o desporto e a família e a importância das vivências desportivas na construção da personalidade e aquisição de competências sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticar um desporto colectivo desde cedo é importante na aprendizagem da partilha, do respeito ao outro e na gestão da frustração. Sempre que possível os pais devem acompanhar os seus filhos nestas actividades. Um desses momentos, pode ser ir ver um jogo de andebol, tentando sempre incutir valores e aprendizagens aos seus progenitores. Sendo este o ponto a que quero chegar, ver um jogo de andebol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situação pode e deve ser uma prática educativa onde os pais e outros intervenientes devem mostrar competências suficientes para uma boa transmissão de valores. No entanto, isso pode não acontecer, ou marcada pela abordagem que se faz aos árbitros ou até aos jogadores adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra das situações é quando a falta de valores morais, competências psicológicas e sociais estão dentro de campo. Nos jogadores que são mal formados e entram em condutas anti-desportivas, ou porque, infelizmente, os árbitros são demasiado jovens e com baixas competências técnicas e emocionais, detendo uma atitude arrogante e demasiado prepotente, ameaçando jogadores e espectadores da bancada com punições disciplinares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes agentes desportivos são os mais expostos em todos os encontros, seja pela boa ou má prestação deles. Logo, a sua descrição e invisibilidade no jogo devem ser factor a ter em conta na avaliação positiva da sua prestação. Um árbitro nunca é bem-vindo, mesmo quando não está 'fardado', facto que devia ser alterado na nossa sociedade. No entanto, a postura deles também deve ser alterada logo desde início, na sua formação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da psicologia desportiva no ramo de controlo e identificação de emoções, gestão de conflitos e personalidade versus competência comunicativa, deve fazer parte da sua formação de base. Sem isto os árbitros jovens vão errar e muitos deles abandonam cedo demais a modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ser árbitro não é tarefa fácil! À menor desconcentração surge o erro. Nenhum árbitro convive pacificamente com o erro. Por isso se exige a máxima concentração antes e durante os jogos para o bom desempenho da função", diz Fernando Ferrão, árbitro Elite de andebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a psicologia desportiva no campo da gestão da frustração e domínio da capacidade de errar sem prejuízo para o momento seguinte? Muitos árbitros depois de errar voltam a errar para 'compensar', sendo isto depois um ciclo e um mecanismo cognitivo negativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores e jovens árbitros, comissões de arbitragem pessoas, pensem que um árbitro é um ser humano e com isso arrasta várias etapas do desenvolvimento, muitas delas caracterizadas pela imaturidade emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ensinem nem deixem os árbitros combater essa imaturidade com arrogância e petulância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O andebol já sofre com isso, todos os fins de semanas há árbitros jovens a não resolverem os conflitos emocionais com os outros agentes desportivos e com os próprios erros. Acreditem que nenhum de nós é imparcial, seja qual for a nossa função, pensem nisso e proponham-se a desenvolverem o vosso trabalho o melhor que saibam, mas com humildade. O andebol é espectacular, não deixem que estas pequenas coisas o façam ficar triste!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( RICARDO CARDOSO - Psicólogo )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-3565469474481222501?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3565469474481222501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3565469474481222501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/11/carreira-na-arbitragemricardo-cardoso.html' title='Carreira na Arbitragem,RICARDO CARDOSO - Psicólogo'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-6202186604802284386</id><published>2010-10-21T05:20:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T05:21:50.589-07:00</updated><title type='text'>un modelo deportivo que propone el desarrollo personal a través del deporte</title><content type='html'>Escuela Deportiva ITESO &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Instituto Tecnológico de Estudios Superiores de Occidente&lt;br /&gt;tomas@iteso.mx  Tomás Trujillo Santana &lt;br /&gt;(México) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Dentro de la cultura de la sociedad moderna el concepto de deporte es utilizado como una bandera positivista en diversos campos, así decimos que los jóvenes deberían orientarse al deporte en lugar de los vicios, así gobiernos y comunidades religiosas han apostado por el deporte como una actividad positiva para quien lo practica. Sin embargo, lejos de este obsoleto esquema, el deporte en la actualidad esta matizado de conductas personalistas y de una orientación marcada hacia el logro. En este sentido, ¿cuales esquemas propone la sociedad actual para asegurar que el deporte sea un contexto positivo?. Como una alternativa a este cuestionamiento surge la propuesta de crear la escuela deportiva ITESO cuyo objetivo es favorecer el desarrollo personal a través del deporte. Para cumplir este objetivo se han diseñado programas deportivos en fútbol, básquetbol y voleibol los cuales se combinan con programas basados en metodologías psicológicas. Los programas de trabajo psicológico varían sus objetivos según la categoría del participante ya que van a la par de su desarrollo psicológico. Dada la importancia de rescatar toda la información posible sobre esta aproximación al modelo que se desea crear, los programas tienen metodologías precisas de evaluación entre las que se encuentran observaciones diarias por parte de los entrenadores y baterías psicológicas. La Escuela deportiva ITESO representa la aproximación a un estilo de trabajo que permitirá asegurar que el deporte puede apuntar hacia una dirección más allá del mero desarrollo físico. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 5 - N° 26 - Octubre de 2000 &lt;br /&gt;Trabajo presentado en el IIIº Encuentro Deporte y Ciencias Sociales y &lt;br /&gt;1as Jornadas Interdisciplinarias sobre Deporte. UBA - 13 al 15 de Octubre 2000 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 / 1 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introducción &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Durante mucho tiempo el deporte ha despertado un gran interés no solo por parte de sus practicantes y aficionados sino también por parte de diferentes ciencias que a través de los años han logrado encontrar dentro de los contextos deportivos variados objetos de estudio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Es así, como el deporte es analizado cada vez con mayores elementos científicos, lo que permite tomar en cuenta no sólo aquellos elementos ejecutivos de las actividades deportivas, sino también aquellos elementos que antes se imaginaron intangibles y con poca importancia para el desarrollo de las actividades deportivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Actualmente el deporte es una de las actividades más populares del mundo, lo que provoca que desde temprana edad el ser humano sea motivado a su práctica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por este motivo en la sociedad actual existe una necesidad por la capacitación deportiva desde los primeros años de vida. Es así, como en el intento por satisfacer esta necesidad han surgido a través de los años numerosas escuelas deportivas infantiles, sin embargo estas ofrecen programas poco elaborados y sin un seguimiento en el desarrollo de los participantes, a lo que se suma aquellas escuelas que responden sólo a intereses económicos siendo esta una de las principales características del deporte en la actualidad, de tal forma que los niños se ven privados de participar en un contexto que puede favorecer su desarrollo más allá del aspecto físico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Existe pues, una paradoja entre el uso de la actividad física - deportiva como una herramienta de formación del carácter y el uso actual del deporte como una herramienta comercial que permite el desarrollo económico de grandes empresas (Lawther, 1978). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Es así, como el departamento de Educación Física y Salud Integral del ITESO (Instituto Tecnológico y de Estudios Superiores de Occidente) consciente de las necesidades sociales del presente y basado en los fundamentos y objetivos de la Universidad, propone la creación de una escuela deportiva infantil que devuelva al deporte la posibilidad de utilizarlo como una herramienta formativa y educativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    De esta forma a través de un equipo de trabajo compuesto por entrenadores deportivos, administradores y un psicólogo del deporte se ha consolidado esta propuesta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    El modelo de trabajo sé compone de programas deportivos de Fútbol, Voleibol y Básquetbol, combinados con programas basados en teorías y técnicas psicológicas, consolidando así un modelo que persigue facilitar el desarrollo personal de los niños y adolescentes a través del deporte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revisión de literatura &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A continuación se revisa el concepto de juego, tratando de entender como en su evolución se convirtió en deporte y como este una vez ya constituido, empezó a representar un contexto benéfico para sus practicantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juego y deporte: diferenciación y perspectivas sociales. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Actualmente es superfluo señalar el papel capital del juego en el desarrollo del niño y hasta del adulto. "El hombre no está completo sino cuando juega", escribió Schiller (en Chateau, 1958), y la fórmula ha sido comentada frecuentemente. Arte, ciencia y hasta religión son a menudo juegos serios. Se juega a pintar o a rimar como se juega al ajedrez; y no pocas obras que han encantado a generaciones no fueron para sus autores más espléndidos juegos (Chateau, 1958). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Parent (1990), señala que el juego es necesario como el sueño, es una liberación de la energía excedente, hasta puede ser una práctica que ayude a la auto preservación, el hombre juega y ésta es su ética, logra un equilibrio entre lo real y lo imaginario. Tiende a la conciliación interior, sin conflicto, en donde entran como datos de referencia la aspiración, la convicción y la responsabilidad. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Según Chateau (1958), "La infancia sirve para jugar y para imitar". No se puede imaginar la infancia sin sus risas y sus juegos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Estudiar en el niño solo el crecimiento, el desarrollo de las funciones, sin tener en cuenta el juego, sería descuidar ese impulso irresistible por el cual el niño modela él mismo su propia estatua. No se debería decir de un niño solamente que "crece", habría que decir que se "desarrolla por el juego". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    La infancia tiene por consiguiente como fin el adiestramiento por el juego de las funciones tanto fisiológicas como psíquicas. El juego es así el centro de la infancia, y no se le puede analizar sin señalarle un papel de preejecicio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Juego y deporte tienen en común la representación de un acto dentro de un campo propio delimitado para una fiesta. En ambos hay alegría. El elemento libertad está claramente manifiesto en el juego, no así en el deporte. El conjunto de los actos deportivos se da durante una temporada; los juegos cuando eran sagrados se veían ilimitados en el tiempo. El juego sin embargo, tiene características culturales que le son peculiares e importantes y que no aparecen en el deporte. En el juego nace la civilización, es el principio de la sociedad porque en él se descubren los valores ajenos: el honor o la valentía y del conjunto: la disciplina y la personalidad, no así en el deporte porque perdió su carácter de juego precisamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deporte: evolución y contexto social &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Cagigal (1985; Castejón, 1995), opina sobre el deporte, "Nosotros no entendemos deporte como un concepto que comprenda toda la enseñanza del movimiento, ni siquiera lo referido solamente a la competición organizada. Deporte es aquella competición organizada que va desde el gran espectáculo hasta la competición de nivel modesto; también es cada tipo de actividad física realizada con el deseo de compararse, de superar a otros o a sí mismo, o realizada en general con aspectos de expresión, lúdicos, gratificantes, a pesar del esfuerzo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Castejón (1995), define al deporte como una actividad física lúdica, donde la persona, de forma individual o en cooperación con otros, puede competir consigo mismo, con el medio o contra otros tratando de superar sus propios límites (tiempo, distancia, habilidad, etc.), respetando las normas establecidas y logrando valerse de algún material para practicarlo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Etimológicamente la palabra deporte deriva del latín disporte (dis y portare) que quiere decir sustraerse al trabajo. Esta derivación implica que el deporte es diversión, no tarea pesada. En el deporte la actitud es de juego y la satisfacción reside no tanto en los resultados como en la experiencia misma, sin embargo los resultados placenteros aumentan casi siempre el deleite de participar (Lawther,1978). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    El deporte y el juego han formado y siguen formando parte de una cultura universal que los convierten en instrumentos básicos y esenciales de la vida social (Snyder y Spreitzer, 1975; en Ramírez y Rodríguez, 1996). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Resulta difícil encontrar una cultura o una civilización por más milenaria que ésta sea que no haya tenido dentro de su forma de vida la práctica de alguna actividad deportiva que reflejara una parte muy importante de la esencia de sus pueblos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    En la Grecia clásica las actividades deportivas además de ser un entrenamiento militar y una especie de ofrenda de tinte religioso, se transformaron en una competencia donde el culto a la belleza y el perfeccionamiento del cuerpo fueron sustituyendo su significado inicial. El fenómeno espectáculo empezó a adquirir una relevancia significativa, de tal manera que se crearon varias competencias organizadas bajo un reglamento y una periodicidad previamente establecida. Las competencias más importantes eran 4: Juegos Olímpicos (cada 4 años), Juegos Píticos en la ciudad de Delfos (cada 4 años), Juegos Itsmicos y Juegos Nemeos (cada 2 años) (Bowra, 1965; en Ramírez y Rodríguez, 1996). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Fue principalmente en el año de 1888 cuando el deporte nace en su forma moderna y se convierte en un espectáculo masivo, cuando el Barón de Coubertín, reúne a los representantes de 14 naciones en un "Congreso para el establecimiento de los Juegos Olímpicos", que desde entonces se siguen celebrando cada 4 años en diferentes ciudades del mundo (Parent, 1990). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La influencia del deporte en el desarrollo personal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    La posibilidad educativa de los deportes ha sido una de las razones más comunes que se han propuesto en el intento de justificarlos. Las escuelas y universidades de muchas sectas y órdenes religiosas han mantenido la actividad deportiva con vistas a la formación del carácter, al desarrollo de la autodisciplina y a la tolerancia del dolor, de la incomodidad y del peligro. Los puritanos eran, en la práctica, unos ascetas aún en el campo de juego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Los objetivos propuestos que con más frecuencia se invocan como razones para la inclusión de los deportes en la enseñanza pública y privada son la formación del carácter, el mantenimiento de la salud y de la aptitud, en especial aptitud para el servicio militar y quizás el crecimiento y desarrollo temprano de los jóvenes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Los filósofos de la educación y los gobernantes abogaron, a lo largo de los siglos, para que se incluyeran los juegos y deportes en la educación de los niños. Sócrates, Aristóteles, Quintiliano, Comenius, John Locke y también John Dewey pensaban que los juegos físicos eran esenciales para la educación. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Otras metas para cuya consecución se considera el deporte como el instrumento adecuado son la integración y la solidaridad grupal, la comunicación intergrupal e intragrupal, el contacto social y el conocimiento entre ambos sexos, la expresión de formas estéticas con gracia y belleza, un medio de perseverar la concordia en una sociedad en la que el hombre cuenta con cantidades crecientes de pasatiempos, un escape inofensivo para la agresión, un sustituto para los vicios e impulsos oprobiosos de la gente común, desde el punto de vista social, y como fuente de prestigio nacional e internacional. La sociedad espera que los deportes produzcan resultados visibles y tangibles que sirvan como testimonios de que ha conquistado vigor y mejoramiento físico. La sociedad, necesita tener campeones que de manera espectacular encarnen la superioridad física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Coincidiendo con Lee (1990; en Gutiérrez, 1995), y basados en el convencimiento general de que cualquier actividad que se realice durante los años de formación de un individuo producirá un impacto educacional, como ya señala Escámez (1986; en Gutiérrez, 1995), el deporte es una de las influencias a considerar en la educación de la juventud y , para muchos, la más importante aparte del colegio. Por ello, resulta de capital importancia que todos los responsables de la organización y desarrollo de los programas deportivos comprendan los efectos que las experiencias deportivas pueden ocasionar (Gutiérrez, 1995). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Este marco de referencia permite ubicar de donde se fundamenta la propuesta de la Escuela Deportiva ITESO, conscientes del papel capital del juego en la infancia y de los efectos de la participación en actividades deportivas; se propone sobre estas bases conjugar elementos que permitan tener un mayor control en los resultados que de la participación deportiva se esperan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuela Deportiva ITESO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    El objetivo de las Escuela Deportiva ITESO es utilizar el deporte como una herramienta de tipo formativo, donde el niño y el adolescente encuentren un espacio a la diversión, al desarrollo físico, al desarrollo técnico - táctico deportivo, al autoconocimiento, a la confrontación con su medio y al convivió social; que les permita lograr un desarrollo personal óptimo y así favorecer el equilibrio social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metodología &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    La Escuela Deportiva ITESO ofrece 3 deportes, Fútbol Soccer, Básquetbol y Voleibol. Existen 4 categorías que van desde los 6 años a los 14 años. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Cada categoría tiene un programa de entrenamiento deportivo específico diseñado por un entrenador experto en cada deporte, el cual se combina con un programa de actividades con orientación psicológica que persiguen diferentes objetivos según la edad del niño. Estos programas se combinan a partir de la categoría de 9 -10 años, a continuación se describen los objetivos de las actividades con orientación psicológica en cada categoría. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATEGORÍA&lt;br /&gt; PROGRAMA&lt;br /&gt; OBJETIVO&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;9 - 10 Años&lt;br /&gt; Valores&lt;br /&gt; Representar un espacio propicio para que el participante experimente, confronte y tome conciencia de su propio desarrollo valoral.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;11-12 Años&lt;br /&gt; Desarrollo de Variables de Personalidad&lt;br /&gt; Hacer conscientes las habilidades de asertividad, autoestima, tolerancia, motivación de logro y socialización para facilitar el desarrollo personal a través del deporte.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;13-14 Años&lt;br /&gt; Autoconocimiento&lt;br /&gt; Proporcionar al participante un espacio donde la reflexión, el auto análisis, la puesta en común, la experiencia deportiva y la convivencia con el grupo, faciliten el proceso de autoconocimiento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Los niños asisten a la escuela deportiva 3 veces por semana y en ocasiones una 4 sesión cuando tienen encuentros deportivos. Dos de los 3 entrenamientos están destinados al desarrollar las habilidades y capacidades perseguidas por los programas deportivos y se dedica una sesión de la semana al trabajo de las actividades con orientación psicológica que generalmente se trabaja en un salón de clases. Una labor indispensable de los entrenadores es la de crear una dinámica grupal que permita asimilar las experiencias de forma integral es decir, que el participante identifiqué tanto el trabajo de cancha como el de los salones de clase como una misma experiencia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Para garantizar que las actividades que se realizan impacten directamente en el desarrollo personal que se persigue se tienen diseños de evaluaciones muy precisos que van desde evaluaciones psicométricas (al inicio y al final de los programas), observaciones constantes, aplicación de instrumentos de evaluación a niños y padres de familia, hasta gráficas del desempeño esperado por parte de los entrenadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusiones &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    La propuesta de la Escuela Deportiva ITESO es relativamente joven, sin embargo gracias a las metodologías precisas para recabar información del desarrollo de las mismas hemos ido perfeccionando la propuesta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    El equipo de trabajo de la Escuela Deportiva ITESO esta convencido de que esta propuesta cada vez se aproxima más a un modelo de trabajo que pudiera facilitar el que la experiencia deportiva de niños y jóvenes realmente se constituya como un contexto positivo para el desarrollo personal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sabemos que a lo largo del mundo existen trabajos sobresalientes en el terreno deportivo infantil, donde el simple ejercicio físico, táctico y técnico despiertan en los participantes elementos que influyen de forma positiva en su desarrollo, sin embargo con esta propuesta queremos de alguna forma incrementar la posibilidad de que estos efectos se controlen y no que queden al azar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Como señalamos anteriormente, la Escuela Deportiva ITESO es una aproximación a un modelo de trabajo que pretende desarrollar el interés de dirigentes, entrenadores, psicólogos y personal involucrado en el deporte infantil por intentar configurar de distinta manera los contextos deportivos infantiles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografía &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castejón, J.F. (1995). Fundamentos de iniciación deportiva y actividades físicas organizadas. Madrid: Dykinson. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chateau, J. (1958). Psicología de los juegos infantiles. Buenos Aires : Ed. Kapelusz S.A. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gutiérrez, M. (1995). Valores Sociales y Deporte. La actividad física y el Deporte como transmisores de valores sociales y personales. España: Ed. Gymnos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huerta, H., Dellamary G. (1986). Tiempo y espacio. El fútbol como fenómeno psicosocial del siglo XX. México, D.F.: Imprejal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lawther, J. (1972). Psicología del Deporte y del Deportista. España: Ed. Paidos Ibérica &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parent, J. (1990). Para una ética del deporte. Zamora, Michoacán: El colegio de Michoacán. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramírez, C.P., Rodríguez, M.M. (1996). Principales fuentes de estrés y sus repercusiones en el rendimiento de jugadores de fútbol de la primera división nacional. Tesis inédita de licenciatura en Psicología. Guadalajara, Jal.: ITESO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-6202186604802284386?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6202186604802284386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6202186604802284386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/10/un-modelo-deportivo-que-propone-el.html' title='un modelo deportivo que propone el desarrollo personal a través del deporte'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-5880480063529402252</id><published>2010-10-21T05:18:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T05:19:27.174-07:00</updated><title type='text'>Hacen falta competiciones más formativas en el deporte base</title><content type='html'>Centro de estudios, desarrollo e investigación&lt;br /&gt;del fútbol español - CEDIF  Horst Wein&lt;br /&gt;(Alemania)    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;En el año olímpico 1992 Neil Postman, catedrático de sociología de la Universidad de New York, afirmó en su celebre libro "La desaparición de la infancia" (artículo en el periódico La Vanguardia en diciembre de 1993) que la sociedad moderna no diferencia los gustos del niño de los de los adultos: "Comen la misma comida, ven diariamente los mismos programas de televisión, cometen los mismos crímenes, toman alcohol y la droga, etc., etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    También el mundo laboral se está alternando. Niñas de doce o trece años están entre Los modelos mejor pagados y hay niños actores y cantantes que a los 8 años son multimillonarios. Es imposible que estas personas se comportan como un niño debe comportarse… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Vivimos en una época en la cual lo sociedad moderna no distingue claramente entre el mundo del niño y el del adulto, y esto, según Postman, es muy peligroso. Dice "el niño debe descubrir los misterios de la vida adulta muy lentamente y de un modo psicológicamente aceptable. Si descubre demasiado pronto que sus padres no son perfectos, que sus profesores no lo saben todo y que en el mundo hay seres humanos que matan o roban frecuentemente, el niño crece para convertirse en un adulto débil". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Hoy el entorno, que es el espacio natural donde se mueve el niño, está sufriendo por las crecientes urbanizaciones y la "hormigonización" del paisaje urbano, con todas sus limitaciones, obliga al niño aprender a moverse "en contra de la naturaleza" (por ejemplo cruzar la calle por el paso de los peatones o andar en la acera cogida por la mano de un adulto). A medida que se va perdiendo el espacio natural, los niños han de inventar o nosotros como profesores, adultos o padres debemos ofrecerlos otras formas de movimiento. Por ello la importancia del deporte escolar y asociativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Algo parecido ocurre también en el mundo del fútbol. En vez de practicar en un jardín o en la calle o cualquier otro espacio natural, el creciente trafico y urbanismo no permite a la gran mayoría de los jóvenes disfrutar de la infancia que vivían sus abuelos. Desde la edad benjamín están hoy en día (afortunadamente sólo en pocas Federaciones Territoriales) todavía expuestas a unos rígidos métodos de entrenamiento y a ligas con competiciones que no respetan las leyes de la naturaleza ni las capacidades mentales y físicas de sus jóvenes practicantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Las competiciones en vez de adaptarse con sus reglas perfectamente al benjamín, alevín, infantil y cadete, le obligan a adaptarse a ellas. La prisa de acercar los jóvenes promesas al juego de los adultos han resultado con frecuencia en la adquisición de numerosos hábitos incorrectos que limitan hoy y limitarán ambién en futuro el rendimiento de muchos jugadores adultos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Poco se gana, pero mucho se pierde, cuando se organizan ligas de benjamines en el fútbol 7 o cuando se obliga a los infantiles de enfrentarse durante el inicio de su pubertad ( cuando atraviesan una profunda crisis mental y física) a la dificultad y complejidad de la competición adulta en un campo demasiado grande y un balón, para ellos, demasiado pesante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ni los benjamines, ni los infantiles están todavía listos o preparados a enfrentarse con ciertas garantías de éxito a 7 contra 7 o 11 contra 11, ni del punto de vista de la fisiología o biomecánica ni del punto de vista cognoscitivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tenemos que saber que una competición determina en alto grado los objetivos, los contenidos y los métodos del proceso de entrenamiento-aprendizaje. Eso vale también para los niños. Cuando una competición no respeta el momentáneo nivel de habilidades y capacidades del niño (como ocurre por ejemplo con el 7 contra 7 para los benjamines o el 11 contra 11 para los infantiles). ¿cómo se puede esperar que los formadores realicen sus entrenamientos "a la medida del benjamín o infantil", teniendo en cuanta sus característicos intereses , expectativas ,habilidades y capacidades? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    La experiencia ha enseñado que los formadores sólo estarán bien considerados por los padres y oficiales del club cuando cosechan éxitos con sus alumnos. Pero para poder lograrlos deben orientarse constantemente a la competición de los niños y preparar sus entrenamientos con contenidos lo más similares a la competición, porque eso facilita al alumno la transferencia del entrenamiento a la competición y viceversa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Aparte de eso, si un sistema de competiciones exija del benjamín y alevín cada sábado la práctica exclusiva del fútbol, los entrenadores-formadores, en búsqueda del éxito rápido, eligen para sus entrenamientos sobre todo contenidos futbolísticos, descuidando la parcela de la motricidad y de la imprescindible coordinación. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Más temprano se organiza para los niños competiciones que exigen sólo habilidades y capacidades futbolísticas, más temprano los formadores tienden a ofrecer en su proceso de enseñanza-aprendizaje exclusivamente contenidos específicos, es decir del juego de fútbol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Pero quién sólo sabe de fútbol, dice Cesar Menotti, ni del fútbol sabe… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Así los técnicos de los jóvenes potencian una prematura especialización del niño, sin asegurar que los niños reciban en los primeros años de su práctica futbolística una amplia formación polifacética con una gran diversidad de estímulos y experiencias motoras, lo que los científicos del deporte consideran imprescindible para lograr éxitos en la edad adulta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    En vez de ponerse ala par de la naturaleza y despertar y desarrollar de forma natural la innata capacidad creativa y de imaginación mediante competiciones formativas a su medida (por ejemplo un "Pentatlón para el Mini Fútbol" -unos 3 juegos de fútbol combinados con 2 juegos polivalentes para los benjamines, Fútbol 7 para los alevines y Fútbol 8 entre las dos áreas de penalti en el campo reglamentario para los infantiles) se obliga a los niños de estas edades a obedecer en sus actuales competiciones a las rígidas reglas de comportamiento del mundo de los adultos. ¡Sólo su aceptación y aplicación por parte del niño hace posible un desarrollo ordenado de esta competición ! El excesivo número de jugadores en el campo del fútbol 7 o 11 crea frecuentemente situaciones confusas o no solubles (existe una defensa presión natural porque todos los niños quieren jugar el balón a la vez) a las cuales la mayoría de los jugadores suelen responder con un gran porcentaje de errores y además con un juego destructivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Modificando en algo la palabras de Postman podemos afirmar "al permitirles el acceso a la fruta prohibida de la información (competición) adulta, se expulsa los niños del fútbol del jardín de la infancia". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Parece que hoy en día muchos responsables del fútbol base piensan todavía como la gente en la Edad Media. ¿Por qué ? En la Edad Media la sociedad sólo conocía bebés y adultos. A los seis o siete años se consideraba una persona de esta edad como un adulto porque participaba en todos las actividades adultas: trabajaba con los adultos, comía, se vestía y se comportaba como uno de ellos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    ¿Por cuánto tiempo todavía se permite que las pocas experiencias de unos pocos continúan obstaculizando la óptima formación de las próximas generaciones de futbolistas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "Uno de los varios problemas a solucionar en nuestro fútbol base es que la gran mayoría de los formadores conocen bien su programa o modelo de formación para los niños, pero no conocen bien a ellos" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 7 - N° 34 - Abril de 2001&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-5880480063529402252?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/5880480063529402252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/5880480063529402252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/10/hacen-falta-competiciones-mas.html' title='Hacen falta competiciones más formativas en el deporte base'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-6362321588929305879</id><published>2010-10-21T04:56:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T04:57:20.109-07:00</updated><title type='text'>Formação do jovem praticante, Jose M. constantino</title><content type='html'>Formação do jovem praticante &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ensina o desporto às crianças e aos jovens? A pergunta pode parecer descabida. Mas nada se perde em ensaiarmos as respostas. O ensino do desporto, através das diferentes modalidades desportivas é realizado pelas escolas e pelos clubes. E por outras entidades públicas e privadas. O ensino da natação ou do futebol, por exemplo, pode ser encontrado em programas escolares e em serviços de clubes, municípios e entidades empresariais privadas. Mas se quisermos procurar o ensino da esgrima dificilmente o encontraremos fora da estrutura associativa. Ou o hipismo na estrutura associativa e privada. Com excepção, em ambas, do ensino publico militar. Os exemplos podem multiplicar-se e revelarão um elevado grau de diferenciação no modo como as modalidades desportivas encaram o problema da respectiva aprendizagem técnica.&lt;br /&gt;Num quadro tão díspare quem assegura a qualidade dessa formação? A resposta tem sido encontrada através da certificação dos agentes de ensino (professores, treinadores, etc.) Supostamente, essa certificação, garante a respectiva qualidade. É o caso da licenciatura em educação física e desporto e dos diferentes graus de qualificação de treinadores desportivos.&lt;br /&gt;Qual o balanço que é feito desta qualificação? Garantem as diferentes formações em educação física e desporto (existem cerca de meia-centena) as necessárias competências para o efeito? As alterações produzidas no âmbito da formação de treinadores serão suficientes para garantir a respectiva qualidade formativa?&lt;br /&gt;Estes temas não parecem estar na primeira linha das preocupações de quem gere as modalidades desportivas. Mesmo sabendo-se que, em parte, a qualidade dos agentes de ensino determinará em muito a qualidade dos praticantes. Durante décadas esta foi uma frente de batalha de técnicos desportivos oriundos da formação superior em desporto e com forte ligação às modalidades. Mas uma batalha que para ser vencida carecia de um adequado envolvimento dos dirigentes. Que deveriam olhar para a formação dos técnicos como um elemento critico para qualificação das respectivas modalidades e não apenas como um negócio em que se transformaram muitos dos cursos “formação “.&lt;br /&gt;Nesta matéria não se pode invocar apenas as responsabilidades do Estado. Elas existem, é certo. Patentes no laxismo irresponsável que permitiu o aparecimento de formações superiores em educação física e desporto sem a garantia de adequada qualificação científica (e muito para além da empregabilidade necessária…). No atraso de um novo regime de formação de treinadores que os actuais responsáveis políticos de algum modo resolveram. Mas também é justo que se reconheça que se há sector da administração pública desportiva que tem um histórico de elevada credibilidade e competência é o da formação. Sobreviveu sempre às alterações governativas e de liderança interna e manteve, ao longo dos anos, um acervo de competência que é da mais elementar justiça reconhecer e louvar.&lt;br /&gt;Só que o desenvolvimento das práticas do desporto e a entrada no sistema de novos actores (públicos e privados) alterou significativamente o modelo existente e colocou questões novas que carecem de ser objecto de abordagem. E que incluem não apenas a formação dos agentes de ensino/treino. Mas o próprio modelo técnico da formação do jovem praticante, todo ele construído num mundo que é hoje diferente. Um modelo que se não pode limitar às aquisições motoras de tipo técnico ou táctico mas que se tem de centrar no lugar que o desporto deve assumir na vida de um jovem e no tempo que ele está disponível para lhe dedicar. O abandono desportivo precoce, matéria pouco estudada entre nós, tem no modo como é feita a formação do praticante um dos seus elementos explicativos. Não o único. Mas um elemento a pesar.&lt;br /&gt;Qualquer que seja o modelo dessa formação desportiva as práticas recreativas são o terreno essencial quer à progressão técnica, quer à fixação dos jovens nas modalidades. E um pressuposto à orientação e especialização desportivas. Uma matéria, de resto, abundamente documentada por quem neste país tem estudado e publicado sobre a formação dos jovens praticantes. E uma responsabilidade,não nos cansamos de repetir ,de quem dirige as modalidades: as respectivas federações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado no blog: colectividades desportivas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-6362321588929305879?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6362321588929305879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6362321588929305879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/10/formacao-do-jovem-praticante-jose-m.html' title='Formação do jovem praticante, Jose M. constantino'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-8011542171516423426</id><published>2010-10-21T04:53:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T04:55:37.958-07:00</updated><title type='text'>Saudação</title><content type='html'>Caros amigos e desportistas&lt;br /&gt;Vamos iniciar uam nova época desportiva e com ela mais desenvolvimentos, comentarios, artigos de opinião sobre a abordagem do Andebol de Base, conto convosco e basta enviarem-me  artigos identificados  para serem publicitados neste blog de todos.&lt;br /&gt;abraço&lt;br /&gt;antonio cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-8011542171516423426?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8011542171516423426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8011542171516423426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/10/saudacao.html' title='Saudação'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1497096600894346781</id><published>2010-05-27T05:49:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T05:51:58.486-07:00</updated><title type='text'>Abandono Precoce e Iniciação Esportiva Antonio Cunha</title><content type='html'>– propostas para mudar esse cenário&lt;br /&gt;26 maio 2010 por António Cunha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trabalho teve a colaboração do Prof. Carlos Resende Docente e Ex-Treinador Campeão Nacional pelo F.C. do Porto e Atleta Internacional de elevado nível desportivo e do Prof. Lucas Leonardo, coordenador do site “Pedagogia do Handebol”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que seja possível aprender é necessário que haja processo. Para haver processo, torna-se necessário haver adesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação com o abandono precoce na iniciação esportiva é algo que nos últimos anos vem sendo muito estudado por pesquisadores que se preocupam com uma nova abordagem de ensino do esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre pesquisadores desse assunto, o professor Professor Roberto Paes da UNICAMP é um dos principais autores que, além de discutir as questões do abandono precoce relaciona tal problema educacional e o processo de especialização precoce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialização precoce e abandono precoce, ambos são peças de uma mesma engrenagem, que criam um infeliz circulo vicioso de entrada, abandono e muita vezes, desgosto pelo esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especializar precocemente tem total vínculo com uma visão de ensino que se baseia na ânsia pelo alto-rendimento esportivo e os vilões da história podem ser muitos: professores, pais, dirigentes de clubes e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o professor, como principal responsável pela práxis educacional, é peça fundamental desse ciclo que se forma e também, o primeiro responsável pela sua transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Antônio Cunha, da Faculdade do Porto, também é um dos principais nomes que estudam essas questões com especificidade no handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Conferencia entre a FPA (Federação Portuguesa de Andebol) e as Universidades portuguesas sobre a problemática do handebol nas escolas portuguesas, o professor apresentou um trabalho aplicado, voltado para a discussão dos problemas do abandono precoce e buscando solucionar tal questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um trabalho intensivo nas aulas de estudo práticos na Faculdade do Porto e testado com sucesso há 4 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pesquisa realizada com os jovens atletas inscritos na AAP (Associação de Andebol do Porto, a maior de Portugal) que abandonaram a modalidade no início da sua carreira desportiva, as principais causa destacadas foram:&lt;br /&gt;1.Não entendimento por parte dos novos praticantes com os objetivos do treinador/atleta nos indicadores básicos a aprender.&lt;br /&gt;2.Insatisfação no lugar obrigado a jogar quando as expectativas eram outras.&lt;br /&gt;3.Modelo de competição condicionada nos seus aspectos regulamentos técnico/pedagógicos, pouca liberdade da aplicação do Jogo Livre como forma principal da motivação por parte dos novos praticantes.&lt;br /&gt;Face a esta realidade foi realizado um trabalho de pesquisa aplicado nas aulas práticas a proposta da “rotatividade dos postos defensivos” em que o aluno estava atuando. E, por haver mudança rotativa dos postos defensivos, havia, por consequência, no ataque uma correspondência  a novos lugares, tornando o jogo mais atrativo e motivador, promovendo experiências diversificadas durante o jogo, o que para as fases iniciais de aprendizagem é imprescindível, principalmente por essa ser uma fase de descoberta (figura 1, clique nela para ampliá-la).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 1. Rotatividade defensiva e consequente rotatividade ofensiva: multiplicação de experiências esportivas no handebol (clique na imagem para ampliá-la)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua aplicação iniciada nas aulas de Estudos praticos II e IV (Bolonha) Handebol, os resultados tem sido excelentes por parte da receptividade dos alunos e alunas( a maioria não tem experiencia de andebol a nível federado nem escolar),  e como tal, pode-se apontar soluções para que uns dos graves problemas da aprendizagem do handebol pelos jovens seja  resolvido. A rotação dá se não ao gol, mas sim em jogos  de tempo ou score limitado 3 ou 5 gols e roda-se nessa altura, assim se ganha rotinas dos lugares específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ainda assim, a Federação Portuguesa ainda não adoptou o “modelo” nas categorias de base, face a perda sistemática em todas as épocas de centenas de jovens. A razão principal de não se ter verificado as mudanças regulamentares foi porque nós consideramos importante 3 a 5 anos de reflexão e experimentação nas aulas e ouvir os praticantes para passarmos para a alteração regulamentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse problema, voltado à adaptação de regras para a iniciação esportiva também é um fator de dificuldade nas ligas e federações brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem boas iniciativas, porém, quase sempre o tradicionalismo voltado à ansiedade por resultados esportivos e pela definição de funções no jogo realizados de maneira precoce, vencem as novas ideias baseadas em fatores estudados cientificamente por pesquisadores que adotam novas abordagens de ensino do esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos que essas questões sejam mais bem discutidas e refletidas por todos nós, professores e educadores do esporte coletivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1497096600894346781?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1497096600894346781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1497096600894346781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/05/abandono-precoce-e-iniciacao-esportiva.html' title='Abandono Precoce e Iniciação Esportiva Antonio Cunha'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-3133392617700959247</id><published>2010-05-06T05:07:00.001-07:00</published><updated>2010-05-06T05:07:41.608-07:00</updated><title type='text'>Plano de Aula para Ensino do Handebol – Jogar com, como e contra o Pivôt</title><content type='html'>5 maio 2010 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho, a partir de hoje, descrever alguns planos de aula. Planos de aula, como o nome diz são apenas “planos” ou seja, uma estratégia montada de forma a preocupar-se com a sistematização de ensino que, assim como uma proposta currícular, deve ser maleável de acordo com o andamento da aula/treino, podendo sofrer, ou não, variações e alterações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta que descrevo aqui terá como base alguns princípios importantes no que tange aos aspectos metodológicos (ênfase no jogo como forma de ensinar) e didáticos (orientando para a descoberta guiada, contruída em conjunto com o professor, orientada para um determinado conteúdo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plano de Aula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tema – Jogar com, como e contra o pivô&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa Inicial – Falar da aula passada, e orientar de maneira breve que os alunos se organizem livremente em trios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade 1 – 2×1 com área delimitada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivos: aprendizagem incidental (aprender sem saber que se está aprendendo) de como defender um pivô e um atacante, de como e quado passar a bola para o pivô e de como ocupar os espaços da quadra jogando com limitação de sua área de atuação – situação típica dos pivôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando-se das riscas da quadra, tais como o círculo central, as cabeças dos garrafões e outras marcações quaisquer, um jogador, com posse de bola (chamarei de atacante) deve passar a bola para outro (chamarei de “pivô”), que se encontra “preso” dentro dessa determinada área demarcada. Um jogador defensor deve impedir que o passe chegue a esse jogador. Não há para o atacante e o defensor limite de zona de atuação, há apenas para o “pivô”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em momento algum será falado que se trata de um jogo de pivô, permitindo que todos os jogadores envolvidos nesse 2×1 vão experimentando as melhores formas de atuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será típico, visando o cumprimento da lógica do jogo, que o defensor arrisque-se a tomar a bola do jogador que está com ela, deixando o “pivô” livre, sofrendo vários pontos, pois o mais importante para quem defende e tentar ter o mais rápido possível a posse da bola (ver texto). Porém, essa ação facilita que o passe ao “pivô”, nessa atividade, seja realizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe, nesse momento, ao professor, instigar os defensores se a melhor forma de recuperar a bola é tentando recuperá-la do atacante que tem sua posse ou se é buscando aproximar os atacantes, de forma a conseguir marcar os dois ao mesmo tempo e interceptar o passe que um tenta realizar para o outro, ou mesmo, roubar a bola do atacante com uma atitude rápida, surpreendendo o atacante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocada essa dúvida, a reflexão deve ser direcionada para a intenção de marcar o “pivô”, ficando à sua frente e, quando o atacante que tem a bola se aproximar dele, tentar recuperar a bola através da interceptação do passe ou de uma atitude que surpreenda o atacante, recuperando a posse de bola do próprio atacante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criar para essa atividade, uma proposta de rodízio, de acordo com os resultados obtidos pelo confronto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Se o atacante passar a bola para o “pivô” trocam de função o atacante e o “pivô”&lt;br /&gt;    * Se o marcador interceptar o passe, trocam de função o atacante e o defensor.&lt;br /&gt;    * Se o atacante parar de driblar a bola (quicá-la no chão) e ficar por mais de 3 segundos com a bola na mão, a defesa vence, havendo a troca entre o defensor e o atacante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade 2 – Questioná-los sobre a atividade anterior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivos – possibilitar a representação da atitivade anterior, contextualizando o aprendizado com as informações que os alunos já possuem de um jogo formal de handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivida a atividade anterior, trazer em discussão quando aquele tipo de relação ocorre num jogo de handebol. Chegada à conclusão de que se trata da relação entre pivôs, atacantes e defensores, demonstrar (das mais variadas formas – com pranchetas, utilizando os próprios alunos e se for necessário, até mesmo interagindo com eles através de exemplos que envolvam a participação do professor), que passar a bola para o pivô envolve a necessidade deste estar livre (com condições de receber a bola num espaço vazio, sem marcadores), orientando os alunos a entenderem, ainda no nível da representãção, que dependendo da atitude do defensor (ele solta o pivô e vem marcar o atacante ou continua marcando o pivô?) a bola pode ser passada ao pivô ou mantida sob o domínio do atacante (e no caso do jogo, até mesmo finalizada a gol).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade 3 – 2×1 com área delimitada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetir a atividade, para que a representação mental seja colocada em prática, já com a devida contextualização desse conceito, transformando a a tividade num jogo com relações de oposição transferível ao jogo formal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atividade 4 – 2x(1+goleiro) com área delimitada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivenciar a mesma situação, agora com a delimitação de uma região de atuação utilizando a área dos 6 metros, e tendo como objetivo fazer gols, seja pelo atacante, seja pelo pivô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atacante terá que trazer para esse jogo os conceitos aprendidos – se o pivô estiver marcado, manter a bola consigo, mas agora, visando a progressão ao gol adversário; se o marcador tentar sair para marcá-lo, visando recuperar a posse da bola, buscar o pivô que estará desmarcado, para que ele receba a bola e finalize a gol. Pode-se manter a mesma relação de rodízio ou então, haver rodízio através do aviso do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa Final – Abrir para que dúvidas sejam colocadas ao professor e outros alunos. Refletir sobre a dificuldade de atividade e reforçar os conceitos básicos de quando passar a bola ao pivô e quando buscar progredir ao gol. Bem como quais as ações que o defensor deve ter para que, mesmo em inferioridade numérica, consiga facilitar sua atuação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-3133392617700959247?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3133392617700959247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3133392617700959247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/05/plano-de-aula-para-ensino-do-handebol.html' title='Plano de Aula para Ensino do Handebol – Jogar com, como e contra o Pivôt'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-5864309050988377585</id><published>2010-05-05T07:12:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T07:13:49.202-07:00</updated><title type='text'>A Magia do Handebol,Jorge Knijnik</title><content type='html'>A Magia do Handebol&lt;br /&gt;Recebi a agradável notícia da publicação do livro de handebol do amigo Jorge Dorfman Knijnik, que foi técnico da ABA Hebraica durante 11 anos e hoje é professor e pesquisador da "University of Western Sydney - Australia".&lt;br /&gt;Não poderia deixar de compartilhar com os leitores desse blog um trecho do livro que o Jorge me enviou, que apresenta o handebol de uma maneira muito interessante. Um texto que apaixona até mesmo os já apaixonados e viciados em handebol como eu. O título do texto é "A magia da modalidade: Bolas de fogo flutuantes" e está dividido em 3 cenas extremamente vivas.&lt;br /&gt;Leia e Divirta-se!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 1 – No coração da Itália&lt;br /&gt;Era uma noite quente, muito quente, no sul da Itália, na cidade de Teramo, perto de Pescara, no mar Adriático. Disputava-se a Coppa Interamnia, tradicional torneio que reúne aproximadamente sete mil jovens de todas as partes do mundo, entre dez e 21 anos, para jogar handebol. Joga-se por toda parte, em quadras de asfalto, grama, areia, e até em estacionamentos. Joga-se debaixo do sol, em alguns casos com um pouquinho de chuva – e é bola na rede o tempo todo. Em julho, em Teramo, o handebol não para! Adrenalina.&lt;br /&gt;E há uma quadra central, ao ar livre, com tapete emborrachado, verde, lindo, posicionada atrás de uma igreja do século XIII – nela ocorrem os principais jogos, as finais dos torneios, e as disputas entre seleções nacionais de atletas de até 21 anos. As arquibancadas de madeira, que ladeiam esta quadra, ficam lotadas o tempo todo. Espetáculo.&lt;br /&gt;Era o que acontecia naquela noite. A brisa morna do verão italiano abraçava a quadra, atletas e espectadores. Duas seleções nacionais, as equipes femininas de Taiwan e da antiga Tchecoslováquia, se enfrentavam. De um lado, garotas fortes, “parrudas”, altas, dirigidas também por um técnico alto e rechonchudo, muito barulhento. No campo oposto, um time de chinesas pequeninas, magricelas, por quem ninguém daria nada. Seu técnico, de tão pequeno e discreto, parecia invisível. Mas, como movidas pelo vento, as jogadoras de Taiwan disparavam como raios por toda a quadra, em lances rápidos e objetivos, conquistando gols atrás de gols por trás da defesa gigantesca das europeias. Velocidade.&lt;br /&gt;A goleira de Taiwan, então, parecia acionada por um controle remoto: ficava imóvel, no meio das traves, com as pernas dobradas. Bastava, entretanto, uma pequena bola ir na direção dela, que sua reação era surpreendente, ela se agitava toda, fazia a defesa, e rapidamente já jogava a bola pra frente, pois sabia que uma pequena companheira sua, com a velocidade de uma onça caçando nas savanas africanas, apareceria de algum lugar para pegar a bola e ir para o gol. A bola, então, mal se via: aquela esfera branca, tão desejada por todas naquela quadra, zunia em alta velocidade por todos os lados, não dando sossego nem para as goleiras nem para o público, que mal conseguia acompanhar todos os seus movimentos. Precisão.&lt;br /&gt;Mas, surpresos estávamos nós, que assistíamos a partida. Tendo apostado nossas fichas nas tchecoslovacas, por sua tradição no handebol e pela força física da equipe, víamos nossos prognósticos ruírem. Faltando pouco mais de cinco minutos para o final do jogo, a equipe de Taiwan vencia por seis gols de diferença – as orientais riam, se cumprimentavam, dando já por certa aquela vitória. Concentração.&lt;br /&gt;Repentinamente, porém, algo se mexeu. Uma jogadora europeia erra um lance muito fácil, um arremesso na frente da goleira. Nervosa, ela se agita, pula, e começa a gritar com as companheiras da equipe. Todas começam a falar alto, agitadas. O técnico, que já falava aos berros, agora estava translúcido, soltando a voz. União.&lt;br /&gt;Outra partida parecia começar ali. Uma fúria tomava conta das tchecoslovacas, que em menos de cinco minutos correram como nunca, tirando energia não se sabe de onde, e empataram a partida – houvesse mais trinta segundos, teriam ganhado o jogo ali mesmo. As jogadoras de Taiwan, atônitas, mal acreditavam no que viam, assim como o público, que delirava nas arquibancadas. Volta por cima.&lt;br /&gt;O jogo empatou, e foi para o tempo extra, a prorrogação, que no handebol é curta, dois tempos de cinco minutos. Embevecidas e encorajadas por sua recuperação, as europeias ganharam das orientais, que ainda assim também correram como nunca. A batalha foi duríssima. Ao final do jogo, ambas as equipes foram aplaudidas de pé durante dez minutos pelo público, em êxtase. Entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 2 – No Parque São Jorge&lt;br /&gt;Era uma noite fria, gélida e úmida, como costuma acontecer na cidade de São Paulo no mês de agosto. Desta vez o palco era uma quadra de handebol dentro da sede social do S.C. Corinthians, um dos clubes de futebol com maior torcida no Brasil, com grandes equipes masculinas de handebol na década de 1980. História.&lt;br /&gt;Na plateia, apenas algumas namoradas dos jogadores, talvez esposas, alguns amigos, e jogadores juvenis, como eu, que haviam jogado a partida preliminar e agora assistiam seus ídolos na quadra. No time da casa, Montanha, Vanderlei, Xu, com Willian no gol. Do outro lado, na equipe do E.C. Pinheiros, outras lendas do handebol: Xexa, Viché, Foguete e Luisinho. A partida prometia. Expectativa.&lt;br /&gt;O ginásio, que já é grande, parecia maior, imenso com as arquibancadas quase vazias, com cadeiras que sobem até o alto das paredes. O placar eletrônico, posicionado longe, quase no teto, não facilita a vida dos míopes. O vento gelado que cortava o ar, entrava nos ossos de quem assistia a partida. Mas outra coisa também cortava os ares, e esquentava aquela noite: os jogadores, após inúmeras passadas e emaranhados de trocas de posições e passos velozes em curtos espaços, atiravam verdadeiras bolas de fogo contra os goleiros, ou em passes entre si, que aqueciam os olhos e os corações da pequena plateia. Fervura&lt;br /&gt;O jogo se alternava, num ritmo frenético. Ora o Pinheiros avançava no placar, comandado por seus jogadores inteligentes e velozes. Dali a pouco, no entanto, e animados pelas defesas de seu goleiro, craque da seleção brasileira, os corintianos iam ao ataque com vigor, virando o jogo. Incerteza.&lt;br /&gt;Aos poucos, o que parecia força bruta, apresenta sua verdadeira face: pequenos lances inteligentes ludibriavam as defesas; movimentos curtos e precisos deixavam os goleiros sem saber para onde se dirigir debaixo das traves; os técnicos, verdadeiros estrategistas das quadras, mudavam as posições, determinavam novos ritmos, travavam o seu duelo mental, em conjunto com os jogadores. Naquela noite, a única certeza era que todos haviam esquecido o clima gélido da noite paulistana, e o sangue fervia no corpo da plateia e dos jogadores. Empolgação.&lt;br /&gt;Os choques entre os jogadores eram muitos. Pequenos estranhamentos, porém, não estragavam o clima daquele jogo. Ao contrário, uma grande mão estendida ajudava aquele que havia caído, e a batalha recomeçava, no campo mental e físico. A indefinição do placar era completa. Lealdade.&lt;br /&gt;Os jogadores apresentavam suas armas. Foguete, pelo Pinheiros, com seus voos certeiros, rodopiava e corria como se não tivesse pés. Luisinho, do mesmo time, como um mágico, fazia a bola sumir em suas mãos, e aparecer trinta metros adiante, no peito de um companheiro já posicionado nas traves corintianas. No Corinthians, Xu, um lépido canhoto, fazia arremessos inimagináveis, com seu braço esquerdo ágil, e colocava a bola pegando fogo nas redes. Montanha, de olhos ágeis, achava espaços onde qualquer um só veria braços, e também lançava seus torpedos em direção ao gol adversário. Frieza e habilidade.&lt;br /&gt;Quase no final do jogo, quando a indefinição do placar era total, um pássaro sobrevoando uma das áreas daquelas defesas conseguiu mudar o rumo de tudo – do jogo, e da vida de todos que ali estavam – assistindo ou jogando. Este pássaro na verdade tinha um nome, e vestia a camisa do Corinthians: era Vanderlei, o ponta-esquerda da equipe. Poesia pura.&lt;br /&gt;Mas Vanderlei não voava sem motivo. Um segundo antes, Montanha, o grande cérebro finalizador de torpedos fumegantes, havia soltado a bola, e não em direção ao gol adversário. É que quase no finalzinho do jogo, correndo muitos riscos, Montanha atirou a bola para cima, sobre a defesa do adversário. Ela flutuou sobre as cabeças e a área, e quando parecia que se perderia sem direção nem sentido no ar, aquele pássaro chamado Vanderlei, com um pulo fantástico, quase um voo, segurou-a, e com uma maravilhosa torção de corpo, atirou-a em pleno ar contra o gol do Pinheiros. Vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cena 3 - O bailado do handebol – o ritmo que me pegou&lt;br /&gt;Vitória. Derrota. Emoção. Poesia. Habilidade. Lealdade. Empolgação. História. Incerteza. Adrenalina. Fervura. Expectativa. Entusiasmo. Volta por cima. Concentração. Velocidade. Espetáculo. Força. Bailado. E vibração, muita vibração. A cada gol – e são muitos no handebol – há vibração; a cada defesa do goleiro, também. A cada bloqueio defensivo, todos também comemoram. É um jogo vibrante.&lt;br /&gt;Acho que de todas as qualidades existentes neste esporte maravilhoso, fui ficando vidrado aos poucos por cada uma. Pouco a pouco, a cada dia, fui conhecendo novas emoções e sensações. Mas acho que foi o ritmo e o bailado do jogo que realmente fizeram minha cabeça. Dentre todas as qualidades, que podem acontecer em diversos esportes, essa é única. O handebol é um jogo que, apesar de disputado em uma quadra grande, de 40 metros, é decidido em lances feitos em pequenos espaços – e para atuar neles, é fundamental ter ritmo, e conseguir alterá-lo constantemente. O ritmo do jogo é fascinante – e foi ele que fez com que o bichinho do handebol me mordesse, em cheio.&lt;br /&gt;Comecei a jogar aos dez anos, nas quadras do Colégio Mackenzie, no centro de São Paulo. Fui levado por um amigo, o Paulinho, que me via jogar queimada nas ruas do bairro, e achou que o meu arremesso era bom. Meu primeiro professor chamava-se Trida, um lendário técnico das hostes mackenzistas. Foi com ele que aprendi a fazer uma passada rítmica (é assim que são conhecidos os três passos permitidos a um jogador de handebol quando tem a posse de bola) diferenciada: ao invés de darmos três passos em sequência, com um pé após o outro, o professor Trida nos ensinou a dar dois pequenos saltos com a perna direita, e, repentinamente, dar o terceiro salto com a esquerda, mudando assim todo o ritmo, e superando o adversário em pequenos espaços – o bailado do jogo entrava em minha vida, para sempre. Aquela passada diferenciada foi marcante para o meu sucesso no jogo, pelo menos quando comecei a jogar.&lt;br /&gt;Fui para outra escola, o Vera Cruz, e agora era treinado pelo grande professor Toshiaki, que foi conquistado pelo meu novo ritmo – com ele disputei inúmeros e inesquecíveis jogos. Dali para o Clube Pinheiros, levado por amigos que me viram bailar nas quadras do acampamento Paiol Grande, foi um pulo. No clube, passei grandes momentos da minha adolescência em quadras de handebol. Descobrindo novos ritmos e passadas, mergulhando fundo em estratégias e táticas para conquistar o espaço dos adversários.&lt;br /&gt;E assim segui para o resto da vida. Muitas vezes jogando de forma medíocre, mas sempre feliz, atuando nas equipes da minha escola, com o grande Walter Musa, ou naquelas dos clubes (sim, depois do Pinheiros, veio a Hebraica, clube em que meu estilo de jogo me rendeu a alcunha de “o bailarino do handebol”). Foi lá também que conheci meu grande amigo Robson Andrade, atual técnico da seleção brasileira feminina até 20 anos (equipe júnior). E com quem dei meus grandes passos como técnico, durante muitos anos, percorrendo o mundo atrás da bola de handebol. Daí para professor da modalidade em universidades foi outro pulo. E foi com pulos e saltos que descobri que o handebol não era um espaço apenas de marmanjos com pés gigantescos e força descomunal.&lt;br /&gt;Percebi que se engana quem pensa que o handebol é um jogo para fortes. Sim, é um esporte viril, no qual há jogadas duras, e onde os arremessos são potentes, e no qual ter força é importante. Porém, no handebol, as qualidades de Apolo (o deus grego da visão, da antevisão e do conhecimento) superam aquelas de Hércules (a divindade que para os gregos representa a força bruta). Isto porque o handebol é um jogo que conta com uma particularidade muito especial: a área do goleiro. Nela, ninguém pode pisar, a não ser, como o nome mesmo demonstra, o goleiro. A área fica protegida por diversos jogadores, que não querem que ninguém se aproxime dela – são defensores “ferozes”, que fazem de tudo para afastar os atacantes dali, e também para tomarem aquilo que eles têm de mais precioso – a bola. Esta área, defendida por verdadeiras paredes humanas, é diferente das áreas do futebol, ou do futsal, que podem ser atacadas e invadidas por todos os lados, em busca do gol. Não, a área de handebol só pode ser invadida quando se pula sobre ela, e o gol, só pode ser conquistado por meio de arremessos de perto, ou de longe da área. Assim, buscar remover as barreiras que não querem que nos aproximemos dela, é fundamental.&lt;br /&gt;Para isso, mais que força, é preciso estratégia, visão, e mesmo antever os passos e movimentos dos adversários que emparedam a área – é necessário o conhecimento simbolizado pelo deus Apolo, muito mais que a força bruta de Hércules. Os jogadores e as jogadoras devem usar a cabeça, imaginar e perceber falhas, pequenos defeitos e possíveis rachaduras nestes paredões defensivos. Os atacantes precisam criar e modificar seus ritmos, em conjunto, dançando com ou sem a bola, por vezes no mesmo sentido, mas em outros momentos na direção contrária, criando movimentos coletivos, tempestades de gestos e atitudes corporais que façam com que esta parede se abra um pouco, ou mesmo afunde.&lt;br /&gt;Este bailado coletivo, improvisado, em um ritmo próprio do qual faz parte inexoravelmente o adversário – e no qual cada movimento é novo e decidido a cada instante, é que dita o correr do jogo de handebol. Em pequenos espaços, grandes decisões; em poucos segundos, riscos gigantescos. Em um ritmo alucinante, a bola se transfere de mão em mão, até o momento do arremesso. Zunindo no ar, ela irá decidir quem terá o próximo momento de vibração. E é esta bola que vamos seguir ao longo deste livro; é ela que irá nos mostrar seus caminhos até o gol, seus desígnios nos mostrarão os próximos vitoriosos ou derrotados – mas todos e todas, independentemente do resultado de cada jogo, conquistarão o principal prêmio que esta modalidade oferece: a possibilidade de abrir a cabeça, sonhar, conquistar espaços, criar, competir e dançar em um ritmo diferente a cada instante. Exatamente como fazemos na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-5864309050988377585?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/5864309050988377585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/5864309050988377585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/05/magia-do-handeboljorge-knijnik.html' title='A Magia do Handebol,Jorge Knijnik'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1461124188077211921</id><published>2010-05-05T07:07:00.000-07:00</published><updated>2010-05-05T07:08:35.197-07:00</updated><title type='text'>Adeus aos Três Passos! O Handebol vai mudar, e muito! por Lucas Leonardo</title><content type='html'>Caros amigos, uma notícia quentinha, saída do forno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho realizando um curso de pós-graduação pela Escola Superior de Educação Física de Jundiaí (ESEF-Jundiaí), coordenado pela Professora Rita Orsi, e o primeiro módulo específico sobre handebol já trouxe uma grande novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em aula ministrada por Sálvio Pereira Sedrez (coordenador do departamento de arbitragem da CBHb), algumas mudanças de regras foram apresentadas e entre elas, uma que promete mudar o que entendemos por handebol hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai de cena o ritmo trifásico (o famoso ‘três passos’) e entra em cena a regra dos “CINCO CONTATOS”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mudança enorme e que deverá entrar em vigor no mundo a partir de agosto/2010, mas que no Brasil pode começar antes, devido à diferença de calendário das competições nacionais e européias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa regra já é oficial, agora um jogador poderá realizar até cinco contatos com o solo quando em posse de bola. Essa regra, na realidade vem para tentar acabar com aquilo que em São Paulo, principalmente, virou o famoso “Mito da passada zero”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o handebol, segundo as regras oficiais, permite que o jogador, caso esteja em um momento de vôo, ou seja, sem tocar o chão, pegue a bola e ao cair (com um pé ou com os dois) tenha a chamada “passada zero” que não conta como um passo, logo, após a zerada, um jogador pode realizar mais três passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, depois dos três passos, um jogador pode driblar a bola e realizar novamente mais uma passada zero (desde que ao pegar a bola esteja novamente em momento e vôo) e depois mais três passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa forma de deslocar-se na quadra de jogo, sem dúvida, gera muita polêmica entre a relação arbitragem-treinadores-atletas, e é um dos fatores de mais erros de interpretação/reclamações de árbitros e treinadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas dúvidas ocorrem porque ao realizar a passada zero, o jogador deve ter o contato com o solo em apenas um ritmo. Cair com um pé na passada zero é naturalmente um ritmo único, logo, se o outro pé tocar ao solo, inicia-se a contagem de passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande dúvida sobre essa regra fica quando o jogador opta em cair com ambos os pés ao mesmo tempo. Se ele conseguir fazer isso, fica caracterizado um único ritmo, logo, mesmo que ambos os pés toquem ao chão, caracteriza-se a passada zero. Porém, se ao cair com os dois pés no solo, acontecer de um pé tocar primeiro que o outro (mesmo que seja em frações de segundo), caracteriza-se a passada zero e depois a primeira passada. Pronto! Está armada a polêmica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia dos “cinco contatos” é tentar acabar com essa interpretação e toda essa polêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, ao pegar a bola estando em momento de vôo (seja por um passe, seja por ele ter driblado a bola anteriormente), o jogador cair com os dois pés, temos ali dois contatos, logo, ele poderá realizar mais três contatos para totalizar os cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, ao pegar a bola estando em momento de vôo (seja por um passe, seja por ele ter driblado a bola anteriormente), o jogador cair com apenas um pé, temos ali um contato, logo, ele poderá realizar mais quatro contatos para totalizar os cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOSSA! Isso muda muitas coisas em nossas aulas e treinos não?! Com certeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem algumas reflexões minhas (ainda bastante preliminares e até certo ponto polêmicas, eu sei) feitas no fim de semana sobre o assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações Pedagógicas na Iniciação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essas regras, será muito mais fácil estimular nossos alunos a gostarem do handebol. Será mais gostoso jogar com a bola, pois toda a dificuldade de fazê-los entender o que significa a tal da passada zero acabará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastará ensinar que ao receber a bola, cinco contatos poderão ser feitos no chão até o momento em que ele opte ou em passar a bola, ou em arremessá-la, ou em driblá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o handebol já era um jogo muito natural de ser aprendido nos termos ofensivos, agora será mais ainda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, ensinar a jogar sem bola (o que é uma das coisas mais difíceis do processo de ensino-aprendizagem, em minha opinião) será ainda mais difícil do que já é hoje, pois será mais difícil da criança achar razão para correr sem bola, porém, temos que ver como a modalidade se comportará com essa nova regra para avaliarmos se jogar sem bola será assim tão importante quanto é hoje ou mesmo tão afetado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PONTOS A DESTACAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO QUE SE REFERE À MAIOR POSSIBILIDADE DE ADESÃO DE NOSSOA ALUNOS NAS AULAS, PRINCIPALMENTE NA ESCOLA E NA INICIAÇÃO. PORÉM ENTEDER A VALIDADE DE JOGAR SEM BOLA SERÁ AINDA MAIS DIFÍCIL DE SER ENSINADO AOS ALUNOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações Táticas Defensivas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atacar será uma delícia!… mas defender… nunca foi tão difícil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as defesas zonais altas (ou abertas, tais como o 3:3; 3:2:1 e outras variações):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * Ou elas se tornarão extremamente agressivas, a ponto de confundirem-se muito com defesas individuais;&lt;br /&gt;    * Ou então elas não serão mais uma boa opção, pois o jogador com a posse de bola, mesmo sofrendo contato, que caracterizaria a falta, poderá insistir um pouco mais (até dois passos a mais do que podia anteriormente) o que possibilitará maior abertura de espaços em largura, principalmente, numa defesa que já possui muitos espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem um 3:2:1. O jogador mais avançado (que está no centro da quadra), ao realizar um contato no jogador com bola, poderá ser direcionado para a esquerda ou para a direita com mais largura do que hoje, pois uma das determinações visíveis hoje nas arbitragens é que a vantagem seja dada até o máximo de tempo possível. A defesa terá seu centro mais aberto (logo o centro, que tanto devemos proteger no jogo de handebol!) e se um armador cruzar com o central que atacou o defensor avançado da defesa 3:2:1 e assumir esse espaço, ele poderá com dois passos chegar ao marcador da base e com  mais três passos fintá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, defender será muito difícil. O mais prático será defender-se em defesas bem fechadas, e isso implicará muito numa perca de qualidade do processo de ensino-aprendizagem de alunos da iniciação no que tange às questões estruturais defensivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PONTO A DESTACAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO QUE DIZ RESPEITO À CARGA TÁTICA E ESTRATÉGICA, O JOGO SERÁ MUITO MAIS DE JOGADORES HABILIDOSOS DO QUE DE GRANDES ORGANIZAÇÕES ESPACIAIS ESTRATÉGICAS. O JOGO PERDERÁ BASTENTE DAQUILO O QUE HOJE É O GRANDE CHARME DO HANDEBOL – O INTENSO CONFRONTO E ESTUDO TÁTICO ENTRE DEFESA E ATAQUE! MAS GARANTO QUE QUEM CONSEGUIR LIDAR MELHOR DEFENSIVAMENTE COM ESSA NOVA REGRA (SOBRE A PERSPECTIVA TÁTICA, REINVENTANDO FORMAS DE JOGAR TATICAMENTE NA DEFESA) SE DESTACARÁ COMO UM GRANDE TREINADOR/PROFESSOR DA MODALIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divulgação da Modalidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa mudança, o handebol será mais “bonito” de se ver sob a perspectiva da cultura brasileira. Estamos muito acostumados com o paradigma do futebol arte – voltado para jogadores muito habilidosos, que realizam dribles e fintas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PONTOS A DESTACAR:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE ESPAÇO NA MÍDIA BRASILEIRA É O QUE O HANDEBOL QUER, AGORA É A HORA DE INVESTIR. O JOGO SERÁ MUITO PLÁSTICO E TOTALMENTE ENGAJADO NAQUILO QUE O BRASILEIRO MAIS GOSTA DE VER NO ESPORTE: A IMPROVISAÇÃO, A DEFESA SUCUMBINDO AO ATAQUE PELA HABILIDADE INDIVIDUAL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões (até certo ponto precipitadas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, a mudança de regras é sem dúvida válida e tornará o jogo mais dinâmico. Temos que apostar nessas mudanças para que o handebol cresça ainda mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começarei, desde já a estudar com mais detalhes o que essas mudanças trarão de diferenças ao handebol, pois quero, particularmente, sair na frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que essa deve ser a ambição de todos que trabalham com o handebol a partir de agora: sair na frente, ver como anular e como potencializar a utilização dessa nova regra do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos desafios se avizinham, pelo menos, até 2012, quando novamente as regras serão discutidas e pode ser que tudo volte ao normal, ou melhor, não tão ao normal, pois muitos iniciantes na modalidade já a terão vivido com a regra dos cinco contatos e ensiná-los a zerar e dar mais três passos será uma tarefa bastante difícil, mas é pra isso que estamos aqui, na parte de baixo desse imenso iceberg.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1461124188077211921?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1461124188077211921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1461124188077211921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/05/adeus-aos-tres-passos-o-handebol-vai.html' title='Adeus aos Três Passos! O Handebol vai mudar, e muito! por Lucas Leonardo'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-8739962741921923786</id><published>2010-04-26T03:47:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T03:48:49.063-07:00</updated><title type='text'>Explorando Pedagogicamente as Regras do Handebol – A Equipe, o Goleiro e a Área do Goleiro, por Lucas Leonardo</title><content type='html'>Continuando o estudo que visa explorar pedagogicamente as regras oficiais do handebol, comentarei agora sobre as regras que incidem nos goleiros e na formação de uma equipe. (Fonte: http://www.ligahand.com.br/confe/regrasl.php)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra IV – A Equipe, Substituições e Equipamentos (Regra colocada parcialmente, dando ênfase para a formação da equipe, apenas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.1 Uma equipe consiste de 14 jogadores.&lt;br /&gt;Não mais do que 7 jogadores podem estar presentes na quadra de jogo ao mesmo tempo. Os demais jogadores são substitutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o tempo do jogo, a equipe deve ter um dos jogadores na quadra designado como goleiro. Um jogador que está jogando na posição de goleiro pode se tornar um jogador de quadra a qualquer momento. Do mesmo modo, um jogador de quadra pode se tornar um goleiro a qualquer momento (ver, contudo, Regras 4.4 e 4.7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipe deve ter pelo menos 5 jogadores na quadra no começo do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de jogadores da equipe pode ser aumentado até 14, a qualquer momento durante o jogo, incluindo o período extra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo pode continuar mesmo se uma equipe ficar reduzida a menos de 5 jogadores na quadra. Depende dos árbitros julgarem se e quando o jogo deveria ser suspenso permanentemente (17.12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra V – O Goleiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao goleiro é permitido:&lt;br /&gt;5.1 Tocar a bola com qualquer parte do seu corpo enquanto numa tentativa de defesa, dentro da sua área de gol.&lt;br /&gt;5.2 Mover-se com posse de bola dentro da área de gol, sem estar sujeito as restrições aplicadas aos jogadores de quadra (Regras 7.2-4, 7.7); ao goleiro não é permitido, contudo, atrasar a execução do tiro de meta (Regras 6.4-5, 12.2 e 15.5b);&lt;br /&gt;5.3 Sair da área de gol sem a bola e participar do jogo na área de jogo; enquanto fizer isto, o goleiro se sujeita às mesmas regras aplicadas aos jogadores na área de jogo;&lt;br /&gt;O goleiro é considerado fora da área de gol tão logo qualquer parte de seu corpo toque o solo no lado de fora da linha da área de gol;&lt;br /&gt;5.4 Sair da área de gol com a bola e jogá-la de novo no área de jogo, se ele não tiver o completo controle da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao goleiro não é permitido:&lt;br /&gt;5.5 Colocar em perigo o adversário enquanto em uma tentativa de defesa (8.2, 8.5);&lt;br /&gt;5.6 Sair da área de gol com a bola sob controle ; isto conduz a um tiro livre (de acordo com 6.1, 13.1 a, e 15.7, 3º parágrafo), se os árbitros tinham apitado para a execução do tiro de meta; senão, simplesmente se repete o tiro de meta (15.7, 2º parágrafo); (ver, contudo, a interpretação da vantagem em 15.7, se o goleiro estava para perder a bola fora da área de gol após ter cruzado a linha com a bola em suas mãos);&lt;br /&gt;5.7 Tocar a bola quando ela está parada ou rolando no solo do lado de fora da área de gol, enquanto ele estiver dentro da área de gol (6.1, 13.1 a);&lt;br /&gt;5.8 Levar a bola para dentro da área de gol quando ela está parada ou rolando no solo no lado de fora da área de gol (6.1, 13.1 a);&lt;br /&gt;5.9 Reentrar na área de gol vindo do terreno de jogo com posse de bola (6.1, 13.1 a);&lt;br /&gt;5.10 Tocar a bola com o pé ou a perna abaixo do joelho, quando ela estiver parada no solo na área de gol ou movendo-se para fora em direção à área de jogo (13.1 a);&lt;br /&gt;5.11 Cruzar a linha de limitação do goleiro (linha de 4 metros) ou sua projeção em ambos os lados, antes que a bola tenha saído da mão do adversário que está executando um tiro de 7 metros (14.9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regra VI – A Área de gol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.1 Somente ao goleiro é permitido entrar na área de gol (ver, contudo, 6.3). A área de gol, que inclui a linha da área de gol, é considerada invadida quando um jogador de quadra a toca com qualquer parte de seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.2 Quando um jogador de quadra entra na área de gol, as decisões devem ser as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* tiro de meta quando um jogador de quadra da equipe que está em posse de bola entra na área de gol com a bola ou entra sem a bola, mas ganha vantagem fazendo isto (12.1);&lt;br /&gt;* tiro livre, quando um jogador de quadra da equipe defensora entra na área de gol e ganha vantagem mas sem impedir uma chance de marcar um gol (13.1b), ver também Esclarecimento nº 5.1;&lt;br /&gt;* tiro de 7 metros, quando um jogador de quadra da equipe defensora entra na área de gol e por causa disto impede uma clara chance de marcar um gol (14.1 a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.2 Entrar na área de gol não é penalizado quando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. um jogador entra na área de gol depois de jogar a bola, desde que isto não crie uma desvantagem para os adversários;&lt;br /&gt;2. m jogador de uma das equipes entra na área de gol sem a bola e não ganha vantagem fazendo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.3 A bola é considerada estar “fora de jogo” quando o goleiro a controla com suas mãos dentro da área de gol (12.1). A bola deve ser colocada de volta em jogo através de um tiro de meta (12.2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.4 A bola permanece em jogo, enquanto ela está rolando no solo dentro da área de gol. Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro pode pegá-la, o que a trará para fora de jogo, e então colocá-la novamente em jogo, de acordo com 6.4 e 12.1-2 (ver, contudo, 6.7b). Isto conduz a um tiro livre (13.1 a) se a bola for tocada por um companheiro do goleiro enquanto ela estiver rolando (ver, contudo, 14.1 a, em conjunto com o Esclarecimento nº 8c), e o jogo será continuado com tiro de meta (12.1 (iii)) se ela for tocada por um adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola está fora de jogo, logo que ela estiver parada no piso dentro da área de gol (12.1 (ii)). Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro deve colocá-la novamente em jogo de acordo com 6.4 e 12.2 (ver, contudo, 6.7b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanece como tiro de meta se a bola for tocada por qualquer outro jogador de qualquer equipe (12.1, 2º parágrafo, 13.3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está totalmente permitido tocar a bola quando ela estiver no ar sobre a área de gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.5 A bola permanece em jogo, enquanto ela está rolando no solo dentro da área de gol. Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro pode pegá-la, o que a trará para fora de jogo, e então colocá-la novamente em jogo, de acordo com 6.4 e 12.1-2 (ver, contudo, 6.7b). Isto conduz a um tiro livre (13.1 a) se a bola for tocada por um companheiro do goleiro enquanto ela estiver rolando (ver, contudo, 14.1 a, em conjunto com o Esclarecimento nº 8c), e o jogo será continuado com tiro de meta (12.1 (iii)) se ela for tocada por um adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola está fora de jogo, logo que ela estiver parada no piso dentro da área de gol (12.1 (ii)). Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro deve colocá-la novamente em jogo de acordo com 6.4 e 12.2 (ver, contudo, 6.7b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permanece como tiro de meta se a bola for tocada por qualquer outro jogador de qualquer equipe (12.1, 2º parágrafo, 13.3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está totalmente permitido tocar a bola quando ela estiver no ar sobre a área de gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.6 O jogo deve continuar (através de um tiro de meta segundo a regra 6.4-5) se um jogador da equipe defensora tocar a bola quando em um ato de defesa, e a bola é agarrada pelo goleiro ou vem a permanecer dentro da área de gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.7 Se um jogador jogar a bola dentro de sua própria área de gol, as decisões devem ser as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* gol, se a bola entrar na baliza;&lt;br /&gt;* tiro livre, se a bola vier a permanecer dentro da área de gol, ou se o goleiro tocar a bola e ela não entrar na baliza (13.1 a-b);&lt;br /&gt;* tiro lateral, se a bola sair pela linha de fundo (11.1);&lt;br /&gt;* o jogo continua, se a bola passar através da área de gol e voltar para o área de jogo, sem ser tocada pelo goleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.8 A bola que retorna da área de gol para a área de jogo permanece em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações Pedagógicas sobre as regras do Goleiro de Handebol e a Formação da Equipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foco nas considerações sobre o goleiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar do goleiro sempre é uma tarefa importantíssima na iniciação do handebol. Como principais pontos a serem esclarecido nesse artigo, citarei especificamente como as regras que falam (1) do fato de este poder jogar normalmente como um jogador de quadra ter a partir disso sobre ele a aplicação das mesmas regras que os jogadores de quadra; e (2) existência de uma área exclusiva ao goleiro; podem ser compreendidas e consideradas num processo pedagógico do handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atuando como jogador de quadra e as considerações pedagógicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao observar que o goleiro pode sair livremente de sua área sem a posse de bola e atuar como um jogador de quadra torna-se possível verificar a importância de, em um processo de iniciação à modalidade, o goleiro não vir a ser uma posição específica do processo pedagógico, mas sim como um conteúdo que deve abranger toda a iniciação da modalidade, a final, segundo esclarece as regras, o goleiro pode jogar na quadra, normalmente, porém, o jogador de quadra não pode atuar como goleiro.&lt;br /&gt;Todos os alunos devem vivenciar situações de proteção de alvos variados (mini ou grandes gols, cones, áreas e etc..) além da vivência das ações da quadra, pois numa perspectiva global de ensino não podemos pensar em hipótese alguma na especialização de goleiros apenas no gol e de jogadores de quadra apenas na quadra, uma vez que verificamos que um goleiro pode atuar tanto dentro quanto fora de sua área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área exclusiva e as considerações pedagógicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato importante a ser destacado é a existência de uma era exclusiva para o goleiro. Observando esse fato, mostra-se uma grande diferenciação que o goleiro de handebol poderá ter se comparado a goleiros de outras modalidades, como o futsal e o futebol.&lt;br /&gt;A bola, ao adentrar na área e ter o contato do goleiro passa, segundo as regras a ser compreendida como bola “fora de jogo”, e esta só voltará a entrar em jogo caso o goleiro a reponha para fora dessa área.&lt;br /&gt;Portanto, havendo essa característica, observa-se como os goleiros de handebol podem dissociar a forma de defender se alvo apenas da utilização das mãos, pois devido à existência de uma área que seja exclusiva a ele, o goleiro poderá apenas interceptar a bola, sem a preocupação em dar, ou não, rebote, pois mesmo que o rebote seja dado e a bola ainda estiver em sua área, ela estará “fora de jogo”, segundo as regras.&lt;br /&gt;Na iniciação, portanto, as atividades de aprendizagem das situações do goleiro devem contar com a presença de regras que estimulem ao aluno que está protegendo um alvo, a possibilidade dele “dar rebotes” sem que isso seja um problema grave para sua equipe, estimulando assim, a utilização dos pés, do braço e do tronco, além de suas mãos.&lt;br /&gt;Isso pode se dar através de jogos em que existam áreas exclusivas dividindo duas equipes (Queimadas, Jogos de Rede em que a bola não possa cair no chão de primeira, jogo de alvos com a existência de áreas exclusivas para um defensor dos alvos, e outras adaptações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foco sobre a formação da equipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando a formação da equipe, nos deparamos inicialmente com números – “não menos que 7 jogadores podem estar presentes na quadra ao mesmo tempo”.&lt;br /&gt;Verificamos, porém, que uma partida pode ser iniciada mesmo que haja apenas 5 jogadores de quadra e ainda é possível perceber pelas regras que em alguns momentos da partida, poderá existir um número ainda menor de jogadores de uma equipe.&lt;br /&gt;Portanto, o número de jogadores de uma equipe num jogo formal pode variar e, portanto, faz-se necessário que jogos com variação de números de jogadores façam parte do processo pedagógico.&lt;br /&gt;Unindo essa idéia de “variação de número de jogadores” com a idéia tratada no artigo anterior de adaptação de tamanho da quadra (clique aqui e veja o artigo anterior) torna-se importante que as várias situações numéricas de um jogo de handebol sejam vivenciadas (1×1, 2×2, 3×3, 3×2, 4×3, 4×2, 5×1, 5×5 e etc..).&lt;br /&gt;Isso não impede que jogos com mais que 7 jogadores por equipe possam ser feitos, isso, pensando num processo de iniciação, torna-se também necessário, aumentando o suporte de jogadores para os iniciantes, ajudando a realização de passes e facilitando encontrar colegas desmarcados para que o jogo aconteça.&lt;br /&gt;Greco &amp; Benda (1998 ) destacam a utilização de uma “metodologia situacional” onde as situações do jogo, com variado número de jogadores das equipes sejam exploradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRECO, Pablo Juan., BENDA, Rodolfo Novellino. Iniciação esportiva universal: da aprendizagem motora ao treinamento técnico. Belo Horizonte: UFMG, 1998&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-8739962741921923786?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8739962741921923786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8739962741921923786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/04/explorando-pedagogicamente-as-regras-do_26.html' title='Explorando Pedagogicamente as Regras do Handebol – A Equipe, o Goleiro e a Área do Goleiro, por Lucas Leonardo'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-8137664485232621520</id><published>2010-04-26T03:45:00.001-07:00</published><updated>2010-04-26T03:45:58.260-07:00</updated><title type='text'>Explorando Pedagogicamente as Regras do Handebol – O Manejo e o Deslocamento com a Bola</title><content type='html'>Arquivo da categoria ‘Handebol na Escola’&lt;br /&gt;Copa Petrobrás de Handebol Escolar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Handebol na Escola, Pedagogia do Handebol, etiquetado Handebol na Escola em 26 junho 2009 | 63 Comentários »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, Faço questão de divulgar para todos os professores de escolas que acessam o site Pedagogia do Handebol a iniciativa da Petrobrás junto à CBHb de organizar um torneio de handebol escolar de escala nacional. É a Copa Petrobrás de Handebol. Para maiores informações acesse: http://www.copapetrobrashandebol.com.br/ Abraços a todos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler o post por completo »&lt;br /&gt;Como pensar a formação de um jogador de Handebol II – 10 a 12 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Abordagem Pedagógica, Análise do Jogo, Complexidade, Currículo de Formação, Handebol na Escola, Jogos Pedagógicos, Pedagogia do Handebol, Pensamento Sistêmico, Professor na Iniciação, etiquetado Abordagem Pedagógica, Complexidade, Currículo de Formação, Jogos Pedagógicos, Pedagogia do Handebol, Pensamento Sistêmico, Professor na Iniciação em 18 fevereiro 2009 | 4 Comentários »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na iniciação, aos 10/12 anos aproximadamente, dificilmente teremos a possibilidade de encontrar um grupo capaz de jogar o handebol de maneira elaborada, quase sempre se caracterizando como um grupo que se encontra numa fase de jogo anárquico (sobre o jogo elaborado e anárquico, clique aqui) – por suas questões físicas, cognitivas e por experiências anteriores [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler o post por completo »&lt;br /&gt;Como pensar a formação de um jogador de Handebol I – Disposições Preliminares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Abordagem Pedagógica, Análise do Jogo, Complexidade, Currículo de Formação, Handebol na Escola, Pedagogia do Handebol, Pensamento Sistêmico, Professor na Iniciação, etiquetado Abordagem Pedagógica, Complexidade, Currículo de Formação, Pedagogia do Handebol, Pensamento Sistêmico, Professor na Iniciação, Proposta Pedagógica em 11 fevereiro 2009 | 7 Comentários »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte fundamental desta série de artigos devo às contribuições feitas pelo Prof. Dr. Alcides José Scaglia para a área da pedagogia do esporte, em específico, a pedagogia do treinamento. Obrigado por compartilhar seus conhecimentos comigo! Quando pensamos na formação de um atleta, em geral, pensamos de maneira bastante pontual, ou seja, no momento em que [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler o post por completo »&lt;br /&gt;Tudo a Ver com Handebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Abordagem Pedagógica, Análise do Jogo, Handebol na Escola, Jogos Pedagógicos, Pedagogia do Handebol, Professor na Iniciação, etiquetado Abordagem Pedagógica, Análise do Jogo, Handebol na Escola, Jogos Pedagógicos, Pedagogia do Handebol, Professor na Iniciação, Proposta Pedagógica em 12 novembro 2008 | 10 Comentários »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro é reconhecido no mundo inteiro por diversas coisas, dentre as quais, pela sua ginga, pelo seu jeito moleque risonho e ‘menino maluquinho’ de ser criativo, como na obra do mineiro Ziraldo. Pela ginga poética de Carlos Drumond de Andrade. Na ginga crítica e irônica de Ariano Suassuna. Nas curvas livres de Oscar Niemeyer, [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler o post por completo »&lt;br /&gt;E o Handebol na Escola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Abordagem Pedagógica, Handebol na Escola, Pedagogia do Handebol, etiquetado Abordagem Pedagógica, Handebol na Escola, Pedagogia do Handebol em 24 setembro 2008 | 13 Comentários »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos em pedagogia do handebol pensamos em um contexto de aprendizado que ocorre em diversos locais como escola, escolinha de esportes, clubes, equipes de base. Porém, destes lugares o que mais atrai alunos que não conhecem a modalidade e que podem vir a ser ou não praticantes devido a experiência com este esporte é [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler o post por completo »&lt;br /&gt;O Handebol Precisa Pular os Muros da Escola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Abordagem Pedagógica, Análise do Jogo, Handebol na Escola, Jogos Pedagógicos, Pedagogia do Handebol, Professor na Iniciação, etiquetado Abordagem Pedagógica, Análise do Jogo, Handebol na Escola, Jogos Pedagógicos, Pedagogia do Handebol, Professor na Iniciação em 10 setembro 2008 | 5 Comentários »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que escuto que o handebol é uma das modalidades mais práticas nas escolas. Confesso que por muito tempo estive convencido disso. E ainda hoje estou convencido que o handebol é uma das modalidades mais práticas nas escolas do Brasil. Contudo, talvez de tanto me disserem isso, deixei de estar convencido para [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler o post por completo »&lt;br /&gt;HANDEBOL NA VEIA – Esporte e comunidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Handebol na Escola, Pedagogia do Handebol, Professor na Iniciação, etiquetado Handebol na Escola, Pedagogia do Handebol, Professor na Iniciação em 16 julho 2008 | 18 Comentários »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você que está visitando este sítio, possivelmente já jogou handebol. Provavelmente, você conheceu um mínimo da modalidade enquanto estava na escola, e jogou handebol em aulas de Educação Física no ensino fundamental e médio. Talvez você tenha se engajado em equipes representativas da sua escola, e disputado competições intercolegiais – são dezenas, talvez centenas de [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler o post por completo »&lt;br /&gt;Também jogamos handebol!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Abordagem Pedagógica, Handebol na Escola, Pedagogia do Handebol, Professor na Iniciação, etiquetado handebol, Handebol na Escola, Professor na Iniciação em 9 julho 2008 | 24 Comentários »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diz que no Brasil só se joga futebol. Como diria o professor Nicolau: ‘ledo engano’! Também jogamos handebol. E pra sustentar essa afirmação, peço licença ao amigo leitor para fazer um relato e do relato uma homenagem e da homenagem uma  reflexão pedagógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em Abordagem Pedagógica, Artigos com Figuras, Handebol na Escola, Jogos Pedagógicos, Pedagogia do Handebol, Professor na Iniciação, Regras do handebol, etiquetado Abordagem Pedagógica, handebol, Handebol na Escola, Jogos Pedagógicos, Pedagogia do Handebol, Professor na Iniciação, quadra de jogo, regras, Regras do handebol em 25 junho 2008 | 36 Comentários »&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das dúvidas mais freqüentes nos processos de ensino-aprendizagem do handebol está nas possibilidades de manejar a bola e deslocar-se com ela. Essa dúvida geralmente centra-se nas seguintes questões: “Quantos passos posso dar com a bola?”; “Quantas vezes posso ‘quicar a bola’ (driblar)”; “O que é ritmo trifásico”; “O que é duplo ritmo trifásico?”. A [...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-8137664485232621520?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8137664485232621520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8137664485232621520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/04/explorando-pedagogicamente-as-regras-do.html' title='Explorando Pedagogicamente as Regras do Handebol – O Manejo e o Deslocamento com a Bola'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-4883391793804748398</id><published>2010-04-26T03:42:00.001-07:00</published><updated>2010-04-26T03:42:45.892-07:00</updated><title type='text'>Os problemas da especialização precoce em busca do resultado, Tathy Krahenbühl</title><content type='html'>Neste texto quero compartilhar uma preocupação com a especialização precoce de atletas no contexto da formação do handebol. A discussão não será quanto ao treinamento biológico precoce, mas quanto a especificação da posição, da falta de uma construção do conhecimento geral para o específico, deixando de promover a vivência e acompanhamento de todas as fases, sem prejudicar o aluno no seu processo de aprendizagem e aperfeiçoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia-dia de treinamento de categorias de base chegam muitos alunos que não têm conhecimento sobre os conteúdos básicos do handebol e nem mesmo possuem um aprendizado anterior satisfatório para alcançar a meta do grupo, e muitas vezes não temos tempo de ensiná-los, sem pular etapas do treinamento, por já estarmos no meio do planejamento, ou quando já estamos com algumas metas traçadas. Porém, um erro grave e comum é colocá-los em uma posição durante os jogos ou coletivos em que eles não “atrapalhem” o treinamento ou onde “prejudicam” menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta questão, quando um aluno chega nesta situação e o colocamos para jogar, em uma posição que julgamos menos complexa e lá o deixamos, estamos especializando precocemente um aluno que não passou por todas as fases do aprendizado. Em alguns de nossos textos publicados, falamos sobre o processo de ensino aprendizagem, em que envolvem os princípios operacionais e as fases do aprendizado para os jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembrando os princípios operacionais do jogo, temos na visão dos estudos de Garganta (1998), os princípios do ataque, em que se enquadram a conservação da bola, progressão dos jogadores e da bola à baliza adversária, atacar a baliza adversária para alcançar o ponto, e os princípios defensivos, com a recuperação da bola, impedimento quanto a progressão da bola e dos jogadores adversários à meta, e proteção da baliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aluno especializado precocemente saberá efetuar estes princípios, porém, somente na posição específica, ou seja, ele aprenderá estes princípios operacionais limitados a ação da posição, e no quando este aluno precisar, em um momento mais complexo do jogo, realizar alguns destes princípios em outra posição, ele não o executará com confiança, não terá habilidade, visão de jogo, entendimento e precisão para a tarefa proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo é quando o professor coloca um aluno para ser ponta direita, por que lá ele atrapalha menos, e então esse aluno faz todo o treinamento nesta posição. Ele saberá iniciar o ataque, saberá arremessar quando “sobrar”, e até mesmo saberá enfrentar a situação de 1×1 nesta posição. Porém, quando o jogo tornar-se mais complexo, com trocas de posto, cruzamentos, ele não saberá jogar na posição do armador ao seu lado, e isto será prejudicial do ponto de vista tático para o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um jogador que nunca jogou em outras posições irá conseguir corresponder a ações táticas mais complexas se ele não tem o aprendizado necessário ao jogo como um todo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é assustador ver quando uma equipe de base, em que há diferenças de idade, tanto cronológicas quanto biológicas entre os jogadores, coloca os “menos habilidosos” ou que ainda não entendem o jogo formal para jogar em posições “menos prejudiciais”, como pontas e pivô, e acabam formando vários atletas especializados precocemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com a ideia de Grecco (1995), que a partir dos 15, 16 anos, os atletas devem estar preparados para assumir funções específicas dentro da modalidade coletiva, porém, a especialização dos jogos desportivos coletivos é uma etapa subseqüente à iniciação esportiva. Os atletas precisam ter o conhecimento técnico e tático de todas as funções e de todos os tipos defensivos e ofensivos para que então ocorra a especialização em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a especificidade do gesto técnico ou a definição de uma função na quadra devem estar de acordo com as experiências vividas anteriormente. Ou seja, este aluno precisa passar por todas as etapas do processo de aprendizado da modalidade para que então ele defina uma posição. Gomes (2002) relata que a especialização estreita quando se ignora o necessário desenvolvimento multilateral, contradiz o desenvolvimento natural do organismo principalmente nas idades infantis e juvenis. É importante que estes atletas tenham competências para concentrar suas ações e capacidades nos princípios que regem o jogo, como comunicação, posicionamento em espaços vazios, antecipação de ações ofensivas e defensivas, em todos os espaços do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é necessário promover a passagem destes alunos pelas etapas do processo de ensino da modalidade de maneira global antes de chegar ao específico, para que, quando for o momento certo de especializá-lo, este jogador tenha todo o repertório motor, cognitivo e psicológico para assumir a sua posição no grupo, e efetuá-la de maneira precisa e satisfatória técnica e taticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GARGANTA, J. Para uma teoria dos jogos desportivos coletivos. In: GRAÇA, A.; OLIVEIRA, J. (Eds). O ensino dos jogos desportivos coletivos. 3 ed. Lisboa: Universidade do Porto, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOMES, A.C. Treinamento Desportivo: Estruturação e periodização. Porto Alegre: Artmed, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greco, Juan Pablo. O ensino do comportamento tático nos jogos esportivos coletivos: Aplicação no Handebol. Tese Doutorado – Unicamp. Campinas,1995.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-4883391793804748398?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/4883391793804748398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/4883391793804748398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/04/os-problemas-da-especializacao-precoce.html' title='Os problemas da especialização precoce em busca do resultado, Tathy Krahenbühl'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-2108322288823563923</id><published>2010-04-26T03:40:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T03:41:05.742-07:00</updated><title type='text'>Jogo de Defesa 3   por Jorge Knijnik</title><content type='html'>Nos artigos anteriores, discorri sobre os objetivos do jogo de defesa (clique aqui) e principalmente sobre os princípios do jogo de defesa (clique aqui), falando ao final sobre a defesa individual, bem como sobre os sistemas por zona de defesa, principalmente sobre os subsistemas fechados  6:0 e 5:1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta parte final desta miniserie de textos sobre o Jogo de defesa, gostaria de comentar sobre os sistemas por zona abertos, e também por aqueles conhecidos como mistos ou combinados. Cabe citar que os sistemas abertos podem sofrer uma grande transformação caso se confirme aquilo que o Lucas Leonardo citou em artigo neste site (clique aqui), ou seja, que o handebol passe a ser um jogo não mais com 3 passos, mas sim com 5 contatos no solo, e com a permissão do ‘duplo pentafásico’ – o que ao meu ver criará um novo jogo, diferente do handebol que conhecemos até então. A conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembro que este texto é parte do meu livro “Handebol” recentemente lancado pela editora Odysseus (www.odysseus.com.br). Agradeço ao editor Stylianos Tsirazis a gentileza de autorizar a publicação deste trecho neste importante sítio do handebol da comunidade lusofona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistemas abertos ou avançados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sistemas conhecidos como “abertos” são aqueles que, literalmente, abrem os espaços na primeira linha defensiva entre os defensores, diminuindo a amplitude de cobertura da área do goleiro. Em contrapartida, em termos de profundidade da quadra, atuam de forma a ocupar os espaços na segunda linha de defesa (nove metros) e até mesmo numa terceira linha de defesa imaginária (dez, 11 ou até 12 metros) no sentido de impedir os armadores (nove metros) atacantes de se aproximarem da baliza. Visualmente, eles são “abertos”, e suas maiores preocupações consistem em dificultar os arremessos de média e longa distância, além de dificultar a movimentação da bola por parte do ataque, através do trabalho de interceptação e dissuasão de passes. Cabe salientar que, apesar destes sistemas muitas vezes deixarem seus jogadores em situação de 1 x 1 (um defensor contra um atacante), eles  não correspondem a uma marcação individual, são organizados por zona, e cada defensor tem uma região na qual deve se deslocar e proteger, como mostraremos a seguir. Estas zonas, apesar de grandes, delimitam e colocam os sistemas abertos como sistemas zonais por excelência. Ou seja, a eles devem ser aplicados todos os princípios defensivos já mencionados, como por exemplo, o fato do espaço entre dois defensores ser de responsabilidade de ambos na hora da defesa. Os principais sistemas que se enquadram nesta classificação são denominados 3:2:1 e o 3:3[1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema 3:2:1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma formação intermediária entre o sistema 5:1 e o 3:3. Três defensores (externo esquerdo e direito, e central recuado) defendem a primeira linha defensiva (seis metros), atuando na lateralidade, na cobertura de infiltrações com e sem bola, e na marcação direta dos atacantes de seis metros (pivô e pontas). O central ainda deve fazer bloqueios ofensivos. Dois defensores (lateral direito e esquerdo) atuam na segunda linha defensiva, atuando em profundidade (frente e atrás), na marcação direta dos armadores laterais adversários, tanto nos arremessos de média e longa distância quanto nas infiltrações com e sem bola. Devem também fazer a cobertura da marcação do pivô quando a bola se encontra no lado oposto da defesa. Um defensor (central avançado, ou “bico”) atua na terceira linha defensiva (linha imaginária, por volta de dez a 12 metros da baliza), procurando interceptar  e dissuadir passes, bloquear arremessos e passes, evitar as infiltrações com e sem bola do armador central, e se responsabilizar pela primeira onda do contra-ataque direto, de forma semelhante à atuação deste jogador no sistema por zona fechado 5:1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos lembrar sempre que, como foi dito anteriormente, o sistema aberto não trabalha com marcação individual, e sim com marcação por zona, por regiões da quadra. Assim, em princípio, um atacante deve ser sempre vigiado e marcado por dois defensores, ou seja, por princípio o espaço entre dois defensores, independentemente de sua amplitude, deve ser defendido por ambos. Assim, um jogador que tente se infiltrar entre o defensor externo e um dos laterais, deve ser objeto de pressão e de marcação de ambos, tal como aquele que tente passar entre o central avançado e o lateral deve ser marcado pelos dois, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, o grande segredo, o verdadeiro “pulo do gato” do sistema 3:2:1 está na marcação do pivô. Neste momento, o posicionamento do jogador central recuado é essencial e deve ser compreendido com clareza neste tipo de defesa, a fim de evitar erros e fortalecer esta marcação. Este defensor, também conhecido como o defensor que está na “base” da defesa, o marcador “base”, é fundamental, pois é ele que orienta o posicionamento da marcação, por ter uma visão geral de todos. Ele também deve fazer a cobertura do defensor avançado (seja o central ou os laterais) que marca o atacante que está com a bola. Desta forma, o central recuado desliza rapidamente por trás dos jogadores avançados, sempre próximo à primeira linha da defesa. Se a bola está na frente do central avançado, lá está o marcador da base. Se o avançado for ultrapassado, ele tentará evitar que o atacante chegue próximo ao gol. Se algum atacante avança com bola sobre um dos laterais avançados, estes têm a segurança que na cobertura atenta estará o central recuado. Pois bem, caso o pivô, o jogador do ataque que fica ali, em meio à defesa, se encontre próximo à região que o central recuado está no momento em que faz as coberturas dos demais, ótimo, ele também fica responsável pela marcação deste. Caso, porém, o pivô se encontre do lado oposto da bola, quem deve marcá-lo? O central recuado deve largar a cobertura e ir marcar o pivô? Jamais! A defesa é por zona, e a região do central recuado é ali, na cobertura dos demais, assim, quem recua momentaneamente para marcar o pivô, é o lateral avançado do mesmo lado que está o pivô, ou seja, do lado oposto ao da bola. Desta forma, como vemos no desenho, o sistema fica, neste momento, quase como um 4:2, com a vantagem que, se a bola for para o lado que este defensor lateral recuou, ele avança frontalmente para fazer a marcação, sabendo e confiando que o central recuado rapidamente chegará para ajudá-lo tanto na cobertura de suas costas, quanto na marcação do pivô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma das razões pelas quais o sistema 4:2 caiu em desuso, e o sistema 3:2:1 prevaleceu, pois, ao invés de dois jogadores ficarem correndo lateralmente, de forma mais lenta, optou-se, como no 3:2:1, por jogadores que possam recuar para marcar o pivô, e avançar para marcar os armadores laterais, sempre correndo frontalmente, e mais rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando usar este sistema? Como sempre, ele possui vantagens e desvantagens, e o melhor jeito é conhecê-las, sabendo que grandes equipes (como a Metodista de São Bernardo, oito vezes campeã da Liga Nacional Masculina) o empregam, de acordo com as diferentes situações que o jogo apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vantagens do sistema 3:2:1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Ganha profundidade em relação ao 5:1, mantendo uma razoável amplitude de cobertura da área do goleiro, em virtude da movimentação dos defensores laterais (nº 2);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Possui bastante flexibilidade no sentido de tornar-se mais agressivo (passando a 3:3) ou defensivo (5:1), ganhando ora em amplitude, ora em profundidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Consegue uma boa marcação de arremessos de média e longa distância;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Possui sempre dois defensores atuando contra os atacantes armadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvantagens do sistema 3:2:1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) É frágil contra as infiltrações dos pontas adversários para a região central da primeira linha defensiva;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Frágil contra um ataque com dois pivôs;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Frágil na marcação dos pontas adversários, sobrecarregando os marcadores externos (nº1);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Só é eficaz com muito movimento, exigindo mais física e taticamente dos defensores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistema 3:3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o mais aberto de todos os sistemas, formado por duas linhas de defesa, sendo uma com três defensores (externos e central recuado, ou “base”) atuando na primeira linha defensiva, e outra linha composta por três defensores (laterais e central avançado) atuando numa segunda linha, que pode ser defensiva e recuada (nove metros) ou agressiva e avançada (dez a 12 metros). Este sistema difere do 3:2:1 por não existir uma terceira linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, os três defensores da segunda linha atuam em conjunto, não recuando a princípio para fazer coberturas quando a bola está do outro lado do ataque, como ocorre no 3:2:1 na hora da cobertura do pivô. Desta forma, e ainda considerando que, por mais aberto que seja o sistema 3:3 ainda é um sistema zonal, com os princípios de cobertura e de mútua responsabilidade sobre os espaços entre jogadores, como deve ser feita a marcação do pivô, sobretudo quando se encontra no lado oposto da bola? Ora, é claro que o defensor central recuado, o “base”, não pode ficar marcando individualmente o pivô, pois se ele assim o fizer, bastará ao ataque ganhar uma disputa, uma finta de um defensor avançado, e a área do goleiro, em sua porção central, estará totalmente desguarnecida. Desta forma, o central recuado deve sempre estar atuando na cobertura dos jogadores que avançam, dificultando a infiltração de jogadores com bola. Se o pivô estiver próximo dele, ótimo, caso o pivô se desloque para o outro lado, quem deve vir ajudá-lo nesta marcação é o defensor externo do lado oposto ao da bola, o número um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, claro que se corre o risco de deixar o ponta do lado oposto da bola livre, mas como há muitos defensores na trajetória de um possível passe cruzado (a linha do passe),  a defesa arrisca para conseguir fazer a cobertura da zona mais perigosa, e se a bola for cruzada, todos devem se deslocar correndo para fazer as respectivas coberturas. Ou seja, o “base” corre para o pivô, enquanto o externo corre para marcar o ponta que estava livre. Percebe-se assim que este é um sistema dos mais arriscados dentre os sistemas de marcação por zona, pois propicia muitas situações “1×1” e também por abrir em demasia a linha da área do goleiro. Só deve ser utilizado por defensores que possuem ótimo domínio das técnicas defensivas e, em geral, não é usado por muito tempo dentro de uma partida, pois desgasta demasiadamente os jogadores defensores, física e mentalmente. Assim, muitos técnicos optam por usá-lo em determinados momentos, quando precisam recuperar a bola rapidamente, no final de um jogo, ou quando pretendem pressionar a equipe adversária por alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma exceção a este pensamento ocorreu na final da Liga Nacional Feminina de 2002, quando jogavam A.A. Guaru contra E.C. Mauá/Universo. Esta segunda equipe estava muito reforçada, com grande parte de seu elenco estrelado sendo da seleção brasileira – jogadoras fortes, com grande potencial de arremesso de longa distância. Já a equipe de Guarulhos, do técnico Robson Andrade, contava com jogadoras novas e rápidas. Assim, ele montou a estratégia de fazer uma marcação 3:3 pressionando muito o ataque adversário, com a sua segunda linha de defesa atuando quase no meio da quadra, dificultando a troca de passes e a locomoção com bola das jogadoras do adversário. Estas , apesar de serem muito fortes no jogo com bola, pouco se deslocavam sem a bola para tentar recebê-la e, desta forma, a equipe do Guaru conseguiu forçar diversos erros de ataque do adversário, seja de passes longos (uma armadora lateral para a ponta do outro lado), ou mesmo faltas técnicas, como segurar a bola por muito tempo (mais que três segundos) ou dar mais que os três passos permitidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como com os demais sistemas, vale a pena analisar o que de bom e o que de ruim tem este sistema, para decidir em quais momentos do jogo usá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vantagens do sistema 3:3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)  Dificulta muito os arremessos de média e longa distância;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)  Dificulta muito a movimentação da bola entre os armadores de ataque, sobretudo quando agressivo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)  Dificulta muito a movimentação dos armadores de ataque, com e sem bola;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d)  Por ser um sistema baseado também na dissuasão de passes, é ideal para a retomada da bola, pois há três defensores diretamente responsáveis por este trabalho, o que pode provocar muitos erros técnicos (passes, passos) e de regras (manejo irregular de bola) no ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvantagens do sistema 3:3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)  Abre muito a linha da área do goleiro, facilitando infiltrações e arremessos de seis metros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)  Frágil contra ataque com dois pivôs;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c)  Provoca muitas situações “1×1”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d)  Exige muito física, técnica e taticamente dos defensores, pois há uma sobrecarga de funções muito grande para cada posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistemas combinados (ou mistos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinam uma defesa por zona com a marcação individual de atacantes destacados, com o objetivo de anular ou dificultar a atuação ofensiva de um jogador que esteja fazendo muitos gols, ou mesmo organizando muito bem o ataque. Este tipo de defesa chegou a ser proibido pela Federação Paulista de Handebol na década de 1990, em jogos de categorias menores, pois os técnicos consideraram que ele estava “matando” o desenvolvimento de bons jogadores, pois quando algum jogador de 15 anos ou alguma moça da mesma idade se destacava em seu clube, eram rapidamente marcados individualmente pelos demais times, e não tinha chances de se desenvolver na competição, pois ficava marcado e parado quase que um ano inteiro. Mas os tempos eram outros, e a preocupação com o desenvolvimento de jovens talentos era muito grande. Geralmente, há dois tipos de sistemas combinados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SISTEMA 5+1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco defensores atuam em bloco, na primeira linha defensiva,  como se marcassem 5:0. Um defensor marca individualmente um atacante destacado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vantagem principal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anula o melhor atacante do adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvantagem principal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz com que a defesa atue mais desguarnecida, tendo que cobrir mais espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SISTEMA 4+2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro defensores atuam em bloco, na primeira linha defensiva, como se marcassem 4:O, dois defensores marcam individualmente dois atacantes destacados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de sistema combinado dificilmente é usado por todo o jogo, mas muitas vezes em situações específicas, como quando uma equipe está em vantagem numérica na defesa. Isso mesmo, muitas equipes pressionam os adversários quando momentaneamente em função de uma exclusão, o ataque adversário se encontra por dois minutos com um jogador a menos. Além da intenção de dificultar ainda mais o ataque, com esta pressão também se pretende fazer com que a equipe que está na defesa  não se acomode pelo fato de estar com um a mais em quadra, mas que fique bem ativa, com dois marcando individualmente, e quatro se movimentando muito na primeira linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principal vantagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anula os principais atacantes adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principal desvantagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrecarrega os defensores que marcam na primeira linha, com muito mais espaço para cobrir e se movimentar.&lt;br /&gt;[1] Há outros sistemas como o 4:2 e mesmo o 1:5, mas, nos últimos anos eles não têm sido empregados por quase nenhuma equipe, pois a maior parte dos treinadores, quando pretende usar um sistema aberto, reconhece mais vantagens naqueles que estamos discutindo aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-2108322288823563923?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/2108322288823563923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/2108322288823563923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/04/jogo-de-defesa-3-por-jorge-knijnik.html' title='Jogo de Defesa 3   por Jorge Knijnik'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1027110695456580428</id><published>2010-04-26T03:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T03:38:48.729-07:00</updated><title type='text'>Considerações Didático-Pedagógicas para a Aprendizagem do Handebol através de Jogos. por Lucas Leonardo</title><content type='html'>Inicío este artigo trazendo algumas considerações importantes para quem utiliza o jogo como uma ferramenta de ensino, sistematizando jogos para que o processo de ensino-aprendizagem seja atingido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abordarei aqui três principais etapas que devem ser respeitadas para que jogar seja capaz de ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamarei de conceito o objetivo de aprendizagem que queremos atingir num determinado momento de nosso planejamento (pode se um fundamento técnico como um passe, um meio tático como as penetrações sucessivas, ou mesmo um determinado subssistema de jogo ofensivo ou defensivo, como uma defesa 3:3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETAPA 1 – Aprender sem saber que está aprendendo: aprendizagem incidental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero que antes de explicar ao aluno o conceito circunstancialmente (fora do ambiente aplicado do jogo) como geralmente fazemos, devemos possibilitar que o aluno vivencie jogos que potencializem a aplicação desses conceitos circunscritamente (dentro do jogo) e que, inicialmente, busque a aprendizagem incidental desse conteúdo, ou seja, sem que o aluno saiba que está aprendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fato do aluno não saber exatamente o que deve fazer, o professor deve problematizar a atividade o tempo todo, dando dicas para que os alunos busquem entender como solucionar o problema principal do jogo. Mas cuidado: não responda o que fazer, apenas dê indicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideremos que temos a intenção de ensinar aos nossos alunos, num determinado período de nossos treinos/aulas, o conceito das penetrações sucessivas (engajamento). Pode-se sugerir, para isso, um jogo de alvos centrais no qual colocaremos as seguintes regras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * O jogo deve ser jogado no circulo central da quadra e nas cabeças dos garrafões da quadra de basquete.&lt;br /&gt;    * O objetivo do jogo é saltar para dentro da área e entregar em mãos a bola ao companheiro-alvo que está no centro desses círculos e que deve ter sua área de atuação restrita a um arco colocado no chão (não podendo sair do arco para receber a bola).&lt;br /&gt;    * A equipe de defende deve proteger o alvo, fechando as possibilidades da equipe que ataca penetrar para dentro da área através de um salto.&lt;br /&gt;    * A equipe que ataca pode marcar pontos de duas formas:&lt;br /&gt;          o 1 ponto, se o jogador de ataque entregar a bola ao companheiro-alvo a partir de uma finta sobre seu adversário;&lt;br /&gt;          o 2 pontos se o atacante que saltar e entregar a bola ao companheiro-alvo penetrar na área adversária a partir da penetração num espaço vazio na defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentada a atividade, os alunos devem vivenciá-la e o professor deve orientar, dando dicas de como atingir a principal pontuação (penetrar num espaço vazio):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * “É melhor atacar o defensor ou buscar um espaço vazio?”&lt;br /&gt;    * “Será que se receber a bola parado você irá conseguir aproveitar algum espaço da defesa?”&lt;br /&gt;    * “Vamos tentar pegar a bola em progressão, já estando em velocidade! Isso pode ajudar!”&lt;br /&gt;    * “Devemos sair todos juntos do estado de repouso ou será que um inicia primeiro a ação e só depois o próximo jogador inicia seu deslocamento?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETAPA 2 – Apresentar o conceito que se quer ensinar: estimular a inteligência circunstancial e possibilitar a representação do conceito mentalmente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ter vivido esses jogos de conceitos ainda dentro de um nível potencial (ou seja, ainda sem necessariamente garantir o acesso ao conceito que se quer ensinar, mas estimulando o aluno a atingir esse conceito pelos objetivos que a atividade propõe aos jogadores), é que se deve explicar circunstancialmente (de forma verbal, com pranchetas, lousas e etc..) o que é o conceito que se quer ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se justifica pelo fato de que ao ser apresentado o conceito, o aluno tenderá a realizar “pontes” entre o conceito apresentado formalmente e o(s) jogos(s) até então jogado(s) por ele, fator que possibilita a representação mental do que se fala, como se o aluno jogasse o jogo em sua mente, e assim o conceito passado de forma circunstancial (fora do ambiente de jogo) passa a ser significado dentro do contexto dos jogos já realizados anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etapa da representação é muito importante para o ensino pelo jogo, afinal, quantas vezes não percebemos que nossos alunos executam uma determinada atividade oferecida sem entender para que ela realmente serve? Isso é muito comum quando consideramos que a simples explicação verbal é capaz de ensinar o aluno a realizar tal conceito em jogo. Porém, quando ele joga (e aprende incidentalmente) e depois conhece o determinado conceito, ele se tornará capaz de contextualizar o que foi explicado. Isso é a representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETAPA 3 – Aplicação direcionada do conceito: saber o que se deve fazer e aplicar em ambiente de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, tendo claro o conceito, sua estrutura e a forma de realizá-lo eficientemente, e tendo vivenciado jogos que possibilitem a significação desse conceito através da representação mental, pode, então, criar jogos de aplicação do conceito circunscrito ao jogo, permitindo agora um momento de aprendizagem no qual os alunos sabem realmente o que devem fazer para atingir o objetivo da atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse jogo não necessita ser novo. Os mesmo jogos vividos anteriormente podem (e devem) ser novamente aplicados. A ideia é verificar se há melhora qualitativa do jogo, se os problemas se resolvem mais facilmente e se, agora, a comunicação entre os alunos são direcionadas para um mesmo objetivo tático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, ao aplicar novamente o jogo de alvo central, com as mesmas regras, deverá ser observada, ainda que com alguns erros, a melhoria do nível de jogo dos alunos. Os erros são normais e aceitáveis sempre, afinal, mesmo tendo agora o aluno representado o que é melhor fazer no jogo, a partir do conceito apresentado fora do jogo, ele ainda não aplicou esse novo saber e, ocasionalmente, cometerá alguns erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que essas considerações didáticas possam ser incorporadas no dia-a-dia e ajudem todos a ter mais segurança para trabalhar com o jogo para ensinar handebol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1027110695456580428?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1027110695456580428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1027110695456580428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/04/consideracoes-didatico-pedagogicas-para.html' title='Considerações Didático-Pedagógicas para a Aprendizagem do Handebol através de Jogos. por Lucas Leonardo'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-8624513843693805975</id><published>2010-02-01T02:38:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T03:33:31.072-08:00</updated><title type='text'>Andebol de Base em campos reduzidos, proposta de Modelo de competiçao, Antonio Cunha</title><content type='html'>INTRODUÇÃO:&lt;br /&gt;Minha formação na área do Andebol tem duas escolas:&lt;br /&gt;Balcãs /Escandinava (são muito semelhantes) e francesa&lt;br /&gt;-minha experiencia como atleta e treinador nos escalões do andebol de base, mesmo sendo Treinador Principal dos vários clubes em que estive, Selec.Nacional, FCP-SLB-ABC-SCP-BFC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz muita formação em estágios, seminários a nível do Andebol de base, praticas nas escolas e clubes (semelhantes) dos Balcãs e tendo como apoio as selecções nacionais e seus treinadores e o clube mais representativo desta abordagem metodológica e com resultados ao longo de dezenas de anos o Metaloplastika (vários vezes campeão europeu de clubes e maior fornecedor de atletas para a selecção Nacional Jugoslávia.(Republica de montenegro), CONVVERSAS INFORMAIS DE MUITS HORAS COM O Mentor do Andebol em campos reduzidos Vinic Tomlianovic director técnico da Croácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ANDEBOL DE BASE &lt;br /&gt;(bambis, minis e infantis):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Modelo de competição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No campo normal de 40x20 se marcam 3 campos de 20x13 com balizas normais, reposição da bola da área do GR, área circular de 5 metros (facilidades de remates), numero de jogadores 5, (GR+laterais+pontas). Objectivo motivação para a prática do andebol, jogo livre com aplicação de 3 conceitos básicos:&lt;br /&gt;-ocupação do espaço&lt;br /&gt;-circulação da bola&lt;br /&gt;-circulação de jogadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOGO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-3 Partes de 10`&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-1/2 Parte jogo livre para desenvolver a criatividade, motivação e tomada de decisão, como complemento a descoberta de Talentos ( mais rápidos a pensar e a decidir)&lt;br /&gt;Intervalo com ida ao balneário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-3 Parte HXH para desenvolver a resistência específica dos atletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado desportivos só dos dois períodos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado do 3 período castigo pedagógico (diferença de golos a equipa vencida dava uma volta a pista pela diferença de golos), a equipa vencedor ficava no campo fazendo remates em situações de 1X1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do jogo conversa do treinador com os jovens praticantes e valorizando as tarefas referenciadas no jogo e consequência do treino e apelando aos jovens jogadores a sua disponibilidade futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;ESTRUTURA DO JOGO DE ANDEBOL:&lt;br /&gt;Jogo colectivo de invasão, luta de espaços e objectivo, marcar golos na baliza adversária e evitar sofrer. Resultado final Vencedores, Vencidos. O empate não existe e caso aconteçam, recorre-se a marcação de 4 livres de 6Metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elementos básicos na aprendizagem dos novos jogadores de andebol: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Historia do Andebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Regras básicas (passos (3 passos ou 4 apoios com a bola na mão), violação, dribling e 3` ) , lei da vantagem, falta atacante, jogo passivo,.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Técnica individual passe, recepção, remate e dribling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Técnica/táctica individual:&lt;br /&gt; Saber e gostar de jogar o 1X1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Táctica de grupo:&lt;br /&gt;5x5, Passa e Vai, combinações lateralE-lateralD, lateral-ponta E/D, troca de posição(lateral/ponta) utilizando  o  Cruzamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ataque Após a conquista da bola ataque rápido ou contra ataque, passes curtos e finalização. Jogo formal ataque contra defesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defesa - perda da bola zona pressing e tentativa de recuperação da bola, paragem do ataque rápido, organização da defesa defesa contra o ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROTAÇÃO DE LUGARES NAS ZONAS DA DEFESA na descoberta do seu espaço preferencial (habitat do atleta), em cada período de 10´ minutos rotação de lugares na defesa (1GR, da esquerda para a direita na área, 2,3,4,5.) Exemplo os jogadores rodam passando da zona 1 para a 2, da 2 para a 3 e assim sucessivamente. Esta metodologia experimentada nas aulas de estudo práticos tem tido enorme sucesso há 2 anos lectivos e evita a saída precoce dos novos praticantes porque eles tem uma ideia do lugar o o seu treinador de outra e por isso abandonam o andebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARBITRAGEM:&lt;br /&gt;Aplicação das regras básicas, falta atacante e lei da vantagem.&lt;br /&gt;Árbitros: os próprios professorem ou treinadores ou jovens atletas com curso de arbitragem de Base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FAMILIA:&lt;br /&gt;Integração da família no processo ensino aprendizagem do andebol da base, com explicação dos treinadores e os objectivos a percorrer pelos jovens, sem adesão da família a progressão dos jovens e muito mais lenta e penosa, porque a vontade de VENCER  por parte dos novos praticantes é muito mais motivadora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-8624513843693805975?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8624513843693805975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8624513843693805975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/02/andebol-de-base-em-campos-reduzidos.html' title='Andebol de Base em campos reduzidos, proposta de Modelo de competiçao, Antonio Cunha'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-4860777864989875667</id><published>2010-02-01T02:34:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T02:35:09.512-08:00</updated><title type='text'>Procuram-se canhotos e ninguém os encontra, SÉRGIO PIRES</title><content type='html'>Procuram-se canhotos..... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Crise. Com Maldini reformado e Roberto Carlos a caminho, faltam laterais-esquerdos. Franceses e Ashley Cole são as excepções&lt;br /&gt;Os apaixonados adeptos de futebol bem podem perguntar: onde param os sucessores de Paolo Maldini e Roberto Carlos? Com a aposentação do italiano, no final da última temporada, e a pré-reforma do brasileiro, que assinou recentemente pelo Corinthians, regressando ao compassado futebol sul-americano, os relvados da Velha Europa deixaram de ter como referências os dois expoentes máximos daquela que é provavelmente a posição mais carenciada do futebol actual. &lt;br /&gt;Auscultados pelo DN, ex-laterais-esquerdos portugueses salientam essas duas perdas. Augusto Inácio e Dimas preferem o estilo rigoroso e pleno de garra de Maldini com o mesmo argumento: "Um lateral é, antes de mais, um defesa e, como tal, deve sobretudo saber defender bem, antes de ajudar no ataque". Já Rui Jorge é mais apologista da extravagância ofensiva e de toda a técnica e potência do "pé canhão" de Roberto Carlos. Para o ex-jogador de FC Porto e Sporting e actual técnico dos juniores do Belenenses o ainda futebolista brasileiro "marcou uma geração" e "servia de bitola para todos os outros".&lt;br /&gt;Porém, bem mais difícil para este trio de canhotos é explicar a actual crise de laterais-esquerdos que atinge não só o futebol nacional, mas também as principais selecções e equipas mundiais: as honrosas excepções servem precisamente para confirmar a regra. Sim, há o inglês Ashley Cole, titularíssimo do Chelsea, cujos milhões chegam para ter no banco outro bom valor na posição: o russo Yuri Zhirkov. E há sobretudo uma legião francesa de excelentes laterais-esquerdos. Os bleus contam com Patrice Evra (Manchester United) e Éric Abidal (Barcelona) entre os preferidos do seleccionador Raymond Domenech, mas têm como reservas de luxo os jovens Gaël Clichy (Arsenal) e Aly Cissokho (Lyon) - o tal que o FC Porto conseguiu valorizar de 300 mil para 15 milhões de euros em seis meses de estada no Dragão.&lt;br /&gt;Estas são, porém, excepções, que serviam às mil maravilhas os interesses de outras selecções - ou alguém tem dúvidas de que Clichy ou Cissokho eram titulares das suas selecções caso fossem portugueses ou espanhóis? Logo, alargando o espectro às principais selecções mundiais, não se encontra para já um cenário de abundância.&lt;br /&gt;Holanda e Itália adoptam como respectivas soluções os veteranos Giovanni van Bronckhorst (34 anos) e Fabio Grosso (32 anos). Já o Brasil, tão órfão de Roberto Carlos quanto a Itália de Maldini, não aproveitou Fábio Aurélio (Liverpool), Maxwell (Barcelona) e Marcelo (Real Madrid) para apostar em jogadores que, apesar do talento, estão longe da valia do restante elenco: Gilberto, do Cruzeiro de Belo Horizonte, Kléber, do Internacional de Porto Alegre, e André Santos, do Fenerbahçe, têm sido opções para Dunga, que está longe de dispor à esquerda dos craques com o nível dos que tem na lateral direita - Maicon (Inter) e Daniel Alves (Barcelona). Tal como a Espanha, que do lado esquerdo conta com o apenas esforçado lateral catalão do Villareal Joan Capdevila. Por sua vez, a Argentina, já sem Juan Pablo Sorín, acabou por derivar o também algo limitado Gabriel Heinze do centro da defesa para a faixa carenciada. &lt;br /&gt;A Alemanha adaptou o destro Philipp Lahm, ao passo que Portugal durante o apuramento para o Mundial evoluiu de uma solução semelhante, com Paulo Ferreira (colega de equipa no Chelsea de Ashley Cole e Zhirkov...) a jogar na esquerda, para o recuo de Duda, um extremo que tem a vantagem de jogar com o pé preferido no flanco certo mas perde pontos na dinâmica defensiva. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"Incentivar jovens a actuar em posições mais recuadas"&lt;br /&gt;O que explica a falta de&lt;br /&gt;laterais-esquerdos?&lt;br /&gt;Não há muitos exemplos de grandes laterais-esquerdos no futebol mundial, depois de Roberto Carlos e Paolo Maldini, mas continua a haver bons jogadores nessa posição. Fala-se cada vez mais em escassez porque há menos canhotos do que destros e os que há são desde muito jovens colocados a jogar na frente, para aproveitar o seu talento. Em Portugal acontece isso; os esquerdinos existem em menor quantidade e quando eles aparecem com boa capacidade técnica há a tendência para tirar maior rendimento deles no ataque. &lt;br /&gt;Acha possível em Portugal formar de base jogadores para posições deficitárias como esta? &lt;br /&gt;É possível e devia de ser uma prioridade colmatar desde os escalões de base as posições deficitárias do futebol português. Há que incentivar os jovens jogadores a actuar em posições mais recuadas, mesmo que isso signifique em algu- ma medida algum prejuízo em termos de aproveitamento do talento num sector mais ofensivo.&lt;br /&gt;No caso de se adaptar um jogador à posição de lateral-esquerdo, acha preferível recuar um esquerdino de um sector mais ofensivo ou apostar na troca de flanco de um lateral-direito?&lt;br /&gt;Geralmente, opta-se por adaptar laterais-direitos porque um jogador que actua mais à frente não tem tanta cultura defensiva e capacidade de sofrimento para jogar numa posição recuada. Por isso, acho mais razoável adaptar um lateral-direito ao flanco esquerdo da defesa.&lt;br /&gt;Qual é o seu exemplo de um lateral-esquerdo de eleição que colha a unanimidade por treinadores e adeptos?&lt;br /&gt;Roberto Carlos é o expoente máximo da minha geração, ele foi a bitola para todos os outros. Outro seria o Paolo Maldini, mas num estilo de jogo mais defensivo que o Roberto Carlos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-4860777864989875667?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/4860777864989875667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/4860777864989875667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/02/procuram-se-canhotos-e-ninguem-os.html' title='Procuram-se canhotos e ninguém os encontra, SÉRGIO PIRES'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-7045613840265042003</id><published>2010-01-05T02:11:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T02:13:27.159-08:00</updated><title type='text'>Inteligência Colectiva das Organizações,Rui Lança</title><content type='html'>A inteligência colectiva nas organizações/equipas é um termo que abrange um misto do conjunto das competências dos elementos que compõem o todo e dos processos/dinâmicas criados para potenciar as mais valias dos recursos humanos na concretização dos objectivos propostos. Algo semelhante ao team cognition.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao observar as equipas com excelentes performances e com os seus processos equilibrados, quer as desportivas quer em termos organizacionais, deparamo-nos cada vez mais com um conjunto de processos transversais baseados em competências (que deveriam ser) ‘simples’ e, que constituem em muitos casos, a base das relações humanas, de equipa, laborais, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constatamos que as boas equipas de projecto/trabalho (apenas para as diferenciar das desportivas propriamente ditas) apresentam sintonia nos processos de grupo em competências como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escuta activa/comunicação/assertividade;&lt;br /&gt;- Empatia;&lt;br /&gt;- Confiança;&lt;br /&gt;- Alinhamento (visão, missão, valores, objectivos);&lt;br /&gt;- Envolvimento (I always go the extra mile);&lt;br /&gt;- Responsabilização/Reconhecimento;&lt;br /&gt;- Superação;&lt;br /&gt;- Etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constata-se também que ‘bastará olhar para o lado’ para visualizarmos (e vivenciarmos) grupos de trabalho onde a comunicação não flui, não há a preocupação em saber se a nossa mensagem chegou ao destinatário e a sua compreensão foi de encontro ao nosso objectivo, onde não existe um complemento de objectivos, tarefas, sentimentos contraditórios e longe do ‘amor à camisola’, pouca proactividade ou o não reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observamos as equipas desportivas que apresentam excelentes resultados desportivos e o que constatamos? Utilizamos o último caso de enorme sucesso, e constatamos que o Barcelona em futebol, vence, convence, supera os seus desafios, dificuldades e adversários, bate recordes e quando ouvimos os comentadores e treinadores a falar do seu sucesso, conclui-se que a magnífica equipa baseia os seus processos nas competências técnicas básicas do jogo de futebol para além da qualidade que os seus elementos individuais possuem:&lt;br /&gt;- Passe, recepção, ‘desmarcação, entreajuda, alinhados num objectivo, dedicação ao clube e empenhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos aqueles que foram ou são atletas ou treinadores, quer em desportos colectivos quer em desportos individuais, recordamo-nos de que são esses os princípios que ouvíamos ou tentamos instituir nos atletas. Step by step de forma a garantir os princípios para posteriormente se avançar para a complexidade de processos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente, as organizações desportivas, constituídas por técnicos e dirigentes com um passado desportivo, não conseguem transpor os valores porque se regiam enquanto praticantes desportivos para uma realidade organizacional, falando em Federações, Associações, Clubes, ONG’s, Autarquias, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo que existem inúmeras explicações para o sucedido. Outras existirão para comprovar a incapacidade das organizações que trabalham no sistema desportivo em produzirem mais valia, diferenciarem-se e terem ‘jogo de cintura’ para os interesses não alinhados existentes, indo contra os tais valores ou competências softs que enquanto treinadores, vamos insistindo que as equipas e os elementos que as compõem, adquirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos tentados a concluir que as grandes equipas baseiam os seus princípios processuais e técnicos nos softskills. E que quer em jogo quer no nosso local de trabalho, complicamos em vez de facilitar. Destruímos em vez de construir. E que enquanto não comunicarmos de uma forma clara, concreta e concisa, tivermos a preocupação de compreender o outro, assumirmos a organização e a tarefa como nossa, trabalharmos em prol de um objectivo assumidamente global, muitos dos esforços são em vão, consumidos por obstáculos e adversários que nós próprios alimentamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://colectividadedesportiva.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-7045613840265042003?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7045613840265042003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7045613840265042003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/01/inteligencia-colectiva-das.html' title='Inteligência Colectiva das Organizações,Rui Lança'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-5340717286137253937</id><published>2010-01-04T10:52:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T10:53:37.404-08:00</updated><title type='text'>Programação e Periodização do Treino  de Handebol</title><content type='html'>Antonio Cunha, Paulo Queiros&lt;br /&gt;FADEUP.UP.pt-PORTO,PORTUGAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução dos desportos colectivos parece não depender  apenas de existência de jogadores com elevado potencial, mas também da intervenção do Treinador que possuem elevadas capacidades para liderar, palnear e programar o processo de treino desportivo cada vez mais exigente.&lt;br /&gt;Ao Treinador compete orientar, conduzir e controlar  o processo de treino de uma equipa de handebol, colocam-se vários problemas que ele terá de equacionar, sob pena de vir a ser controlado e conduzido por demasiado factores alheios à sua vontade e disponibilidade.&lt;br /&gt;Ao pretender que os Atletas/Equipa atinjam o mais elevado Rendimento Desportivo, o treinador e seus colaboradores vêm-se confrontados com a necessidade de criar condições(em quantidade e qualidade) para que tal seja possível.&lt;br /&gt;O termo Planificação tem sido utilizado para referir a descrição antecipada de conteúdos, da progressão, das variações, do lugar e das demais condições de treino(Segui,1981) no sentido de assegurar o mais elevado Rendimento Desportivo na competição.&lt;br /&gt;Verchosanskij(1987)propõe vocábulo  Programação para designar a determinação da estratégia, do conteúdo e da forma de estruturação(construção)do processo de treino. Segundo este autor, programar o treino implica não apenas utilizar os conhecimentos do processo de adaptação e do potencial das situações de treino, mas também recorrer à experiência relativa.&lt;br /&gt;As reacções individuais dos Atletas, à medida que os efeitos cumulativos do treino operam, para determinar correctamente o nível de actividade competitiva a visar  e  o momento em que esse nível pode ser atingido.&lt;br /&gt;A Programação, sendo então uma adequação do Planeamento às condições reais, exige o estabelecimento de modelos relativos aos diversos aspectos do processo. Para ser eficaz deve satisfazer as seguintes condições reconhecimento da adaptação enquanto processo biológico indutor do treino; e o conhecimento do potencial de treino dos exercícios e dos métodos complexos(Satori &amp; Tshiene, 1988).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-5340717286137253937?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/5340717286137253937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/5340717286137253937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/01/programacao-e-periodizacao-do-treino-de.html' title='Programação e Periodização do Treino  de Handebol'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-5152789549245211179</id><published>2010-01-04T10:47:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T10:49:50.940-08:00</updated><title type='text'>A Mente do Estrategista (*),Gustavo Pires</title><content type='html'>A Mente do Estrategista (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise é o momento crítico de arranque de qualquer processo de pensamento estratégico. Esta frase escrita pelo japonês Kenichi Ohmae a páginas doze do livro “The Mind of the Strategist”, uma das obras fundamentais no domínio da estratégia, é de importância crucial num mundo como o do desporto em que tem sido mais importante fazer do que pensar e sobretudo num tempo como o da preparação da próxima época de futebol, na medida em que estão em jogo muitos milhões de euros numa indústria que todos sabem falida, mas que, por paradoxal que possa parecer, está fulgurante. &lt;br /&gt;Segundo Ohmae o êxito das organizações japonesas, deve-se à capacidade de pensamento estratégico dos próprios japoneses, que é criativo, intuitivo e racional. Ao contrário das organizações do mundo ocidental, nas organizações japonesas, a estratégia é delineada por um único estratega naturalmente talentoso, com um modo de pensar idiossincrático, em que a organização, os clientes e a concorrência se fundem numa interacção dinâmica, da qual acaba naturalmente por resultar um conjunto de objectivos e planos. Nesta conformidade, os dirigentes dos principais clubes portugueses, independentemente das pressões de uma imprensa desportiva diária, aparentemente mais a reboque dos lóbis, dos “efeitos de anúncio”, dos “MacGuffines”, dos “suspenses”, etc., do que de ideias próprias, parece que já começaram a perceber que uma liderança forte sob o ponto de vista da vontade, esclarecida sob o ponto de vista do conhecimento e decidida sob o ponto de vista das ideias e dos projectos, é mais de meio caminho andado para o êxito de uma campanha. &lt;br /&gt;Atente-se que ganhar a batalha da logística ou do produto espectáculo não é a verdadeira questão estratégica. A verdadeira questão estratégica passa pela descoberta da melhor forma de vencer a competição. Em conformidade, é fundamental que ela seja, à partida, definida em termos de vantagem competitiva. A competição estratégica significa que uma organização (clube, equipa, etc.) ao observar os seus competidores directos não permite que eles obtenham vantagem competitiva. Por isso, a realidade competitiva é fundamental e é a partir dela que se organizam as estratégias específicas. Estas são definidas em termos das expectativas dos “stakeholder” quer dizer, os interessados que vivem à volta do futebol que no quadro do campeonato são, entre outros, os associados, as claques, os accionistas, os patrocinadores etc. Mas, como nestes domínios os objectivos dos clubes/equipas são idênticos, a resposta emergente à estratégia específica de cada concorrente, embora circunstancialmente ajustada, não deixa de ser reactiva. Em conformidade, o que se espera é que Peseiro já tenha estudado de alto a baixo os treinadores do adversários directos, e começado a encontrar os antídotos para minar os factores críticos de sucesso dos inimigos que sendo holandeses até nem deve ser muito difícil. Tal como se espera que os holandeses que já se devem conhecer um ao outro, já tenham começado a estudar as idiossincrasias de Peseiro que até nem são muito complicadas. &lt;br /&gt;Contudo, é necessário também considerar que as estratégias reactivas devem vir depois da estratégia real, quer dizer, deliberada, que estabelece o fio condutor, que não pode mudar com facilidade, que tem uma dinâmica de longo prazo, que é aquilo que se espera da mente do estrategista. Só nestas condições, o estrategista tendo em atenção a estratégia do adversário ensaia obrigá-lo a reagir à sua. Nesta perspectiva, parece-nos ser uma profunda desvantagem competitiva os clubes mudarem de treinadores todos os anos. Os responsáveis dos clubes têm de começar a perceber que não há estratégia que resista quando os treinadores se limitam a passar uma ou duas épocas pelo clube. Quando se dá a circunstância do treinador ser estrangeiro a situação ainda se agrava mais. Assim, a identificação dos aspectos críticos é de fundamental importância. É nesta óptica que também vemos o que se passa actualmente no Sporting com a assunção de plenos poderes por parte do administrador executivo Paulo Andrade. &lt;br /&gt;No campo de batalha, de vida ou de morte, em que está transformado o campeonato da 1ª Liga, o objectivo da estratégia de cada contendor é trazer à superfície as condições mais favoráveis à organização da vitória. Por isso, como dizíamos, a análise é o momento crítico de arranque de qualquer processo de pensamento estratégico. Um pensamento linear e mecanicista já não é apropriado, até porque não existem duas épocas iguais. Só através da globalidade de um pensamento estratégico é possível determinar a vantagem competitiva da organização (clube/equipa) que passa pela identificação dos aspectos críticos da situação, de maneira a conseguir uma verdadeira compreensão do problema. Atente-se que quando os problemas são mal definidos e compreendidos a capacidade de pensamento estratégico fica limitada. Portanto, a questão que se coloca é a que procura saber a maneira como podem ser identificados os aspectos críticos que caracterizam a situação e possibilitam a sua melhor compreensão em termos de organização do futuro?  &lt;br /&gt;Compreender, é um processo eminentemente teórico muito embora o conhecimento e a acção estejam intimamente ligados. Deste modo, o conhecimento está envolvido por variados interesses e propósitos pelo que a sua construção passa pela integração de um crescente número de teorias, modelos, metodologias e práticas, na certeza de que haverá sempre necessidade de uma gestão parcimoniosa de dilemas, paradoxos e até contradições, entre as várias hipóteses ou perspectivas em confronto. Em conformidade, numa dinâmica em que se pretende que sejam estabelecidas relações muito íntimas entre os quadros teóricos e os modelos práticos, o desenho de qualquer estratégia  tem de ter sempre presente um conjunto de questões que se colocam numa configuração em serpentina, na medida em que todas elas dependem e interagem umas com as outras. Assim sendo, o pensamento do estrategista, que pode ser o presidente do clube, o director geral, o treinador ou um qualquer especialista da tecnoestrutura, entre o criativo e o racional em busca da capacidade intuitiva, deve ser orientado pela dinâmica das seguintes questões: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O quê? (Objecto) – É necessário, desde logo, saber “o quê?”. Quer dizer, o que é que se quer realizar? O que é que se vai fazer na presunção de que se está a fazer aquilo que é certo, quer dizer aquilo que tem de ser feito, e se deseja fazê-lo da melhor maneira possível? Até porque se pode estar a fazer bem as coisas erradas.&lt;br /&gt;2. Como? (Método, estratégia) – Como é que se vai conseguir realizar o objecto do planeamento? Qual o caminho a seguir? Com que projecto(s), com que recursos humanos, materiais e financeiros? Com que constrangimentos? É evidente que este aspecto joga intimamente com o anterior, na medida em que se não se souber para onde se quer ir, qualquer caminho serve e quando qualquer caminho serve acaba-se necessariamente por chegar a lado nenhum. &lt;br /&gt;3. Quando? (Tempo) – Quando é que a acção “o quê?” vai ser realizada? Esta questão procura esclarecer os problemas relativos à gestão do tempo. Início e fim da acção. Margens de folga. Tempos mais cedo e mais tarde do início e do fim, etc.. &lt;br /&gt;4. Onde? (Lugar) – Onde é que tudo vai acontecer? Onde é que o projecto se vai realizar?&lt;br /&gt;5. Por quem? (Executores) – Por quem, procura determinar quem são os responsáveis? Pessoas e/ou entidades. &lt;br /&gt;6. Com quem? (Envolvidos) – Esta questão tem por objectivo indicar as entidades individuais e colectivas públicas ou privadas a serem envolvidas (parceiros) quer directamente quer indirectamente no projecto.&lt;br /&gt;7. Para quem? (Destinatário) – Quem são os destinatários daquilo que se deseja realizar? Quais os segmentos sociais abrangidos? Estão de acordo com “o quê?”, quer dizer, com aquilo que se pretende realizar? &lt;br /&gt;8. Para quê? (Objectivo) – Quais os objectivos que se pretendem atingir, através de uma acção ou projecto específico. Os objectivos só ganham sentido se estiverem de acordo com aquilo que se deseja fazer, “o quê?”, e o com os destinatários, “para quem?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas questões devem ser colocadas não só nos vários momentos do processo de planeamento, –  desde logo no momento de análise enquanto, como se disse, momento crítico de arranque de qualquer processo de pensamento estratégico – tendo em atenção os âmbitos do económico / financeiro, da logística e da produção (da formação ao espectáculo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo Pires&lt;br /&gt;FMH&lt;br /&gt;Catedratico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Em colaboração com  António Cunha (FADEUP.UP)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-5152789549245211179?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/5152789549245211179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/5152789549245211179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2010/01/mente-do-estrategista-gustavo-pires.html' title='A Mente do Estrategista (*),Gustavo Pires'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1754736387763613279</id><published>2009-12-31T03:28:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T03:30:24.951-08:00</updated><title type='text'>Teoria do Jogo – O Estado de Jogo  Lucas Leonardo BR</title><content type='html'>Venho escrever sobre algo que vem sendo foco de meus estudos atuais (há pelo menos 1 ano, é verdade), que é a Lógica do Jogo, e no caso específico a lógica do jogo do handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo iniciou com conversas com o Prof. Rodrigo Leitão (um grande estudioso do jogo) em que ele me instigou muito sobre isso, me deixando com muita curiosidade de investir no estudo desse assunto, que rapidamente me levou à transferência desse conhecimento para o ensino do handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é segredo para quem acessa esse site que considero o Jogo o principal meio de ensino contextual do handebol, pois é através do jogo que o aluno/atleta condiciona-se a responder às imprevisíveis necessidades que o jogo lhe exige quando atua numa partida. Existem muitas outras justificativas que me fizeram perceber no jogo um ambiente suficientemente capaz de garantir aprendizagem e isso pode ser buscado no site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clicando aqui você terá acesso aos principais textos que falam sobre a importância do jogo no processo de ensino publicados no site pedagogia do handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das questões que sempre ouço quando realizo cursos e palestras (ou mesmo quando converso com companheiros de trabalho que não se sentem totalmente à vontade com o jogo enquanto meio de ensino) têm como eixos principais as seguintes dúvidas: “Como é que você tem certeza de que com o jogo o aluno/atleta aprende algo?” ou então “Você quer me dizer que se eu dou um joguinho qualquer meu aluno aprende mais do que se eu ensiná-lo como fazer um gesto técnico repetindo e aprendendo o padrão motor desse gesto?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha resposta sempre é: “Depende!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém me ouve falando que “depende” deve imaginar que nem sempre realizar atividades que sejam descritas como jogos é a melhor forma de ensinar, e essa impressão é realmente verdadeira, porém, isso não siginifica que considero que haja outras formas melhores, vou explicar melhor abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta, simplesmente, criar um joguinho e colocar seus alunos/atletas para jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre isso, gosto muito de uma afirmação que o professor Alcides José Scaglia faz em sua Tese de Doutorado quando ele conceitua jogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Antes de iniciar qualquer reflexão sobre o jogo e suas teorias, quero adiantar que o fenômeno jogo será aqui estudado na perspectiva de ser esse um sistema complexo, em que seu ambiente (contexto) determinará o que é jogo e não jogo, evidenciando a predominância da subjetividade em detrimento da objetividade (o estado de jogo). E é com este sentido de totalidade e complexidade, inseridos num ambiente que lhe é próprio, que procuro entendê-lo. (SAGLIA, 2003, p. 49)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ele quer dizer com isso? Vamos interpretar: ao dizer que o ambiente em que a atividade está inserida é que determina se essa atividade é jogo ou não, tendo ainda a dependência da predominância da subjetividade sobre a objetividade de quem joga, o autor nos mostra que mesmo que apliquemos uma atividade que se pareça com jogo, ela deve estar inserida no contexto em que a aplicamos, ou seja, deve ser significativa para quem joga e ainda deve garantir que ao jogar, nossos alunos/atletas tenham apenas no ato de jogar sua preocupação momentânea, prevalecendo o mundo do jogo sobre o mundo real. É o que Reverditto e Scaglia (2007) descrevem como o “jogo jogante”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo pessoal! Para jogar, nossos alunos/atletas devem atingir aquilo o que o professor Alcides chama de “estado de jogo”, ou seja, o jogar plenamente, pois somente assim seremos capazes de garantir que ao jogar nosso aluno/atleta irá finalmente aprender. Tarefa nada simples para quem ensina o esporte, pois, se ao aplicar uma atividade que tenha “cara” de jogo, nosso aluno não jogar plenamente, ou mesmo se o jogo não for significativo para quem joga (não condiz com o contexto em que está inserido), não haverá aprendizado real. Por isso que sempre respondo: “depende!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passei alguns problemas com isso. Algumas aulas que aplico, às vezes, não leva as atletas com qual trabalho para o estado de jogo. É realmente um fator difícil de controlarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando minhas aulas têm esse problema, costumo parar a aula (ou chamar de canto a atleta – pois trabalhos com equipes femininas), conversar e entender o que está ocorrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente há dois macro-fatores que levam a esse problema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    * A existência de algum problema extraquadra intervindo diretamente no dia de treino delas (já me deparei com pais em processo de separação, brigas com avós e tios, brigas internas entre as atletas, problemas na escola, algumas dúvidas sobre sexualidade e gênero – comum entre adolescentes – interferindo na entrega da aluna/atleta ao treino, entre outros fatores) que quando tratados de maneira aberta com o professor ou entre todos os colegas da equipe, possibilitam finalmente ao atleta desligar-se do mundo real (e seus problemas) e entrar no mundo do jogo.&lt;br /&gt;    * Elas me dizem que acharam o jogo chato, muito fácil ou muito difícil, levando-me a adaptar as regras do jogo, garantindo que o jogo seja adequado ao contexto que o aplico, levando as atletas a finalmente atingirem o estado de jogo necessário para que a aula se desenvolva de maneira normal e satisfatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, como eu já escrevi em um artigo desse mesmo site em abril/2008 (clique aqui para ler o artigo), não basta ser jogo, pois ele deve ser significativo para que o joga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, destaco a necessidade de entendermos o jogo enquanto metodologia e para isso faz-se necessário entender como garantir o estado de jogo (o jogar plenamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esse texto introdutório mostre que não basta aplicar um atividade que se pareça com jogo para falarmos que ensinamos pelo jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SCAGLIA, Alcides José. O Futebol e os jogos/brincadeiras de bola com os pés: todos semelhantes, todos diferentes. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Educação Física, Campinas, 2003. [clique aqui]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVERDITO, Riller Silva &amp; SCAGLIA, Alcides José. A gestão do processo organizacional do jogo: uma proposta metodológica para o ensino dos jogos coletivos. In. Motriz, Rio Claro, v.13 n.1 p.51-63, jan./mar. 2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1754736387763613279?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1754736387763613279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1754736387763613279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/teoria-do-jogo-o-estado-de-jogo-lucas.html' title='Teoria do Jogo – O Estado de Jogo  Lucas Leonardo BR'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1861368549775189551</id><published>2009-12-31T03:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T03:28:09.817-08:00</updated><title type='text'>jogos Pedagógicos- Lucas Leonardo</title><content type='html'>Jogos de Desmarque em Marcação Individual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pensa que jogar com marcação individual é coisa somente de time grande, jogadores experientes e ainda por cima, coisa a ser feita apenas para anular os melhores jogadores de uma determinada equipe está plenamente enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogar com marcação individual é na realidade um saber típico da iniciação ao handebol, pois através da marcação individual os alunos/atletas iniciantes podem vivenciar no momento em que joga tarefas bem definidas, o que facilita o cumprimento dessas tarefas, além de aprenderem a lidar com as referências bola, alvo a proteger e adversário de maneira que consiga entender como proteger seu gol, buscar recuperar a bola de seu adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao marcar individual ele esquecer-se, por exemplo de proteger seu gol, estará falhando em sua tarefa; se deixar de buscar a bola, dificilmente terá êxito em seu papel de defensor; e caso perca a referência de seu atacante (adversário) direto causará falha na estrutura defesiva de sua equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, jogar marcando individualmente possibilita saber lidar com as referências básicas do jogo, da mesmo forma que jogar contra uma marcação individualizada permite aos atacantes terem acesso a meios táticos individuais elementares para que se possa jogar bom o handebol como forma de solucionar os problemas do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmarcar-se é um desses meios táticos que considero elementares para que se joga handebol ofensivamente, ao lado dos apoios (ajudas para receber a bola) e das penetrações em espaços vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco hoje o “desmarque” pois essa ação possibilita o acesso às duas ações anteriores, pois quem se desmarca pode criar uma situação de apoio, ou mesmo penetrar defesa à dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, para aprender a se desmarcar não basta simplesmente falar: “Vamos lá, se desmarquem!”; torna-se necessário possibilitar que os alunos/atletas vivenciem essa habilidade de forma desafiante, tendo no ato de desmarcar-se algo necessário e importante para que o jogo ocorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma interessante de trabalhar as noções do desmarcar-se é sempre ter em um jogo alguém com posse de bola e alguém sem essa possa sendo marcado por pelo menos mais uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construirei abaixo uma sequência de 3 jogos que orientem de forma pedagógica as noções de desmarcar-se em por consequinte, de omo marcar bem individualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo 1 – 1×1 sem limite de quadra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividindo sua equipe/turma em trios, você cria um jogo no qual um jogador com bola deve passar a bola para um jogar que é marcado individualmente por outro jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogador com a bola não pode movimentar-se, facilitando a defesa na sua ação de marcação do atacante que tenta recebê-la e por sua vez, dificultando muito a ação do jogador que está sendo marcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só há uma chance para acertar o passe. Caso o passe seja certo ou errado há o rodízio dos jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso o passe seja errado ou a defesa consiga interceptar o passe, o jogador que defende ganha 1 ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso o passe chegue ao jogador que quer se desmarcar, ele ganha 1 ponto e o passador também ganha 1 ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo não possui referências como gol a proteger/atacar, o que simplifica o jogo exclusivamente na ação de marcar/desmarcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que o jogo acabar, o jogador que marca será o atacante, o atacante será o passador e o passador será o marcador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo 2 – 1×1 com áreas alvo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo possui a mesma dinâmica do jogo anterior, porém agora ao receber a bola, o jogador que ataca tenta levá-la para áreas alvo que podem ser delimitadas por arcos distribuidos na quadra, que serão compartilhados por todos os jogadores que tentam atacar e são marcados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto do ataque só será computado agora se a bola chegar à área alvo depois de ser recebida (ela deve ser levada até a área e não pode ser lançada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogo 3 – (2+goleiro)x(2+goleiro) em Meia Quadra com trios de fora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo obedece às mesmas regras do jogo anterior, porém, agora só será considerado ponto o gol feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O goleiro com bola tem a função do passador e os dois jogadores de sua equipe tentam desmarcar-se dos adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso o goleiro erre o passe ou a defesa intercepte o passe, sai outra bola com o goleiro adversário, que agora será o passador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso saia um gol, a equipe ganha 1 ponto e tem nova chance de atacar com bola saído novamente pelo goleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura do jogo deve ter 2 áreas exclusivas dos goleiros, onde somente eles podem entrar, dois gols (que podem ser gols oficiais caso haja a possibilidade de usá-los ou então gols demarcador com cones (nesse caso é importante que o professor direcione o que foi e o que não foi gol).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rodízio de jogadores deve ser feito a cada 5 tentativas de ataque de cada equipe, sendo as trocas dinâmcas, sem que haja parada do jogo, criando sobre os jogadores de fora a necessidade de estarem atentos ao jogo o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso já haja especialização dos goleiros, eles deve ser colocados nas suas funções. Caso não haja essa especialização (em grupo iniciantes, por exemplo) os jogadores podem rodar suas posições ao longo do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Essa mesma organização de jogo pode ser feita no (3+goleiro)x(3+goleiro), (4+goleiro)x(4+goleiro) e etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões e Observações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são apenas algumas ideias que podem ser empregadas para a aprendizagem do “desmarque” e, por emergência do ato de desmarcar-se, também a ação da defesa individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para forçar a organização defensiva individual, pode-se organizar os jogos em que haja grupos (2×2, 3×3 e etc..) de forma que cada passe já tenha o valor de 1 ponto assim como o gol também vale 1. Dessa forma, a defesa terá que se organizar para não permitir que a bola seja transmitida entre os jogadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1861368549775189551?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1861368549775189551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1861368549775189551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/jogos-pedagogicos-lucas-leonardo.html' title='jogos Pedagógicos- Lucas Leonardo'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-6120159115682505185</id><published>2009-12-29T06:39:00.000-08:00</published><updated>2009-12-29T06:40:18.326-08:00</updated><title type='text'>"Estratégia global"</title><content type='html'>"Estratégia global" &lt;br /&gt;Recebi este e-mail de um treinador a quem desde já agradeço a amabilidade, que levanta algumas questões de fundo importantes do nosso Andebol e que por si só podem sugerir algumas reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitava para lhe dizer que penso que o seu blogue pode ser uma mais-valia. A sua notoriedade e credibilidade emparelhadas com o potencial da internet, podem facilitar e promover a discussão séria entre todos os intervenientes da modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei extremamente interessante o debate acerca da defesa na iniciação. É realmente uma discussão importante e útil, que tem o ónus positivo de não ter uma forma correcta de resolução. Mas o assunto que me traz aqui é outro e espero que ele seja válido para este espaço. Sem qualquer tipo de desprimor pelas questões puramente técnicas, acho que urge, no seio do andebol português, uma discussão mais indispensável e que não sei exactamente como chamar e explicar (talvez: estratégia global)&lt;br /&gt;Vamos ver se me consigo fazer entender. Elaborei uma lista de alguns problemas que afectam o sucesso do nosso andebol pela negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos de Gestão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O problema da “demografia” dos clubes em Portugal.&lt;br /&gt;2 – A falta de estruturas directivas e técnicas na maior parte dos clubes.&lt;br /&gt;3 – A insuficiência de infra-estruturas e a não elaboração de estratégias de resolução.&lt;br /&gt;4 – Problemas económicos e estratégias financeiras.&lt;br /&gt;5 – Instabilidade Política (diferendo entre Federação e Liga Profissional; regras técnicas e faixas etárias)&lt;br /&gt;6 – Desistência de talentos pela não existência de uma carreira profissional que lhes permita a sobrevivência.&lt;br /&gt;7 – A não existência de um órgão de consultadoria dentro da federação que oriente os clubes para resolverem os seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos técnicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – A não existência de todos os escalões na maior parte dos clubes; a quase total inexistência dos escalões de minis e Bambis.&lt;br /&gt;2 – Primeiras divisões nacionais nos escalões de formação de Juvenis e Juniores sem jogadores de qualidade antropométrica.&lt;br /&gt;3 – A não existência de regras que obriguem os treinadores nos escalões de Minis, de infantis e de iniciados a utilizar todos os atletas inscritos ao jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são alguns dos temas fundos da nossa realidade, em minha opinião, e preocupa-me a suspeição de que não exista um projecto estratégico, interdisciplinar e competente, que se proponha a resolver estas debilidades, nem que seja, a longo prazo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-6120159115682505185?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6120159115682505185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6120159115682505185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/estrategia-global.html' title='&quot;Estratégia global&quot;'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-7572278662555242845</id><published>2009-12-28T09:25:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T09:27:18.785-08:00</updated><title type='text'>Defesa na Iniciação na Dinamarca,Paulo Pereira</title><content type='html'>Aproveitando o facto de ter estado em Lisboa no I Seminário Internacional organizado pela Formand e que teve lugar na Universidade Lusófona, gostaria de abrir um debate no sentido de perceber o que opinam os visitantes do blogue. Não sendo um tema nada novo, acaba por ser sempre actual, já que parece que as diferentes opiniões acerca da matéria tornam difícil encontrar o melhor caminho. Ulrik Jørgensen, responsável pela formação de Treinadores da Danish Handball Association desde 1997, abordando a metodologia utilizada nos diferentes escalões etários ao longo da sua formação, refere que as competições ao nível do escalão infantil decorriam num sistema de 5+1 contra 5+1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para os companheiros Dinamarqueses, o jogo 5X5 tem como objectivo reduzir o número de defensores próximo da linha de 6m ao mesmo tempo que permite uma circulação de bola facilitada aos atacantes, já que os defensores se encontram entre os 6 e os 9m preferencialmente. Neste escalão, eu sou defensor de um sistema a duas linhas com característica de funcionamento correspondente ao sistema 3:3 onde se possam observar sobretudo a aplicação de conceitos básicos de defesa ao nível do jogo 1X1 e 2X2. Os meios técnicos e tácticos que devem estar em evidência são sobretudo, a posição de base, o deslizamento, a troca de marcação a cobertura e a ajuda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que existem outros não menos importantes, mas se conseguirmos ver reproduzidos os que referi, creio que podemos ter melhores defensores no futuro. Provavelmente poderei até estar a ser demasiado ambicioso.&lt;br /&gt;Mas voltando à proposta Dinamarquesa, e pensando nas vantagens e desvantagens de utilizar nestas idades um dispositivo defensivo mais ou menos profundo, com uma ou mais linhas defensivas, provavelmente colocando menos defensores, e consequentemente aumentando o espaço atribuído a cada jogador, poderemos atingir não só objectivos destinados aos defensores como também aos atacantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos percebemos a qualidade ao nível do passe dos Nórdicos, será esta também uma das razões que conduzem à obtenção dessas competências? Deveríamos entre nós adoptar medidas semelhantes aproveitando os bons exemplos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica o debate em aberto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-7572278662555242845?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7572278662555242845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7572278662555242845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/defesa-na-iniciacao-na-dinamarcapaulo.html' title='Defesa na Iniciação na Dinamarca,Paulo Pereira'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1887022273920802434</id><published>2009-12-28T09:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T09:13:49.602-08:00</updated><title type='text'>De onde vem a inteligência     Nelson Marques</title><content type='html'>De onde vem a inteligência &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de raciocínio é um puzzle complexo que mistura componentes genéticos e o ambiente onde crescemos. Leia aqui as respostas às perguntas inteligentes. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem microscópia de neurórios &lt;br /&gt;Colin Anderson/ Getty Images &lt;br /&gt;Resolver uma equação. Compor uma sinfonia. Escrever um romance. Ganhar uma partida de xadrez. Inventar a cura para uma doença rara. O que têm todas estas situações em comum? São átomos de uma anatomia complexa: a inteligência. E, contudo, não me lembro da última vez que resolvi uma equação, não me sinto capaz de compor uma sinfonia, não me interesso pelo xadrez, sinto-me ainda longe de escrever um romance e muito mais ainda de encontrar a solução para uma doença rara. Nunca tinha pensado nisto desta forma e começo a ficar inquieto: serei menos inteligente do que pensava? Como podemos aferir a nossa inteligência?&lt;br /&gt;Para responder a estas questões precisamos dissecar primeiro o conceito: o que significa, afinal, ser inteligente? O neuropsicólogo Nelson S. Lima, director do Instituto da Inteligência em Portugal, define a inteligência como "um conjunto complexo de habilidades mentais diferenciadas que permitem o saber pensar, fazer escolhas, decidir e agir com êxito nos desafios da vida". Ser inteligente, explica ao Expresso, é ter a capacidade de "enfrentar e resolver as exigências e problemas decorrentes da nossa interacção com os outros". Nesse sentido, mais do que falar em inteligência, faz sentido admitir a existência de diversos tipos de inteligência, como a inteligência social ou a inteligência lógico-matemática.&lt;br /&gt;A associação da inteligência ao funcionamento do cérebro impõe uma outra questão: será a inteligência inata? "A participação dos genes na construção do sistema de nervoso, tal como acontece no resto do organismo, permite concluir que as estruturas cerebrais que estão envolvidas nas actividades do pensamento, da criatividade e da aprendizagem recebem uma forte influência genética", admite Lima.&lt;br /&gt;Contudo, sozinhos, estes fundamentos biológicos não são suficientes para resolver o puzzle da inteligência. "É a interacção do indivíduo com o meio, de onde recebe uma enorme carga de estímulos, que vai decidir sobre a expansão e a funcionalidade dos recursos mentais que intervêm no exercício da inteligência", revela. Mais do que inata, a inteligência é, por isso, "educável". Desenvolve-se ao longo da vida através de várias actividades que a estimulam.&lt;br /&gt;O genoma, o ambiente e a comida &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ilustração Bob Soule/Getty Images&lt;br /&gt;Ainda que a alquimia da inteligência permaneça em grande parte um mistério, há dois ingredientes que sobressaem: a genética e o ambiente. Primeiro a biologia, depois a cultura ou a educação. "Os reflexos biológicos iniciais ganham um significado na interacção com o outro, sendo esse significado interiorizado e dando origem ao pensamento e à linguagem, duas das formas de expressão da inteligência", explica Leandro S. Almeida, psicólogo e autor de várias publicações e testes psicológicos na área da inteligência, aprendizagem e treino cognitivo. &lt;br /&gt;"Qual das componentes é mais importante? É uma falsa questão", responde o biólogo da Universidade de Coimbra Hamilton Correia, que se tem dedicado ao estudo da inteligência e da sua importância na salvaguarda da espécie. "Se uniformizarmos os factores ambientais, então o que vai determinar a diferença de inteligência entre as pessoas é sobretudo o genoma. Se uniformizarmos a componente genética, então o que irá distinguir os indivíduos em relação à inteligência serão os factores ambientais". O biólogo dá um exemplo: "Imagine que existiam dez bebés clones, com a mesma constituição genética. A partir deles podemos 'criar' dez indivíduos com uma diferença abismal nos resultados dos testes de QI. Isto porque os factores ambientais variaram significativamente entre eles durante o desenvolvimento." Por exemplo, o tipo de alimentação durante os três primeiro anos de vida é fundamental para o "desenvolvimento da inteligência".&lt;br /&gt;A importância da mãe &lt;br /&gt;Muito menos consensual é a teoria do antigo inspector das escolas públicas britânicas Chris Woodhead, que no seu mais recente livro, "The Desolation of Learning" ("A Desolação da Aprendizagem", numa tradução literal), coloca todo o peso da balança da inteligência no comportamento dos genes. Segundo o autor, os rapazes e as raparigas tendem a ser mais inteligentes se forem filhos de professores, advogados ou académicos. Quem foi menos bafejado pela genética será pouco inteligente, mesmo que tenha a melhor educação do mundo. "Porque é que temos a pretensão de pensar que conseguimos tornar uma criança mais inteligente do que aquilo que Deus a fez?", perguntou durante uma entrevista ao diário britânico "The Guardian". &lt;br /&gt;Ainda que o determinismo da polémica teoria de Woodhead esteja ultrapassado pelo compromisso que existe hoje na comunidade científica entre o papel do inato e do adquirido na inteligência, é inegável a influência da genética no desenvolvimento cognitivo e intelectual. "Parece existir um conjunto de genes directa ou indirectamente relacionados com algumas hormonas que funcionam como factores de crescimento e de desenvolvimento dos neurónios", revela Hamilton Correia. "A actuação destas hormonas, conhecidas como neuroesteróides, sobretudo durante a gestação e nos primeiros anos de vida, irá influenciar em grande medida a capacidade cognitiva dos indivíduos." O biólogo salienta ainda a existência de alguns genes relacionados com os neurotransmissores que influenciam a velocidade de transmissão do impulso nervoso e, consequentemente, "a rapidez de processamento de informação - uma das vertentes da inteligência".&lt;br /&gt;Segundo Correia, a influência da hereditariedade na inteligência faz-se sentir sobretudo pelo lado da mãe. "A maioria dos genes descobertos que quando mutados dão origem a deficiências cognitivas encontram-se no cromossoma X. Por outro lado, existem algumas hormonas (sobretudo androgénios) que estimulam o crescimento e ramificação dos neurónios. Ora, o gene RA (gene do receptor dos androgénios) que se encontra no cromossoma X possui um efeito significativo na velocidade de transmissão neuronal e, portanto, na inteligência. Por esta razão, o sexo feminino é mais importante que o sexo masculino na transmissão da inteligência para a geração seguinte". &lt;br /&gt;Este facto explica uma realidade que pode parecer surpreendente: segundo um estudo realizado pelo biólogo no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, "os homens tendem a casar com alguém mais inteligente que eles, pois terão mais probabilidades de terem filhos inteligentes". Ainda que o façam inconscientemente, a inteligência acaba por ser um importante critério de selecção sexual na espécie humana.&lt;br /&gt;Hamilton Correia acredita que os avanços no estudo dos genes ligados à inteligência poderão permitir estimular a expressão desses genes e, desse modo, influenciar positivamente o desenvolvimento cognitivo. "Existem algumas biomoléculas que podem potenciar significativamente a inteligência estimulando os factores de crescimento do tecido cerebral. Este fenómeno será tanto mais importante quanto mais precoce for em relação ao desenvolvimento do indivíduo." O investigador está já a estudar os efeitos de algumas dessas moléculas no aumento da inteligência humana, mas ainda não foram revelados os resultados.&lt;br /&gt;"O QI é um teste de burrice" &lt;br /&gt;Mas o que faz ao certo uma pessoa mais inteligente que a outra? Como se faz essa avaliação? A ferramenta mais familiar são os testes que medem o quociente de inteligência (QI), mas mesmo estes não são consensuais. Mário Cordeiro, pediatra, pai de cinco filhos, consultor do Conselho Nacional de Educação, e autor de "O Grande Livro do Bebé", "O Livro da Criança" e "O Grande Livro do Adolescente", é feroz na crítica. "O QI é um teste de burrice... de quem o aplica pensando que está a avaliar alguma coisa. O 2+2, sozinho, não serve para nada. Daniel Goleman e António Damásio, entre outros, foram os que mais directamente mostraram a falência desse modelo e dessa forma de pensar." &lt;br /&gt;Não há uma inteligência racional, sustenta Cordeiro. Há sim "capacidades várias de responder a situações novas, a problemas complexos, a questões nunca antes resolvidas". Uma inteligência com várias facetas ou, então, várias inteligências, diferentes peças nesse puzzle complexo que é a capacidade de resolução de problemas. A alquimia perfeita não inclui apenas a Razão, a informação, o conhecimento ou a lucidez. "É preciso também a Emoção, repleta de sentimentos, circunstâncias e contextos." A evidência, sublinha o pediatra, é óbvia: a maioria das situações que uma pessoa precisa de resolver ao longo da vida são "de natureza social, de cidadania, de respostas afectivas, de estratégias várias".&lt;br /&gt;"Não há pessoas mais inteligentes" &lt;br /&gt;Por isso, "não há pessoas mais inteligentes do que outras". Há sim pessoas que, por razões individuais, familiares, sociais ou de privilégios vários, tiveram a hipótese de desenvolver as várias facetas da sua inteligência. "Muitas crianças não têm essa hipótese, por razões familiares, desinteresse dos adultos, escolas abaixo de cão, professores doentiamente desinteressados (a não ser na questão da sua avaliação, o que já consumiu três anos lectivos) e um sistema de ensino caduco e ultrapassado com um ministério napoleónico quase patético." A estes factores acrescem as desigualdades sociais e económicas, "que são das maiores causas dessas diferenças".&lt;br /&gt;Mais do que uma mera questão de QI, o insucesso escolar, alerta Cordeiro, é sobretudo um sintoma de disfunção na vida da criança, que pode começar logo na gestação. "Há factores, um dos quais a ingestão de álcool durante a gravidez, que podem causar dificuldades escolares". Outras causas, acrescenta o pediatra, incluem dormir mal, ter um ambiente desestabilizador em casa, ser pobre, ter frio, fome ou viver sem espaço vital habitacional.&lt;br /&gt;"O que interessa é que todos temos talentos, capacidades, mais-valias, e que não é o QI que as mede, mas a assertividade, a resiliência, a força do querer, a vontade do aperfeiçoamento, a humildade de saber que não se sabe tudo mas que se pode saber um pouco mais, abrindo a porta também a mais ignorância que estimulará novas abordagens e pesquisas."&lt;br /&gt;O neuropsicólogo Nelson Lima concorda. "Aquilo que faz uma criança revelar-se mais inteligente do que outra deve-se mais ao aproveitamento que saiba fazer dos seus recursos (capacidade de aprender, de motivar-se e de agir no e sobre o mundo) do que a mera exibição de raciocínios brilhantes."&lt;br /&gt;Texto publicado na edição do Expresso de 15 de Agosto de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1887022273920802434?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1887022273920802434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1887022273920802434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/de-onde-vem-inteligencia-nelson-marques.html' title='De onde vem a inteligência     Nelson Marques'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-7446388107663705634</id><published>2009-12-28T09:06:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T09:10:01.921-08:00</updated><title type='text'>A importância do desporto na vida dos jovens.</title><content type='html'>A importância do desporto na vida dos jovens.&lt;br /&gt;Uma explicação para os pais   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valter Pinheiro*&lt;br /&gt;Armando Costa**&lt;br /&gt;Mário Joel***&lt;br /&gt;Pedro Sequeira****&lt;br /&gt;*Professor de Análise do Processo de Ensino em Educação Física no ISCE&lt;br /&gt;**Professor de aprendizagem motora no ISCE&lt;br /&gt;***Institut National de Educació Física – Lleida&lt;br /&gt;****Professor Doutor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior&lt;br /&gt;(Portugal)&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   Resumo&lt;br /&gt;          O presente artigo tem como objectivo promover nos pais dos jovens atletas uma postura mais positiva perante o desempenho desportivo dos filhos. São referidos os principais objectivos a atingir no desporto com jovens. São também dados alguns conselhos aos pais de como abordarem algumas das temáticas mais polémicas do desporto infanto-juvenil. &lt;br /&gt;          Unitermos: Desporto infanto-juvenil. Espírito desportivo. Benefícios do desporto.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 13 - Nº 123 - Agosto de 2008 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 / 1 &lt;br /&gt;1.Introdução&lt;br /&gt;    Existe a crença generalizada de que fazer desporto faz bem à saúde das crianças. Por isso, são cada vez mais os pais que apostam no desporto como forma de ocupação dos tempos livres dos seus filhos, pois reconhecem que este veicula um conjunto de valores e virtudes.&lt;br /&gt;    Contudo, alguns investigadores nesta área, colocam em causa os benefícios da prática desportiva, ou seja, fazer Desporto tanto pode ser bom, como pode ser mau; depende sobretudo da experiência vivida pelas crianças. Quer isto dizer que não basta colocar as crianças a frequentar uma qualquer actividade desportiva para que elas beneficiem dessa mesma prática. A qualidade da prática é o mais importante. De seguida, passaremos a explicar as possíveis virtudes do desporto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.Benefícios do desporto&lt;br /&gt;    Realizar exercício físico, seja em que idade for, pode trazer um conjunto de benefícios, não só a nível físico, como psíquico e social.&lt;br /&gt;    A nível físico é sabido que o desporto ajuda no combate à obesidade, reduz o risco de doenças cardiovasculares, fortalece músculos, ossos e articulações.&lt;br /&gt;    A nível psíquico, eleva a auto- estima dos praticantes, pois este desenvolve um conjunto de habilidades que antes não possuía e melhora o seu aspecto físico, tendo consequentemente uma melhor imagem de si.&lt;br /&gt;    A nível social, o Desporto assume-se como um lugar privilegiado para se realizarem laços sociais de amizade, permitindo a partilha de sentimentos e dando ao indivíduo a sensação de pertença a um grupo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    Por tudo aquilo que se acaba de explanar, fica bem patente a importância da prática desportiva para o pleno e harmonioso desenvolvimento das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.O Desporto para jovens e crianças&lt;br /&gt;    O desporto para crianças e jovens é hoje organizado e orientado tendo como modelo a prática desportiva dos adultos. Quer isto dizer que os vícios próprios do desporto para os adultos, invadem hoje a prática desportiva dos mais jovens. Um olhar mais atento sobre o desporto para jovens permite-nos verificar um quadro profundamente negro, alicerçado em atitudes incorrectas de treinadores, atletas e pais. É normal verem-se pais a dirigirem todo o tipo de impropérios aos árbitros, treinadores que tratam as crianças como se estas fossem profissionais e jovens atletas utilizando um vocabulário de todo reprovável. Estes acontecimentos fazem-nos levantar algumas questões às quais importa responder:&lt;br /&gt;•Quais os objectivos do desporto para jovens? &lt;br /&gt;•Qual a importância dos pais na obtenção dos objectivos? &lt;br /&gt;O Desporto de jovens de ter como objectivos fundamentais:&lt;br /&gt;A aquisição de valores, pois o desporto é um contexto propício a essas aquisições.&lt;br /&gt;No Desporto o seu filho pode aprender:&lt;br /&gt;•O Valor da saúde, pois a prática desportiva apela à adopção de um estilo de vida saudável; &lt;br /&gt;•O valor da cooperação, pois num desporto de equipa só se conseguem atingir os objectivos quando todos unem esforços em torno de um projecto comum; &lt;br /&gt;•O valor do respeito, ou reconhecer que todos erram e que o mais importante é apoiar os colegas nos maus momentos, para que os colegas façam o mesmo; &lt;br /&gt;•O valor da Amizade, pois a prática desportiva favorece a possibilidade de se fazerem amigos; &lt;br /&gt;•O valor da justiça, recusando vantagens injustificadas e reconhecendo no adversário um elemento indispensável sem o qual não há competição; &lt;br /&gt;•O valor da Multi-culturalidade, pois na prática desportiva, os mais jovens partilharão o mesmo espaço com crianças de diferentes meios económicos e culturais, contribuindo para o respeito pelas diferentes culturas; &lt;br /&gt;•O valor do Empenho, pois aprenderão que para se atingir um determinado objectivo é necessário, muito trabalho, esforço e dedicação, sem os quais nunca obterão sucesso; &lt;br /&gt;•O valor da Derrota. O desporto ensina as crianças a compreenderem que a vida se faz de sucessos e insucessos e que é importante aprender com os insucessos que vão surgindo ao longo da vida. &lt;br /&gt;Contudo para que isto seja possível, o papel dos pais é determinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.Por isso, dirigem-se aos pais os seguintes conselhos:&lt;br /&gt;•Explique ao seu filho que perder não significa fracasso. A derrota é uma consequência lógica de quem pratica desporto, pois existem sempre 3 resultados possíveis: ganhar, empatar e perder. Além disso, a derrota permite-nos reflectir acerca dos aspectos onde devemos melhorar; &lt;br /&gt;•Refira-lhe que a vitória é um estado transitório, ou seja, se hoje ganhamos, é possível que amanhã percamos. Quer isto dizer, que deve ensinar o seu filho a ser humilde nas vitórias, respeitando os adversários. &lt;br /&gt;•Diga-lhe convictamente que o Desporto não é uma guerra e que os adversários não são inimigos (Pinheiro,Costa, Sequeira e Cipriano, 2008). As crianças tendem a encarar os jogos desportivos como uma “guerra de vida ou morte”, esquecendo-se frequentemente de se divertirem com o jogo. Diga-lhes que o mais importante é tirar partido dos benefícios que o jogo lhes dá. Não se canse de lhes dizer que o adversário não é um inimigo. O adversário é um elemento indispensável à competição, ou seja, sem adversário não há jogo, e é o jogo a maior motivação e fonte de prazer das crianças. Por isso, devemos sempre respeitar o adversário como um amigo. &lt;br /&gt;•Diga ao seu filho que é possível ganhar e jogar com Fair-Play (Pinheiro, Costa, Sequeira e Cipriano, 2008). Alguns estudos feitos com crianças demonstram que estas pensam que quem joga com Fair-Play quase sempre perde. Não tenha receio de lhe afirmar que é possível conciliar a vitória jogando com respeito pelos regulamentos, árbitros, adversários e público. &lt;br /&gt;•Não se esqueça de lhe dizer que fazer desporto é uma opção saudável e um excelente complemento para os tempos livres, mas que o mais importante é estudar. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por fim, gostaríamos de dar alguns conselhos acerca do comportamento dos pais durante as competições desportivas:&lt;br /&gt;•Respeite as opções do treinador e não interfira no seu trabalho. O treinador quer o melhor para a equipa, ou seja, para todos os jogadores, onde se inclui o seu filho. Deixe o treinador trabalhar livremente. &lt;br /&gt;•Respeite as decisões dos árbitros, mesmo que lhe pareça que este tenha errado contra a equipa do seu filho. O erro faz parte do ser humano. Se não respeitar o árbitro, estará a influenciar o comportamento do seu filho dentro de campo. Não se admire depois que ele mesmo desrespeite o árbitro; &lt;br /&gt;•Respeite os jogadores adversários, evitando comentários depreciativos acerca dos mesmos. Não se esqueça que é uma competição de crianças e que certamente também não gostaria de ouvir comentários desagradáveis acerca do seu filho; &lt;br /&gt;•Não se envolva em atritos e discórdias com os pais da equipa adversária, mesmo quando sente que está a ser provocado. Nunca se esqueça que o seu filho está dentro do campo, mas vê perfeitamente aquilo que se passa na bancada. &lt;br /&gt;•Aplauda as coisas bonitas feitas pelos colegas dos seus filhos. Mas, não se esqueça também de aplaudir aquilo que os jogadores adversários fazem de bem. O desporto é rico em situações de virtuosismo e por isso devemos aplaudir sempre, mesmo quando essas façanhas tenham sido realizadas pelos adversários. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; Em jeito de conclusão, reflicta nesta frase:&lt;br /&gt;Ensine o seu filho a gostar de Desporto, em vez de o ensinar a gostar apenas de ganhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-7446388107663705634?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7446388107663705634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7446388107663705634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/importancia-do-desporto-na-vida-dos.html' title='A importância do desporto na vida dos jovens.'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-8427615940481481734</id><published>2009-12-28T09:00:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T09:02:10.203-08:00</updated><title type='text'>12 Razões porque devem treinar força (musculação)  Paulo Costa</title><content type='html'>12 Razões porque devem treinar força (musculação) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fui abordado várias vezes sobre o tema do treino da força e o porquê de cada vez mais se insistir neste tipo de treino, deixo aqui algumas razões, pelas quais devem treinar força. Os benefícios podem ser imediatos e ainda a longo prazo, na saúde do indíviduo. Nos últimos anos, muitos estudos têm demonstrado os benefícios para a saúde produzidos por um treino de força bem orientado. Um grande número de investigadores tornaram disponíveis informações relativamente ás respostas fisiológicas positivas com base em programas de treino de força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Evitar a perda de massa muscular: Um indivíduo adulto que não faça treino de força perde cerca de 2 a 3 kg de massas muscular por década (Forbes 1976, Evans and Rosenberg 1992). Apesar do treino de endurance melhorar a capacidade cardiorespiratória, não previne a perda de massa muscular. Apenas os exercícios de força mantêm a massa muscular durante a meia-idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Evita a redução da taxa metabólica: Devido ao facto de a massa muscular ser um tecido “muito activo”, a sua perda é acompanhada de uma diminuição da taxa metabólica basal (TMB). Informações de Keyes et Al. (1973) and Evans and Rosenberg (1992) indicam que um adulto em média sofre uma redução de 2 a 5% da TMB por cada década de vida. Porque o treino de força regular previne a perda de massa muscular, logo evita que seja acompanhada pela redução da TMB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Aumento da massa muscular: Porque a maior parte dos atletas não faz treino de força, precisam de ganhar a massa muscular que tem vindo a perder devido à inactividade. Felizmente, investigadores (Westcott 1995) provaram que o um programa de treino de força durante 8 semanas pode aumentar cerca de 1,3 kg de massa muscular. Esta é a resposta normal para um homem ou mulher que faça 25 min de treino de força 3 vezes por semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 4- Aumento da Taxa Metabólica Basal (TMB): Investigadores revelaram que criando 1,3 kg de massa muscular aumenta a TMB em cerca de 7% e a necessidade de calorias diária em 15% (Campbell et al.1994). Em descanso, 0.45 kg de músculo precisam de 35 Kcal por dia para manutenção do mesmo, e durante o exercício este valor aumenta drasticamente. Um atleta que ganhe mais massa muscular, gasta mais calorias durante todo o dia, reduzindo assim a possibilidade de acumulação de gorduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 5 - Redução da massa gorda: Campell e os seus colegas (1994) descobriram que o treino de força provoca a redução de 1,8 kg de massa gorda após 3 meses de treino, mesmo apesar de os indivíduos estarem a ingerir 15% mais de calorias por dia. Isto é, o treino de força proporciona 1,4 kg de massa muscular, 1,8 kg de redução da massa gorda e a necessidade de ingerir mais 370 Kcal por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Aumento da densidade mineral óssea: Os efeitos progressivos do treino de resistência muscular são semelhantes tanto para a massa muscular como para o tecido ósseo. O estímulo que aumenta as mio proteínas da massa muscular também aumenta a osteo proteínas dos ossos assim como os minerais dos mesmos. Menkes (1993) demonstrou o aumento significativo da densidade mineral óssea do fémur após 4 meses de treino de força. &lt;br /&gt;7-Aumento do metabolismo da glucose: Hurley (1994) reportou um aumento de 23% de desgaste da glucose após 4 meses de treino de força. Devido à fraca metabolização da glucose estar associada ao aparecimento da Diabetes, é fundamental melhorar a metabolização da glucose, sendo este um dos importantes benefícios do treino de força regular.&lt;br /&gt;8- Redução da Obstipação/prisão de ventre: Um estudo por Koffler (1992) demonstrou um aumento de 56% do temo do transito gastrointestinal (a digestão processa-se mais rápido) após de 3 meses de treino de força. Esta melhoria é muito importante, pois a obstipação está relacionada com o risco de cancro no cólon. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9-Redução da pressão arterial de repouso: O treino de força só por si tem vindo a mostrar-se relevante na redução da pressão arterial de repouso (Harris and Holly 1987). Outro estudo (Westcott 1995) revelou que a combinação do treino de força com o treino cardiorespiratória é uma forma ainda mais eficaz para a redução da pressão arterial. Após 2 meses de treino combinado, os participantes do estudo desceram a sua pressão sanguínea sistólica em 5 mm hg e a pressão diastólica em 3 mm hg. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10-Melhorar os níveis de gordura no sangue (lípidos): Apesar dos efeitos do treino de força nos níveis de lípidos no sangue necessitem de mais estudos, pelo menos 2 estudos (Stone et Al. 1982, Hurley e tal. 1988) revelaram melhorias no perfil lipídico, após algumas semanas de treino de força. É importante de referir que a melhoria nos níveis de lípidos no sangue é semelhante tanto no treino de força como no treino de resistência (Hurley 1994). &lt;br /&gt;11-Redução das dores de coluna: Anos de pesquisa sobre o treino de força e as dores de coluna na Universidade da Médica da Florida mostraram que a massa muscular de uma coluna fortalecida tem menores probabilidades de lesão que a coluna fraca e sem treino físico. Estudos recentes por Risch (1993) descobriram que pacientes com dores de coluna tinham significativamente menos dores após de 10 semanas de treino específico (amplitudes máximas) para os músculos lombares. Porque 80% da população tem dores de coluna, é aconselhável para indivíduos adultos que fortaleçam bem os músculos da região lombar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12-Redução das dores da arterite: De acordo com a edição da “tuffs University Diet and nutrition Letter (1994) ” um treino de força adequado, alivia as dores da osteoarterite e da arterite reumatóide. Isto é uma novidade boa, pois a maioria dos homens e mulheres que sofrem de arterite precisam de treino de força para desenvolver músculos, ossos e tecido conectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes são 12 razões fisiológicas para realizar regularmente treino de força, de uma forma mais básica é importante que compreenda que a realização desse programa é vital que seja realizado por técnicos habilitados para o efeito. Este tipo de trabalho é muito importante para nos parecermos e sentirmo-nos bem e funcionarmos melhor. Lembrem-se que a estrutura muscular funcional como motor, chassis e pára-choques do nosso corpo. Consequentemente o treino de força é uma forma eficaz de aumentar as nossas capacidades físicas, reduzir, melhorar e recuperar lesões, e aumentar a auto confiança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-8427615940481481734?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8427615940481481734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8427615940481481734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/12-razoes-porque-devem-treinar-forca.html' title='12 Razões porque devem treinar força (musculação)  Paulo Costa'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-7526809477465387150</id><published>2009-12-28T08:30:00.000-08:00</published><updated>2009-12-28T08:48:29.720-08:00</updated><title type='text'>El bBalonmano se enseña así, Alfonso García Camino.</title><content type='html'>El balonmano se enseña así &lt;br /&gt;Alfonso García creó hace 25 años el primer club femenino de Pola de Siero, que ahora es una referencia&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de la llegada de Alfonso García el balonmano femenino era una entelequia en Pola de Siero. Casi 25 años después, este hombre que se considera a sí mismo más educador que entrenador ha montado una estructura que casi le desborda. Ha enseñado a jugar a miles de niñas y ha convertido al Siero Deportivo Balonmano en una referencia del trabajo de cantera. Le gustaría tomarse un respiro, pero sabe que la continuidad de su obra correría peligro si lo deja ahora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El caso es que Alfonso García Camino (La Carrera, Siero, 10 de abril de 1949) dedicó más de la mitad de su vida a otro balón, el de fútbol. Jugó desde los 6 años hasta los 42, cuando colgó las botas en el equipo de veteranos del Centro Asturiano de Oviedo. Por el medio, una retahíla de equipos, algunos de ellos de Tercera División, aunque en sus últimas temporadas lo compaginaba con su trabajo de profesor de Educación Física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Asentado profesionalmente en los colegios Arregui y Montoto de su pueblo, Ángel García apostó por un deporte femenino «que no fuera técnicamente complicado». Por ejemplo, el balonmano, que tenía otras ventajas en tiempos de penuria: «El material era barato y aprovechábamos las porterías de la cancha de fútbol sala». Tras ese primer impulso, que dio prácticamente en solitario, Alfonso García fundó el club que está a punto de cumplir sus bodas de plata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al mismo tiempo, García fue completando su formación, hasta sacar en Barcelona el título de entrenador nacional, o aprendiendo de maestros como Antonio García Oliva. Todo fue rodado por la buena respuesta de las niñas: «Desde el principio se apuntaron muchísimas, en parte porque en el colegio no había demasiada oferta de actividades». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;García Camino tuvo claro su objetivo: «Que las niñas hiciesen deporte en un ambiente sano, que se divirtiesen e hicieran amigas». Los resultados, pese a que el club presenta un gran palmarés, quedan en un segundo plano: «Siempre quise ser más educador que entrenador. Lo importante es que haya un respeto, normas de conducta, dar una buena imagen». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una filosofía que no ha sido incompatible con cifras como éstas en 25 años de historia: trece jugadoras del Siero Deportivo Balonmano han participado en concentraciones nacionales infantiles y cadetes; 42 juveniles, 32 cadetes y 17 infantiles jugaron en las selecciones asturianas, y dos entrenadores han dirigido a las selecciones infantil, cadete y juvenil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero incluso las mejores entendieron el mensaje de Alfonso García: «Son unas jugadoras más del equipo. Se trata de que participen todas y de que haya compañerismo». En todo este tiempo no recuerda episodios conflictivos. «Al contrario», destaca García, «a veces nos llegaron niñas con problemas de comportamiento y el balonmano les ayudó a integrarse». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por detalles como éste, Alfonso García da por bien empleados tantos desvelos: «Por el balonmano tuve que renunciar a muchas actividades, me costó dinero y me limitó el tiempo libre. Lo dejé casi todo en un segundo plano por el club. Pero no me pesa porque las satisfacciones fueron muy grandes». También fue importante la comprensión de su familia, a la que ganó para la causa: «Mi mujer es la delegada». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo es poco para sostener una estructura que devora 25.000 euros anuales. «Hay que amarrar mucho», explica García, que ejerce de presidente, entrenador y coordinador del club. Admite que las niñas tienen ahora más facilidades que hace 25 años, cuando el deporte femenino era una rareza: «Muchas veces no llegué a conocer a los padres de las jugadoras. Consideraban que sus hijas perdían el tiempo». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quizá por su faceta de educador, por encima de todo, a veces ha pecado de blando en la forma de llevar los equipos, aunque también a eso le encuentra su parte positiva: «Me ayudó a que el grupo no se rompiese». Una buena razón para que las niñas y jóvenes de Pola de Siero se sigan acercando al club, como en los últimos 25 años.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-7526809477465387150?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7526809477465387150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7526809477465387150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/el-bbalonmano-se-ensena-asi-alfonso.html' title='El bBalonmano se enseña así, Alfonso García Camino.'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-8553847993601931836</id><published>2009-12-11T02:39:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T11:32:36.619-08:00</updated><title type='text'>Treino e aperfeiçoamento do Guarda-Redes,MATS OLSON</title><content type='html'>CLINIC TREINADORES DE ANDEBOL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mats Olsson começou a ter contacto com o Andebol aos 11 anos.&lt;br /&gt; Até aos 14 praticou Andebol, Futebol e Hóquei no Gelo. Aos 14 anos &lt;br /&gt;abandonou o Hóquei e aos 16 elegeu o Andebol como o seu desporto preferido.&lt;br /&gt;Diz ainda Mats Olsson, em relação à sua própria experiência, que aos 19&lt;br /&gt;anos chegou à Selecção "A" sueca, mas apenas aos 26 anos ele próprio se&lt;br /&gt;considerou um bom guarda-redes, um guarda-redes de selecção. &lt;br /&gt;Mats Olsson abandonou a competição aos 37 anos, não por motivos físicos,&lt;br /&gt;mas, diz ele,por motivos psíquicos, uma vez que a sua forma de jogar e de&lt;br /&gt;encarar os jogos o obrigava a uma concentração constante que, com aquela &lt;br /&gt;idade já sentia dificuldade em manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mats Olsson deixou-nos algumas ideias para a formação e aperfeiçoamento do&lt;br /&gt;tabalho do guarda-redes de Andebol, deixando claro que estas são as suas&lt;br /&gt;ideias, fruto da sua experiência, como jogador e como treinador. Além de&lt;br /&gt;director desportivo do Caja Cantábria, clube da I Divisão espanhola, o&lt;br /&gt;ex.campeão muldial e europeu trabalha com guarda-redes jovens da Suécia e&lt;br /&gt;assinou agora um contrato para trabalhar as guarda-redes da Noruega para&lt;br /&gt;os próximos Jogos Olímpicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta acção de formação constou de duas sessões teóricas, uma dedicada à&lt;br /&gt;formação e uma outra em que se falou da diferença entre um guarda-redes&lt;br /&gt;normal e um guarda-redes sensacional.&lt;br /&gt;Realizaram-se ainda duas sessões práticas que foram levadas a cabo por&lt;br /&gt;jogadores da equipa do Boavista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideia base: os Guarda-redes PENSAM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está completamente ultrapassada a ideia de que só vai para a baliza quem&lt;br /&gt;não tem jeito para jogar em mais lado nenhum ou quem não percebe nada de&lt;br /&gt;Andebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado temos que ter consciência de que não podemos querer "fazer"&lt;br /&gt;um guarda-redes num ano ou em dois. A formação de um guarda-redes deve ser&lt;br /&gt;feita, no mínimo, em 7 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mats Olsson divide o trabalho com guarda-redes em várias etapas, neste caso&lt;br /&gt;etárias. No entanto as idades referidas são referências, de evolução física&lt;br /&gt;e psíquica e não propriamente idades de BI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - 10 anos: Estado de Orientação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não à especialização de guarda-redes&lt;br /&gt;- conhecer o Andebol&lt;br /&gt;- saber manejar a bola&lt;br /&gt;- conhecer o próprio corpo&lt;br /&gt;- coordenação&lt;br /&gt;- trabalho de equipa (desporto colectivo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mats Olsson considera que a prática de vários desportos e em diversas&lt;br /&gt;posições (no caso dos desportos colectivos) deve ser incentivada nos &lt;br /&gt;mais jovens por forma a que assim possam conhecer melhor o seu corpo,&lt;br /&gt;dando-lhe diferentes actividades e trabalhando por isso os seus vários&lt;br /&gt;membros e respectivas componentes musculares e articulares.&lt;br /&gt;Olsson diz que é importante que as crianças percebam que têm dois braços&lt;br /&gt;e duas pernas, e que por ex. os gestos dos membros esquerdos não são &lt;br /&gt;iguais aos dos direitos; no caso dos guarda-redes isso é tanto mais &lt;br /&gt;importante pelo facto de terem de defender com ambos os lados do corpo&lt;br /&gt;e não apenascom o seu lado forte.&lt;br /&gt;Aponta, como exemplo desta necessidade, o facto de as raparigas, por quase&lt;br /&gt;não jogarem futebol, terem pouco domínio das pernas, o que obriga depois a&lt;br /&gt;que, na sua formação como guarda-redes, necessitem de um trabalho&lt;br /&gt;suplementar para suprir essa carência.&lt;br /&gt;É ainda fundamental que as crianças aprendam a manejar a bola, pois é com&lt;br /&gt;ela que jogam. O futuro guarda-redes terá que dominar a bola, terá que a&lt;br /&gt;jogar com os seus colegas. O trabalho com bola é importantíssimo.&lt;br /&gt;Outra coisa que tem que ser trabalhada e incentivada é o esforço conjunto,&lt;br /&gt;o interiorizar do trabalho colectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - 12 anos: Os Princípios de Guarda-redes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- familializar-se com a baliza&lt;br /&gt;- os princípios de ser guarda-redes&lt;br /&gt;- deixar "o medo" da bola&lt;br /&gt;- conseguir o seu espaço na equipa&lt;br /&gt;- continuar o trabalho com bola&lt;br /&gt;Neste escalão deve deixar-se que todos os jogadores passem pela baliza,&lt;br /&gt;tomando contacto com o que é "ser guarda-redes".&lt;br /&gt;Não deve ser o treinador a dizer "tu vais para a baliza". A escolha&lt;br /&gt;posterior do treinador será feita em função da atitude que os miúdos&lt;br /&gt;tomarem nesse contacto real com a baliza. E essa atitude, quando positiva,&lt;br /&gt;será a de terem "ganas" de não deixar entrar a bola seja porque meios for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo não interessa, o que interessa é que a bola não entre. Um&lt;br /&gt;guarda-redes que não se importa de sofrer golos nunca será guarda-redes.&lt;br /&gt;O trabalho com bola dever continuar a ser aperfeiçoado e por vezes deve&lt;br /&gt;usar-se bolas mais moles para que os guarda-redes percam o medo que um&lt;br /&gt;impacto forte com a bola pode provocar nos mais novos.&lt;br /&gt;Sempre que possível dever trabalhar-se com balizas mais pequenas para dar&lt;br /&gt;segurança aos jovens no treino que estão a desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 - 15 anos: Formação do Guarda-redes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- especialização de guarda-redes&lt;br /&gt;- início da formação física&lt;br /&gt;- conhecer as técnicas de guarda-redes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesta fase da formação que surge a especialização de funções. É agora que&lt;br /&gt;o jovem deve decidir, com o seu treinador, se quer ser guarda-redes.&lt;br /&gt;É também agora que começa a ser necessário algum trabalho físico, usando o&lt;br /&gt;próprio corpo para trabalhar e não pesos. O trabalho físico é a base de um&lt;br /&gt;bom guarda-redes.&lt;br /&gt;Quanto às técnicas de guarda-redes, Mats Olsson considera que todos devem&lt;br /&gt;ter uma formação básica, com o domínio de gestos fundamentais, para depois,&lt;br /&gt;em função das características morfológicas de cada guarda-redes ser&lt;br /&gt;escolhida a técnica específica mais adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final deste ciclo surge muitas vezes a pergunta chave e a grande&lt;br /&gt;dificuldade do treinador: Qual a técnica mais adequada para o guarda-redes&lt;br /&gt;que tenho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15 - 19 anos: Evolução Para o Futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- começar a exigir&lt;br /&gt;- trabalho conjunto com a defesa (pela 1ª vez)&lt;br /&gt;- formação física&lt;br /&gt;- formação psíquica&lt;br /&gt;- eleger a ténica final&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este nível a exigência não tem a ver com o facto de se chegar, por&lt;br /&gt;exemplo,  à 1ª equipa do clube, embora isso seja possível (sobretudo aos&lt;br /&gt;18/19 anos) se o guarda-redes trabalhou bem e cumpriu as várias fase de que&lt;br /&gt;já falamos, sobretudo as físicas e as da técnica de base. A exigência&lt;br /&gt;reflecte-se sobretudo na ATITUDE do guarda-redes face ao seu desempenho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um guarda-redes "tem" que ficar "amuado" quando sofre golos. Se para ele&lt;br /&gt;(guarda-redes) é igual defender ou não, então nunca será um bom guarda-redes.&lt;br /&gt;Mats Olsson defende que só neste nível é que começa a existir trabalho&lt;br /&gt;conjunto do guarda-redes com a sua defesa. Antes, o guarda-redes, se o quer&lt;br /&gt;ser, tem que se habituar a defender o seu espaço - 6m2.&lt;br /&gt;Aqui entra uma questão que é a dos guarda-redes que sofrem muitos golos&lt;br /&gt;naquela que é a sua área de intervenção directa - o meio da baliza - e&lt;br /&gt;defendem algumas bolas aos ângulos.&lt;br /&gt;O guarda-redes só se pode sentir seguro se na sua área de intervenção,&lt;br /&gt;aquela que abarca estando no meio da baliza, não for sistematicamente&lt;br /&gt;batido. E esta última situação acontece sobretudo com guarda-redes de mais&lt;br /&gt;baixa estatura que, na ânsia de defender bolas nos ângulos, saem muito&lt;br /&gt;rapidamente da zona em que deveriam aguentar a posição esperando o remate.&lt;br /&gt;Se nos lembramos que por jogo entram nas "gavetas" inferiores ou&lt;br /&gt;superiores, meia dúzia de bolas, então temos que travar é os remates que&lt;br /&gt;são mais dirigidos para o interior da baliza. Daí a necessidade de nas&lt;br /&gt;camadas jovens trabalhar com balizas mais pequenas, para dar confiança ao&lt;br /&gt;guarda-redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse espaço interior irá sendo alargado, em termos de treino, conforme o&lt;br /&gt;guarda-redes for aumentado a sua eficácia. O que o guarda-redes tem que&lt;br /&gt;interiorizar é que as bolas que entram nos ângulos são golos na mesma, mas&lt;br /&gt;não são esses que ele tem "obrigação" de defender.&lt;br /&gt;O trabalho físico neste escalão tem que ser aumentado comparativamente com&lt;br /&gt;o anterior, mas com cuidado sobretudo na fase inicial do ciclo. Deve&lt;br /&gt;começar-se a trabalhar com pesos, e com saltos e multi-saltos.&lt;br /&gt;Quanto à formação psíquica, o ex-campeão do mundo tem uma opinião curiosa e&lt;br /&gt;deu alguns exemplos que nos ajudam a compreender a sua tese. É sabido que&lt;br /&gt;nos desportos colectivos há uma hierarquia no balneário.&lt;br /&gt;Há, além do capitão de equipa, dois ou três elementos que gerem o&lt;br /&gt;balneário, que lhe dão força, que se impôem aos colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olsson defende que o guarda-redes, que como já disse atrás, PENSA, tem que&lt;br /&gt;integrar o topo dessa hierarquia. Um guarda-redes sem peso no balneário da&lt;br /&gt;sua equipa dificilmente será um bom guarda-redes. O guarda-redes usa a&lt;br /&gt;cabeça, sabe ler o jogo, os colegas têm que o respeitar. E se o&lt;br /&gt;guarda-redes é capitão, o que acontece cada vez mais, isso ajuda ainda&lt;br /&gt;mais, quer o próprio guarda-redes quer a equipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é visível nos aquecimentos. Mats Olsson diz que à excepção de Lavrov,&lt;br /&gt;os guarda-redes russos não são respeitados (ou pelo menos não o eram há&lt;br /&gt;alguns anos atrás), estão na base da pirâmide hierárquica da equipa, e diz&lt;br /&gt;ele, viu muitos aquecimentos da equipa russa em que os guarda-redes não&lt;br /&gt;tocavam numa bola porque os colegas não lhe ligavam nenhuma e não se&lt;br /&gt;preocupavam com o seu aquecimento.Estavam antes preocupados com a colocação&lt;br /&gt;e potência do seu próprio remate. Lavrov, com o seu valor, com a sua&lt;br /&gt;inteligência, fez-se respeitar e mudou isso. O mesmo acontecia em Espanha.&lt;br /&gt;Quando Mats Olsson chegou ao Teka ficou espantado com  a falta de "peso"&lt;br /&gt;dos guarda-redes nas equipas. O facto de ele e outros estrangeiros de valor&lt;br /&gt;terem surgido no campeonato espanhol, ao mesmo tempo que surgiu um espanhol&lt;br /&gt;de grande valor, Ricco, obrigou a uma mudança de mentalidades, quer nas&lt;br /&gt;equipas quer no espectador.&lt;br /&gt;O guarda-redes passa a ser tão importante como o melhor jogador de campo,&lt;br /&gt;como o melhor marcador. Na Suécia, por ex. os verdadeiros heróis&lt;br /&gt;desportivos dos mais novos são guarda-redes, seja de futebol de andebol ou&lt;br /&gt;de hóquei no gelo. É grande a dificuldade em decidir quem vai ser o&lt;br /&gt;guarda-redes da equipa pois há sempre muitos candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também nesta fase da formação, que o jovem define o que quer ser como&lt;br /&gt;guarda-redes, que caminho quer seguir no seu trabalho diário. É agora, com&lt;br /&gt;o seu treinador, que ele vai decidir qual a técnica que melhor se adequa às&lt;br /&gt;suas qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19 - 40/.... anos: Normal ou Sensacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- andebol: quero ou não quero?&lt;br /&gt;- estado físico: até quando vou jogar?&lt;br /&gt;- estado psíquico?&lt;br /&gt;- técnica adequada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado a esta fase, e a partir daqui, dá-se a separação: os guarda-redes&lt;br /&gt;normais e os sensacionais. É agora que o guarda-redes tem que saber se está&lt;br /&gt;disposto a jogar Andebol ou não, tem que tomar consciência do seu estado&lt;br /&gt;físico e saber até quando jogar.&lt;br /&gt;Quanto à questão psiquica, vimos que foi por isso, que Olsson deixou de&lt;br /&gt;jogar, porque a concentração tem que ser total, quando não o fôr está na&lt;br /&gt;hora de abandonar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à técnica, que já deverá estar escolhida, é uma questão de&lt;br /&gt;aperfeiçoar detalhes, e trabalhar sempre para se melhorar a técnica que se&lt;br /&gt;escolheu, evoluindo com a evolução do próprio jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideias base deixadas antes da sessão prática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- para Mats Olsson, a colocação das mãos deve ser semelhante à posição do&lt;br /&gt;"boxeur": à frente do peito, no campo visual do guarda-redes, com os dedos&lt;br /&gt;ligeiramente flectidos. Isso permite que os deslocamentos sejam feitos sem&lt;br /&gt;perda de equilíbrio. A posição de braços esticados acima da cabeça, ou&lt;br /&gt;mesmo ligeiramente ao lado, utilizada pelos guarda-redes de menor estatura&lt;br /&gt;para, aparentemente cobrir mais os ângulos, acaba por retardar o&lt;br /&gt;deslocamento e provocar desiquilíbrios. A posição de "boxeur" permite ter&lt;br /&gt;as mãos no centro da actuação do guarda-redes estando à mesma distância das&lt;br /&gt;intervenções para cima ou para baixo. Por outro lado, e nomeadamente nos&lt;br /&gt;remates de ponta, se o guarda-redes coloca as mãos acima da cabeça deixa de&lt;br /&gt;saber para onde esperar o remate uma vez que tudo está, aparentemente,&lt;br /&gt;tapado; ora como o guarda-redes PENSA, se mantiver as mãos em frente ao&lt;br /&gt;peito pelo menos sabe que a zona da cabeça está desprotegida e que pode&lt;br /&gt;esperar um remate para essa zona. Acaba por ser como que um convite ao&lt;br /&gt;rematador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- quanto ao trabalho de pernas, que acaba por ser fundamental, Mats Olsson&lt;br /&gt;defende a posição de joelhos flectidos e calcanhares ligeiramente elevados.&lt;br /&gt;Defender em pontas e pernas esticadas, mais uma vez uma posição muito usada&lt;br /&gt;pelos guarda-redes pequenos, dificulta o deslocamento e a entrada em acção.&lt;br /&gt;Quando o trabalho físico foi bem feito, a força de pernas é suficiente&lt;br /&gt;para, a partir de uma posição flectida, o guarda-redes chegar a onde quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo quanto foi dito ressalta que a base de um guarda-redes reside no&lt;br /&gt;TRABALHO FÍSICO, na ATITUDE, e na TÉCNICA DE BASE.&lt;br /&gt;Não é fundamental que os guarda-redes sejam muito altos. O que importa é&lt;br /&gt;que sejam inteligentes e tenham uma grande atitude. O resto é trabalho.&lt;br /&gt;Atingida determinada fase de evolução, o treino passa pelo aperfeiçoar e&lt;br /&gt;trabalhar de pequenos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SESSÃO PRÁTICA: TREINO DE JOVENS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquecimento sempre com bola, e com os guarda-redes integrados:&lt;br /&gt;- corrida simples em drible&lt;br /&gt;- corrida em drible com elevação de calcanhares&lt;br /&gt;- corrida em drible com elevação de joelhos&lt;br /&gt;- fazer rolar a bola e pará-la com um dos joelhos, alternadamente&lt;br /&gt;-  grupos de 2:&lt;br /&gt;a)  com duas bolas passam uma bola com as mãos e outra com os pés&lt;br /&gt;b) passe só com as mãos com deslocamento em todas as direcções&lt;br /&gt;c) um dos jogadores atira a sua bola ao ar recebe a do colega, volta a&lt;br /&gt;passar e recepciona a sua;&lt;br /&gt;d) etc. há uma série enorme de exercícios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos depois ao aquecimento dos guarda-redes. Se queremos treinar&lt;br /&gt;técnica, como é o caso, uma série de 12 remates para cada guarda-redes é o&lt;br /&gt;ideal. Com maior quantidade de remates o jovem acaba por perder&lt;br /&gt;concentração, a técnica começa a ser mal executada e o atleta passa  a&lt;br /&gt;fazer trabalho físico. É preferível 12 remates a 100% de concentração e&lt;br /&gt;rapidez ,do que mais a um nível inferior.&lt;br /&gt;Na fase de aquecimento é fundamental deixar os guarda-redes defender e&lt;br /&gt;garantir que a técnica base está presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- bolas para as mãos: o contacto com a bola é precioso - a bola é uma&lt;br /&gt;amiga, não uma inimiga. É fundamental parar a bola e não repelir a bola.&lt;br /&gt;- defesas para os ângulos superiores: Mats Olsson frisou a importância de o&lt;br /&gt;apoio ser feito com a perna contrária ao lado para onde a bola vai - isto&lt;br /&gt;faz parte da técnica base.&lt;br /&gt;Isto porque em caso de necessidade, a perna do lado da bola está livre para&lt;br /&gt;intervir em qualquer altura, o que não acontece se o apoio for feito sobre&lt;br /&gt;ela.&lt;br /&gt;- guarda-redes nos 4 metros com as bolas a serem rematadas para a zona da&lt;br /&gt;anca. O guarda-redes não mete os braços à bola, só intervindo com as&lt;br /&gt;pernas. A perna que vai defender sobe flectida lateralmente, junto ao corpo&lt;br /&gt;e a extensão só é feita depois conforme um maior ou menor afastamento da&lt;br /&gt;bola face ao corpo do GR.&lt;br /&gt;- guarda-redes um pouco à frente da linha de golo, bolas a meia altura com&lt;br /&gt;intervenção a duas mãos.&lt;br /&gt;- bolas para baixo, com o rematador a atirar em salto: na escola jugoslava&lt;br /&gt;o guarda-redes tenta a defesa sem abandonar o solo, oferecendo à bola&lt;br /&gt;apenas o pé e parte da perna, o que significa que no fim da acção continua&lt;br /&gt;de pé. Mats Olsson defende antes a escola nórdica, em que o guarda-redes&lt;br /&gt;defende este tipo de bolas em queda. A superfície corporal oferecida à bola&lt;br /&gt;é maior e por isso a probabilidade de êxito aumenta. É verdade que se o&lt;br /&gt;guarda-redes não cai está mais depressa em condições de defender uma&lt;br /&gt;segunda bola. Mas, diz Olsson se a 1ª bola entrar não há ressalto, por isso&lt;br /&gt;o importante é defender a 1º bola.&lt;br /&gt;Em todas estas acções é fundamental que o guarda-redes mantenha o contacto&lt;br /&gt;visual com a bola que está a defender. É errado quando neste tipo de séries&lt;br /&gt;de aquecimento, a atitude é de esticar um braço ou uma perna, conforme o&lt;br /&gt;exercício, e defender mantendo os olhos direccionados para o rematador&lt;br /&gt;seguinte. O Guarda-redes tem de direccionar sempre a sua atenção para a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram-se vários exercícios:&lt;br /&gt;- tapam-se zonas laterais da baliza, o que a torna mais estreita, para que&lt;br /&gt;o guarda-redes defenda a zona central. O espaço a defender vai sendo&lt;br /&gt;alargado conforme a eficácia do GR vai aumentando. Os remates partem dao&lt;br /&gt;9m, da zona central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- dois cones na zona central da baliza, o guarda-redes tem que fazer o&lt;br /&gt;deslocamento e defender alternadamente remates livres, dos laterais, ao&lt;br /&gt;primeiro poste. O deslocamento, que é o que se está a treinar, deve ser&lt;br /&gt;feito com as pernas bem flectidas e na altura do remate o guarda-redes deve&lt;br /&gt;estar já bem colocado para lá dos cones no lado que vai defender e com as&lt;br /&gt;mãos na posição ideal para poderem interceptar a bola em qualquer altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olsson é contra as séries de remate livre para cima ou para baixo. Defende&lt;br /&gt;antes que o remate deve ser para determinado lado uma vez que essa é a&lt;br /&gt;situação real de jogo. Quando há colaboração com a defesa o guarda-redes&lt;br /&gt;sabe que pode esperar uma remate a direito, ou, na ausência de colaboração,&lt;br /&gt;um remate cruzado, não um remate para baixo ou um remate para cima. Daí a&lt;br /&gt;importância da perna livre do lado da bola e da colocação das mãos numa&lt;br /&gt;zona central.&lt;br /&gt;-remate livre dos laterais, ao 1º poste mas agora o guarda-redes tem que&lt;br /&gt;aguentar ao máximo a sua saída do lado contrário ao centro imaginário da&lt;br /&gt;baliza.&lt;br /&gt;- remate livre dos laterais, ao 2º poste com o guarda-redes a tocar no 1º&lt;br /&gt;poste  antes de sair para defesa.&lt;br /&gt;- remate das pontas, ao 2º poste, com ângulo fechado (estamos a trabalhar&lt;br /&gt;com jovens).&lt;br /&gt;Nos remates das pontas é necessário que o GR tenha consciência de que tem&lt;br /&gt;que usar o corpo todo para defender e não apenas as mãos ou as pernas.&lt;br /&gt;Neste tipo de remate a bola para entrar tem que passar no seu raio de&lt;br /&gt;acção. Por isso é fundamental aguentar ao máximo numa posição de&lt;br /&gt;expectativa; se reagir cedo demais está a dar hipóteses ao rematador. A&lt;br /&gt;posição ideal é estar quieto, meio passo à frente do poste, e se o&lt;br /&gt;guarda-redes é de baixa estatura não deve atacar demasiado a bola, ou seja&lt;br /&gt;não deve subir demasiado em direcção ao rematador pois dessa forma está a&lt;br /&gt;abrir a 3ª dimensão do remate (o dito "chapéu"). Se o rematador ganha algum&lt;br /&gt;ângulo o guarda-redes tem que ir acompanhando essa trajectória mas sempre&lt;br /&gt;de frente para o rematador, não pode "abrir a baliza" colocando o seu corpo&lt;br /&gt;paralelo à linha de golo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NORMAL  OU  SENSACIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de assente que a base de qualquer guarda-redes é a ATITUDE, o&lt;br /&gt;TRABALHO FÍSICO e a TÉCNICA DE BASE, vamos ver o que faz falta para se ser&lt;br /&gt;um bom guarda-redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º  BOM  ESTADO  FÍSICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- FORÇA: é necessário dar prioridade ao trabalho de pernas e ao tronco.&lt;br /&gt;Força de pernas é fundamental para o restante desenvolvimento do&lt;br /&gt;guarda-redes. Olsson lembra que na selecção da Suécia, nos testes físicos&lt;br /&gt;as melhores marcas no teste da força de pernas eram dos guarda-redes - ele&lt;br /&gt;próprio e Svensson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- POTÊNCIA: trabalhar muitos saltos de plinto e multissaltos. Os&lt;br /&gt;guarda-redes têm que treinar muito os saltos verticais e não tanto os&lt;br /&gt;saltos horizontais.Aqui os resultados dos GR eram 2º e 3º da equipa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- EXPLOSIVIDADE: é o que permite que o guarda-redes aguente ao máximo o&lt;br /&gt;momento de entrada em acção. Se a explosividade do Guarda-redes é boa ele&lt;br /&gt;pode esperar mais tempo pela bola. Como vimos atrás, se os exercícios são&lt;br /&gt;muito longos o guarda-redes perde explosividade, por isso temos que&lt;br /&gt;trabalhar em séries curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ELASTICIDADE: é também bastante importante e pode ser trabalhada em&lt;br /&gt;qualquer altura do treino. Para os guarda-redes não há tempos mortos de&lt;br /&gt;treino, podem sempre trabalhar enquanto o outro colega está na baliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- RESISTÊNCIA: a acção do guarda-redes é feita de intervenções curtas mas&lt;br /&gt;durante um longo periodo de tempo, no qual tem que estar plenamente&lt;br /&gt;concentrado. Por isso a resistência tem que ser trabalhada da mesma forma&lt;br /&gt;que os jogadores de campo. Não pega a desculpa: sou guarda-redes, não&lt;br /&gt;preciso de ir correr 30m ou 10 km.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º BOM ESTADO PSÍQUICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- QUERER/ODIAR: querer treinar, querer jogar, querer defender, odiar&lt;br /&gt;sofrer golos. O guarda-redes que não fica incomodado por sofrer golos nunca&lt;br /&gt;será guarda-redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CONFIANÇA: em si próprio, no treinador, nos colegas. O guarda-redes tem&lt;br /&gt;que confiar na sua própria preparação, no tipo de trabalho que está a&lt;br /&gt;fazer, em todos os momentos, e não apenas neste ou naquele jogo. Tem também&lt;br /&gt;que confiar no treinador, no tipo de treino que é ministrado, na forma da&lt;br /&gt;equipa jogar, nas indicações que lhe são dadas, e tem que confiar nos&lt;br /&gt;colegas de equipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- HUMILDADE: temos que partir de um princípio que é o de que um&lt;br /&gt;guarda-redes sem defesa não vai longe. Por isso o guarda-redes tem que&lt;br /&gt;trabalhar em conjunto com a defesa, tem que apreciar o trabalho defensivo&lt;br /&gt;dos colegas. O bom guarda-redes não pode deixar de valorizar o trabalho do&lt;br /&gt;adversário sob pena de cair no ridículo porque o "gordo" lhe marcou 3/4 golos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CONCENTRAÇÃO: é fundamental 100% de concentração em todos os momentos,&lt;br /&gt;seja em treino seja em jogo, mas particularmente em jogo, onde as&lt;br /&gt;intervenções são mais curtas e espaçadas. Se tens 60 jogos por época só&lt;br /&gt;tens que te concentrar 60 horas por época. Tens que o fazer se queres ser bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- DIVERSÃO: diverte-te. Jogar  Andebol não é nenhum castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 0 GOLOS: este tem que ser o objectivo do guarda-redes - sofrer 0 golos.&lt;br /&gt;O ponto de partida tem que ser esse. Se aceito sofrer golos como posso&lt;br /&gt;melhorar e evoluir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIFERENÇAS ENTRE UM GUARDA-REDES NORMAL E UM &lt;br /&gt;GUARDA-REDES SENSACIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preparação para o jogo: quando um jogo acaba começa imediatamente a&lt;br /&gt;preparação para o seguinte. Podemos falar da alimentação por ex.; Mats&lt;br /&gt;Olsson refere que ele próprio não bebia cerveja 24 horas antes da&lt;br /&gt;competição. Outro exemplo dessa preparação é o o visionamento de um vídeo&lt;br /&gt;do adversário: um GR normal fixa para onde sai o remate. Para um GR&lt;br /&gt;sensacional não interessa tanto para onde sai o remate mas mais como chegou&lt;br /&gt;o jogador a essa situação de remate: qual foi a combinação táctica que o&lt;br /&gt;permitiu, se foi em apoio ou suspensão, se o atacante tinha outra opção de&lt;br /&gt;remate ou passe, etc. Isto está directamente relacionado com a questão que&lt;br /&gt;vem a seguir,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saber ler o jogo: um GR sensacional, que como já vimos PENSA, sabe ler o&lt;br /&gt;jogo, e consegue prever as situações de finalização podendo por isso&lt;br /&gt;antecipar algumas soluções; conhece as possíbilidades de remate que o&lt;br /&gt;jogador tem, sabe as combinações tácticas existentes, domina os tipos de&lt;br /&gt;remate, as diferentes colocações da mão que pega a bola e que tipo de&lt;br /&gt;remate podem surgir a partir daí.Para tal o guarda-redes tem que seguir com&lt;br /&gt;atenção o treino táctico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Contacto com a bola: é fundamental manter sempre um contacto visual com a&lt;br /&gt;bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um bom guarda-redes faz defesas, não é atingido com a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um bom guarda-redes tem o nível mais baixo alto: o guarda-redes é tanto&lt;br /&gt;melhor quanto menor são as suas oscilações de rendimento. Se um GR defende&lt;br /&gt;30 bolas num jogo e 3 no outro e outro GR defende 20 bolas num dia e 10&lt;br /&gt;noutro, este é melhor do que o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaboração Guarda-Redes/Defesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A - Remates de 1º linha: a melhor forma de o defesa ajudar o GR é entrar em&lt;br /&gt;contacto com o atacante. Quando o defesa não consegue esse contacto deve&lt;br /&gt;pelo menos obrigar o rematador a atirar a direito, deve evitar que ele&lt;br /&gt;consiga cruzar o remate. Isso permite ao Guarda-redes poder intervir com&lt;br /&gt;grande grau de eficácia.&lt;br /&gt;Mats Olsson defende que o guarda-rede tem que ter confiança no defesa, e&lt;br /&gt;tem que manter o sistema o máximo de tempo possível, sob pena de começar a&lt;br /&gt;ser batido na maior parte dos remates. As rectificações deverão ser feitas&lt;br /&gt;ou nos descontos de tempo ou no intervalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B - Penetrações: Os defesas devem tentar empurrar os atacantes o máximo&lt;br /&gt;possível para o exterior do terreno de jogo, obrigando-os a perder ângulo,&lt;br /&gt;evitando que eles consigam rematar numa zona frontal à baliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Guarda-redes deve manter o contacto com o solo, no sítio ideal de&lt;br /&gt;intervenção, o mais tempo possível. Quando entra em acção deve fazê-lo&lt;br /&gt;mantendo um apoio e defendendo com a perna do lado da bola e se possível&lt;br /&gt;com os dois braços. Mats Olsson não é defensor do leque completo, dizendo&lt;br /&gt;que esse tipo de acção deve funcionar apenas como uma surpresa e não como&lt;br /&gt;uma forma de defender a baliza.&lt;br /&gt;Dando o exemplo de uma penetração sobre a zona do Lateral Direito, se o&lt;br /&gt;Guarda-redes opta por tapar o 1º poste coloca-se em frente à bola&lt;br /&gt;"obrigando" o atacante a rematar ao 2º poste e tenta a defesa com a perna&lt;br /&gt;direita no ar e a esquerda em apoio; se opta por fechar o 2º poste e&lt;br /&gt;"convidar" ao remate ao 1º coloca-se em frente ao corpo do rematador e&lt;br /&gt;defende com a perna esquerda no ar e a direita em apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que o GR tenha em atenção a última acção do defesa uma vez que&lt;br /&gt;um último encosto ao atacante pode permitir um ângulo diferente do inicial.&lt;br /&gt;Fundamental é também perceber qual a posição da mão da pega da bola e que&lt;br /&gt;tipo de remate é que ela permite ao jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C - Remates aos 6 metros: o ideal para o GR é que o pivot não tenha tempo&lt;br /&gt;de o encarar. O defesa deve evitar que o atacante suba e remate de cima&lt;br /&gt;para baixo. Neste tipo de acções o trabalho do guarda-redes deve ser feito&lt;br /&gt;em profundidade e de acordo com as suas características e envergadura,&lt;br /&gt;atacar a bola (e não o corpo do rematador) mais ou menos profundidade. O&lt;br /&gt;espanhol Fort prefere muitas vezes esperar pelo remate quase em cima da&lt;br /&gt;linha de golo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D - Remates das pontas: O defensor move-se lateralmente para diminuir o&lt;br /&gt;ângulo ao rematador ao mesmo tempo que o GR deve mover-se rapidamente para&lt;br /&gt;se colocar na posição ideal e depois esperar, quieto, o remate.&lt;br /&gt;Há que estar bem preparado pois se o ângulo for bem tapado, a bola para&lt;br /&gt;entrar tem que passar no raio de acção do GR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E - Contra-ataque: o guarda-redes deve jogar como líbero, e tentar anular&lt;br /&gt;não só o 1º passe no caso de ele ser directo para um jogador isolado, ou&lt;br /&gt;mesmo o 2º passe caso o contra-ataque adversário se desenvolva a partir de&lt;br /&gt;um 2º passe ainda no seu meio campo.&lt;br /&gt;O GR tem que ter consciência que um golo directo ou marcado dos 9m do&lt;br /&gt;adversário vale tanto como outro qualquer por isso não há que ter medo de o&lt;br /&gt;sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F - 7 metros: Quem manda é o guarda-redes, que tem que ter uma atitude&lt;br /&gt;agressiva face ao rematador. Cada vez é mais normal assistirmos ao convite&lt;br /&gt;do GR para que o rematador atire para determinada zona.&lt;br /&gt;Na opinião de Mats Olsson não é benéfico que o GR se posicione numa posição&lt;br /&gt;intermédia, a 2,5m/3m da linha de golo.&lt;br /&gt;Ou fica nos 4 metros, o máximo permitido, ou então fica mais na expectativa&lt;br /&gt;e coloca-se quase na linha de golo. Mats Olsson diz que pode ser uma&lt;br /&gt;estratégia a colocação não no meio da baliza, mas antes ligeiramente do&lt;br /&gt;lado do braço de remate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matos Olsson define 4 escolas de Guarda-redes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Escola russa: os guarda-redes são muito altos e fortes, trabalham para&lt;br /&gt;cortar ângulos e trabalham com a defesa mas de uma forma estática: cada um&lt;br /&gt;defende o seu lado da baliza. São por isso muitas vezes agredidos com a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Escola jugoslava: embora altos, são mais baixos do que os russos, mas&lt;br /&gt;mais móveis e mais rápidos e explosivos. Nunca deixam o contacto com o solo&lt;br /&gt;mas colocam-se muito bem, sendo mesmo excepcionais, em remates aos 6 metros&lt;br /&gt;e das pontas. São vulneráveis em remates da 1º linha. Quase nunca se sentam&lt;br /&gt;e dificilmente chegam aos extremos da baliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Escola sueca: são guarda-redes altos e muito flexíveis. Tem menos&lt;br /&gt;contacto contacto com o solo que as escolas anteriores mas trabalham muito&lt;br /&gt;bem, mas de uma forma interactiva, com a defesa. Muito bons em remates&lt;br /&gt;exteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Escola alemã: quase parecem guarda-redes de futebol, trabalhando muito&lt;br /&gt;com as mãos, defendendo não em queda mas em voo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mats Olsson diz que na sua opinião o guarda-redes ideal seria o que&lt;br /&gt;conseguisse um cruzamento da escola jugoslava com a escola sueca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última ideia deixada nesta prelecção foi a de que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE NÃO QUER MELHORAR DEIXA DE SER BOM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sessão prática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquecimento de guarda-redes: igual ao da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Remates de 1º linha, neste caso do lateral, sobre um defesa passivo. O GR&lt;br /&gt;defende o remate a direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Remate livre dos 11 metros sem oposição. O guarda-redes tem que aguantar&lt;br /&gt;a posição base o máximo de tempo possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Três atacantes - C, LD, LE - para um defesa. O C ataca e o passa a um dos&lt;br /&gt;laterais, o defesa tem que reagir rápido e defender o lateral com bola que&lt;br /&gt;remata directo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mesmo do anterior mas pode haver penetração do lateral, e neste caso o&lt;br /&gt;defesa deve tentar encurtar o ângulo. Tem de haver diálogo GR/defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dois defesas para três atacantes - C, LD, LE - : o C cruza com um L e vai&lt;br /&gt;bloquear um defesa. O L pode rematar, passar ao lateral contrário ou ao&lt;br /&gt;central que ficou nos 6m. Maior complexidade da situação para obrigar o GR&lt;br /&gt;a uma maior atenção e leitura da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um defesa para dois atacantes mais um: cruzamento LE/C que ataca o defesa&lt;br /&gt;na posição 1 e remate ou passa ao PE conforme o comportamento do defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dois defesas para três atacantes - Ponta, Lateral e Pivot, em cada lado&lt;br /&gt;do campo: o exercício começa com passe do PE ao LE deste ao LD que ataca a&lt;br /&gt;baliza e joga com o Pivot ou com o PD. Inicia-se logo a situação contrária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Micro-ciclo de 3 remates:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A) remate livre do lateral para um determinado ângulo&lt;br /&gt;B) remate, com defesa, do lateral contrário&lt;br /&gt;C) remate do ponta ou do pivot em situação de ressalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste exercício o GR treina três coisas fundamentais: técnica base (remate&lt;br /&gt;A), colaboração com o defesa (remate B) e ataque à bola ou aguentar na&lt;br /&gt;ponta (remate C)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mats Olson-Nacionalidade Sueca,considerado o Guarda-redes do Seculo e actual Selecionador de Portugal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-8553847993601931836?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8553847993601931836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8553847993601931836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/treino-e-aperfeicoamento-do-guarda.html' title='Treino e aperfeiçoamento do Guarda-Redes,MATS OLSON'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-8843458307169265332</id><published>2009-12-11T02:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T02:39:02.064-08:00</updated><title type='text'>Campeonato Europa Croacia 200, conversas comProf. TOMIANOVIC</title><content type='html'>Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  conversas  com o Prof. Tomianovic  vem no seguimento de outras já realizadas em períodos diferentes e têm como objectivo  actualizar  alguns  conceitos sobre a evolução e tendências  de desenvolvimento e operacionalização do Andebol tendo como referência  as duas   escolas de  andebol,  Escandinava e   Balcâs que têm reprecussões importantes no desenvolvimento  do Andebol Internacional.&lt;br /&gt;O Prof.  Tomianovic faz parte dos quadros técnicos da Federação Croata de Handball e é um elemento muito  credenciado e referenciado no desenvolvimento do andebol  local sendo o criadôr da profunda transformação da abordagem do andebol de Base na escola  croata de handball, assim como as metodologias  aplicadas    para um melhor aprefeicoamento do andebol na escola ou no clube. Este documento  é o resultado de duas reuniões  realizadas durante  o Campeonato Europeu de Andebol na Croácia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os temas em debate  foram:&lt;br /&gt;-Análise aos progressos do handebol da croácia e novas evoluções no terreno.&lt;br /&gt;- comparar as Escolas   escandinavas  e  balcãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modelo escandinavo&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Modelo com mais  futuro  segundo o Prof.Tomianovic porque tem como finalidade educar  os jovens através do jogo e não como finalidade  única e exclusivamente a  competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns princípios:&lt;br /&gt;- A base  do jogo  tem como meta a educação através do mesmo.&lt;br /&gt;Quando caiu o bloco de Leste os escandinavos apresentaram o seu modelo mais evoluído. Tem  condições de excepção   para a prática desportiva é diferente dos outros países, por razões culturais, sociais , desportivas e geográficas.…..&lt;br /&gt;O desporto da escandinávia é uma actividade para todos e faz parte das tradições  culturais.&lt;br /&gt;Eles necessitam da pratica desportiva não para ganhar ou perder, mas a manutenção da Saúde..Quando perdem não é uma tragédia  nos países escandinavos  nos Países de leste era um drama nacional. &lt;br /&gt;As relações  sociais e desportivas são diferentes e mais saudáveis.&lt;br /&gt;Quem tem como objectivo estar na competição para ganhar dinheiro,  toma a iniciativa e voluntariamente  vai jogar para os países vizinhos, mantendo-se deste modo  as caracteristicas de desporto amador como é de facto nos países escandinavos.Quem tem beneficiado desta politica, tem sido a Alemanha que recebe nas principais equipas os melhores atletas  escandinávos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modelo dos Balcãs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diferenças  substanciais  entre o andebol Croata e Escandinavo,  &lt;br /&gt;Os  croatas  são diferentes no pensamento sobre o jogo. São mais improvisadores e fiéis aos métodos que seguem.  no andebol de base(jogo livre  motivando os praticantes  a continuarem na modalidade). Os Croatas falam muito sobre essas preocupações na abordagem do jogo de andebol na Base, mas apenas nos ultimos  2/3 anos  começaram a aplicar algumas estratégias  inovadoras, visto que  muito cedo começam a  especializar os novos praticantes  criando  uma técnica fina no passe e fintas, muito especiais e que diferenciam a escola dos balcãs das restantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUANDO  E ONDE COMEÇA  A  TÁCTICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A táctica é a base da técnica  e não o contrário.  &lt;br /&gt;No início da aprendizagem deve-se a obrigar a fintar, mudar de direcção, adquirir um reportório das capacidades coordenativas  de elevado indice de automotismo e eficácia etc. Isso é táctica ?&lt;br /&gt;No  abordagem do jogo de Andebol  na Base, começa-se logo a pensar no que devo fazer   &lt;br /&gt;No ensino da técnica não se deve expor os jovens atletas a exercícios  em que eles são obrigados a passar a bola com  oposição.&lt;br /&gt;Após o domínio da técnica(pega da bola) deve-se passar para a fase seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; jogo com oposição&lt;br /&gt; jogador com oposição&lt;br /&gt;o passe entre dois jogadores com oposição , quando se está a trabalhar a técnica  é um  exemplo a evitar.&lt;br /&gt;Exercícios como o 1X1 diferente de 2X1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A  1ª prioridade da Escola Escandinava é a cabeça e não o corpo/ físico, eles têm programas especiais para a selecção dos jogadores que consideram importante os aspectos socio – psicológicos a ter em conta na captação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Os jogadores da Croácia têm outras características não apenas fisicamente mas possuem ideias mais criativas e os escandinavos aprendem isso. Os  países  d o sul evoluíram  devido à criatividade dos latinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-As estratégias do jogo são mais evoluídas na Europa do sul  do que na escandinava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A escola Jugoslava tem má técnica porque os seus jovens atletas, por ex:  não  executam  com  rapidez e   no remate não levam a bola acima da cabeça, para depois optarem a melhor solução de remate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-No futuro do andebol ainda vão utilizar jogadores “altos” para algumas funções mas tem que ser jogadores rápidos e habilidosos para  poderem melhor  adaptar-se às caracteeristicas do jogo. Não se pode parar no ataque., por falta de ini ciativa ou dificuldades de leitura de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A Selecção dos novos atletas obedece aos seguintes parametros  nas   áreas fisicas/psicológica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;boa capacidade motora&lt;br /&gt;psico/ sociologica&lt;br /&gt;espírito de grupo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolha de jogadores:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;jogar s/ bola&lt;br /&gt;teste  ao comportamento em  jogo&lt;br /&gt;capacidade de jogo &lt;br /&gt; qualidades neuro-motoras para  a pratica do andebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;modelo de competição para os escalões jovens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupos  reduzido de equipas &lt;br /&gt; Maior nº de  torneios&lt;br /&gt; Aumento siginificativo de jogos em regime de concentrração&lt;br /&gt; Utilização de sistemas adaptados e não regidos para permitirenquadramento dos novos atletas&lt;br /&gt;Importante o jovem integrar-se  em torneios internacionais para  adquirir  Ritmo e referenciais  de “modelos” dejogadores  e    novas escolas de andebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOM TREINADOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARACTERÍSTICAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -Correcto e não vigarista&lt;br /&gt; -Saber fazer adequadamente&lt;br /&gt; -Disciplinado como um soldado&lt;br /&gt; -No treino é lider,  fora do treino é um amigo&lt;br /&gt; -Autoridade não se impõe pela dureza o jogador sabe que tem que ser dirigido e  &lt;br /&gt; orientado segundo determinadas estratégias defenidas pelo Treinador.&lt;br /&gt; -autoridade vem da confiança entre treinador / atleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nota-recolha  feita por Antonio Cunha, com traduçao de Djebic Harvodje&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-8843458307169265332?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8843458307169265332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8843458307169265332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/campeonato-europa-croacia-200-conversas.html' title='Campeonato Europa Croacia 200, conversas comProf. TOMIANOVIC'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-8137941592626638037</id><published>2009-12-07T08:31:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T08:36:41.755-08:00</updated><title type='text'>O ensino do handebol utilizando-se do método parcial ,Heloisa Helena Baldy dos Reis</title><content type='html'>O ensino do handebol utilizando-se&lt;br /&gt;do método parcial  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Profa. Livre-docente da Faculdade de Educação Física - Unicamp&lt;br /&gt;(Brasil)&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Heloisa Helena Baldy dos Reis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt;    Este texto é resultado de pesquisa bibliográfica que teve como objetivo o estudo da literatura específica do ensino dos esportes coletivos em todos os ambientes, para apreendermos qual era o principal método sugerido para o ensino do handebol. Hegemonicamente até a década de 1990 o método parcial era o referencial de ensino veiculado na literatura de Educação Física e Esporte. A pesquisa foi realizada nas bibliotecas das Universidades Públicas Paulistas. E a proposta de exercícios foi elaborada a partir dos princípios deste método de ensino.&lt;br /&gt;    Unitermos: Iniciação esportiva. Handebol. Pedagogia do esporte&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1 / 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conteúdos de quaisquer áreas do conhecimento podem ser transmitidos de diversas maneiras que são denominadas em educação como métodos de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Este texto trata o handebol como um conteúdo clássico da cultura corporal, portanto um conteúdo tradicional principalmente da Educação Física escolar. Entendemos também que o ensino dos esportes coletivos não se restringe ao âmbito escolar, pois há várias instituições de educação não formal ou mesmo instituições de outra natureza que se dedicam ao ensino de esportes. O texto tratará especificamente do ensino do handebol utilizando-se do método parcial e em qualquer ambiente, pois no que tange ao método de ensino este pode ser aplicado em qualquer instituição que se proponha a ensinar o handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Os professores e os autores que optam pelo ensino através do método parcial acreditam que os conteúdos esportivos da Educação Física devem ser ensinados por etapas a partir do ensino fragmentado dos fundamentos dos esportes - através da seriação de exercícios, para após o domínio dos gestos técnicos específicos de cada fundamento o jogo propriamente dito ser vivenciado (praticado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A literatura específica da área1 até meados da década de 1990 não fazia menção a uma continuidade no processo de ensino-aprendizagem do método parcial em direção a aquisição de conhecimentos sobre as táticas individual, grupal e coletiva. Normalmente a produção da área apresentava o ensino do esporte específico mencionando os seus fundamentos e exemplificando com exercícios de como ensiná-lo, além de apresentarem justificativas limitadas e questináveis para os dias atuais, referente às restrições orgânicas da pratica de determindadas atividades físicas para crianças e adolescentes do sexo feminino, servindo apenas para a criação de mitos e preconceitos2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O objetivo desse trabalho é apresentar o método parcial situar, alguns conceitos e diferenciar a nossa opção metodológica no ensino do handebol, porque ainda hoje, a opção pelo método parcial no ensino do handebol é predominante na maioria dos cursos de licenciatura em Educação Física, o que nos permite deduzir que possivelmente muitos profissionais continuam tendo apenas este modelo de ensino para os esportes coletivos e especificamente para o handebol. Todos os métodos de ensino têm vantagens e desvantagens em adotá-los, o importante é ter consciência dos objetivos a atingir e conhecermos as necessidades e características de cada faixa etária, e optarmos por um método de ensino que leve nossos alunos a atingir os objetivos almejados de forma eficiente e respeitando as características bio-psico-social de cada grupo social. O fundamental para a boa docência é a consciência através do conhecimento de qual método adotarmos em função dos objetivos que temos. Porém, a opção de ensino de qualquer conteúdo através de um determinado método está imbuída de uma determinada visão de educação e de sociedade a qual nos dará elementos para a construção do projeto de ensino que será sempre um projeto político-pedagógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Particularmente, apoiada nos estudos da pedagogia do esporte referenciados no novo conceito de treinamento esportivo sugerimos o ensino de handebol através de outro método de ensino-aprendizagem-treinamento diferente do método parcial, porém este trabalho irá abordar apenas o método parcial, porque o nosso objetivo é contextualizá-lo na produção da área e apresentar alguns meios didáticos para a utilização do mesmo, além de abordar os limites e as vantagens deste método ainda hegemônico na área de Educação Física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Alertamos os nossos leitores para a necessidade de se ensinar os esportes coletivos em geral e especificamente o handebol visando a aprendizagem do jogo propriamente dito para que os indivíduos caso não optem por uma carreira de atleta possam ter os conhecimentos necessários para a vivência dos jogos coletivos esportivizados como possibilidades de suas atividades de lazer, tanto no âmbito da vivência como da fruição (assistência), porém que nesta última forma eles tenham conhecimentos específicos para que os alunos tornem-se espectadores ativos3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1. Conteúdos do handebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Os conteúdos específicos do handebol podem ser classificados em: progressões, fundamentos, táticas individuais ofensivas, táticas individuais defensivas, táticas coletivas ofensivas, táticas coletivas defensivas, os postos específicos ofensivos e os postos específicos defensivos. Porém as propostas didáticas do método parcial apresentam apenas os fundamentos e as progressões, como conteúdos do handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Progressões - são quase todos os deslocamentos feitos com ou sem a posse da bola. Com a posse da bola ele pode ser realizado através de um, dois ou no máximo três passos em qualquer direção ou mesmo sem deslocamento. Lembramos que um passo no handebol é dado toda vez que se levanta um dos pés do chão e se torna a colocá-lo (apoiá-lo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    2. Os fundamentos do handebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        São movimentos fundamentais do handebol que são executados segundo um determinado gesto técnico que é a forma "correta" de execução de um movimento específico, descrito biomecanicamente. Por exemplo: O gesto técnico do passe de ombro no handebol - é a execução desse tipo de passe com o menor desperdício de energia, com a maior rapidez e velocidade, portanto com maior eficácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         A seguir descreveremos os diversos fundamentos do handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Empunhadura - é a forma de segurar a bola de handebol com uma das mãos. A mesma deve ser segurada com as falanges distais dos cinco dedos abertos e com a palma da mão em uma posição ligeiramente côncava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Observações: os dedos devem abarcar a maior superfície possível da bola, os dedos devem exercer uma certa força (pressão) na bola para que ela esteja bem segura. Sendo que a pressão exercida pelos dedos polegar e mínimo é muito importante para o êxito da empunhadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Recepção - Deve ser feita sempre com as duas mãos paralelas e ligeiramente côncavas voltadas para frente. Recentemente os atletas utilizam-se comumente também da recepção com uma das mãos. Então, apesar da literatura específica sobre o método parcial haver considerado esse uso habitual recente como um erro, a prática atual e sua eficiência em diversas situações têm nos dado os elementos necessários para indicarmos o ensino e treinamento da recepção com uma das mãos como um elemento necessário para o jogo de handebol. A recepção pode ser classificada em: alta, média e baixa dependendo da altura que a bola seja recepcionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Passes - São movimentos que permitem a bola ir de um jogador a outro, desta forma ele necessita sempre da interdependência de no mínimo duas pessoas. Os tipos de passes podem ser classificados da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Passes acima do ombro: podem ser realizados em função da trajetória da bola para frente ou oblíquo, sendo que ambos podem ser: retificado ou bombeado.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Passes em pronação: lateral e para trás.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Passes por de trás da cabeça: lateral e diagonal.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Passes por de trás do corpo: lateral e diagonal.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Passe para trás: na altura da cabeça com extensão do pulso.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Passe quicado: quando a bola toca o solo uma vez antes de ser recepcionado pelo companheiro, nesse tipo de passe a bola é atirada ao solo em trajetória diagonal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Greco &amp; Ribas (1998) apresentam o passe em trajetória parabólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Nem todos os passes acima descritos foram apresentados pela literatura específica do método parcial do ensino do handebol. A literatura apresentava até meados de 1990 apenas os seguintes tipos de passes no handebol: acima do ombro, por trás da cabeça - sem as classificações em função de trajetórias, por trás do corpo - também sem as classificações em função de trajetórias e o passes quicado. A respeito do passe de ombro, a literatura não incluía os passes retificado e bombeado como uma variação do passe de ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Arremesso - É um fundamento realizado sempre em direção ao gol. A maioria dos arremessos pode ser denominada "de ombro" e seguem basicamente a mesma descrição de movimento a seguir - a bola deve ser empunhada, palma da mão voltada para frente, cotovelo ligeiramente acima da linha do ombro, a bola deve ser levada na linha posterior a da cabeça e no momento do arremesso ser empurrada para frente com um movimento de rotação do úmero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Os arremessos podem ser classificados em função da forma de execução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Com apoio - significa que um dos pés do arremessador ou ambos esteja(m) em contato com o solo.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Em suspensão - significa que no momento do arremesso não há apoio de nenhum tipo do arremessador com o solo.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Com queda - significa que após a bola ter deixado a mão do arremessador, o mesmo realiza uma queda, normalmente a mesma se dá dentro da área adversária e de frente - arremesso bastante comum entre os pivôs e eventualmente entre os pontas.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Com rolamento - significa que após a bola ter deixado a mão do arremessador, o mesmo realiza um rolamento, na maioria das vezes um rolamento de ombro. Este tipo de arremesso é mais comum entre os pontas4 e eventualmente por pivôs. 5 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Drible - É o movimento de bater na bola contra o solo com uma das mãos estando o jogador parado ou em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ritmo Trifásico - (conhecido entre os atletas como "3 passadas") é considerado pela literatura específica do método parcial como um fundamento onde o jogador dá três passos à frente e em direção a meta adversária com a posse da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Duplo Ritmo Trifásico - (conhecido entre os atletas como "dupla passada") é considerado pela literatura específica do método parcial como um fundamento onde o jogador dá "sete" passos com a posse da bola, sendo obrigatoriamente realizados à frente, da seguinte forma: os três primeiros passos são dados com a posse da bola imediatamente após ter recebido a mesma, e simultaneamente na execução do quarto passo o jogador terá que quicar a bola no solo uma vez, tornar a empunhá-la e dar mais três passos com a bola dominada. Ao final do sétimo passo ele terá obrigatoriamente que passar ou arremessar a bola. A literatura indica que o primeiro passo deverá ser executado com a perna contrária ao braço que realizará o arremesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    3. O método parcial na fase inicial do procedo de ensino-aprendizagem-treinamento do handebol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Até meados da década de 1990 a literatura sobre os jogos coletivos esportivizados (esportes coletivos) era baseada no princípio analítico-sintético que apresentava como seu principal método de ensino dos esportes coletivos o método parcial. Este surgiu das experiências positivas dos treinamentos de esportes individuais como o atletismo e a natação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Na época foi a principal proposta de ensino dos jogos coletivos esportivizados, baseando-se no princípio analítico-sintético os autores e estudiosos da área passaram a descrever como deveria ser o ensino dos esportes coletivos. A lógica da proposta partiu da fragmentação dos gestos técnicos do jogo, dividindo-os em partes (fundamentos) e cada uma deles subdividos em movimentos mais simples, desta forma um passe no handebol (por exemplo) deve ser ensinado após o domínio da empunhadura e observando o posicionamento correto de ombro, braço, ante-braço e mãos, assim como o posicionamento das pernas no momento de execução do mesmo. Para que o aluno atingisse a performance sugeriu-se um aprendizado por partes e etapas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        ... com exercícios que apresentam uma divisão dos gestos técnicos, das técnicas, da ação motora em seus mínimos componentes. O aluno conhece, em primeiro lugar, os componentes técnicos do jogo através da repetição de exercícios de cada fundamento técnico, os quais são logo acoplados a séries de exercícios, cada vez mais complexos e mais difíceis; à medida que a ajuda e a facilitação diminuem, gradativamente aumenta a complexidade e a dificuldade das ações. À medida que o aluno passa a dominar melhor cada exercício, passa-se a praticar uma nova sequência. Estes movimentos já dominados passam a ser integrados em um contexto maior, que logo permitirão o domínio dos componentes básicos da técnica inerente ao jogo esportivo, na sua situação do modelo ideal, orientado ao gesto do campeão, realizando-se, desta forma, o processo de ensino-aprendizagem-treinamento do esporte (Greco, 1998, p. 41). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        As aulas ou treinamentos baseados neste tipo de método sempre começam com um aquecimento e na sequência é apresentado normalmente pelo professor o exercício que deve ser feito e repetido até o seu domínio, ao comando também do professor outras propostas de exercícios vão sendo apresentadas por ele. A vivência do jogo propriamente dito fica restrita a alguns minutos finais da aula ou treino, onde são avaliados os gestos técnicos ensinados até o momento. O jogo pode aparecer também em muitos casos como um momento de descontração, pois as séries de exercícios muitas vezes são monótonas e desmotivantes, e nesse caso o jogo livre seria uma forma de "premiação" aos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Na fase inicial do processo de ensino-aprendizagem-treinamento do handebol não apontamos vantagens (de um modo geral) do uso deste método porque ele não contribui para a formação do "jogador inteligente" e restringe-se apenas a aquisição de gestos técnicos específicos por meio da repetição de movimentos até alcançar-se sua automatização, isso em uma idade em que as crianças deveriam vivenciar o jogo tanto pelas características da infância como pela possibilidade na aquisição de conhecimentos táticos do jogo coletivo (ainda não específicos de um único esporte) que serão importantíssimos nas fases subsequentes do processo de ensino-aprendizagem-treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O novo conceito de treinamento esportivo prevê o aprimoramento da técnica específica apenas entre as fases de direção e especialização (Greco, 1998, p. 77). Então, nesta fase, os exercícios sugeridos no método parcial poderiam ser bons exemplos no aperfeiçoamento da técnica específica do esporte ensinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Porém, é indiscutível que o método parcial: 1. aperfeiçoa a técnica; 2. facilita a aprendizagem das técnicas por meio da fragmentação dos movimentos e pelos níveis de dificuldade; 3. facilita o domínio dos fundamentos pela repetição e automatização dos gestos. No entanto, ele também cria limites como: 1. inibe a criatividade; 2. favorece a imitação; 3. determina as ações; 4. não permite o aprendizado tático do jogo; 6. desmotiva a criança, que é especialista em brincar e fica submetida desde muito cedo a exercícios mecânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    4. Propostas de atividades para o ensino do handebol baseada no método parcial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A seguir apresentaremos algumas sugestões de exercícios para o ensino dos fundamentos do handebol seguindo o princípio analítico-sintético do método parcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Para iniciar o desenvolvimento de qualquer fundamento com os alunos, é necessário que o professor ou técnico inicialmente explique o que é cada um deles e qual é a forma correta para realizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Empunhadura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 1: Empunhadura Individual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Todos os jogadores, livres pela quadra, com bola na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Segurar a bola de forma correta, onde a superfície de contato é realizada pela superfície dos dedos e pela face palmar média da mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Para elevar o nível de complexidade, o aluno deve passar a bola de uma mão para a outra, sem que esta bola escape.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Utilizar duas bolas, uma em cada mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 2: Empunhadura em Duplas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Em duplas, os jogadores posicionados um frente para o outro, com os braços estendidos a frente do ombro, a uma distância de no máximo 1 metro. Os dois jogadores segurando a mesma bola, utilizando o exercício da empunhadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Cada jogador deve utilizar a força na realização da empunhadura para conseguir puxar a bola. Caso algum jogador consiga puxar, retornar ao início do exercício para realizá-lo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Utilizar o braço estendidos a frente do abdômen&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Criar nova posições para o braço que irá realizar a empunhadura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Passes/recepção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 1: Passe acima do ombro na parede&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: O exercício será realizado individualmente, ficando o jogador de frente para a parede, a qual realizará o passe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Lançar a bola contra a parede e recebê-la novamente. Neste momento o professor deve individualmente realizar correções, principalmente sobre a posição do cotovelo, que deve estar ligeiramente acima da linha do ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Realizar o passe com ambas as mãos, notando a diferença entre as duas.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Realizar neste mesmo exercício o passe picado, onde a bola deve bater no solo, depois na parede e retornando à mão do jogador logo em seguida.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Determinar alvos na parede (círculos desenhados) para treinar a precisão do passe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 2: Passe acima do ombro em duplas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: O exercício será realizado em duplas. Os jogadores devem se posicionar de frente, um para o outro, à uma distância de aproximadamente quatro metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Realizar o passe para o outro jogador e recebê-la novamente. Neste momento o professor deve individualmente realizar correções, principalmente sobre a posição do cotovelo, que deve estar ligeiramente acima da linha do ombro. Como o passe ainda não estará sendo realizado com perfeição, é interessante abordar as formas de recepção, para que o aluno a realize, independente da posição em que ela for recebida(alta, média e baixa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Realizar uma série de passes com a mão direita e outra série com a mão esquerda, notando a diferença entre as duas.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Realizar neste mesmo exercício o passe quicado, onde a bola deve bater no solo.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Aumentar a distância entre a dupla.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Determinar o local onde a bola deve ser recepcionada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Arremesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 1: Arremesso com apoio parado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Todos os jogadores parados e espalhados atrás da linha de seis metros, de frente para o gol, sem goleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Um aluno de cada vez deve arremessar a bola para o gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Determinar o local para a realização do arremesso (exemplo: ângulo superior esquerdo).&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Cinco alunos com uma bola distribuídos atrás da linha de seis metros (nos postos específicos ofensivos de pontas e armadores), ao sinal do professor ou técnico, todos devem arremessar a bola ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Utilizar uma seqüência, onde cada jogador arremessa por vez, utilizando assim o goleiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 2: Arremesso com apoio com deslocamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Uma coluna de jogadores nas posições do armador central, cada jogador com uma bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Realizar o arremesso, de forma livre, sem cobrar o ritmo trifásico. O arremesso pode ser realizado entre os nove e seis metros. Neste momento o professor pode corrigir a posição do cotovelo, bem como do pé de apoio no chão, que deve ser contrário ao braço de arremesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Realizar arremessos alternando os braços.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Determinar o local que a bola deve atingir o gol (determinado pela divisão do gol em partes)&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Aumentar a distância do arremesso, em relação ao gol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 3: Arremesso em suspensão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Três filas nas posições de armador central, armador esquerdo e armador direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Cada jogador deve realizar o arremesso em suspensão. Neste momento o professor não deve interferir na forma de deslocamento do jogador (drible, ritmo trifásico). Ele apenas deve realizar as correções no apoio do pé que irá impulsionar o jogador para o arremesso em suspensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Utilizar um cone (deitado) para o jogador pular durante a fase aérea do arremesso em suspensão.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Aumentar a distância do arremesso para o gol.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Variar as posições de arremesso, de acordo com a posição inicial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Drible&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 1: Drible Individual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Cada jogador com uma bola, espalhados pela quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Realizar o drible numa seqüência que será descrita pelo professor, ao mesmo tempo em que ele realiza as correções necessárias sobre a posição da mão e do braço em relação a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A seqüência das variações fará o nível de complexidade crescer da seguinte forma: driblar parado em pé, driblar abaixando-se até sentar, driblar deitado até erguer-se novamente, deslocar-se andando, deslocar-se correndo, realizar paradas bruscas, realizar mudanças de direção e realizar tudo isso com ambas as mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 2: Drible utilizando cones&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Uma coluna no final da quadra de frente para uma coluna de cones colocados a diferentes distâncias um do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: O jogador deve driblar inicialmente andando e depois correndo, assim como com uma mão e depois com a outra, realizando o deslocamento em zigue-zague entre os cones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Diminuir o espaço entre os cones.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Fazer o retorno nestes mesmos cones, de costas.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Utilizar o contorno (giro em volta do cone) para alguns cones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Progressão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício: Progressão com 3 passos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Vários tipos de materiais posicionados entre a linha de seis metros e a linha de nove metros, entre eles: 3 cordas esticadas, 3 arcos, 3 pés (formato) desenhado no chão, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Os atletas devem realizar uma progressão com três passos para frente utilizando a posição correta dos pés de acordo com os materiais e/ou as sinalizações feitas no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Realizar três passos andando.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Realizar três passos correndo.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Estimular um aumento progressivo da velocidade de execução;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Aumentar a amplitude das passadas&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Incluir um salto no final da realização do ritmo trifásico &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ritmo trifásico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 1: Ritmo trifásico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Idem ao exercício anterior, só que com a bola empunhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Idem ao anterior, utilizando a bola e uma das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Idênticas às do exercício anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Exercício 2: Ritmo trifásico com finalização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Descrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Posição Inicial: Idem ao exercício anterior, porém cada jogador com a bola empunhada de frente para o gol, próximo da linha de 9 metros, para realizar o arremesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tarefa: Idem ao anterior e arremessar para o gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *Aumentar a velocidade de execução.&lt;br /&gt;        *Aumentar a distância do gol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       1.Sobre o tema consultar Reis (1994).&lt;br /&gt;       2.Sobre o tema dos mitos e preconceitos em relação a pratica esportiva feminina ver Reis (1996) e Lessa (2003).&lt;br /&gt;       3.Conceito de Dumazedier.&lt;br /&gt;       4.Por alguns profissionais denominados de alas.&lt;br /&gt;       5.Observamos no Campeonado Mundial Juniores Masculino de 2003, realizado em Foz do Iguaçu, o desuso deste tipo de arremesso. Em âmbito de campeonatos internacionais houve nas últimas décadas um incremento nos arremessos com apoio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Referências bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *Greco, Pablo Juan. In: Greco, P.J. &amp; Benda, (orgs.) Iniciação Esportiva Universal: v.1, 1998, pp.&lt;br /&gt;        *Greco, Pablo Juan. Revisão da metodologia aplicada ao ensino-aprendizagem dos jogos esportivos coletivos. In: Greco, Pablo Juan. Iniciação Esportiva Universal: v.2, 1998, pp. 39-56.&lt;br /&gt;        *Lessa, Eriberto de Moura. As relações entre futebol, lazer e gênero. Campinas: 2003 (Mestrado em Educação Física) - Faculdade de Educação Física, Unicamp.&lt;br /&gt;        *Reis, Heloisa Helena Baldy dos. O ensino dos jogos coletivos esportivizados. Santa Maria: 1994 (Mestrado em Ciência do Movimento Humano) - Centro de Educação Física e Desportos, UFSM.&lt;br /&gt;        *Fútbol feminino en el país del fútbol: mitos, preconceptos y desafíos: un abordaje cultural. Nexosport, n. 164, nov. 1996.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-8137941592626638037?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8137941592626638037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/8137941592626638037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/o-ensino-do-handebol-utilizando-se-do.html' title='O ensino do handebol utilizando-se do método parcial ,Heloisa Helena Baldy dos Reis'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-7423524266318415649</id><published>2009-12-07T08:26:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T08:28:30.071-08:00</updated><title type='text'>Morfologia de atletas de handebol,Daniel Giordani Vasques</title><content type='html'>Morfologia de atletas de handebol: comparação&lt;br /&gt;por posição ofensiva e defensiva de jogo  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;*Bolsista de extensão CDS/UFSC&lt;br /&gt;**Bolsista PIBIC/Cnpq&lt;br /&gt;***Prof. Dr. CDS/UFSC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis-SC&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Daniel Giordani Vasques*&lt;br /&gt;Priscilla de Cesaro Antunes*&lt;br /&gt;Tiago José Silva**&lt;br /&gt;Adair da Silva Lopes**&lt;br /&gt;dgvasques@hotmail.com&lt;br /&gt;(Brasil)&lt;br /&gt;Resumen    A modalidade esportiva handebol caracteriza-se pela alternância entre ataque e defesa. O sistema ofensivo mais utilizado no handebol é o 3x3, onde joga-se com três armadores, dois extremas e um pivô. O sistema defensivo mais utilizado, por sua vez, é o 6x0, no qual todos os atletas posicionam-se perto da linha dos 6m, denominando-se 1, 2 ou 3, de acordo com a proximidade do posicionamento com o centro da quadra. Este estudo objetivou comparar a morfologia dos atletas de handebol juvenil masculino do Estado de Santa Catarina por posição de jogo ofensiva e defensiva. Foram mensurados 73 atletas juvenis titulares das 12 equipes participantes dos 17o Joguinhos Abertos de Santa Catarina de handebol masculino (2004), com exceção dos goleiros. As variáveis analisadas foram: idade (ID), massa corporal (MC), estatura (ES), envergadura (ENV), diâmetro palmar (DPA), diâmetro rádio-ulnar (DRU), perímetro do antebraço (PA), somatório das duas dobras cutâneas (S2DC), percentual de gordura (%G), massa de gordura (MG) e massa corporal magra (MCM). Ao comparar os atletas por posição ofensiva de jogo, verificou-se que os extremas foram morfologicamente menores que os pivôs e que os armadores, principalmente nas variáveis MC, PA e MCM. Quando comparados por posição defensiva de jogo, verificou-se que houve aumento de todas as variáveis do marcador 1 para o marcador 3. Os marcadores 3 foram morfologicamente avantajados em relação aos marcadores 1 e 2, principalmente, nas variáveis MC, ES, ENV, DPA, DRU, PA e MCM. Os atletas que jogam nas posições mais centrais da quadra, tanto no ataque quanto na defesa, são mais avantajados morfologicamente.&lt;br /&gt;   Unitermos: Handebol. Posição de jogo. Morfologia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 10 - N° 81 - Febrero de 2005  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1 / 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A dinâmica de jogo da modalidade esportiva handebol pode ser caracterizada pela alternância entre a parte ofensiva e a defensiva. Significa dizer que, em uma parte do jogo, os atletas atacam a equipe adversária com o objetivo de realizarem o gol e em outra, os atletas marcam o ataque da equipe adversária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Os principais tipos de sistemas ofensivos são: o ataque em circulação, no qual os atletas estão em constante movimentação e troca de posicionamento; o ataque combinado, onde alguns jogadores têm posição fixa e outros, em circulação; e o ataque posicionado, no qual os jogadores têm posição fixa e quem circula é a bola. Exemplos desse sistema são o 3x3, onde se joga com três armadores, dois extremas e um pivô e o 4x2, onde se jogam com dois armadores, dois extremas e dois pivôs. No entanto, o mais utilizado, principalmente nas categorias de base, é o sistema posicionado 3x3 (MARTINI, 1980; BAYER, 1987; TENROLER, 2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Os tipos de sistemas defensivos mais utilizados são: o 4x2, onde quatro jogadores se posicionam perto da linha dos 6m e dois perto da linha dos 9m; o 5x1, quando os cinco jogadores se posicionam nos 6m e um nos 9m; e o 6x0, sistema no qual os seis jogadores de linha se posicionam perto da linha dos 6m. O 6x0 é o sistema mais utilizado, por ser considerado o mais "fechado" (MARTINI, 1980; BAYER, 1987; TENROLER, 2004). Neste sistema, quem marca mais perto das linhas laterais denomina-se "1", quem marca mais perto do centro denomina-se "3", e os intermediários denominam-se "2".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Nem sempre em uma partida de handebol existem somente sete atletas que podem ser considerados titulares. Em decorrência da especialização posicional decorrente da busca pelo rendimento máximo, algumas equipes possuem atletas somente de marcação e atletas somente de ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Devido ao treinamento a que o atleta é submetido, ele adquire certas características que o diferenciam da população normal e de outras modalidades esportivas (PIRES NETO, 1986). No entanto, cada modalidade requer um determinado tipo de atleta (GLANER, 1996). Pode-se destacar, então, que o handebol possui atletas com características específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Os fatores que influenciam na capacidade de jogo dos atletas são, segundo RUIZ &amp; RODRÍGUEZ (2001): os fatores de capacidade física (condição física geral e específica), psíquicos (personalidade), técnico-táticos (técnica e tática de jogo) e corporais (morfologia corporal: estatura, envergadura, comprimento dos membros inferiores...). As características morfológicas são muito importantes no handebol, pois são elas que dão condição para o treinamento das qualidades físicas necessárias para um bom rendimento, além de auxiliarem diretamente nas ações de jogo. Existem estudos que indicam que equipes melhores colocadas em competições possuem atletas morfologicamente avantajados (BAYER, 1987; GLANER, 1996).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Distintas qualidades morfológicas para atletas de handebol são discutidas na literatura. A estatura destaca-se: o jogador deve ser alto e forte (BAYER, 1987). É importante, pois proporciona vantagem defensiva, por ocasionar um bloqueio mais elevado (MARQUES, 1987). Entretanto, um jogador de estatura mediana pode compensar sua relativa inferioridade morfológica com uma velocidade de execução muito grande ou com uma considerável mobilidade, ou com ambas (BAYER, 1987).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A massa corporal é fundamental, principalmente nas situações de 1x1, no ataque (fintas) e na marcação (MORENO, 1997). Para tanto, seleções de alto nível recorrem a jogadores mais pesados (BAYER, 1987), principalmente se esta massa corporal for predominantemente decorrente da massa corporal magra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A envergadura facilita o arremesso ao gol, pois quanto maior for o raio de ação, maior será a potência do arremesso. Facilita também a marcação, tanto para bloqueios quanto na realização de faltas. Cercel apud MARQUES (1987) cita que a envergadura deve superar a estatura em 6% nos jogadores de handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Um grande diâmetro palmar facilita ações de ataque como o manejo da bola, dribles, fintas, passes e arremessos (MARTINI, 1980). O diâmetro de atletas de handebol masculino deve variar entre 24-26cm (FISCHER et al, 1991-92).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O handebol do Estado de Santa Catarina possui um nível elevado de resultados em relação à média brasileira. Os Joguinhos Abertos de Santa Catarina são a maior competição do esporte no Estado para atletas até 18 anos e o handebol é uma de suas principais modalidades coletivas (FESPORTE, 2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Este estudo objetivou comparar a morfologia dos atletas de handebol juvenil masculino do Estado de Santa Catarina por posição de jogo ofensiva e defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Metodologia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Os sujeitos deste estudo foram atletas juvenis do sexo masculino, que participaram dos 17º Joguinhos Abertos de Santa Catarina da modalidade de handebol. Foram mensurados 73 atletas, sendo os 6 titulares de cada uma das 12 equipes, com exceção dos goleiros, que não participaram da amostra. Um atleta não participou da amostra do ataque, por jogar somente na defesa e outro atleta não participou da amostra da defesa, por jogar somente no ataque. Isso porque esta equipe foi a única que apresentou essa característica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O termo de consentimento livre e esclarecido, além de autorizar a participação dos atletas, teve como objetivo esclarecer ao técnico ou responsável, o objetivo da pesquisa e as variáveis a serem analisadas. Foi requisitada para o técnico ou responsável, de cada uma das 12 equipes participantes do campeonato de handebol masculino, a mensuração dos atletas titulares de sua equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A coleta de dados foi realizada nos dias 19 e 20 de Setembro de 2004. Os materiais e equipamentos necessários foram deslocados até os locais de mensuração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Os protocolos utilizados para mensuração das variáveis foram: GLANER (1996) para diâmetro palmar; LOHMAN et al (1991) para envergadura e PETROSKI (2003) para massa corporal (MC), estatura (ES), diâmetro biestilóide rádio-ulnar (DRU), perímetro do antebraço (PA), dobras cutâneas subescapular (SE) e abdominal (AB). Também foi calculado o somatório das duas dobras cutâneas (2DC). A ficha de coleta conteve, além das variáveis mensuradas, os dados demográficos: nome, idade (ID), equipe, posições ofensiva e defensiva e a data da avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A composição corporal foi estimada pelo método antropométrico de dobras cutâneas. A densidade corporal (D) foi estimada (em g/ml) por meio da equação generalizada de FORSYTH &amp; SINNING (1973), a qual é recomendada por PETROSKI (1995) para atletas do sexo masculino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O percentual de gordura (%G) foi estimado pela equação de SIRI (1961):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Para a obtenção da massa de gordura (MG) e massa corporal magra (MCM), foram utilizadas, respectivamente, as seguintes equações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizou-se estatística descritiva (médias e desvios padrões para caracterizar a amostra) por posição de jogo (ofensiva e defensiva), e análises de variância ANOVA one-way e testes post-hoc de Scheffe (p&lt;0,05) entre os atletas por posição de jogo ofensiva e defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultados e discussão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Com o objetivo de caracterizar a amostra estudada, na TABELA 1 são apresentados os valores médios e desvios padrões dos atletas de handebol masculino dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina de 2004 (n = 73).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TABELA 1 - Valores médios e desvios padrões dos atletas de handebol masculino&lt;br /&gt;dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A TABELA 2 mostra e compara, por meio do ANOVA one-way e teste post-hoc de Scheffe, os valores médios e desvios padrões dos atletas dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina 2004 por posição ofensiva de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TABELA 2 - Valores médios, desvios padrões e comparação dos atletas&lt;br /&gt;dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina por posição ofensiva de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*p&lt;0,05 na ANOVA one-way; letras distintas representam médias significativamente diferentes por meio do teste post-hoc de Sheffe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Pôde-se verificar, ao analisar os atletas por posição ofensiva de jogo, que os extremas possuíram os valores médios de todas as variáveis abaixo dos pivôs e dos armadores. Isto confirma outros estudos nos quais os extremas foram morfologicamente menores (GLANER, 1996; GLANER, 1999). BAYER (1987) destaca que os jogadores menores compensam sua inferioridade morfológica com uma maior velocidade e mobilidade e este, provavelmente, é o caso do extrema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    As variáveis que diferiram significativamente entre as posições ofensivas de jogo foram a MC, o PA e a MCM. A MC é muito importante na parte ofensiva, principalmente nas situações de 1x1 (fintas) (MORENO, 1997). A MCM é uma variável da composição corporal diretamente relacionada à MC. Os armadores e pivôs obtiveram valores médios da MC e da MCM superiores aos extremas e provavelmente obtiveram maior vantagem nas situações de 1x1. Os armadores possuíram os valores médios do PA significativamente superiores aos dos extremas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A TABELA 3 mostra e compara, por meio do ANOVA one-way e teste post-hoc de Scheffe, os valores médios e desvios padrões dos atletas dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina 2004 por posição defensiva de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TABELA 3 - Valores médios, desvios padrões e comparação dos atletas&lt;br /&gt;dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina por posição defensiva de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*p&lt;0,05 na ANOVA one-way; letras distintas representam médias significativamente diferentes por meio do teste post-hoc de Sheffe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Pôde-se verificar, ao comparar os atletas por posição defensiva de jogo, que houve aumento de todas as variáveis do marcador 1 para o marcador 3. Demonstrando assim, que o marcador mais próximo do centro da quadra (3) apresenta morfologia mais avantajada do que os das demais posições (1 e 2). Possivelmente isso se deve ao fato de o maior número de arremessos e fintas ocorrer a partir da região central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     As variáveis que diferiram significativamente entre as amostras foram: MC, ES, ENV, DPA, DRU, PA e MCM. O marcador 3 obteve os valores médios da MC, da ES, do PA e da MCM significativamente superiores aos marcadores 1 e 2. A MC é muito importante na marcação de fintas (MORENO, 1997). Por isso, os marcadores centrais (3) provavelmente tiveram mais facilidade nas marcações deste tipo que os demais. A MCM, diretamente relacionada à MC, provavelmente, também facilitou marcações de fintas. A ES é muito importante na realização de bloqueios mais elevados (BAYER, 1987) e, provavelmente, os marcadores 3 obtiveram maior êxito neste quesito que os outros marcadores. Por conseguinte, a região central da quadra (3) é a que mais favorece as fintas e os arremessos, em razão de os atacantes possuírem maior ângulo para arremates ao gol e, por isso, os técnicos possivelmente tenham posicionado seus atletas com maior MC e ES nesta região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Os marcadores 3 obtiveram valores médios da ENV, DPA e DRU significativamente superiores aos marcadores 1. A ENV é diretamente proporcional à ES e facilita a marcação, tanto para bloqueios como na realização de faltas. Os técnicos possivelmente tenham posicionado seus atletas com maior ENV na região 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Verificou-se que as três variáveis que diferiram significativamente entre as posições ofensivas diferiram também entre as defensivas: MC, PA e MCM. Enfim, estas variáveis, assim como a ES, a ENV, o DPA e o %G, são muito importantes para que os atletas que jogam no ataque e na defesa consigam obter um maior rendimento (MARTINI, 1980; BAYER, 1987; MARQUES, 1987; FISCHER et al, 1991-92; GLANER, 1996; MORENO, 1997).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Com base nos resultados encontrados, pode-se concluir que os atletas diferem mais quando comparados por posição defensiva do que quando comparados por posição ofensiva de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quando comparados por posição ofensiva de jogo, verificou-se que os extremas foram morfologicamente menores que os armadores e os pivôs (principalmente nas variáveis MC, PA e MCM). A inferioridade morfológica dos extremas pode ter sido compensada por outras qualidades físicas inerentes a jogadores desta posição, como agilidade, velocidade e mobilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ao comparar os atletas por posição defensiva de jogo, verificou-se que houve aumento de todas as variáveis do marcador 1 para o marcador 3. Os marcadores do centro da quadra, região onde mais ocorrem fintas e arremessos, são morfologicamente avantajados em relação aos demais, principalmente nas variáveis MC, ES, ENV, DPA, DRU, PA e MCM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os atletas que jogam nas posições mais centrais da quadra são morfologicamente avantajados em relação aos demais, enquanto que os que jogam mais próximos das laterais da quadra são morfologicamente menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em decorrência da inferioridade morfológica apresentada pelos extremas e pelos marcadores 1, supõe-se que, em sua maioria, sejam os mesmos atletas, assim como ocorre com os armadores e os marcadores 3. Recomenda-se, portanto, que sejam realizados estudos com o objetivo de identificar as possíveis relações entre posição ofensiva e defensiva de atletas de handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      BAYER, C. Técnica del balonmano: la formación del jugador. Barcelona, Espanha: Ed. Hispano Europea, 1987.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      FESPORTE. Jogos Abertos de Santa Catarina. Disponível em: acessado em 10 set 2004.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      FISCHER, G.; HOFMANN, H.; PABST, S. et al. La escuela de porteros en balonmano. In: SECO, J.D.R. Estudio monográfico sobre el portero. Madrid, Espanha: INEF, 1991-92.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      FORSYTH, H.L. &amp; SINNING, W.E. The anthropometric estimation of body density and lean body weight of male athletes. Med. Sci. Sports. v.5, n.3, p.174-180, 1973.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      GLANER, M.F. Morfologia de atletas pan-americanos de handebol adulto masculino. [Dissertação de mestrado - Mestrado em Ciência do Movimento Humano] Santa Maria (RS): Universidade Federal de Santa Maria, 1996.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      _____. Perfil morfológico dos melhores atletas pan-americanos de handebol por posição de jogo. Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. v.1, n.1, 69-81, 1999.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      LOHMAN, T.G.; ROCHE, A.F. &amp; MARTORELL, R. Anthropometric standardization reference manual. USA: Human Kinetics, 1991.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      MARQUES, A.T. A importância dos parâmetros antropométricos e das qualidades físicas no rendimento. Setemetros. v.5, 1987.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      MARTINI, K. Andebol: técnica - tática - metodologia. Trad. de Ana Prudente. Portugal: Publicações Europa-América Lda, 1980.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      MORENO, F.M.A. Detección de talentos en balonmano. Educación Física y Deportes [periódico on line] v.2, n.6, 1997. Disponível em: acessaod em 15 mar 2004.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      PETROSKI, E.L. Desenvolvimento e validação de equações generalizadas para a estimativa da densidade corporal em adultos. [Tese de doutorado - Doutorado em Ciência do Movimento Humano] Santa Maria (RS): Universidade Federal de Santa Maria, 1995.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      _____ [organizador]. Antropometria: técnicas e padronizações. Porto Alegre: Pallotti, 2003.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      PIRES NETO, C.S. Comparações antropométricas entre sexos e intraesporte na posição de jogo de jovens handebolistas brasileiros. Revista Kinesis. v.2, n.2, 195-205, 1986.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      RUIZ, L. &amp; RODRÍGUEZ, J.E. Estudio del somatotipo en jugadoras de balonmano por puestos y categorias. Apunts. Medicina Deportes. v.137, p.25-31, 2001.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      SIRI, W.E. Body composition from fluid space and density. In: BROZEK, J. &amp; HANSCHEL, A. Techniques for measuring body composition. Washington DC: National Academy of Science, 1961.&lt;br /&gt;    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      TENROLER, C.A. Handebol: teoria e prática. Rio de Janeiro: Sprint, 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro artigos em Portugués&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  www.efdeportes.com/  &lt;br /&gt;http://www.efdeportes.com/ · FreeFind&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;revista digital · Año 10 · N° 81 | Buenos Aires, Febrero 2005  &lt;br /&gt;© 1997-2005 Derechos reservados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-7423524266318415649?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7423524266318415649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/7423524266318415649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/morfologia-de-atletas-de-handeboldaniel.html' title='Morfologia de atletas de handebol,Daniel Giordani Vasques'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-3848613289153636041</id><published>2009-12-07T08:17:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T08:19:14.133-08:00</updated><title type='text'>Práctica deportiva en edad escolar. Ideas y actitudes -Sergio Barba Gamero</title><content type='html'>Práctica deportiva en edad escolar. Ideas y actitudes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;erróneas por parte de entrenadores, profesores y padres&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Licenciado en Ciencias de la Actividad Física y el Deporte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universidad de Granada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(España)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sergio Barba Gamero&lt;br /&gt;Resumen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Aunque son muchos los beneficios que la práctica deportiva aporta a la salud tanto física como psicológica de niños y adolescentes, su práctica, apoyada en falsas concepciones y actitudes por parte de padres, entrenadores y profesores, provoca que tales beneficios se disminuyan en gran medida o incluso se transformen en efectos perjudiciales. En este sentido el presente artículo aborda cuáles son las principales ideas y actitudes erróneas relacionadas con la práctica deportiva en niños y adolescentes que actualmente persisten en la sociedad y que son asumidas por padres, entrenadores y profesores, llevándose a cabo una descripción de las mismas y añadiéndose maneras o estrategias para su afrontación y superación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Palabras clave: Práctica deportiva. Edad escolar. Padres. Entrenadores. Profesores. Concepciones erróneas&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 14 - Nº 139 - Diciembre de 2009  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1 / 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Introducción&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Son muchos los beneficios que la práctica deportiva brinda al desarrollo físico, psicomotor, emocional, afectivo, social y mental de los niños. Se ha comprobado que quienes practican un deporte son más saludables en todo sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Ahora bien, el desarrollo de los mismos no siempre se lleva a cabo de la forma más correcta posible y muchos de tales beneficios se ven reducidos, eliminados e incluso se tornan en efectos perjudiciales sobre el niño.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Entre las causas que provocan tales circunstancias, quizás las de mayor protagonismo e influencia se relacionan con la falta de formación, actitud o motivación por parte de todas aquellas personas que rodean al niño durante el desarrollo de su práctica deportiva, fundamentalmente padres, profesores y entrenadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Así, podemos encontrar como algunos padres fuerzan la iniciación deportiva de sus hijos en determinadas disciplinas en la búsqueda de crear un nuevo Nadal o Casillas, o también se pueden ver actitudes agresivas por parte de entrenadores y padres con el objetivo de fortalecer el carácter de los niños y que lejos de conseguir tales efectos, lo más que van a conseguir es que el niño se desmotive y relegue u olvide la práctica deportiva a un segundo plano o para siempre de sus vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        En este sentido el presente artículo aborda cuáles son las principales ideas y actitudes erróneas relacionadas con la práctica deportiva en niños y adolescentes que actualmente persisten en la sociedad, llevándose a cabo una descripción de las mismas y añadiéndose maneras o estrategias para su afrontación y superación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ideas y actitudes erróneas de entrenadores, profesores y padres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1.     Los deportes de equipo son mejores para los niños que los deportes individuales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            La verdad es que uno podría argumentar que uno no es mejor que el otro. Existe un deporte para cada edad, para cada tipo de personalidad, y para cada necesidad que tengan los niños. Así, por ejemplo, a través de los deportes de equipo los niños aprenderán el valor de trabajar juntos en un grupo, en deportes individuales, aprenderán el valor de la autodisciplina y la motivación personal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            El resultado final es que todos los deportes pueden enseñar multitud de cosas que tienen beneficios a largo plazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A continuación se muestran algunos de los beneficios que los diferentes tipos de deportes pueden proporcionar al niño, así como diferentes cuestiones a tener en cuenta para al llevarlos a la práctica (Revista Consumer Eroski, 2009):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Individuales&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Si el deporte por el que se inclina el menor es individual, es importante que parte de la actividad se desarrolle en grupo, de esta manera se promoverá una mínima socialización a partir de juegos colectivos.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Las personas más tímidas se sienten más cómodas en actividades deportivas en las que no participe un gran número de personas.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Muchos niños y adolescentes se desenvuelven y rinden mejor cuando no dependen de los demás.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Los deportes individuales ofrecen más oportunidades para fomentar la autonomía y la creatividad, lo que aumenta la confianza en uno mismo.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              A los jóvenes más impulsivos y transgresores con las normas, discriminados en el contexto de un equipo, les favorece depender sólo de ellos mismos, aunque reciban atención individualizada por parte del entrenador.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Los padres son los responsables de ayudar a digerir los errores o las derrotas si se practica ejercicio de forma individual, ya que el menor que no cuenta con un equipo que le apoye ante las dificultades puede sentirse sobrecargado.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              A los menores más extrovertidos no les convienen los deportes individuales, puesto que podrían aburrirse con facilidad y dejar de practicarlos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Colectivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Ofrecen la oportunidad de interaccionar con otras personas que comparten un interés común fomentando la amistad duradera con lo cual se fortalecen las dimensiones sociales y emocionales del bienestar.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Ser miembro de un equipo implica responsabilidad, respeto a compañeros, adversarios, reglas y jueces.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              A nivel grupal, el deporte puede contribuir al desarrollo de confianza entre los pares. El joven debe ser capaz de confiar en los otros, experimentar un sentido de comunidad y conocer suposición dentro del grupo.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Permiten a los jóvenes más tímidos una interacción y comunicación con un grupo nuevo de personas fomentando la amistad y relación futura con niños de edad parecida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por lo tanto, ya sea individual, de adversario o colectivo, habrá que promover entre los alumnos el interés por el deporte, para que puedan beneficiarse los múltiples beneficios (fisiológicos, psicológicos y sociales) que su práctica les va a proporcionar en sus vidas presentes y futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            El hecho de que sea un deporte individual o colectivo no es relevante. Lo importante es que el niño lo practique porque le gusta, porque disfruta cada momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Lo ideal y aconsejable, ya que cada deporte tiene distintos beneficios, y sobre todo en el caso del deporte infantil, será ejercitar y probar diferentes modalidades antes de decidirnos por una determinada especialidad. Unos les resultarán más atractivos y sugerentes, otros despertarán su curiosidad y su entusiasmo, mientras que sólo unos pocos se ajustarán a sus aptitudes y a su constitución física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2.     Enseñar a los niños a jugar mientras se encuentran lesionados les construye el carácter&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Como ya se ha comentado, los deportes pueden proveer múltiples beneficios al niño: físicos, como el mantenimiento del peso, coordinación, aptitud; emocionales: como una mayor confianza, autodisciplina, amor propio,… Sin embargo, los riesgos de lesión existen, son reales, pero son mucho menores que la cantidad de beneficios que nos ofrecen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ahora bien, cuando la lesión acontece, enseñar, obligar a los niños a jugar mientras transcurre la misma para nada les va a servir para construir su carácter, sino todo lo contrario, lo único que podemos ocasionar será una lesión que provoque en el niño dolor y desconfianza e incluso miedo a la práctica posterior de la misma actividad que acarreó la lesión y con ello el posible abandono de la práctica del deporte o actividad en cuestión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Aunque la gran mayoría de lesiones deportivas en los niños son de menor importancia que las producidas en personas de mayor edad, el continuar sólo puede empeorar la misma lo que puede acarrear condiciones graves y dificultades quizás de por vida para su salud. Por lo tanto, nunca se deberá de forzar a un niño a seguir jugando mientras se sufre una lesión deportiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        3.     Permitir que los niños abandonen un deporte supondrá toda una vida de llena abandonos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            El abandono de la actividad física y deportiva entre los jóvenes es un acontecimiento complejo, en el que pueden influir numerosos factores. A veces la práctica deportiva para el niño supondrá una obligación más que un hobby y los niños apenas van a disfrutar de su práctica. En este momento la mejor solución será el abandono, lo cual no va a suponer nada negativo ni va a ser un factor desencadenante para nuevos abandonos, sino todo lo contrario, su abandono debe de orientarnos hacia la elección de un nuevo deporte que si sea el adecuado para el niño, que le guste y motive. De ese modo conseguiremos que su práctica se convierta en algo continuo e importante en la vida del niño.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ahora bien, si de nuevo fallamos en la elección del deporte, de seguro que se producirá otro abandono del mismo en el futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Siguiendo a Trepode (2001), algunas de las causas de abandono de la práctica deportiva por parte de los niños son las siguientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Causas psicológicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Interés en otras actividades deportivas.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Falta de diversión.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Aburrimiento.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Mala relación con el entrenador.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Juego brusco.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Stress competitivo&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Actitudes acerca de ganar a cualquier precio.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Atribuciones a capacidad: esfuerzo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Causas físicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Por no ser lo “suficiente bueno”.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Sin mejorías en las destrezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Causas de situación&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Nunca jugó.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Énfasis en el programa (demasiado serio).&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Organización deficiente.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Pobre comunicación.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Poco sentido de pertenencia.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Falta de apoyo social (padres, maestros).&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Estilo de liderazgo del entrenador (autoritario). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Teniendo en cuenta esta gran cantidad de factores que pueden afectar a los niños en su continuidad de práctica deportiva, tanto a la hora de involucrarlos en su práctica, así como tras la decisión de abandono del mismo por parte del niño, tendrá que llevarse a cabo un análisis de dichos factores a fin de ajustarse lo máximo posible a las preferencias, necesidades y capacidades de nuestros niños.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Demasiados padres pasan del análisis de tales factores y nunca preguntan a sus hijos si quieren hacer tal o cual deporte, simplemente pagan la inscripción y les comunican su nueva actividad. Entonces ocurrirá que, si a ese niño no le atrae ese deporte, o simplemente no está listo para su práctica y se ve obligado a jugar, su abandono va a ser una realidad en poco tiempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por lo tanto, empujar a un niño para jugar antes de que él o ella estén dispuestos realmente aumenta la probabilidad de deserción y no volver a jugar y será vital respetar el gusto y el interés de los pequeños, y jamás obligarles a que hagan algo que no les guste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Es más, en la etapa adolescente y juventud si no se adquieren los hábitos de realización de manera sistemática y continua de actividades físico-deportivas, lo más probable es que esos jóvenes posteriormente serán adultos sedentarios, con toda la problemática de salud que ello lleva consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        4.     Cuanto más joven comience un niño a practicar un determinado deporte, mejor será su rendimiento en el futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            La importancia del entrenamiento en edades tempranas es defendido por algunos autores apoyándose en diversas razones (Hahn, 1988):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              El adelanto de la edad de rendimiento a nivel nacional e internacional.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              El desarrollo de un sistema de competición para niños.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              El enfoque hacia el éxito de los entrenadores, padres, clubes etc.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              El traslado de programas de entrenamiento de los adultos a los niños. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Todas estas afirmaciones son ajenas a los niños y se originan en ambiciones de éxito de los padres, deporte y sociedad, no satisfaciendo las necesidades ó aspiraciones de los niños (Hahn, 1988). La abrumadora mayoría de los niños maduran socialmente, físicamente y emocionalmente a diferentes edades, así que no hay “derecho de edad” para iniciar a los niños en los deportes. Como las flores, algunos niños tardan más en florecer que otros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Teniendo esto en consideración, Kaminski (1982), citado por Hahn (1988), indica que existen una serie de inconvenientes y contraindicaciones para el entrenamiento con niños:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Excesivo tiempo invertido en los entrenamientos.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Se cuestiona el daño a la salud del deporte orientado al rendimiento&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Efectos secundarios negativos para la génesis de la personalidad y equilibrio interno.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Relaciones sociales problemáticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por lo tanto, la formación deportiva debería estar orientada a la salud y al proceso más que al rendimiento deportivo (Devís y col, 1992; Delgado y Tercedor, 2002). El ejercicio y el entrenamiento deportivo cuando se orientan al rendimiento muchas veces no guardan relación con la salud. Ahora bien, cuando se aplica y se controla el entrenamiento desde el punto de vista médico y pedagógico, teniendo en cuenta la edad biológica del niño y un correcto aporte nutricional, se logra el éxito deportivo y lo que es más importante aún, el deporte puede jugar un papel importante dentro de la salud del deportista (Pancorbo, 1995).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Dado que el niño no es un adulto en miniatura sino un ser en evolución, habrá que adaptar la actividad al niño y no viceversa, no sometiéndolo a esfuerzos superiores a su capacidad (Pancorbo, 1995). Así, no habrá impedimentos en contra de la especialización temprana, desde los puntos de vista psicológico, médico y pedagógico, siempre y cuando la selección y dedicación deportiva de los niños, se apoye en correctas bases biológicas y pedagógicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        5.     El comportamiento agresivo de los entrenadores es aceptable ya que la finalidad de tales actitudes van encaminadas a la consecución del éxito por parte de los niños&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            El comportamiento agresivo se mantiene bastante estable desde la infancia hasta la edad adulta (Farrington, 1991, citado en Pelegrín (2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Según Eron y Huesmann (1990), citado en Pelegrín (2002), la presencia de diferentes patrones de conducta en edad adulta es probable que se deban tanto a la constitución del niño (factores genéticos) como al ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Así, aquellos sujetos que han sido problemáticos en la infancia tienen mayor probabilidad de exhibir conductas antisociales en la etapa adulta (Farrington, 1989, citado en Pelegrín, 2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            En general, el deporte tiene un nuevo significado para los niños y las niñas cuando llegan a 10-12 años de edad. En este punto, los niños han decidido que los deportes son para ellos y las cosas que van con el deporte, tales como la disciplina, la formación, la dedicación, el compromiso o el comportamiento agresivo de algunos entrenadores entran a formar parte de este paquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por ello la experiencia deportiva mal desarrollada puede tener efectos trascendentales de por vida en la personalidad y desarrollo psicológico de los niños.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            En este sentido, son varios los factores que conllevan a que se desencadenen actos agresivos y violentos, tanto dentro (originados por los propios deportistas), como fuera (espectadores o entrenador) del terreno de juego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            En relación al entrenador, se debe tener siempre presente que éste actúa como modelo pues influye con su comportamiento en la actividad y ejecución de esos deportistas, y también influye en ellos a nivel personal, siendo uno de los agentes socializadores más importantes del niño que practica deporte (Pelegrín, 2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por lo tanto para que las competiciones deportivas lleguen a ser un elemento educativo para los niños, habría que dotar a aquellas personas que actúan como modelos (entrenadores, padres,…), de actitudes y valores que beneficien al joven deportista desde la base ((Pelegrín, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Sólo cuando estos agentes proporcionan modelos adecuados, la práctica deportiva infantil se convertirá en un instrumento eficaz para el aprendizaje de destrezas físicas y de unos valores socialmente deseables (Cruz et al., 1996).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        6.     Está bien que los padres se enfaden con sus hijos si se ponen a jugar mejor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Como consecuencia de esta crítica por parte del padre el niño se sentirá completamente cohibido, presionado, y lo que es peor, estará empezando a asociar el juego con la necesidad de hacerlo bien, de ganar a toda costa, y si no lo hace, tanto él como su entorno se sentirán mal, decepcionados (Hernández, 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Así mismo, ese enfado y comportamiento agresivo de los padres, como ya se dijo en el apartado anterior, modelo de comportamiento al igual que el entrenador, influenciará a los niños en la adquisición de patrones de conducta agresivos y orientados exclusivamente al resultado y que perdurarán en su comportamiento futuro, no sólo en el terreno deportivo, sino también en el resto de ámbitos (familiar, escolar,…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ser negativo con los niños casi nunca da resultados positivos, y es lo mismo en este caso. Los padres deben mantener siempre una actitud positiva acerca de las experiencias de sus hijos el deporte, ya que es más probable que se agobie, estrese y desilusione con el deporte si usted va a la ofensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se trata de deporte escolar donde el juego y acercamiento al mundo del deporte debería de primar. La meta es conseguir que el niño disfrute realizando una actividad deportiva, que relaciones diversión con victoria y que este hábito saludable forme parte de su vida futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Disfrutar con el deporte que practican los hijos, apoyarlos, aplaudir, sonreír, liberarlos de la presión de hacerlo todo perfecto, supondrá haber ganado una batalla muy importante para su permanencia en el mundo del deporte (Hernández, 2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        7.     Los padres que verbalmente o físicamente ataquen a entrenadores no pueden ser culpados por su comportamiento, ya que son la protección de los intereses de sus hijos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Claro, como padres, consideran una gran injusticia si el niño no está recibiendo suficiente tiempo de juego o el árbitro toma una decisión controvertida que afecte a su hijo. Pero el comportamiento violento y muy agresivo recibirá lo mismo a cambio, y al final, todos pierden. Además, esta es la razón por la que deportes infantiles, juveniles organizados han adquirido una mala reputación a lo largo de los años.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Tan importante como acompañar al hijo a realizar la actividad que está desarrollando es que una vez allí, el comportamiento de los padres sea modélico. Ante un comportamiento inapropiado y como hemos comentado, el niño puede actuar igual (Hernández, 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Muchos entrenadores y padres no tienen la madurez emocional para dar un paso atrás y mirar las cosas desde un punto de vista racional. El comportamiento violento de los padres asustará y avergonzará a sus hijos y hará, sin ningún tipo de duda, daño a largo plazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            El entrenador perderá prestigio delante del niño y al mismo tiempo el niño aprenderá que existe un recurso fácil al que culpar de los fracasos: se estará convirtiendo a los entrenadores y árbitros en los causantes de los “fracasos deportivos” sin analizar las acciones, destreza o actitudes que se pueden mejorar en los participantes (Hernández, 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por tanto, antes de actuar será necesario reflexionar, ser consciente de que a estas edades los padres son un modelo para sus hijos y que es muy importante para ellos que su comportamiento sea correcto y que sea capaz de mantener la calma, analizar la situación y dar una respuesta correcta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Así, ante cualquier duda, lo padres deberían de dar ejemplo y comentarla de forma cordial con los entrenadores, los cuales podrán explicar lo que motiva sus decisiones y seguro que todos aprenderán algo de ello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Así mismo, habrá que tratar de valorar y reforzar cuando alguna de las decisiones tomadas por el entrenador se considera acertada y ayude al buen desarrollo del juego, fomentará un clima positivo que sin duda resultará enormemente beneficioso para la relación entre todos los participantes (Hernández, 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        8.     Los padres asumen que todos los entrenadores de deportes para jóvenes han tenido una preparación suficiente para ejercer su labor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Los padres asumen que esto es cierto porque, si los maestros tienen que pasar los controles, pruebas, oposiciones para llegar a ejercer, los entrenadores, creen los padres, habrán tenido que pasarlas también. Muchos padres no se dan cuenta que la mayoría de las ligas o competiciones son organizadas por voluntarios, con un presupuesto muy pequeño. Ligas que tienden a no llevar a cabo verificaciones de antecedentes a fondo debido a los gastos involucrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Es por eso que necesitamos una oleada de apoyo por parte de los gobiernos locales para el desarrollo de un sistema que posibilite que los niños sean entrenados por personal cualificado y que a su vez identifique a las personas que no cumplen los requisitos para entrenar niños.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Por otro lado son muchas las ocasiones en las que los niños son entrenados por los padres de uno de los niños del equipo. El hecho de que sean los padres no necesariamente significa que serán buenos entrenadores. Las personas que trabajan con niños siempre deben someterse a un programa simple pero eficaz que les forme para un dominio total sobre el trabajo con niños y el deporte que entrenarán.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se debe garantizar que el entrenador, monitor sea una persona que esté bien formada y preparada con experiencia en estas tareas. En este sentido, siguiendo aportaciones de autores como Muñiz (2005) y Buceta (2004) se ofrecen una serie aspectos a tener en cuenta para ser un buen entrenador y obtener éxito en el entrenamiento con niños:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Saber motivar. Esto es sencillo cuando se trata de equipos y jugadores ganadores, pero cuando no es así, es fundamental el papel del entrenador ilusionando y motivando a los niños, realzando sus cualidades y buscando objetivos y logros adecuados a sus capacidades.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Conocimiento de los niños a su cargo. Un buen entrenador debe saber cómo es cada uno de sus pupilos, cada niño o adolescente es un mundo y tienen reacciones y comportamientos diferentes. El buen entrenador ha de tener mucho de psicólogo y saber dar el tratamiento adecuado a los problemas y características de cada uno, sin que ello signifique tratamientos de favor ni agravios comparativos dentro de un equipo.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Tener un comportamiento correcto en todo momento. Una faceta fundamental del entrenador respecto de los jóvenes jugadores es la de dar un buen ejemplo. Por lo tanto, su actitud en la competición, tanto ante los contrarios como ante los árbitros, debe ser correcta y educada.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Aplicar la formación adecuada para cada edad. Un buen entrenador no sólo debe tener unos buenos conocimientos específicos en su deporte sino que también ha de saber qué necesidades de formación y qué cantidad de ejercicio puede practicar el joven deportista según su edad. Debe ser consciente de que en los primeros años ha de primar el componente lúdico y será, poco a poco, cuando se empezarán a desarrollar las actitudes físicas, técnicas y tácticas de los deportistas.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Percibir antes y durante la clase que es lo que más desean y/o necesitan los niños ese día en cuanto a desenvolvimiento emocional y corporal.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Evitar la imposición de un objetivo o contenido, mejor convencer, persuadir de una o mil maneras a los niños de la importancia de los mismos.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Provocar la creatividad y libre desenvolvimiento en los ejercicios durante la clase respetando las individualidades psicológicas, intelectuales y motoras de los niños.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Dar a los discípulos durante la clase la posibilidad de sentirse profesores, de saberse conocedores de su deporte.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Cuando no están cumpliendo correctamente con los ejercicios no buscar la responsabilidad absoluta en ellos, sino analizar inmediatamente la metodología de la enseñanza y del trabajo en todos los aspectos. No olvidar que el equivocado siempre es el profesor no el alumno.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Evitar la irritación porque los alumnos estén desconcentrados o indisciplinados en la clase, mejor acudir a los dos recursos eficientes para mejorar la participación de ellos en las actividades: incrementar mi participación activa en las mismas o, aumentar la esencia lúdicra de las tareas orientadas.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              En los ejercicios que exigen de elevada manifestación de las cualidades volitivas, lo primero es estimular la conciencia del niño, hacerle ver la importancia de los mismos.&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Evitar llamar la atención de forma crítica y hacerlo más incentivando la ejercitación del discípulo; ejemplo, es preferible decirle: ¡salta! o, ¡realiza con más fuerza el movimiento de los brazos!, a decirle, ¿por qué lo estás haciendo de esa manera?, ¡hazlo como yo lo orienté!&lt;br /&gt;            *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Comprender a los niños, las características de su edad, participar también de sus chistes, bromas y ocurrencias durante la clase, tener siempre despierto al niño que se lleva dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Bibliografía&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Buceta, JM. (2004). Estrategias psicológicas para entrenadores de deportistas jóvenes. Dykinson. Madrid.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Cruz, J. et al. (1996). “¿Existe un deporte educativo? Papel de las competiciones deportivas en el proceso de socialización del niño” en Revista de Sociología del Deporte, nº 9-10, 111-132.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Devis, J y Peiró, C. (1992). El ejercicio físico y la promoción de la salud en la infancia y en la juventud. Gaceta sanitaria, 6, 33, 263-267.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Hahn, E (1988). Entrenamiento con niños. Barcelona. Ed. Martínez Roca.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Hernández Núñez, E. (2005). Guía para Padres: Deporte Escolar. Ayuntamiento de Valencia. Fundación Deportiva Municipal.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Muñiz Sanabria, A. (2005). Premisas para ser un buen entrenador de niños y adolescentes. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 10 - N° 86 - Julio de 2005. http://www.efdeportes.com/efd86/premisas.htm&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nuviala Nuviala, A. y Nuviala Nuviala, R. (2005). Abandono y continuidad de la práctica deportiva escolar organizada desde la perspectiva de los técnicos de una comarca aragonesa. Revista Internacional de Medicina y Ciencias de la Actividad Física y el Deporte vol. 5 (19) pp.295-307.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Pancorbo, S (1995). Entrenamiento deportivo y conducción biológica de los talentos de alta competición. En: Indicadores para la selección de talentos deportivos. Consejo superior de deportes. Madrid. 147-156.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Pelegrín Muñoz, A. (2002). Conducta agresiva y deporte. Cuadernos de Psicología del Deporte. 2002. Vol. 2, núm. 1.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Revista Consumer Eroski. Junio 2009 - Nº 133. 29-30.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Tercedor Sánchez, P. y Delgado Fernández, M. (2002). Estrategias en intervención para la salud desde la Educación Física. Inde. Barcelona.&lt;br /&gt;        *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Trepode, NF (2001). Abandono del deporte en los jóvenes. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 7 - N° 40 - Setiembre de 2001. http://www.efdeportes.com/efd40/aband.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-3848613289153636041?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3848613289153636041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3848613289153636041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/practica-deportiva-en-edad-escolar.html' title='Práctica deportiva en edad escolar. Ideas y actitudes -Sergio Barba Gamero'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-6908071047782289873</id><published>2009-12-03T04:51:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T04:52:46.131-08:00</updated><title type='text'>Regras do Handebol  19 regras</title><content type='html'>Regras do Handebol   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 1 - A QUADRA(campo)&lt;br /&gt;1.1 A quadra é de forma retangular: compreende uma superfície de jogo e duas áreas de gol e mede 40m de comprimento e 20m de largura.&lt;br /&gt;Os grandes lados são chamados linhas laterais; os pequenos, linhas de gol. O estado da quadra não deve ser modificado de forma nenhuma em benefício de só uma equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2 O gol ou baliza e colocado no meio da linha de gol. Ele deve ser solidamente fixado ao solo. Mede no interior 2m de altura e 3m de largura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3 A área de gol é delimitada por uma linha reta de 3m, traçada 6m à frente da baliza, paralelamente à linha de gol e continuada em cada extremidade por um quarto de círculo de 6m de raio, tendo por centro o ângulo interno, inferior e posterior de cada poste da baliza. A linha delimitando a superfície é chamada área de gol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.4 A linha de tiro livre, descontínua, se inscreve sobre uma reta de 3m traçada 9m à frente da baliza, paralelamente à linha da área de gol. Os traços da linha de tiro livre medem 15cm, assim como os intervalos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.5 A marca de 7m é constituída por uma linha e 1m traçada á frente do meio da baliza, paralelamente à linha de gol, a uma distância de 7m a partir do lado exterior da linha de gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.6 Uma marca de 15cm de comprimento é traçada à frente do meio de cada baliza e paralelamente a esta, a uma distância de 4m a partir do lado exterior da linha de gol. É a linha de limitação do goleiro, antes de a bola sair das mãos do cobrador, quando da execução de um tiro de 7 metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.8 De cada lado e a 4,50m da linha central, uma marca de 15cm delimitando cada uma das zonas de substituição, respectivamente, para as equipes que estiverem ocupando os respectivos bancos de reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 2 - A DURAÇÃO DO JOGO&lt;br /&gt;2.1 Para equipes masculinha e femininas de mais de 18 anos, a duração do jogo é de 2 X 30 minutos com 10 minutos de intervalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.2 O jogo começa pelo apito do árbitro central autorizando o tiro de saída, e termina pelo sinal do cronometrista. As infrações e condutas anti-desportivas cometidas antes do sinal do cronometrista, devem ser punidas pelos árbitros, mesmo depois de se ter sinalizado o final do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3 Após o intervalo, as equipes trocam de quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.4 Os árbitros decidem quando o tempo deve ser interrompido e quando ele deve ser retomado.&lt;br /&gt;Eles assinalam ao cronometrista o instante da parada dos cronômetros e os da reposição em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.5 Se um tiro livre ou um tiro de 7m é assinalado pouco antes do intervalo ou do final do jogo, o cronometrista deve esperar o resultado imediato do tiro antes de sinalizar o encerramento do jogo mesmo se o jogo estiver terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.6 Se os árbitros constatam que o jogo foi interrompido antes do tempo regulamentar pelo cronometrista, devem reter os jogadores na quadra e se ocupar do reinício do jogo, para completar o tempo que resta por jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.7 Se o jogo empatado deve ter a sua continuação até que haja um vencedor, após 5 minutos de intervalo, a escolha da quadra ou do tiro de saída deve ser novamente sorteada.&lt;br /&gt;A prorrogação dura 2 X 5 minutos para todas as equipes (troca de quadra sem intervalo). Se o jogo continuar empatado após esta primeira prorrogação, uma segunda é jogada após 5 minutos de intervalo e um novo sorteio, com duração de2 X 5 minutos (troca de quadra sem intervalo). Se o jogo continuar empatado, proceder-se-á de acordo com o regulamento particular da competição em curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 3 - A BOLA&lt;br /&gt;3.1 A bola é constituída por um invólucro de couro ou de matéria plástica de cor uniforme. É de forma redonda. Bolas brilhantes ou lisas não serão permitidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2 Para os homens, a bola deve medir no início do jogo de 58 a 60 cm de circunferência e pesar de 425 a 475g. Para as mulheres a bola deve medir no início do jogo de 54 a 56cm de circunferência de pesar de 325 a 400g.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 4 - OS JOGADORES&lt;br /&gt;4.1 Uma equipe se compõe de 12 jogadores (10 jogadores de quadra e 2 goleiros). Em todos os casos, a equipe é obrigada a jogar com 1 goleiro, 7 jogadores no máximo (6 jogadores de quadra e 1 goleiro) que podem se encontrar na quadra ao mesmo tempo, os quais devem ser inscritos na súmula da partida. Os outros jogadores são reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.4 Durante o jogo os reservas podem entrar na quadra a qualquer momento e repetidamente, sem avisar o cronometrista, desde que os jogadores substituídos tenham abandonado a quadra. Isto vale igualmente para a substituíção do goleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.7 O uniforme dos jogadores de quadra de uma equipe deve ser igual, sendo que a cor do uniforme do goleiro deve diferir claramente das duas equipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 5 - O GOLEIRO&lt;br /&gt;5.1 Um goleiro nunca pode substituir um outro jogador, no entanto qualquer outro jogador pode substituir um goleiro. O jogador de quadra deve vestir o uniforme do goleiro antes de substituí-lo pela zona de substituíção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É permitido ao goleiro : 5.2 Tocar a bola na área de gol numa tentativa de defesa, com todas as partes do corpo. OBS: Exceto chutar a bola, mesmo em tentativa de defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.3 Deslocar-se na área de gol com a bola na mão, sem restrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.4 Sair da área de gol, numa ação defensiva, e continuar a jogar, poder, e tomar parte do jogo. Neste caso, estará sujeito às regras dos demais jogadores de quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.5 Sair da área de gol, numa ação defensiva, e continuar a jogar, desde que não tenha a bola dominada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.7 Jogar intencionalmente a bola dominada atrás da linha de gol, por fora da baliza (tiro livre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.9 Tocar a bola na área de gol, depois de um tiro de meta, se a bola não tiver sido tocada por outro jogador (tiro livre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.10 Tocar a bola na área de gol, parada ou rolando no solo, fora da área de gol, desde que ele se encontre dentro de sua área de gol (tiro livre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.12 Voltar com a bola da quadra de jogo para dentro de sua própria área de gol (tiro de 7m).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 6 - A ÁREA DE GOL&lt;br /&gt;6.1 Somente o goleiro tem o direito de permanecer na área de gol. Ela é violada, desde que um jogador de quadra a toque, inclusive em sua linha, com qualquer parte do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.2 A violação da área de gol por um jogador de quadra é punida da seguinte forma:&lt;br /&gt;A) Tiro livre, se um jogador de quadra a invade com a bola.&lt;br /&gt;B) Tiro livre, se um jogador de quadra a invade sem a bola e disso leva vantagem.&lt;br /&gt;C) Tiro de 7m, se um jogador da equipde que defende e invade intencionalmente, e desta maneira coloca em desvantagem o jogador atacante que tem a posse da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.7 O lançamento intencional da bola para sua própria área de gol é punido da seguinte forma: A) Gol, se a bola penetra no gol.&lt;br /&gt;B) Tiro de 7m, se o goleiro toca a bola evitando que esta entre no gol.&lt;br /&gt;C) Tiro livre, se a bola permanecer na área de gol ou ultrapassar a linha de gol por fora da baliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 7 - O MANEJO DA BOLA&lt;br /&gt;É permitido :&lt;br /&gt;7.1 Lançar, bater, empurrar, socar, parar e pegar a bola com a ajuda das mãos, braços, cabeça, tronco e joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.2 Segurar a bola no máximo durante 3 segundos, mesmo que ela esteja no solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.3 Fazer no máximo 3 passos com a bola na mão. Um passo é feito:&lt;br /&gt;A) Quando o jogador, tendo os dois pés no solo, levanta um dos pés e torna a pousá-lo (não importa a direção ou distãncia) ou o desloca (deslizar).&lt;br /&gt;B) Quando um jogador, tendo um pé no chão, apanha a bola e em seguida toca o solo com o segundo pé.&lt;br /&gt;C) Quando o jogador em suspensão toca o solo com um pé e salta no mesmo pé ou toca o chão com o segundo pé.&lt;br /&gt;D) Quando o jogador em suspensão toca o solo com os dois pés ao mesmo tempo, levanta em seguida um dos pés e torna a pousá-lo ou deslocá-lo. Nota: Quando um pé é deslocado no chão, o segundo pé pode ser trazido junto ao primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 8 - CONDUTA PARA COM O ADVERSÁRIO&lt;br /&gt;É permitido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.1 Utilizar os braços e as mãos para apoderar-se da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.2 Tirar a bola do adversário com a mão aberta, não importa de que lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.3 Barrar com o tronco o caminho do adversário, mesmo que ele não esteja com a posse da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É proibido:&lt;br /&gt;8.4 Barrar o caminho do adversário ou contê-lo com os braços, as mãos ou as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.6 Arrancar a bola do adversário com uma ou duas mãos, assim como bater na bola que ele tenha em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.7 Utilizar o punho para tirar a bola do adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8.8 Lançar a bola de modo perigoso para o adversário ou dirigir a bola contra ele numa finta perigosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 9 - O GOL&lt;br /&gt;9.1 Um gol será marcado, quando a bola ultrapassar totalmente a linha de gol por dentro da baliza e desde que nenhuma falta tenha sido cometida pelo executor e seus companheiros. Quando um defensor comete uma infração anti-regularmente que não impeça que a bola entre na baliza, o gol é considerado marcado, desde que os árbitros tenham a certeza de que a bola ultrapassaria a linha de gol, por entre as balizas.&lt;br /&gt;O gol não será válido se os árbitros ou o cronometrista assinalaram a paralisação do jogo, antes que a bola tenha ultrapassado a linha de gol, por dentro da baliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 10 - O TIRO DE SAÍDA&lt;br /&gt;10.1 No início do jogo, o tiro de saída é executado pela equipe que ganhou o sorteio e que escolheu a saída, ou pela outra equipe, se a que ganhou o sorteio escolheu a quadra.&lt;br /&gt;Após o intervalo, o tiro de saída pertence à equipe que não o fez no início do jogo. Em caso de prorrogação, a escolha da quadra ou da saída é novamente sorteada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10.4 No momento do tiro de saída, todos os jogadores devem se encontrar na sua própria meia-quadra: os jogadores adversários devem se encontrar pelo menos a 3m do jogador executante do tiro de saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 11 - TIRO DE LATERAL&lt;br /&gt;11.1 O tiro de lateral é ordenado quando a bola ultrapassar completamente uma linha lateral, ou quando a bola tocar por último um jogador da equipe defensora antes que ela deixe a quadra, ultrapassando a linha de gol por fora da baliza. Um tiro de meta deve ser executado no caso em que o caso, na área de gol, tenha tocado por último a bola antes que ela ultrapasse a linha de gol por fora da baliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11.4 O jogador que executa o tiro de lateral deve manter um pé sobre a linha lateral, até que a bola tenha deixado a sua mão. Não é permitido colocar a bola no solo e tornar a pegá-la , ou quicar a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 12 - O TIRO DE META&lt;br /&gt;12.1 Um tiro de meta é ordenado quando a bola ultrapassar a linha de gol, por fora da baliza (ver todavia 5.7, 7,10, 11.1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12.2 O tiro de meta deve ser executado sem o apito do árbitro, da área de gol por sobre a linha da área de gol (ver todavia 16.3b).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 13 - O TIRO LIVRE&lt;br /&gt;13.1 Um tiro livre é ordenado nos seguintes casos:&lt;br /&gt;A) Substituição anti-regulamentar.&lt;br /&gt;B) Faltas do goleiro.&lt;br /&gt;C) Faltas dos jogadores de quadra na área de gol&lt;br /&gt;D) Manejo anti-regulamentar da bola.&lt;br /&gt;E) Lançamento intencional da bola por fora da linha lateral ou linha de gol por fora da baliza.&lt;br /&gt;F) Jogo passivo&lt;br /&gt;G) Conduta anti-regulamentar para com o adversário.&lt;br /&gt;H) Tiro de saída anti-regulamentar.&lt;br /&gt;I) Conduta anti-regulamentar num tiro de lateral.&lt;br /&gt;J) Conduta anti-regulamentar num tiro de meta.&lt;br /&gt;K) Conduta anti-regulamentar num tiro livre&lt;br /&gt;L) Paralisação do jogo, sem que tenha havido nenhuma infração às regras.&lt;br /&gt;M) Conduta anti-regulamentar por ocasião de um tiro de 7 metros.&lt;br /&gt;N) Conduta anti-regulamentar num tiro de árbitro.&lt;br /&gt;O) Execução incorreta dos tiros.&lt;br /&gt;P) Conduta antidesportiva grosseira ou repetida. 13.3 Desde que, de posse da bola, o jogador que executa o tiro livre esteja pronto a executá-lo do local exato, não lhe é mais permitido colocar a bola no solo e tornar a pegá-la, ou quicar a bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.4 Durante a execução de um tiro livre, os jogadores da equipe atacante não devem tocar ou ultrapassar a linha de tiro livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.5 Durante a execução de um tiro livre, os jogadores adversários devem estar a pelo menos 3m do executor. Durante a sua execução na linha de tiro livre, os jogadores da equipe defensora podem se colocar na linha da área de gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13.7 Se o jogo foi paralisado sem que tenha havido ações anti-regulamentares e a bola estava em poder de uma determinada equipe, o jogo é reiniciado por um tiro livre ou correspondente, executado após o apito do árbitro, do local onde se encontrava a bola no momento de paralisação e pela equipe que estava com a posse da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 14 - O TIRO DE 7 METROS&lt;br /&gt;14.1 Um tiro de 7 metros é ordenado nos seguintes casos:&lt;br /&gt;A) Quando a infração, em qualquer parte da quadra de jogo, frustra uma clara ocasião de gol, inclusive se a comete um oficial.&lt;br /&gt;B) O goleiro joga, para a sua área de gol, a bola que se encontra no solo fora da área de gol, ou retorna, com a bola controlada, da quadra para a área de gol.&lt;br /&gt;C) Violaçào da própria área de gol, numa tentativa de defesa, colocando em desvantagem o jogador atacante que está com a posse da bola.&lt;br /&gt;D) Lançar a bola intencionalmente para o próprio goleiro na sua área de gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14.2 O tiro de 7m é um lançamento direto ao gol e deve ser executado dentro dos 3 segundos após o apito do árbitro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 15 - O TIRO DE ÁRBITRO&lt;br /&gt;15.1 Um tiro de árbitro é ordenado nos seguintes casos:&lt;br /&gt;A) Quando os jogadores das duas equipes cometem ações anti-regulamentares ao mesmo tempo, na quadra.&lt;br /&gt;B) Quando a bola toca o teto ou objeto fixado sobre a quadra (11.2, 12.3, 13.2, 18.7c)&lt;br /&gt;C) Quando o jogo é interrompido sem que tenha havido qualquer infração, e a bola não esteja em poder de nenhuma equipe.&lt;br /&gt;15.2 Sem apitar o árbitro central lança a bola verticalmente para cima no local onde ela se encontrava no momento da interrupção do jogo.&lt;br /&gt;Se este local está situado entre as linhas de área de gol e de tiro livre, o tiro de árbitro é executado do local mais próximo fora da linha de tiro livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15.3 Na execução de um tiro de árbitro, todos os jogadores, salvo um de cada equipe, devem estar pelo menos 3m do árbitro (13.1o). Os dois jogadores devem estar um de cada lado do árbitro, cada um do lado de seu próprio gol. A bola somente poderá ser jogada quando atingir o seu ponto mais alto.&lt;br /&gt;Obs: Os jogadores poderão tocar, ou dominar a bola para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 16 - A EXECUÇÃO DOS TIROS&lt;br /&gt;16.1 Antes da execução de qualquer tiro, a bola deve estar na mão do executor, e todos os jogadores devem tomar posição, de acordo com as regras do tiroem questão. * Ver todavia 16.7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16.4 Os tiros são considerados executados, assim que a bola tenha deixado a mão do executor. * Ver todavia 12.2 e 15.3.&lt;br /&gt;Durante a execução de todos os tiros, a bola deve ser lançada e não deve ser entregue, nem tocada por um companheiro de equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16.7 Durante a execução de um tiro de lateral, ou de tiro livre, os árbitros não devem corrigir uma posição irregular dos adversários, se, com uma execução imediata, esta incorreção não causa nenhum prejuízo à equipe atacante. Quando esta incorreção causar prejuízo, a posição irregular deve ser corrigida.&lt;br /&gt;Se os árbitros apitam ordenando a execução de um tiro, apesar da posição irregular de um adversário , este tem o direito de intervir normalmente no jogo e não pode ser punido por sua ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 17 - AS SANÇÕES&lt;br /&gt;17.1 Uma advertência pode ser dada:&lt;br /&gt;A) No caso de conduta anti-regulamentar para com o adversário (5.6, 8.4-11).&lt;br /&gt;Uma advertência será dada:&lt;br /&gt;B) Faltas pertinentes à conduta anti-regulamentar para com o adversário são punidas progressivamente (8.13).&lt;br /&gt;C) Faltas quando o adversário está executando um tiro (16.7)&lt;br /&gt;D) Conduta antidesportiva de parte do jogador ou oficial (17.11, 17.12a,c)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17.3 Uma exclusão deve ser dada nos seguintes casos:&lt;br /&gt;A) Substituição irregular ou entrada na quadra de jogo anti-regulamentar.&lt;br /&gt;B) Por repetidas infrações no comportamento para com o adversário, sancionado progressivamente.&lt;br /&gt;C) Conduta antidesportiva repetida por parte de um jogador na quadra de jogo.&lt;br /&gt;D) O jogador que não liberar imediatamente a bola quando os árbitros tomam uma decisão contra sua equipe.&lt;br /&gt;E) Irregularidades repetidas quando da execução dos tiros pela equipe adversária.&lt;br /&gt;Em casos excepcionais, uma exclusão pode ser dada sem advertência prévia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17.5 Uma desqualificação será dada nos seguintes casos:&lt;br /&gt;A) Entrada, na quadra de jogo, de um jogador não inscrito na súmula de jogo.&lt;br /&gt;B) Irregularidades graves na conduta para com o adversário.&lt;br /&gt;C) Conduta antidesportiva repetida por um oficial ou um jogador fora de quadra (17.11 e 17.12d)&lt;br /&gt;D) Conduta antidesportiva grave, igualmente por parte de um oficial (17.11, 17.12b,d)&lt;br /&gt;E) Depois de uma terceira exclusão de um mesmo jogador&lt;br /&gt;F) Agressão fora da quadra de jogo por um jogador ou um oficial.&lt;br /&gt;A desqualificação de um jogador na quadra sempre vai acompanhada de uma exclusão, ou seja, a equipe fica com menos 1 jogador por 2 minutosm podendo a equipe ser completada após esse perídodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17.7 Uma expulsão será dada, em caso de agressão dentro da quadra (8.15, 8.17p e 17.11) Uma expulsão considera-se uma intervenção física irregular, particularmente forte (8.15), cometida contra o corpo de um jogador, árbitro, secretário/cronometrista, oficial ou espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17.11 Em caso de conduta anti-desportiva, os árbitros devem dar umaadvertência ao jogador (17.1d), encontrando-se ele dentro ou fora da quadra.&lt;br /&gt;Em caso de reincidência, o jogador é excluído (17.3e) se ele se encontra na quadra. Ele é desqualificado (17.5) se encontrar-se fora dela.&lt;br /&gt;O comportamento anti-desportivo de um oficial deve ser punido com advertência (17.1d) e, em caso de reincidência, com uma desqualificação. Igualmente, no segundo caso, não poderá permanecer na zona de substituições,&lt;br /&gt;Por ocasião de uma conduta irregular (atitude anti-desportiva ou agressão), ocorrida durante uma interrupção de jogo ou "time-out" (paralisação do tempo de jogo), o jogo será retomado pelo tiro ordenado quando da interrupção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17.12 A conduta antidesportiva ou agressào dentro da quadra de jogo deve punir-se como se segue:&lt;br /&gt;Antes do jogo:&lt;br /&gt;A) No caso de conduta antidesportiva, por uma advertência (17.1d)&lt;br /&gt;B) Conduta antidesportiva ou agressão, por desqualificação (17,5d,f).&lt;br /&gt;Durante o intervalo:&lt;br /&gt;C) No caso de conduta antidesportiva, com uma advertência (17,1d)&lt;br /&gt;D) No caso de conduta antidesportiva grave ou repetida, ou agressão, por desqualificação (17,5c,d,f).&lt;br /&gt;Após o jogo:&lt;br /&gt;E) Relatório escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 18 - OS ÁRBITROS&lt;br /&gt;18.1 Cada jogo é dirigido por dois árbitros, tendo ambos os mesmos direitos. São assistidos por um secretário e um cronometrista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18.7 Em princípio, compete ao árbitro central apitar:&lt;br /&gt;A) A execução do tiro de saída.&lt;br /&gt;B) A execução do tiro de 7 metros.&lt;br /&gt;C) A execução de todos os tiros e após a paralisação do tempo de jogo (18.11)&lt;br /&gt;O árbitro de gol usará o seu apito:&lt;br /&gt;D) Quando um gol tiver sido marcado (9.1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18.11 Ambos os árbitros são encarregados e responsáveis pelo controle do tempo de jogo. Em caso de dúvida sobre a exatidão da cronometragem, a decisão caberá ao árbitro designado em primeiro lugar na convocação oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REGRA 19 - O SECRETÁRIO E O CRONOMETRISTA&lt;br /&gt;19.1 O secretário controla a relação dos jogadores (somente os jogadores inscritos estão qualificados) e, com o cronometrista, a entrada dos jogadores que completam sua equipe ou os jogadores excluídos.&lt;br /&gt;Ele preenche a súmula, indicando os dados necessários (gols, advertências, exclusões, desqualificações e expulsões).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cronometrista controla:&lt;br /&gt;A) O tempo de jogo; os árbitros decidem quando o cronômetro deve ser parado e quando novamente será acionado.&lt;br /&gt;B) O número de jogadores e oficiais no banco de reservas.&lt;br /&gt;C) Com o secretário, a entrada dos jogadores que completam as equipes.&lt;br /&gt;D) A entrada e saída dos substitutos&lt;br /&gt;E) A entrada dos jogadores não admitidos&lt;br /&gt;F) O tempo de exclusão dos jogadores.&lt;br /&gt;O cronometrista indica o final do 1º tempo e o final do jogo, com um sinal claramente audível (ver, todavia, 2.2 e 2.5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: terravista.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-6908071047782289873?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6908071047782289873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6908071047782289873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/regras-do-handebol-19-regras.html' title='Regras do Handebol  19 regras'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1157314861238330210</id><published>2009-12-03T04:46:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T04:49:52.569-08:00</updated><title type='text'>A História do Handebol II</title><content type='html'>O Handebol é mais uma das modalidades desportivas que o Velho Mundo nos enviou. Anteriormente, o handebol já apresentou grandes distinções em termos de preferência entre o que se chamou Handebol de campo e handebol de Salão. Hoje, a carência de locais no Brasil, ou melhor, a maior disponibilidade de quadras e não de campos, fez prevalecer o handebol de salão, que absorveu a prática da modalidade em todo País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, quando o desporto foi introduzido no Brasil, foram creditados ao handebol de campo os méritos da organização oficial e do reconhecimento da modalidade como desporto oficial no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira Federação de handebol foi a Federação Paulista e o primeiro campeonato oficial da modalidade, disputado no Brasil, ocorreu na cidade de São Paulo, não tendo sido, entretanto, certame estadual e sim um campeonato da capital. Atualmente, nem a própria Federação Paulista de handebol promove competições de handebol de campo. Consequentemente, a Confederação Brasileira de Handebol destina-se, também, exclusivamente, ao handebol de salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa modalidade do desporto foi, em nosso País, a que mais fez sentir a influência das competições estudantis. Daí, o handebol ganhou o povo e pela prática reiterada alcançou foros de desporto comunitário de alto nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O handebol foi idealizado por um professor de educação Física, o alemão Karl Sshelenz que, procurando dar às suas classes femininas uma atividade alegre e movimentada, criou o handebol com base num jogo tcheco chamado “Azena”. Por volta de 1914, Berlim foi palco das primeiras disputas que se desenrolaram num campo de 40x20 metros. Depois passou a ser praticado por homens, por isso, foram modificadas algumas regras e aumentadas as dimensões do campo, passando para 40x80 metros, Mais tarde, as medidas foram igualadas às de um campo de futebol, já com onze jogadores, com a bola reduzida de tamanho, permitindo o manuseio com uma só mão. Isto proporcionou maior movimentação e satisfação na prática do jogo. Esse era o handebol de campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o idealizador foi um professor de educação física, o handebol, naturalmente tomou maior impulso no meio estudantil. Suas características, facilidade de na aprendizagem e execução natural dos fundamentos, permitiram o emprego da velocidade, movimentação, força nos arremessos, habilidade no manejo da bola, além de proporcionar aos mestres a possibilidade de educar pelo jogo. Difundiu-se na Alemanha, Áustria, Suécia, Dinamarca e Checoslováquia, países que realizavam entre si as primeiras partidas internacionais. Em 1927, foi criada a Federação Internacional de Handebol, com 39 países inscritos, mas somente em 1938 foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim, sagrando-se campeão a Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rigores dos inverno não permitiam a prática do handebol em campo aberto, fato que levou este esporte a uma adaptação, para que pudesse ser praticado em recinto fechado e de menor tamanho. Coube aos suecos a inovação que foi o “inne-hand-ball” (handebol no interior) ou “hallen-handeball” (handebol de salão) como o chamam os alemães, diminuindo o tamanho do campo e o numero de jogadores, que passou a ser de sete atletas. Com isso, as jogadas ganharam em movimentação e rapidez. A natureza do piso possibilitava a maior movimentação com a bola. O campo, por ser de dimensões menores, permitia a todos os jogadores em campo atacarem e defenderem em bloco, o que imprimia às jogadas uma espantosa velocidade, com grandes possibilidades de gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O handebol de salão tornou-se um esporte independente, com técnica e tática própria, suplantando o handebol de campo, que sofreu a concorrência do futebol, mais atraente e já implantado em todos os países do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O handebol veio para o Brasil por volta de 1930. Difundiu-se inicialmente em São Paulo onde, em 16 de fevereiro de 1940, foi fundada a Federação Paulista de Handebol. Inicialmente, o handebol foi praticado por onze jogadores isoladamente, por grupos de colônias estrangeiras e por alguns clubes classistas e equipes de firmas comerciais. Mais tarde, este esporte obteve grande difusão nos meios estudantis, graças aos professores de educação física, que desenvolveram um trabalho de profundidade nas escolas primárias. Atualmente já se consolidou em grande numero de escolas secundárias e clubes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo do futebol, o árbitro, por sorteio antes do inicio da partida, permitirá ao capitão da equipe favorecida no sorteio, que escolha entre a saída da bola ou a escolha do meio campo que pretende defender no primeiro tempo de jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento da saída as equipes deverão permanecer com todos os seus jogadores no campo de defesa, devendo ser mantido um afastamento de três metros no minimo da equipe adversária em relação á linha que divide a quadra. A saída pode ser dada em qualquer direção, após a autorização do juiz.&lt;br /&gt;Nenhuma equipe pode iniciar o jogo sem que apresentem em campo no mínimo cinco jogadores e no máximo sete jogadores dos doze que compõem a equipe. Se ocorrer o fato de uma equiper não apresentar os cincos jogadores pelo menos, para iniciar o jogo, será desclassificada e a vitória será da equipe adversária por WxO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: museudosesportes.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1157314861238330210?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1157314861238330210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1157314861238330210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/historia-do-handebol-ii.html' title='A História do Handebol II'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-3849325911835450117</id><published>2009-12-03T04:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T04:46:27.363-08:00</updated><title type='text'>Três maneiras para se jogar Handebol</title><content type='html'>O handebol pode ser jogado de três maneiras: indoor, o mais praticado no Brasil; outdoor (ou de campo) e o de praia (beach handball).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esporte disputado em uma quadra ou ginásio é o único considerado como modalidade olímpica. Cada equipe é composta por 7 jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outdoor, praticado em campos ao ar livre, são 11 jogadores de cada lado, mas não é praticado muito nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as equipes do handebol de praia, jogam com  8  atletas, entre eles o goleiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-3849325911835450117?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3849325911835450117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3849325911835450117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/tres-maneiras-para-se-jogar-handebol.html' title='Três maneiras para se jogar Handebol'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-9011472357718751421</id><published>2009-12-03T04:37:00.001-08:00</published><updated>2009-12-03T04:41:47.097-08:00</updated><title type='text'>Gestor ou Professor ?Drª Maria José Carvalho</title><content type='html'>O técnico superior de desporto de uma autarquia local aproxima-se mais da função de um gestor desportivo ou de um professor de educação física?&lt;br /&gt;Esta questão que poderá parecer descabida ou despropositada foi-me colocada por uma estudante de forma muito ajustada e à qual eu respondi, provavelmente de forma precipitada, que correspondia à figura do gestor desportivo.&lt;br /&gt;Desejando a estudante em causa concorrer futuramente a um dos nossos municípios para exercer tal actividade profissional, seguiu uma recomendação minha de procurar no Diário da República diversos concursos públicos para essa actividade e analisar os critérios de recrutamento.&lt;br /&gt;De facto, os concursos, e muitos foram analisados, são dúbios quanto ao perfil do técnico superior de desporto. As dúvidas e perplexidades no fim destas leituras desabrocharam nesta estudante que, para além de confusa ficou assustada face, por um lado, às inúmeras exigências que observou em determinados concursos e por outro lado, relativamente às diferenciadas funções que são exigidas a tal profissional.&lt;br /&gt;De facto, entre muitas outras, elencou diferentes tarefas descortinadas em diversos concursos públicos, tais como:&lt;br /&gt;- Consultoria, estudos, planeamento, programação, avaliação e aplicação de métodos e processos de natureza técnica/científica, tomando decisões;&lt;br /&gt;- Recolher, seleccionar e tratar informação, planificar e definir estratégias com vista a uma boa rentabilização social e desportiva dos recursos existentes, com o objectivo de oferecer e prestar um serviço de qualidade;&lt;br /&gt;- Representação do órgão ou serviço em assuntos da sua especialidade, com tomadas de decisões de carácter técnico, enquadradas por directivas ou orientações superiores;&lt;br /&gt;- Gestão e coordenação de eventos desportivos;&lt;br /&gt;- Preparação e acompanhamento de programas de modalidades desportivas;&lt;br /&gt;- Planificar as épocas desportivas das Piscinas municipais, leccionar e assegurar diariamente as aulas, as turmas e os horários da Escola de Actividades Aquáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, nem tudo a decepciona, resta-lhe a satisfação de pretender licenciar-se em Ciências do Desporto no ramo opcional de Gestão Desportiva, pois assim sentir-se-á mais habilitada ao exercicio profissional numa realidade de grande hibridismo no desempenho de funções de gestão e funções de leccionação como é paradigmático o caso do técnico superior de desporto.&lt;br /&gt;Que pensam disto os licenciados em Gestão do Desporto? Em que mercados profissionais se podem afirmar categoricamente estes licenciados?&lt;br /&gt;Estas e muitas outras questões deverão ter a sua pertinência no X Congresso da APOGESD o qual visa debater as principais questões relacionadas com o emprego e as diversas oportunidades de negócio/actividade na Gestão do Desporto.&lt;br /&gt;Aqui fica o convite de rumar até à Covilhã e enriquecer o debate e a reflexão sobre a Gestão do Desporto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://colectividadedesportiva.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-9011472357718751421?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/9011472357718751421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/9011472357718751421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/12/gestor-ou-professor-dr-maria-jose_03.html' title='Gestor ou Professor ?Drª Maria José Carvalho'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-1521002275608503876</id><published>2009-11-25T10:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T10:31:06.800-08:00</updated><title type='text'>Sou professor de iniciação ao Handebol, e agora?,Lucas Leonardo</title><content type='html'>Quantas vezes em nossa carreira profissional não surgem novas oportunidades que as vezes deixamos escapar por falta de conhecimento e/ou de coragem de arriscar em uma área praticamente desconhecida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletindo sobre nossa formação acadêmica, nós profissionais de educação física que tivemos um passado como atletas ou como praticantes assíduos de determinadas modalidades, quase sempre pendemos para dar mais atenção para modalidades esportivas às quais tivemos contato prévio, deixando sempre a desejar um pouco de atenção para aquelas modalidades às quais não tivemos contato ou não temos interesse em nossa época de formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas universidades e faculdades, por sinal, nós ainda quando graduandos ou recém chegados na vida acadêmica temos a possibilidade, inclusive, de escolher quais modalidades esportivas são de nosso interesse para termos aulas sobre estas, descartando literalmente a possibilidade de acesso às outras. Grande falha das instituições de ensino superior (IES), mas essa balisada pelo histórico de alunos que ao passarem por aulas de modalidades as quais não têm interesse real, geralmente não demonstram o menor esforço de aprendizagem do mínimo para saber ministrar aulas de diferentes modalidades esportivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mercado está aí, e não somos nós que o regulamos.&lt;br /&gt;Este artigo vem para aqueles que, depois de uma formação profissional deficitária, seja pelo perfil da IES, seja pelo seu interesse naquela ou noutra disciplina, encaram a seguinte pergunta: Sou professor, tenho que ministrar aulas de handebol na iniciação, e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das saídas mais comuns para esse tipo de problema, quando a situação é aceita – a final, não conheço uma classe profissional mais “corajosa” para encarar novos desafios do que a nossa – é a busca de referências em livros técnicos de handebol e também livros de regras. Outra saída comum é buscar com algum conhecido que tenha sido atleta da modalidade dicas sobre o que ele fazia quando atleta para reproduzir tais atividades em nossas aulas da iniciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas alternativas mais tradicionais correm para um risco – tornar nossas aulas de iniciação de handebol um ambiente de TREINAMENTO DE HANDEBOL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca desse tipo de referencial quase sempre decai sobre uma forma de ensino tradicional da modalidade, pautada em modelos competitivos e pouco adaptável à realidade de nossos alunos iniciantes na modalidade, transformando um ambiente de INICIAÇÃO em um ambiente que anseia por ESPECIALIZAÇÃO PRECOCE e RESULTADOS IMEDIATOS – nada mais contraditório!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago nesse artigo uma proposta metodológica, que apesar de buscar o conhecimento da modalidade em seus aspectos técnicos e também quanto às regras do jogo, tem como objetivo exatamente fazer com que através de adaptação desses elementos os alunos possam ter acesso à modalidade de maneira que os motive nas aulas, que possibilite a participação dos alunos através da maior inclusão possível de todos nas aulas e que balisem a atuação do professor em paradigmas diferentes daqueles do alto-rendimento.&lt;br /&gt;Uma maneira de encontrar ferramentas de atuação como professor de handebol é apontada por Daolio (2002) em um artigo onde ele propõe o ensino dos jogos desportivos coletivos (JDC) a partir da compreensão de seus princípios. Os princípios dos JDC são, segundo Daolio baseado em Bayer (1992), descritos de acordo com as relações descritas no quadro abaixo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A interpretação desse quadro deve ter como referência a posse de bola, nos levando à seguinte leitura:&lt;br /&gt;Num jogo, a equipe que detém a posse de bola (atacante) deve manter sua posse, buscando avançar à meta adversária, visando marcar um ponto. Em contrapartida, quando a equipe em posse de bola tenta mantê-la, a equipe defensora deve buscar recuperá-la, evitando a progressão adversária à sua meta, que deve estar sempre protegida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos observar que esses seis princípios interagem entre si. Esses princípios são inerentes a qualquer JDC que possua a característica de disputa direta pela bola através da invasão do campo adversário. Estão nesse grupo, além do handebol, também o futebol, basquetebol, rugby, hóquei, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando esse quadro e a relação desses princípios do jogo, podemos ter nele dicas importantes que agregadas ao conhecimento das regras da modalidade, nos permitirão desconstruir a necessidade de termos como referencial de ensino a abordagem competitiva do handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento de regras básicas da modalidade, tais como o trifásico, o duplo trifásico, a necessidade de cobrança dos laterais com um dos membros sobre a linha lateral, as possibilidades de utilização de goleiro como jogador de linha, o fato de não haver escanteio caso o goleiro espalme a bola pela linha de fundo e a existência de uma área restrita para os jogadores da linha, por exemplo, associado ao conhecimento dos Princípios que regem os JDC podem nos indicar um caminho sólido para a iniciação ao handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos um exemplo de atividade que pode ser orientada a partir do conhecimento dos Princípios do Jogo e das regras do handebol a cima descritas:&lt;br /&gt;Tendo como base as relações de progressão à meta pela equipe atacante e as ações contrárias da equipe defensora, podemos desenvolver uma atividade em espaço reduzido no qual o alvo, seja na realidade um “alvo-companheiro” móvel, ou seja, um jogador da equipe que ataca – facilitando o acesso ao alvo – protegido por uma área onde ninguém possa ter contato e limitado em seu deslocamento por uma área menor e interna à área maior, e disputado numa estrutura 3×3+”alvos-companheiros”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura da atividade poderia ser a seguinte, por exemplo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fig 1. Estrutura da atividade disputada em 3×3 mais “alvo-companheiro”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fig 2. Estrutura da atividade disputada em 3×3 mais “alvo-companheiro” organizada no espaço de uma quadra poliesportiva comum – 3 bolas e 24 alunos em atividade simultaneamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa atividade os jogadores da linha têm que entregar a bola para o “alvo-companheiro” sem poder, porém pisar na área do alvo, não valendo lançar a bola ao “alvo-companheiro”, que por sua vez, por ter um limite espacial onde possa se deslocar  possibiliatrá o estimulo dos jogadores da linha a saltar em progressão ao alvo. Cada jogador terá a chance de dar três passos com a bola ou ficar 3 segundos com a bola na mão sem movimento, não valendo quicar a bola (driblar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, portanto, de uma atividade baseada por regras específicas da modalidade, tais como as áreas limitando a ação dos jogadores de linha, a possibilidade do trifásico – pensando o aprendizado do trifásico, colocaremos como a única forma de deslocamento a realização das três passadas, visando concentração da atenção nessa forma de deslocamento – tendo como princípio regente da atividade a progressão da bola em direção ao alvo adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras atividades podem ser pensadas a partir das relações dos princípios do jogo, tal como atividades de manutenção de posse de bola de uma equipe contra a tentativa de recuperar a posse de bola por outra equipe, na qual vale deslocar-se apenas sem bola, ou se com bola apenas driblando, em pequenas equipes de 4 ou 5 jogadores, e a cada 10 passes a equipe perde um jogador para a equipe que tenta recuperar a posse da bola;&lt;br /&gt;Estrutura possível para essa atividade:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fig 3. Estrutura da atividade com base nos princípios de Manutenção e Recuperação da Posse de Bola &lt;br /&gt;Atividades exclusivas de finalização ao alvo e defesa do alvo, no qual grupos de 3 jogadores devem realizar finalizações a gol de uma determinada região da quadra (pontas, armação esquerda – 1ª ou 2ª linha ofensiva) tendo que percorrer toda a extensão da quadra com apenas 2 passes ou menos, não podendo quicar a bola mas podendo apenas realizar o trifásico para deslocar-se, sem a presença de adversários de linha, tendo como adversários o limite de passes e também a presença de 3 goleiros fechando o gol – trio que atacou anteriormente que estará sendo exposto à situação em que o goleiro deve posicionar-se de forma a não deixar o goleiro que fica mais a frente cobrir a visão da bola, semelhante ao marcador que posiciona-se em defesa zona, fechando o máximo de espaço do atacante-finalizador – estimulando a busca de espaços vazios onde a bola possa ser colocada no gol para os atacantes&lt;br /&gt;Estrutura possível:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Fig 4. Estrutura da atividade com base nos princípios de Finalização ao Alvo e Defesa do Alvo com 3 goleiros &lt;br /&gt;É possível observar, portanto, que mesmo que nunca tenhamos tido contato com o handebol, basear-se nos princípios que regem os JDC e associando às regras da modalidade que determinam suas particularidades, pode-se ter uma fonte rica de criação de jogos que com uma pitada de criatividade nos leva a um universo de jogos que desconstruam a necessidade de ter como referencial o handebol competitivo, tornando possível aos alunos acesso aos princípios do handebol de forma gradual, estimulante e diversificada.&lt;br /&gt;Se você se vir na seguinte situação: “Sou professor de iniciação ao Handebol” espero que com essas bases em vez de você pensar “e agora?” surja um sentimento de “vamos lá!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;BAYER, Claude. La Enseñanza de los Juegos Deportivos Colectivos. 2. ed. Barcelona: Hispano Europea, 1992.&lt;br /&gt;DAOLIO, Jocimar. Jogos esportivos coletivos: dos princípios operacionais aos gestos técnicos – modelo pendular a partir das idéias de Claude Bayer. In: Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Brasília v.10, n.4, p.99-104, Outubro. 2002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-1521002275608503876?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1521002275608503876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/1521002275608503876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/11/sou-professor-de-iniciacao-ao-handebol.html' title='Sou professor de iniciação ao Handebol, e agora?,Lucas Leonardo'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-3499455120271739143</id><published>2009-11-25T10:20:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T10:21:55.986-08:00</updated><title type='text'>Análise do Jogo como Ferramenta Pedagógica,Lucas Leonardo(BR)</title><content type='html'>Análise do Jogo como Ferramenta Pedagógica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitas interpretações e manifestações para o ato de analisar o jogo. Alguns o chamam de scout quantitativo (passes certos, passes errados, etc..), outros o fazem apenas pela observação de vídeos, através de anotação de “lances do jogo” em campinhos sobre uma folha de papel, ou até mesmo através de sofisticados softwares computacionais que analisam o comportamento dos jogadores no momento do jogo.&lt;br /&gt;Todas essas manifestações da análise do jogo são válidas, já que a preocupação em analisar o jogo sob uma perspectiva de “encontrar” indicativos que nos auxiliem no planejamento de aulas está embutida em todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a análise do jogo pode ser dotada de outra perspectiva, tanto com relação aos seus objetivos quanto aos analisadores do jogo. Imaginem a analisar os jogos que são elaborados nas aulas sob a perspectiva do jogador aprendiz!&lt;br /&gt;A idéia de suscitar aos próprios alunos analisarem o jogo/atividade da aula torna o ambiente de aprendizagem ainda mais rico, uma vez que eles passam a aprender a avaliar o jogo e a qualidade de atuação dos jogadores neste ambiente, bem como passam a compreender a importância de serem avaliados, sob uma perspectiva que fuja da idéia punitiva, como por exemplo, acontece muitas vezes em equipes de alto rendimento (ou infelizmente até mesmo no handebol escolar ou de categorias de base, já competitivas), que fazem os jogadores se preocupem mais com o scout do que com o jogar, reduzindo este momento de prazer, superação, cooperação, aprendizagem e “mergulho” no ato de jogar, para um momento onde eles são cosntantemente vigiados tendo suas atuações reduzidas apenas a números. (ler mais sobre o assunto relativo ao “vigiar e punir” em FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 2004.)&lt;br /&gt;O mais importante, porém é salientar a importância de que esse tipo de análise possa e deve ser feita não só no ambiente de jogo formal, mas em qualquer atividade jogada que tenha imputada a lógica dos Jogos Coletivos baseadas, por exemplo, nos princípios operacionais do jogo citados por Bayer (1992) – ver mais sobre utilização pedagógica dos princípios do jogo , tornando o momento de análise mais aberto e mais provável nos ambientes de iniciação ao handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um passo importante para isso seria a construção em conjunto de modelos de análise do jogo, pautada em várias formas de análise, mas que, de acordo com Leonardo (2005) tenham como preocupação a inserção de categorias de análise que se refiram a:&lt;br /&gt;(1) As “razões do fazer” (elementos táticos, movimentações);&lt;br /&gt;(2) O “como fazer” (elementos técnicos do jogo – passes, arremessos, fintas);&lt;br /&gt;(3) O local das ações (campo de ataque, campo de defesa, lado esquerdo, lado direito, centro da quadra); e&lt;br /&gt;(4) Aspectos relacionados à cronologia das ações (seqüências de ações em relação ao tempo do jogo e ordem de ocorrência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dessas características presentes e do envolvimento dos alunos na construção e utilização das ferramentas desenvolvidas, a última etapa é a socialização das análises entre os alunos e com a intermediação do professor/treinador, gerando discussões e possibilitando a ascensão das análises para um plano mais crítico e que possibilite a compreensão do jogo e de diferentes formas de atuação e variação dessa atuação, tendo como meio reflexivo as análises feitas pelos próprios alunos.&lt;br /&gt;Essa é uma estratégia viável e que pode ser realizada num dia específico da semana, que pode ser chamado, por exemplo, de “o dia das análises”, criando a expectativa e o costume da utilização de ferramentas dessa natureza no ambiente de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;BAYER, Claude. La Enseñanza de los Juegos Deportivos Colectivos. 2. ed. Barcelona: Hispano Europea, 1992.&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 2004.&lt;br /&gt;LEONARDO, Lucas. O desenvolvimento de modelos de análise do jogo através da compreensão do jogo. (42f.) – Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-3499455120271739143?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3499455120271739143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/3499455120271739143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/11/analise-do-jogo-como-ferramenta.html' title='Análise do Jogo como Ferramenta Pedagógica,Lucas Leonardo(BR)'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-6122684179623647037</id><published>2009-11-25T10:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T10:11:28.372-08:00</updated><title type='text'>Detectar Talentos ou Formá-los?, Anderson Ranieri Massahud</title><content type='html'>Detectar Talentos ou Formá-los? &lt;br /&gt;– Um Estudo de Caso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho tido contato, a partir de uma lista de discussão do Centro Esportivo Virtual (CEV) – www.cev.com.br – no qual participo de uma lista de discussões sobre voleibol, com o tema “Detecção de Talentos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento básico de qualquer um que tenha como principal objetivo a conquista de resultados imediatos é de que se faz necessário detectar talentos na escola a partir de testes que mostrem o perfil biológico dos alunos. A através da idéia de que após esses dados serem tabelados, torna-se possível fazer um comparativo com um banco de dados e verificar aqueles que são acima da média populacional (na realidade, a média não é exatamente o índice utilizado para esse tipo de pesquisa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo antes de me alongar no assunto que defendo a integridade da escola como local de socialização de conhecimentos e não abro mão da aula de educação física em detrimento de escolinhas de esporte e muito menos para utilização de projetos de “detecção de talentos”. O espaço da escola não é para isso.&lt;br /&gt;Detectar índices a partir de testes biológicos pode, com certeza, auxiliar no processo de encontrar pontos fora da curva para aqueles determinados testes, porém, será que basta isso para determinar se aquela criança é um potencial talento? Será que esses testes com características tão fechadas e fragmentadas realmente têm alguma serventia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago em discussão, dessa forma, o tema já tratado no artigo intitulado A Metafora do Balde, no qual descrevo a importância que os fatores biológicos advindos da idéia do inatismo, como por exemplo, a estatura e a estrutura muscular potencial de uma criança e a velocidade, têm para a boa formação esportiva, porém não depositando as fichas de que apenas isso é necessário. Pois além desses fatores, o desenvolvimento cognitivo do aluno, para a resposta aos problemas que o jogo lhe impõe, através de uma metodologia de ensino que valorize essa característica, sem contar nas questões sociais, emocionais, psicológicas e a complexidade de relações entre essas capacidades inerentes a todos ser humano, são necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, pensar que talentos podem ser encontrados através de testes motores é excluir a idéia de que o ser humano é bem mais complexo do que correr, saltar, alongar e empurrar – protocolo da maioria desses testes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro agravante – em menor grau, em minha opinião – e o fato de que fatores maturacionais podem por vezes interferir nesses testes apontando como “talento” apenas uma criança com índices maturacionais desenvolvidos de forma prematura em relação à sua faixa etária, desenvolvendo por vezes índices de força maior que outros, o que com certeza irá alterar os resultados dos testes utilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes, não tivemos um aluno em nossas mãos que de antemão, devido ao seu “talento”, traçamos seu futuro como esportista, acreditando que ele faria do handebol o seu futuro devido ao grande diferencial que ele possui entre os jogadores de sua categoria, mas que com o passar dos anos, passa a ser apenas “mais um” dentro do quadro de jogadores de handebol da região?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente esse desapontamento ocorre pelo fato de deixar à regalia do próprio aluno a aprendizagem do handebol, pois a velha máxima “em time que ganha não se mexe” passa a prevalecer, agora sob outra ótica: “se o jogador é talentoso, melhor não atrapalhar”.&lt;br /&gt;Ora, isso é abrir mão de nosso papel como professores/treinadores de handebol. É por isso que “jovens talentos” por vezes acabam não chegando aos níveis de jogo esperado.&lt;br /&gt;Um dos maiores crimes que cometemos no handebol é termos em mão um jovem jogador “talentoso” – entendam, mas alto que a média de sua idade, mais forte que a média de sua idade, mais coordenado que a média da sua idade, com maior capacidade reativa que a média da sua idade – e darmos para ele a seguinte incumbência em treinos e jogos: “bate pra dentro e arremessa” fazendo-o dessa forma achar que jogar handebol é isso: “receber a bola, dar três passadas, saltar e arremessar”.&lt;br /&gt;Lembro uma vez que uma jovem jogadora com essas característica que se destacavam na sua categoria, passou um breve período de 2 anos jogando numa equipe em que trabalhei.&lt;br /&gt;Era uma jogadora de idade cadete, mas que jogava também no juvenil – era de longe a jogadora com maior potencial físico também dessa categoria -, júnior e adulto, nessas duas últimas equipes era ainda uma jogadora reserva, mas que entrava com freqüência nos jogos.&lt;br /&gt;Lembro-me que o seu papel na equipe cadete era “bater pra dentro e arremessar”, sendo constantemente incentivada pela sua treinadora da categoria para jogar dessa forma, ou seja, resolver o jogo.&lt;br /&gt;Na categoria juvenil, na qual era também titular, e poderia perfeitamente ser a grande responsável por “levar a equipe nas costas”, a postura de sua treinadora era diferente. Nessa equipe apesar de sua potencialidade em “resolver o jogo” a treinadora tinha por objetivo ensiná-la a jogar handebol pensando no seu futuro como jogadora, e não no seu atual momento como jogadora de uma equipe Juvenil.&lt;br /&gt;Essa jogadora sofria um grande conflito quando jogava pela equipe mais jovem, sendo destinada a “bater pra dentro e arremessar” e por vezes, quando resolvia tentar colocar em prática um jogo mais coletivo – devido ao treinamento da categoria juvenil, onde era estimulada a jogar dessa forma – era automaticamente repreendida pela treinadora da equipe cadete e destinada a “bater pra dentro e arremessar”.&lt;br /&gt;Uma pena o conflito que essa jogadora sofria.&lt;br /&gt;Eu era um de seus incentivadores no sentido de direcioná-la a dar mais atenção para as instruções da treinadora da equipe juvenil, que sabiamente a estimulava a aprender a jogar mais com o grupo, pois a treinadora sabia que essa “diferença”, predominantemente física, que a jogadora possuía não seria mais relevante, ao passar dos anos.&lt;br /&gt;Uma treinadora caminhava pelo paradigma da “detecção de talentos” e a outra caminhava pelo paradigma da “formação do talento”.&lt;br /&gt;Digo, definitivamente, que incondicionalmente valorizo a segunda professora.&lt;br /&gt;Sábia professora!&lt;br /&gt;Pensemos sobre esse assunto!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-6122684179623647037?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6122684179623647037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6122684179623647037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/11/detectar-talentos-ou-forma-los-anderson.html' title='Detectar Talentos ou Formá-los?, Anderson Ranieri Massahud'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-6035790716938157522</id><published>2009-11-25T10:01:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T10:02:10.854-08:00</updated><title type='text'>Tática Defensiva no Ensino do Handebol IV ,Lucas Leonardo</title><content type='html'>Tática Defensiva no Ensino do Handebol IV &lt;br /&gt;– Jogos de Defesa Zona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Outubro 2008 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último artigo da uma série, vamos analisar a utilização de jogos para o ensino dos conceitos defensivos zonais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme destacado no primeiro artigo (Tática Defensiva no Ensino do Handebol I) anteriormente ao ensino diretivo a nossos alunos das estruturas defensivas clássicas do handebol (defesa 6:0, 5:1, 4:2 e etc..) devemos ter uma preocupação que diz respeito à formação de jogadores inteligentes para resolução dos problemas do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direcionar nossos alunos para executarem mecanicamente estruturas defensivas  formais não garante que eles saibam executá-las. Distribuir nossos alunos na quadra e dizer: “Fiquem desse jeito, cada um é responsável por sua região” é muito pouco para nossa função de pedagogos do esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme é destacado continuamente nesse ambiente virtual, utilizar jogos para ensinar os mais diversos conceitos e os princípios do jogo é imprescindível para que os aspectos cognitivos sejam desenvolvidos a partir de experiências motivantes e desafiantes, garantindo aos alunos a resolução continuada de problemas que o jogo apresenta e dessa forma, assimilar conhecimentos jogando (veja artigos que falam sobre o ensino pelo jogo e teoria do jogo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, também para as estruturas defensivas em zona a vivência de experiências através de jogos torna-se uma importante ferramenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando jogos, podemos estimular a aprendizagem de Princípios Nortadores para qualquer tipo de defesa zonal clássica a ser adotada futuramente pelo aluno. Conhecer esses princípios capacita nossos alunos a saber jogar independente da forma como uma equipe que ele possa vir a fazer parte (equipe de seu colégio, equipe de sua cidade, equipe de seu estado, equipe de seu país).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecendo esses princípios, nossos alunos se tornam capazes de se adaptarem às diferentes lógicas defensivas que sejam apresentadas a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Princípios do Jogo Defensivo em Zona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos de “princípios do jogo” estamos retirando da capacidade do aluno o foco de nosso discurso, trazendo ao jogo em si mesmo a nossa análise. Ou seja, os princípios do jogo independem do aluno e são inerentes ao jogo, de forma que esses princípios caracterizem a forma de se jogar o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos de Princípios do Jogo Defensivos em Zona estamos caracterizando que esses princípios é que fazem a defesa em zona funcionar, ou seja, se fugirmos desses princípios estaremos abandonando a estratégia defensiva zonal, adotando outra estratégia, como a estratégia de defesa individual (ver aqui o artigo que trata dos jogos de defesa individual), ou até mesmo nenhuma estratégia defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, ao falarmos de defesa zona, devemos conhecer alguns princípios que a norteiam. A seguir veremos esses princípios, de forma que conhece-los tornam nossos alunos capazes de jogar sobre quaisquer perspectivas defensivas zonais (desde o 6:0 até mesmo um 3:2:1) e também a jogar contra essas defesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1. Cada um é responsável pela sua região&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao jogar com estruturas defensivas em zona, subentende-se que cada jogador será responsável por sua respectiva região da quadra. No entanto, por ser o handebol um jogo, e portanto, dotado de complexidade, essa explicação se esvazia quando pensamos na movimentação dos jogadores atacantes que podem causar dúvidas sobre a defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, ao tratamos de jogos com apelo para a defesa em zona, devemos também trabalhar a idéia das Trocas de marcação quando os defensores se movimentam, garantindo assim que cada jogador seja responsável pela sua zona de atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa dizer que, mesmo que os jogadores atacantes que se encontram na sua zona de marcação se movimentem para outras zonas, não devemos deixar nossa região de proteção em detrimento de acompanhar os adversários, deixando esse jogador ser marcado por outro da outra região e por vezes marcando jogadores adversários advindos de outras regiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um erro comum – correr atrás de jogadores (aspecto comum das defesas individuais), não só quando falamos de defesas zonais, mas também quando falamos da evolução conceitual nas defesas individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, devemos sugestionar que ao invés de correr atrás do adversário, por vezes é mais adequado – e no caso da defesa zona é um Princípio inerente a ela - ser realizada trocas da marcação, mantendo o posicionamento inicial da defesa em zona e trocando os jogadores adversários a serem marcados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 1. Nesse exemplo de uma situação de 2×2, temos na primera imagem o posicionamento inicial, no qual os defensores devem proteger cada qual sua zona (Triângulos), indicando que haverá uma troca de posto ofensivo entre os atacantes (Circulos). A segunda imagem mostra que com a troca dos atacantes também houve troca nos defensores, e pensando num conceito de defesa em zona, isso é errado. Logo, a terceira imagem mostra que mesmo que haja a troca de postos entre os atacantes, os defensores continuam cada um defendendo sua zona, não importando qual atacante esteja em sua respectiva zona, obedecendo assim ao princípio de que cada um deve proteger sua região&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.2. Cada defensor tem um atacante direto para se preocupar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de parecer um conceito defensivo individual, essa preocupação é de grande importância para o bom desenvolvimento da defesa zona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adoção de um ssitema defensivo em zona acaba por influenciar a organização ofensiva em organizar-se de forma a cada atacante buscar ter apenas um jogador defensor como seu respectivo marcador, e vice e versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a movimentação ofensiva pode ocorrer de forma a geral algum erro nessa geometria de 1 defensor para 1 atacante, criando algumas situações de 2 atacantes x 1 defensor, o que acaba por dar vantagem para o ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nos leva a concluir que quando dois jogadores posicionam-se na zona de um jogador, deve haver alguma possibilidade que impeça isso de ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, o princípio de que cada jogador defensor tem um atacante direto para ser marcado nos leva a discutir nosso próximo princípio: As zonas não são estáticas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois uma das formas de resolver esse problema é redividir as zonas de cada jogador, de forma que esses dois jogadores atacantes voltem a ter cada um deles um respectivo defensor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 2. Na primeira imagem vemos a relação direta entre marcadores e atacantes, a partir da numeração didaticamente colocada, onde 1 marca o atacante 1, 2 marca o atacante 2 e assim por diante. Na imagem 2 vemos a forma errada de lidar com o posicionamento do antigo atacante 1, que agora também se classifica como um atacante 3, deixando o defendor 3 com dois atacantes em sua zona e na imagem 3 temos a movimentação dos jogadores defensores mais adequada para a situação ocorrida, modificando também a estrutura conceitual das zonas se compararmos com a imagem 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3. As zonas não são estáticas, elas se movimentam em relação com a localização da bola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que inicialmente nossos alunos se organizem defendendo regiões aparentemente estáticas, ao longo do jogo pode ser verificado que uma estratégia defensiva zonal não pode ser estática, de forma que os defensores fiquem mantendo uma posição específica e não se movimentarem para além dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço aqui uma analogia ao voleibol, um jogo em que os jogadores têm, pela lógica do próprio jogo, a necessidade de defender sua zona de atuação, pois a defesa de sua zona está diretamente ligada ao fato da equipe sofrer ou não um ponto, afinal, se a bola cair na sua zona de ação, a equipe sofrerá um ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes não vemos jogos escolares em que o jogo de voleibol se resume ao sacador de uma equipe fazendo pontos diretamente na equipe adversária com seu “potente” saque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, se olharmos para a equipe que recebe o saque, fica aquela sensação de um jogo estático, parado. Por que será que isso ocorre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser um jogo de defesa zonal pela natureza do próprio jogo, verificamos um erro pedagógico muito comum no ensino do voleibol, que é ensinar aos alunos que eles devem ficar posicionados em um “x” no chão, para que não haja erros de rodízio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao colocar um “x” no chão, damos uma idéia de que o aluno deve se posicionar ali e quando a bola sair de perto daquela região e vai a alguma região em que o professor não colocou nenhum “x”, a bola cai. Ou seja, a idéia de defender uma zona acaba sendo resumida a defender um local específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e o resto? Como pode ser defendido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defender em zona é saber deslocar-se de forma a todos os jogadores terem conceitos comuns, sempre tendo na bola um objeto que influencia na organização zonal, capaz até de fazer as zonas serem móveis e de tamanhos diferentes para um mesmo jogador ao longo de toda a partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, também no handebol, ao indicarmos aos nossos alunos o objetivo destes defenderem regiões especificamente definidas, corremos o risco de cairmos na “pedagogia do ‘x’” comum no ensino equivocado do voleibol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fugir a essa tendência reducionista, devemos elaborar estratégias de ensino que mostrem a nossos alunos que em alguns momentos do jogo determinadas regiões da quadra é que são colocadas em maior risco devendo essas regiões serem protegidas com maior ênfase em detrimento de outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse risco está diretamente ligado à posição em que a bola se encontra na circulação dela entre os jogadores atacantes. Logo, onde a bola está torna-se a região de maior perigo no jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 3. A localidade da bola mostra a região de maior perigo do jogo, pois o ponto (ou gol) só é obtido através dela. Logo, onde a bola está, deve haver maior proteção para que não haja perigo de sofrer o ponto (gol)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, podemos encontrar 3 Regras de Ação relativas a essa circulação da bola e dos jogadores: a compactação dos espaços, a basculação da defesa e a cobertura de espaços, que serão explicadas a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3.1. Compactação dos Espaços do Jogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compactação dos espaços do jogo está diretamente relacionada ao princípio de proteção do alvo, apontada por Bayer (1994) (veja o artigo que fala de jogos de defesa com base nos princípios operacionais do jogo), pois a compactação está diretamente relacionada com a idéia de manter a bola sempre à frente da linha defensiva mais adiantada da equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, a compactação da defesa deve ter como principal relação à posição da bola, procurando mantê-la sempre à frente dos jogadores mais adiantados da defesa e também, no caso do handebol, procurando não deixar que nenhum jogador sem bola se encontre atrás do último jogador da defesa, pois facilitaria um passe longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipe atacante que ataca com muita profundidade leva a defesa a ter pouca compactação e uma equipe que ataca com pouca profundidade (formando uma ou apenas duas linhas ofensivas) promove uma maior compactação defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipe pode também optar em defender com pouca compactação, como é o caso de uma defesa 3:3, afastando com a idéia de afastar a primeira linha ofensiva de aproximar-se do gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fim, Optar por jogar com muita ou pouca compactação só é possível no caso das estratégias defensivas zonais, por ter a necessidade de que haja organização racional do espaços de acordo com o objetivo da equipe, como por exemplo o caso das chamadas defesas fechadas (6:0, 5:1, 4:2) e as defesas abertas (3:3, 3:2:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, o princípio da compactação garante a vantagem de ter todos os jogadores defensores entre a bola e o alvo a proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 4. Na imagem 1 a estrutura ofensiva com pouca profundidade facilita a organização de uma defesa bem compacta enquanto que na imagem 2 uma estrutura ofensiva com muita profundidade acaba por orientar a defesa a ter duas linhas defensivas, uma mais adiantada e outra mais atrasada, dificultando a compactação defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3.2. Basculação Defensiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A basculação defensiva (mostrada na figura abaixo) somada com o princípio de compactação garante que o alvo seja sempre protegido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 5. O movimento de basculação consiste em fechar com o maior número de jogadores a região de perigo representada pela presença da bola. A basculação deixa me clara a idéia de que a zona a ser defendida pode sofrer alteração de dimensões e localização durante o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A basculação caracteriza com maior clareza a idéia de que as zonas se movimentam e que não necessáriamente terão o mesmo tamanho para cada um dos jogadores em quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A basculação garante que a zona em que a bola se encontrar tornar-se-á menor, mais compacta e exigindo menor deslocamento dos jogadores. Porém, as zonas mais distantes da bola tornam-se maiores, em detrimento do fato de a bola ter que viajar mais tempo para chegar a essas regiões, possibilitando que a basculação defensiva seja capaz de cobrir essa zona, voltando a diminuir os espaços em que a bola possa passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 6. Nos movimentos de Basculação, apesar da zona sofre modificação de dimensões entre os jogadores e por vezes termos a impressão de que um jogador ficará com mais de um marcador em sua zona, a sua movimentação de um lado para o outra garantirá que nenhum jogador fique sobrecarregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3.3. Cobertura de espaços abertos em casos de flutuação de jogadores da defesa para linhas defensivas mais adiantadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A flutuação de jogadores entre as linhas defensivas adotadas é uma ação que deve ser possibilitada numa defesa zona, principalmente pelo feto de já havermos destacado que as zonas são móveis e se modificam ao longo de um jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso haja uma flutuação de um jogador que estava em uma defesa de uma só linha para uma linha mais alta, ele imediatamente deixa sua região desprotegida, logo, os jogadores adjacentes devem preencher essa região, re-dividindo as regiões de defesa entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jogo de handebol isso é muito comum em casos de defesas mistas, nas quais a equipe que defendia com 6 jogadores em sistema zonal resolve adotar uma estratégia de marcação individual para um jogador em específico, deixando agora 5 jogadores defendendo as mesmas zonas que eram defendidas anteriormente por 6. Logo, há a necessidade de haver uma cobertura dessa região deixada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobertura ganha ainda mais importância quando pensamos na possibilidade desse jogador que deixou sua zona inicial perder na disputa de 1×1 com o atacante adversário, pois se os jogadores adjacentes deixarem o espaço aberto, será uma vantagem a ser usada em prol do ataque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 7. A cobertura defensiva garante a reorganização zonal evitando que haja desequilíbrio defensivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Jogos Pedagógicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo agora um exemplo de uma matriz (ou seja, de um conceito) de jogo que pode ser explorado de maneira bastante ampla por nós professores para trabalharmos defesa em zona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito do jogo de pique bandeira. Ele tem em sua lógica muitos elementos que dão e ele um apelo de utilização de defesa em zona. Logo, ele é uma matriz que pode ser adaptada de acordo com os interesses do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante deixar o jogo desenrolar, as equipes experimentarem várias formas de organização ofensiva e defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo segue um vídeo propondo uma adaptação desse jogo para confrontos de 3×3, com explicações sobre possibilidades de ser explorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando a mesma matriz, a nossa colaboradora Tathy Krahenbuhl cedeu imagens sobre duas formas do jogo de pique bandeira por ela aplicada em suas aulas, do projeto Gol-de-Mão, do qual sou Coordenador Pedagógico e que ocorre em Campinas através da Associação Campineira de Handebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte do vídeo mostra o jogo feito numa estrutura reduzida, na qual uma equipe só ataca e a outra só defende e o objetivo da equipe que ataca é pegar a bola (bandeira) de dentro da área branca e fazê-la voltar para a sua quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jogadores congelados continuam participando, servindo de apoio para a equipe que deve pegar a bandeira, podendo receber passes e passar as bolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola pode voltar para a quadra através de passes, sendo que não pode ser realizado um passe direto; ou então com a pessoa saindo diretamente da área branca e deslocando-se livremente para sua quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte do vídeo mostra o jogo feito sobre uma mesma estrutura de uma equipe exclusivamente atacante e uma exclusivamente defensora, porém, a equipe atacante dessa vez terá que levar a bola que está sobre sua posse para a área branca protegida pela equipe defensora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras são idênticas às do jogo anterior, porém, conforme destacado, a equipe atacante deverá levar a bola para dentro da área branca protegida pela equipe adversária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As análises que faço podem ser mais bem exploradas, mas mostram de maneira sucinta como um jogo popular pode ser utilizado de forma a criar uma matriz conceitual para elaboração de tantos outros jogos pedagógicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentem verificar se os princípios apontados nesse artigo podem ser encontrados nesse jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme destacado, este foi o último artigo de uma série de quatro que vieram discutir as questões do ensino das táticas defensivas na iniciação ao handebol, de forma a criar, dentro de uma perspectiva sistêmica e complexa, aumento das dificuldades para os aspectos ofensivos, buscando promover melhora dos níveis de compreensão ao jogo e de resolução dos problemas impostos pela grande intensidade defensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensinar a defender é tão importante quanto ensinar a atacar, a final, se estamos à frente de um grupo de pessoas (crianças, jovens, adultos) que estão dispostas a apredender sobre handebol, devemos ensinar os conceitos e princípios dos jogos coletivos e do handebol em sua totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero ter podido ajudar e esclarecer algumas dúvidas, além claro, de deixar novas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198491647871259597-6035790716938157522?l=andeboldebase.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6035790716938157522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198491647871259597/posts/default/6035790716938157522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andeboldebase.blogspot.com/2009/11/tatica-defensiva-no-ensino-do-handebol_1982.html' title='Tática Defensiva no Ensino do Handebol IV ,Lucas Leonardo'/><author><name>antonio cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15700917675853415651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_Us-LT0C3RDY/Suh_uQrzvjI/AAAAAAAAAAM/i2KhYXu4VJ0/S220/AC1.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198491647871259597.post-6513706851333185596</id><published>2009-11-25T09:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T10:00:06.161-08:00</updated><title type='text'>Tática Defensiva no Ensino do Handebol III,Lucas Leonardo</title><content type='html'>Tática Defensiva no Ensino do Handebol III &lt;br /&gt;– Jogos de Defesa Individual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Setembro 2008 por Lucas Leonardo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme citado no primeiro artigo da série de artigos sobre a importância da aprendizagem dos aspectos defensivos, iremos discutir nesse artigo, de maneira mais detalhada, a importância da adoção de jogos cuja estratégia defensiva seja a realização da defesa individual e como esse tipo de organização defensiva é importante no processo de ensino aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Defesa Individual – porque começar por ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma resposta comum para professores que impõe a seus alunos a defesa individual se dá a partir da reflexão de que esse tipo de estruturação defensiva é a mais simples a ser utilizada pelos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, estudando as fases de compreensão da estruturação do jogo, na realidade, a sistematização defensiva mais fácil de ser utilizada pelos aprendizes nos Jogos Coletivos é a estruturação centrada na bola, ou seja, é aquele famoso “onde a bola está toda a criançada corre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa estruturação Júlio Garganta (1995) denomina a fase anárquica do jogo, onde a centração na bola é praticamente completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa segunda e terceira etapas de aprendizado, este mesmo autor destaca para a descentração gradual da bola, mas ainda uma grande centração nas estruturas do jogo, ou seja, passa-se a decentrar a atenção no objeto móvel (a bola), mas a referência dos alunos passa a ser as estruturas fixas (os gols, a quadra de ataque e a quadra de defesa), criando-se aquele famoso jogador que fica na “banheira” e os jogadores que ficam “na defesa” para evitar que o atacante receba a bola sozinho, surgindo então a necessidade de começar a ser individualizada a marcação, sempre com o intuito de não deixar ninguém sozinho na quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser a estratégia defensiva mais adotada pelos iniciantes e também mais promovida pelos professores na iniciação, o estudo das fases de desenvolvimento do jogo por muitas vezes é esquecido ou desconhecido pelo professor e alunos que se encontram ainda em uma fase de desenvolvimento cognitivo bastante centrado no objeto do jogo (a bola) – portanto anárquico – acabam recebendo uma mera informação – “cada um marca um”- do professor que na realidade acaba não sendo bem compreendida pelo aluno criando a este uma grande contradição de objetivos a serem atingidos no jogo – seguir a bola ou seguir o adversário? – e a tal “defesa simples” passa a ser dotada de grande complexidade para o jogador iniciante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, defesa individual não pode ser encarada apenas como uma simples determinação do professor e deve ser “pedagogizada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa reflexão pode ser principalmente defendida quando vemos jogadores em fase de especialização e de alto-nível não conseguindo ter bom desenvolvimento de jogo em situações de defesa individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Defesa individual é coletiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa organização defensiva, apesar de ser individualizada e ter uma relação direta de 1 contra 1, não pode ser considerada em essência uma organização descompromissada com a coletividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, ao esquecer-se disso, não fica claro aos alunos a importância que alguns princípios defensivos devem reger as estratégias individuais de cada um dos alunos que marcam de forma individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um princípio que por muitas vezes é esquecido e que possui grande apelo coletivo é a proteção do alvo a ser defendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é raro vermos alunos que ao serem estimulados a defenderem de maneira individualizada esquecem-se de colocar-se entre o adversário e o alvo, facilitando assim a passagem do adversário em direção ao alvo. Isso por vezes se dá exatamente pelo fato de não ter havido uma “pedagogização” do ensino da defesa individual, e dessa forma, o aluno não mostra autonomia para resolver os problemas complexos de um ambiente de jogo também complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator de grande apelo coletivo é o fato de que a defesa individual terá um grande êxito principalmente se for capaz de criar uma o conceito de pressão contra a equipe ofensiva, de forma que obrigue a equipe atacante a realizar passes com alto grau de risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é possível se as linhas de passe forem constantemente fechadas e se em uma situação de extrema pressão, torna-se possível que uma defesa individual seja transformada em uma defesa grupal sobre o jogador em posse de bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, cria-se uma situação tão propícia para a recuperação da posse da bola, que mesmo deixando um jogador livre adversário, o jogador em posse de bola não consegue transmitir a bola a este jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator que tange a defesa individualizada em busca da coletividade é dar aos alunos a consciência de que mais do que marcar um determinado jogador, existe também a possibilidade de “marcar” as linhas de passe as quais o jogador em posse de bola possui, possibilitando a antecipação da trajetória da bola por parte dos marcadores. Isso é bastante comum quando um marcador indireto intercepta a bola – ou seja, aquele que não marcava diretamente o possível receptor da bola abre mão de sua defesa individualizada em detrimento da possibilidade de antecipar a trajetória que a bola está realizando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto especial da marcação individual está no fato de que apesar de ser individual, em algumas situações passa a ser vantajosa a idéia de trocas de marcação, ou seja, visando manter a idéia de que cada 1 é responsável por apenas 1 jogador, pode-se propor jogos em que seja possível haver uma troca de marcação, porém mantendo a proporção de 1 jogador marcando apenas 1 jogador adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Jogos Pedagógicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nesses quatro aspectos – proteção do alvo, criar situação de pressão, marcação das linhas de passe e trocas de marcação – que mostram que no caso da defesa individual deve-se muito mais do que transmitir um conceito, mas sim ENSINAR uma forma de se defender sem que a coletividade seja esquecida, nada melhor do que pensarmos no desenvolvimento de jogos para essa aprendizagem, a final, para aprender a jogar, nada melhor do que jogo (ver mais sobre o jogo como ferramenta pedagógica no artigo Entre o que aprendemos a ensinar e o que aprendemos a jogar jogando do Prof. Riller Reverdito).&lt;br /&gt;
