sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Equipamento dos Jogadores site CMMaia

Equipamento dos Jogadores

O equipamento usado pelos jogadores não deve em nenhum caso apresentar qualquer perigo para o próprio jogador como para os outros. É proibido o uso de adereço nas mãos, pescoço ou orelhas durante o tempo de jogo, bem como de “piercings”, excepto punhos próprios de Andebol.

Sendo assim o equipamento de base do jogador é composto por:

* Camisola ou camisa;
* Calções – caso o atleta necessitar de usar calções térmicos, estes devem ser da mesma cor que a cor predominante dos calções;
* Meias;
* Calçado – sapatilhas, não necessariamente de Andebol mas tendo que ser próprias para serem usadas em pavilhões.


Quanto ao equipamento do Guarda-Redes:

* Aplica-se todos acessórios que são destinados aos demais jogadores com a única excepção de que o Guarda-Redes deve usar um equipamento de cores diferentes, que o distinga dos outros jogadores, do árbitro e dos árbitros assistentes.

Jogo e Os Seus Objectivos CM Maia site

Jogo e Os Seus Objectivos

O jogo é dividido em duas partes, cada uma com 30 minutos tendo um intervalo de 10 minutos. Cada equipa tem um time-out (tempo de desconto) com a duração de um minuto para cada parte.

A equipa que marcou mais golos que os adversários no final do tempo de jogo é a vencedora.

O jogo fica empatado se ambas as equipas marcaram o mesmo número de golos ou nenhum golo.

O Prolongamento é jogado após um intervalo de 5 minutos e realiza-se quando no final do tempo real o jogo se encontra empatado e seja imprescindível determinar o vencedor. O período de prolongamento é constituído por 2 partes de 5 minutos com um intervalo entre elas de um minuto.

Se após o prolongamento não se obtiver um vencedor realizar-se-á outro prolongamento após 5 minutos de intervalo. Se depois do segundo prolongamento ainda não se obtiver um vencedor o jogo passará então para a execução de livres de 7 metros. Os árbitros escolhem a baliza onde se irão efectuar e realizam um sorteio onde a equipa vencedora tem direito a escolher quem inicia os lançamentos. Cada equipa deve escolher 5 jogadores para efectuarem os livres de 7 metros, que são efectuados alternadamente entre cada uma, podendo o guarda-redes ser substituído a cada livre de 7 metros.

Uma equipa é constituída no máximo por 14 jogadores, 7 em campo e 7 no banco.

Um jogador pode ser substituído as vezes que forem necessárias durante o jogo no entanto a substituição terá que ser consumada pela linha de substituição.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Terminologia no Andebol

TERMINOLOGIA



Atacar a bola: acção de pressionar o jogador portador da bola.



Ataque estático: organização da equipa atacante sobre uma formação defensiva plenamente assente e firme no terreno de jogo


Ajuda defensiva: acção pela qual um jogador abandona sua posição nas funções defensivas para evitar a entrada de um rival(impar) por uma posição próxima


Bloco: acção defensiva pela qual os jogadores de campo na defesa repelem com corpo braços e mãos o remate do rival



Bloqueio: utilização por parte do jogador atacante do corpo sem bola dificultando o deslocamento do companheiro com a bola



Trocas ataque-defesa: situação de jogo em que os jogadores específicos para a defesa ou no ataque saem do terreno de jogo para ocuparem posições especificas.



Circulação: acção de levar a bola entre os companheiros de um extremo a outro extremo do ataque.Na base desta circulação se realizam as combinações atacantes(ofensivas)



Contra-ataque: passe directo da bola desde o guarda-redes até aos extremos antecipando-se ao recuo defensivo da equipa rival e com a intenção de criar um contra um entre os extremos e o guarda-redes da equipa rival.


Canto: acção atacante que resulta quando o remate é desviado por um jogador de campo na defesa e a bola vai pela linha do fundo .Neste caso, a equipa atacante recomeça o jogo com o lançamento de campo e o pé deve ser colocado no vértice do campo. Se for o guarda-redes que desvia a bola do remate do contrário não existe canto e a posse da bola pertence á equipa que defende.


Cruzamento: combinação atacante com troca de lugar do portador da bola com o objectivo de perturbar o sistema defensivo ou provocar uma situação de superioridade numérica para que um companheiro finaliza com mais facilidade.

Defesa 6-0:Sistema defensivo de BASE no andebol, iniciado pela escola romena em 1954, formação defensiva segundo a qual a equipa que defendesitua-se e todos os seus componentes sobre a linha de seis metros.

Defesa 5-1: Sistema defensivo na qual a equipa que defende adianta um dos seus elementos, que se situa á frente da defesa no centro até aos 9 metros para dificultar a circulação da bola e a finalização do ataque na zona central .

Defesa 3-2-1:Sistema defensivo na qual a equipa que defende coloca os seus atletas na zona da defesa em 3 linhas :3 atletas sobre os 6 metros, dois atletas entre os 7 e os 9 metros, e um atleta mais á frente, formando um triangulo, com objectivo de dificultar a circulação da boa, remates da 1ª linha e recuperar a bola para o ataque rápido.

Defesa mista: Sistema defensivo de base zona, com um ou dois defesas fazendo marcação homem a homem e aplicada em situações de superioridade numérica defensiva ou situações de resultado desnivelado.


Defesa individual: formação pela qual cada um dos defensores marca o seu directo atacante e o segue por todo o campo. Modelo de defesa circunstancial e utilizada em situações especiais de resultados desfavoráveis em terminus de jogo.

Superioridade numérica absoluta: quando uma equipa tem um jogador a mais ou decisão arbitral ,punindo o adversário com exclusão temporária ou definitiva(expulsão)

Superioridade numérica relativa: quando uma equipa em igualdade numérica, consegue através da circulação de jogadores ou através de combinações atacantes , ganhar superioridade numérica sobre a defesa contraria.



Desqualificação: a desqualificação é a consequência de três exclusões, pudendo ser também directa. Los dos tipos de desqualificação deixam a equipo infractora com um jogador menos durante dois minutos. Uma vez finalizado este tempo recupera a totalidade de seus jogadores.

Exclusão temporária: acção punível que sobrepõe a permissibilidade regulamentar que, por sua dureza, se castiga com a exclusão do jogador que realiza dita acção durante dos minutos, por o que sua equipa deverá jogar com um homem menos. Um mesmo jogador só pode receber numa partido duas sanções de dois minutos, a terceira será considerada como desqualificação

Expulsão: desqualificação directa de um jogador por una acção anti-desportiva. Para a equipa que recebe a sanção se considera muito grave, o jogador que tenha sido castigado não pode volver ao terreno de jogo, nem pode ser substituído por nenhum outro jogador.

Driblar: manobra de engano pela qual o atacante intenta superar a seu adversário mediante o controle da bola.






Fixar o defesa: acção pela qual o atacante intenta mobilizar não só o defensor como também o defensor próximo a ele para criar um circulo na formação defensiva.



Finta: acção do jogador pela qual intenta superar a seu marcador mediante um sinal ou engano. Se utiliza a todo momento, tanto tendo a bola como não.



Rosca: jogada de habilidade em que intervém mais de um jogador que consiste em lançar a bola no ar para um segundo jogador a receba em suspensão dentro do espaço aéreo da área do guarda-redes.

Libre de nove metros: momento do jogo em que um jogador comete una acção anti-regulamentar; nesse instante, os árbitros assinalam falta, o jogo pára momentaneamente para se reiniciar com a posse de bola para a equipa contraria ao jogador faltoso.

Inferioridade numérica: momento do jogo na qual uma equipa se encontra com algum jogador menos devido a alguma exclusão.

Passe entre dois atacantes: Meio de deslocar a bola entre os atacantes, passando e recebendo a bola utilizando de preferência o passe de ombro, embora em curta distancia se faça também o passe de pulso

Recepção da boa: Meio técnico de receber um passe do colega de equipa utilizando as mãos abertas em posição paralela e na direcção da bola com os braços semi-flectidos. Recepção alta, media e baixa.

Remate em apoio : Lançamento em apoio no pé(forte) contrário ao braço de remate.

Remate em apoio no pé contrário : Lançamento em apoio no pé(fraco) do ao braço de remate.





Remate de anca: forma de lançar ea bola com os dois pés no solo e passando o peso do corpo sobre o braço do remate.

Remate em suspensão: Remate técnico com o corpo em suspensão em com o objectivo de passar o bloco defensivo ou como meio de aproximar doa baliza no ataque rápido, não podendo violar a área do Guarda-redes.

Intercepção: acção de colocar-se na trajectória do passe para conquistar(roubo de bola) a posse da bola.



Ecran defensivo: acção mediante a qual a equipa defensora coloca a vários jogadores na linha com a intenção de bloquear o ataque ou um lançamento.


Espaço de jogo: Campo rectangular com as medias de 40x20(ou dois quadrados 20x20) com áreas limitadas do guarda redes, duas balizas (3x2) tendo duas zonas de ataque contra defesa e uma zona de transição entre estas duas zonas.

Bola do jogo: esférica com medidas para os vários escalões étarios e no escalão sénior tem 58 a 60 cm, pode ter varias cores.



Linha de quatro metros: Linha de 15 cms. situada a quatro metros da baliza que limita ao guarda redes a sua saída nos lançamentos de pénalti.



Línha de seis metros: linha continua que separa e a área do resto do campo. La zona entre a baliza e a linha de seis metros no pode ser violada por nenhum jogador á excepção do guarda redes. Se o jogador atacante pisa a linha de seis metros, sua equipo perderá imediatamente a posse da bola.



Linha de sete metros: linha de 1 m. situada a sete metros da baliza que assinala o ponto de lançamento nos pénaltis.



Linha de nove metros: linha descontinua, desde a qual se marcam os livres de nove metros.



Passivo: falta regulamentar na qual a equipa em funções ofensivas não mostra interesse pela finalização do ataque e se limita a realizar circulação da bola sem tentar acções decisivas, os árbitros podem decretar passivo trás um tempo prudêncial decidido por eles. Esta decisão leva a perda da posse de bola.



Penalti (siete metros): pena máxima que se decreta quando o defensor interrompe ilegalmente uma acção manifesta de golo ou quando o defensor defende uma acção desde dentro da zona de seis metros.



Parabólica(chapéu): remate em forma de arco com o objecto de superar o guarda redes com uma defesa alta.

Desporto Escolar-Uma Proposta de Futuro Gustavo Pires

III Congresso do Desporto Escolar
Porto – 21, 22, 23 de Maio de 2004
Uma Proposta de Futuro
10 Medidas para uma Educação Desportiva
Gustavo Pires

A crise da organização do desporto no sistema de ensino, foi uma constante ao longo do século XX. Desde a institucionalização da Mocidade Portuguesa em 1936, as soluções avulso sucederam-se umas às outras, sem que a resolução do problema alguma vez tenha sido conseguida.
Geralmente, o que tem acontecido é que se identificam deficiências e estrangulamentos, ensaiam soluções de cariz eminentemente didácticas e pedagógicas, sem que se avancem com soluções de ordem organizacional claras, para que a partir de bases concretas, as discussões possam ter lugar de forma organizada, única maneira de se conseguir a evolução e o progresso. De outra maneira, corremos o risco de continuarmos a enumerar um conjunto de lamúrias mais ou menos corporativas, que se nos dermos ao trabalho podemos verificar já vêm do 1º Congresso de Educação Física realizado pelo Ginásio Clube Português em Junho de 1916.
Por isso, a nossa perspectiva, que decorre de trabalhos já publicados e da partilha de conhecimento e de ideias que temos vindo a trocar, ao longo dos últimos anos, com colegas e amigos, assume como adquiridos os valores pedagógicos do desporto, da sua vocação universal e eminentemente inclusiva no âmbito do sistema educativo, para partirmos para o desenho de soluções organizacionais, da escola e da comunidade educativa, que se projectem na sociedade com efeitos duradouros a médio e longo prazos.
É nesta perspectiva que apresentamos este trabalho, para o qual agradecemos achegas de todos aqueles que entendem que é necessário encontrarmos novas soluções, para que, todos em conjunto, possamos construir um desporto e um mundo melhores – gustavopires@netcabo.pt –.

1. Confusões. Quando a generalidade das pessoas se refere ao Desporto Escolar (DE), fá-lo sem saber exactamente ao que se está a referir. Muitas vezes, confundem-no com a disciplina de Educação Física (EF). Tanto em Portugal como noutros países, não existe uma distinção muito nítida entre DE e EF. Estas confusões não são úteis para o desenvolvimento de uma ideia de DE. Em primeiro lugar porque, nos mais diversos países do mundo, a EF encontra-se numa profunda crise de identidade e de credibilidade educativa e social. Em segundo lugar, porque a actual dinâmica de confusões e contradições está a pôr em risco a existência de uma prática desportiva curricular e extra-curricular no sistema de ensino. A revisão em curso das Leis da educação e do desporto seria uma oportunidade para terminar com um século de contradições. Contudo, neste tempo de pragmatismos em que o mister da governação pública ou privada se transformou na arte do ilusionismo, não acreditamos que isso venha a acontecer no curto prazo não só por falta de força política em relação aos lóbis instalados, como, também, por ausência absoluta acerca de um quadro ideológico de organização do futuro.
2. Senso Comum. O Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, define EF como “a disciplina escolar que tem como objectivo promover o desenvolvimento de capacidades motoras e corporais através da prática desportiva.” Quer dizer, do ponto de vista do senso comum, o desporto tem vindo a assumir-se como o instrumento pedagógico e a própria substância da EF. Esta realidade existe nas escolas do Ensino Básico (2º e 3º ciclos) e Secundário. No entanto, por não ter suporte numa dinâmica organizacional adequada, a disciplina de EF não passa duma mera animação físico-recreativa, de qualidade duvidosa pelo que o DE acaba por não ser alimentado convenientemente a montante.
3. Soluções Paralelas. Se olharmos para o passado, podemos compreender que em virtude da EF nunca ter respondido à dinâmica social de uma sociedade que se tem vindo, há mais de cem anos a esta parte, a desportivisar, foram criadas estruturas alternativas como a Organização Nacional da Mocidade Portuguesa a partir de 1936 e, depois de 1974, diversas estruturas coordenadoras para promover o desporto nas escolas. Hoje, existe um departamento no Ministério da Educação que organiza o DE através de um programa designado “Jogar pelo Futuro – Medidas e Metas para a Década”, independentemente da disciplina de EF. É evidente que insistir nas mesmas soluções só se podem esperar obter os mesmos resultados.
4. Realidades Distintas – Mesmos Objectivos! Estamos perante duas realidades distintas que têm objectivos idênticos e utilizam os mesmos meios. A disciplina EF e o DE. Se no passado esta situação foi suportável, hoje, não faz sentido existir uma duplicação de meios, na medida em que os programas de EF até já assumiram embora timidamente o desporto (por não terem outra solução), como a sua própria substância. Assim, a ruptura com uma educação física que por falta de substância se traveste de desporto é não só necessária como urgente. Até porque, o contribuinte, paga a disciplina de EF, paga o DE, e como nenhuma destas estruturas funciona em termos de responder globalmente às necessidades dos jovens e do país, paga o desporto que os jovens vão praticar nos clubes que, por sua vez, em número significativo de situações, recebem subsídios do Estado. Como as federações desportivas também auferem verbas do erário público para a promoção da prática desportiva para os mesmos grupos etários, podemos dizer que, pelo mesmo serviço social, em muitas circunstâncias de qualidade inferior, o contribuinte paga cinco vezes. Se pensarmos que as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira têm regimes próprios que têm revelado dificuldades de articulação com o todo nacional, podemos aquilatar do estado de desorganização em que a educação desportiva do país se encontra. Ora, isto tem consequências dramáticas a nível do sistema desportivo e do próprio sistema social. Os estádios do Euro 2004 já se sabe vão ficar às moscas. Nos últimos 10 anos construíram-se mais de quarenta pistas de atletismo de piso sintético sem que tenham aumentado correspondentemente os praticantes, os técnicos, as escolas de atletismo e as competições. A preparação da representação nacional aos Jogos Olímpicos vai de mal a pior. O índice de prática desportiva nacional tem um valor a todos os títulos preocupante.
5. Educação Desportiva. Temos nos estabelecimentos do Ensino Básico (2º e 3º ciclos) e do Secundário, uma disciplina que embora se designe por EF, deverá passar-se a designar por Educação Desportiva (ED), tal como a Educação Musical, a Educação Cultural ou Artística e outras, porque, de facto, o objectivo é transmitir aos alunos uma cultura desportiva que lhes proporcione vantagens no domínio do biológico, do psicológico e do social, que se prolonguem para a vida. Em nossa opinião, trata-se de assumir uma tecnologia – o desporto – como objecto de ensino / aprendizagem, treino / espectáculo, profissionalismo / economia, por isso com objectivos e métodos próprios e não, como parece alguns pretenderem, uma actividade física latos senso com objectivos higienicistas numa perspectiva de educação para a saúde, sob pena dos actuais profissionais de educação física e ou desporto, se transformarem, pura e simplesmente, em paramédicos.
6. Do Industrial para o Pós Industrial. Fomos educados para um mundo sustentado numa lógica do trabalho. A organização social foi equacionada em função do tempo que as pessoas passavam nos empregos. A própria disciplina de EF foi idealizada a partir das necessidades do mundo do trabalho. Entretanto, é necessário começar a ver todo o sistema pelo outro lado, quer dizer, pela organização do tempo livre, porque a relação “tempo de trabalho / tempo livre” cada vez será mais favorável ao tempo livre. Portanto, a questão está em saber como vamos aprender e ensinar a utilizá-lo, porque, tendencialmente, as sociedades cada vez serão mais organizadas a partir do tempo livre das pessoas. Nesta perspectiva, as disciplinas que na escola preparam para a utilização e organização do tempo livre e do lazer só têm a ganhar ganham se assumirem essa diferença evitando entrar em competição com as demais disciplinas da economia do lucro. A ED, tal como, por exemplo, a Educação Musical, faz parte do conjunto de disciplinas que no currículo dos alunos representa, o “outro lado” do processo educativo, a outra face da mesma moeda, que tem como objectivo promover a aprendizagem e a criação de hábitos desportivos, culturais e sociais, para a vida.
7. O Outro Lado da Educação. Estamos perante a necessidade de construir uma escola que prepare os alunos para o mundo do trabalho e para a economia do lucro, mas que, também, os ensine para o mundo do lazer e para todo um conjunto de práticas que se organizam no domínio da economia social. Se as novas gerações não forem educadas para aproveitarem o seu tempo livre duma forma pessoal e socialmente útil, elas vão encontrar, à sua própria maneira, o modo de o fazerem e, como já hoje se pode constatar, a maioria das vezes, os resultados são catastróficos. Assim, o desporto com as inalienáveis virtualidades da competição, conquista um espaço pedagógico privilegiado na complexidade do processo educativo, porque, enquanto instrumento de educação, tem um significado social de enorme importância para além das disciplinas que educam para o mundo do trabalho. Na gestão do currículo dos alunos, a “mais valia” da ED está em ser diferente e não igual (que nunca será), às demais disciplinas.
8. Novo Modelo Organizacional. Assim, é necessário promover uma mudança radical, mas faseada num período de tempo com marcos e objectivos perfeitamente estabelecidos. O que propomos é uma EDUCAÇÃO DESPORTIVA que, enquadrando numa lógica comum a actual EF e o DE, de facto, se prolongue para a vida para além da escola, no âmbito do desporto formal e do lazer desportivo activo ou não activo. Com um modelo organizacional ajustado à dinâmica desportiva do nosso tempo e que se prolongue nas mais diversas actividades extra curriculares, enquanto oferta da comunidade educativa. Deste modo o Estado deixa de se desmultiplicar em respostas de valor medíocre e economicamente desastrosas como é a situação actual.
9. Premissas. Um modelo de EDUCAÇÃO DESPORTIVA deve partir das seguintes premissas:
a. 1º ciclo, fundamentado numa educação lúdica e motora ministrados através de um professor generalista dedicado;
b. 2º ciclo, ecléctico e generalista fundamentado na aprendizagem das várias modalidades desportivas, através de professor generalista dedicado;
c. 3º ciclo, orientação dos alunos para uma via de especialização desportiva, ministrada através de professores especialistas;
d. Secundário, prática desportiva optativa e especializada (o aluno escolhe a modalidade desportiva), ministrada por professores especialistas;
e. Términos selectivo da co-educação a partir do 3º ciclo;
f. Organização hierárquica dos professores;
g. Especialização dos professores a partir do 3º ciclo;
h. Especialização das escolas a partir do 3º ciclo na sua oferta de educação desportiva;
i. Adaptação dos programas a cada realidade local;
j. Avaliação e classificação dos alunos – caderneta desportiva;
k. Avaliação dos professores;
l. Mobilização e envolvimento progressivo dos alunos nas actividades desportivas extracurriculares;
m. Assunção das modalidades desportivas e da inerente competição como meios e instrumento de ordem pedagógica;
n. Mobilização generalizada para as actividades desportivas de tipo informal;
o. Avaliação efectiva das escolas. Ranking desportivo das escolas;
p. Organização de quadros competitivos extra curriculares (regime de voluntariado) em articulação ou não com o Sistema Desportivo;
q. Estrutura nacional e regional de coordenação no âmbito do extra-curricular – Federação Nacional do Desporto Escolar.
10. Vantagens. Um modelo deste tipo, com uma única disciplina de ED que responda de uma forma integrada não só às actividades curriculares como extra-curriculares, permitirá a realização do aluno, o reconhecimento do trabalho do professor e a projecção social da escola e da comunidade onde está inserida. O professor enquanto gestor das práticas desportivas é o responsável pelas soluções de envolvimento da comunidade educativa. As sociedades científicas e as associações de profissionais, bem como as associações de pais e outras, deverão participar em cada momento do processo. O sistema desportivo passa a ser coordenado e alimentado a montante. Um modelo deste tipo implica a assunção ideológica, a nível governamental e a implementação progressiva através de escolas piloto. Finalmente, diremos que serão criadas novas e mais aliciantes perspectivas de emprego – desenvolvimento da indústria do desporto – para as novas gerações que abraçaram as mais diversas actividades relacionadas com o desporto como profissão para a vida. Não vale a pena gastar-se tempo dinheiro e massa cinzenta em planos ou medidas estratégicas para a década se as questões a montante do sistema desportivo não estiverem clara e inequivocamente resolvidas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Enseńanza de la técnica. Lopez Leon

Tema: Enseńanza de la técnica.

1 - ASPECTOS GENERALES DEL APRENDIZAJE TECNICO

2 - EL APRENDIZAJE PERCEPTIVO-MOTOR Y SU RELACION CON LA TECNICA DEL JUEGO

3 - METODOLOGIA DE LA ENSEÑANZA EN ESTA ETAPA

Artículo Incluido: Comunicación Técnica nº 162. "LA ENSEÑANZA DE LAS HABILIDADES ESPECIFICAS: EL BALONMANO". Por Rafael López León.

1 – ASPECTOS GENERALES DEL APRENDIZAJE TECNICO
La TECNICA en el BALONMANO responde a la pregunta ¿CÓMO? dentro del desarrollo de las fases del juego. Pero no podemos olvidar que existen otras dos preguntas fundamentales en el orden individual para un óptimo desarrollo del juego: ¿DÓNDE? y ¿CUÁNDO? A estas dos preguntas responde la TACTICA INDIVIDUAL.
La enseñanza de la técnica de los deportes ha pasado por varias fases en cuanto a concepción o forma de ver la misma y la importancia que se le ha asignado dentro del juego.
En los años 60 y 70 se daba gran importancia a la técnica desde el punto de vista biomecánico (se basaba en el modelo conductista), de ahí el nombre de CORRIENTE MECANICISTA, que buscaba el gesto perfecto y eficaz a imitación del que realizan los campeones. Se construyen modelos que deben ser reproducidos a través de una metodología generalmente analítica. Una vez dominados los gestos básicos el principiante puede jugar con otros para formar equipo, se construye el juego a partir de la técnica. Este modelo es válido para deportes con ambiente estable pero se manifiesta pobre en aquello en los que interactúan múltiples factores.
Posteriormente la CORRIENTE GLOBALISTA (Influenciada por las teorías psicológicas de la Gestal) propone una formación basada en el aprendizaje técnico considerado necesario para responder a situaciones concretas de juego. Se parte del equipo como conjunto estructurado que posee unos o varios sistemas de juego. En ellos el jugador tiene un papel definido y preciso para el que debe adquirir y trabajar determinados gestos, la técnica está en segundo lugar pero no es secundaria, la técnica individual como necesidad colectiva.
En la actualidad se tiende a un desarrollo de la técnica a partir de un PLANTEAMIENTO COGNITIVISTA con la preocupación por los procesos que se producen dentro del individuo. Los gesto técnicos surgen como consecuencia de complejos procesos internos, después de analizar las condiciones del entorno en donde realiza su actividad, y no dan lugar a gestos mecánicos sino a "ESQUEMAS MOTRICES" aplicables en situaciones variables.
La estimulación del deportista se produce modificando la organización de los acontecimientos y situaciones del entorno y da lugar a la elaboración de nuevos comportamientos producto de la interpretación personal.
La evolución del aprendizaje está centrada en la capacidad que tenga el deportista para analizar las señales del entorno, saber interpretarlas y tomar variadas soluciones motrices cada vez más ajustadas a sus necesidades e intereses particulares: la actividad deportiva basada en la persona.
Es más válido para los deportes en que las situaciones de competición no son estables y exigen gran interacción.
FACTORES QUE COMPRENDE UNA TECNICA EFICAZ
Según Meinel:
1. Una división en el espacio y tiempo bien definida (señalar de forma precisa las partes de un movimiento o sus componentes, preparatorio, principal y final cuando se trata de movimientos acíclicos, y de la fusión de las fases cuando los movimientos son cíclicos).
2. Una división dinámico temporal bien señalada (ritmo). Fluida sucesión de las fases de tensión y relajación muscular, asegurando la economía del trabajo muscular y del sistema nervioso.
3. Un buen curso del movimiento. Define la medida de la coordinación alcanzada. Un movimiento bien ejecutado transcurre siempre con fluidez, sin dar sensación de esfuerzo su realización.
4. Una elevada elasticidad del movimiento. Capacidad de oponerse a las resistencias externas, movimientos bruscos o violentos, retornando a la posición inicial sin daño para la musculatura.
5. Previsión prematura del movimiento (anticipación), tomando conciencia del curso del movimiento antes de su iniciación.
6. Previsión de los movimientos ajenos (anticipación).La determinación previa de las consecuencias de un movimiento del contrario es fundamental en los deportes de equipo.
7. Exactitud del movimiento (precisión). Ajustarse a la forma exacta de ejecución, la más favorable mecánicamente hablando, y de ella saldrá la eficacia y la consecución del fin propuesto.

METODOS DE ENSEÑANZA DE LA TECNICA
Existen dos métodos fundamentales para la enseñanza de las técnicas de juego:
• Instrucción directa
• Búsqueda
Instrucción directa o reproducción de modelos

Se basa en dotar al jugador de información directa para solucionar el problema técnico, concretándole cómo debe realizar su ejecución.
Para que se pueda producir este método tienen que darse dos condiciones:
1º. Que exista una solución de probado rendimiento y bien definida.
2º. Que el entrenador le comunique al jugador esta solución.
En la práctica este método se puede llevar a cabo de acuerdo a varios tipos de estrategia: GLOBAL o ANALITICA.
En la estrategia GLOBAL se enseña la técnica en su totalidad. Ejemplo: se propone la ejecución de una finta en el segundo paso con salida por el punto débil y se pide a los alumnos que la realicen de forma completa. A esta forma de enseñar la técnica se le conoce como global pura. Si le pedimos al jugador que se concentre en el pivote entre el primer y el segundo paso estaría utilizando una estrategia global con polarización de la atención. Si resulta muy difícil el aprendizaje podemos optar por una estrategia global con modificación de la situación real: colocar aros en el suelo y dentro pintar I – Z en función del pié a apoyar, marcando, consecuentemente, la secuencia.
A veces no es posible reproducir, de principio, el modelo técnico a seguir debido a su complejidad, es entonces cuando se recurre a la estrategia ANALITICA que consiste en dividir el gesto técnico a realizar en partes más sencillas. Esta puede ser:
Análisis puro: Se divide el gesto en partes en función de lo que se considere más importante aprender en primer lugar y así sucesivamente. Una vez aprendidos todos se procede a la síntesis final.
Análisis secuencial: Se parte el gesto técnico cronológicamente y se practica independientemente, una vez asimilada cada parte se procede a la síntesis final.
Análisis progresivo: Se descompone el gesto en partes. Se comienza a con la ejecución de la primera parte y progresivamente se van añadiendo elementos nuevos hasta completarla. Ejemplo: El lanzamiento en salto.
Este método nos será de gran utilidad en la enseñanza de los elementos técnicos-mecánicos, cuando respondemos al ¿CÓMO?. Sin embargo sería empobrecer el acto de formación si abusáramos de él en la aplicación a la táctica individual.
Enseñanza mediante la búsqueda o resolución de problemas
Muy relacionada con la idea expuesta anteriormente cuando hablábamos de la corriente cognitivista en el sentido de que establece una relación clara entre aprendizaje de la técnica y actividad cognitiva.
En este método el entrenador presenta un problema que el jugador debe resolver (disonancia cognitiva). El jugador o jugadores analizan la situación previamente a la búsqueda de soluciones.
A la hora de plantear problemas desde este método de enseñanza debemos tener en cuenta varios condicionantes:
1º: Que la solución al problema no debe ser conocida de antemano.
2º: Que no debe ser demasiado fácil.
3º: Que debe ofrecer la posibilidad de obtener éxito sino se producirá desmotivación.
4º: Que el planteamiento del problema no debe dar lugar a mayor volumen de verbalización que de actividad técnica.
5º: Que el resultado debe ser evaluable.
Este estilo ofrece menos posibilidades de utilización en la enseñanza de elementos técnicos-mecánicos. Si es muy útil, sin embargo, en el momento de aplicar los elementos técnicos en situaciones espacio-temporales y con oposición, en el aprendizaje de la TACTICA INDIVIDUAL como respuesta al ¿CUÁNDO? Y al ¿DÓNDE?.
2 – EL APRENDIZAJE PERCEPTIVO MOTOR Y SU RELACION CON LA TECNICA DE JUEGO
Desde el punto de vista de las intenciones de juego el jugador debe en todo momento actuar en función del ¿CÓMO?, ¿DÓNDE? y ¿CUÁNDO? Esto implica por su parte:
- Una captación de información de lo que se desarrolla a nivel de su motricidad, siendo el esquema corporal la referencia que le sirve de base, y que consiguientemente depende de las sensaciones receptivas internas.
- Una captación de información de lo que se desarrolla sobre el terreno y que, por tanto, depende de las sensaciones receptivas externas.
La percepción, base sobre la que se desarrolla la intención, da lugar a dos fenómenos fundamentales para el dominio del juego por parte del jugador:
• Seleccionar de la gran cantidad y variedad de elementos del juego aquellos importantes para el resultado del mismo y, además, ser capaz de aprender a jerarquizarlos por orden de importancia. A esta capacidad se le conoce como ATENCION SELECTIVA. Con frecuencia la dificultad para el dominio de la técnica de juego no viene determinada por un defecto de ejecución, sino por no ser capaz de ajustar la tarea desde el punto de vista perceptivo. Por ello es obligatorio la familiarización con las peculiaridades perceptivas previamente al dominio de la técnica (ejecución).
• ANTICIPACION PERCEPTIVA. Para recoger y reconocer al nivel del juego los indicios que permitan prever la evolución de una situación antes de que se materialice. Es lo que va a permitir, con el tiempo, forzar una falta de ataque o interceptar un balón.
Estos dos elementos son los que van a determinar la velocidad de juego óptima que puede obtener un jugador. A mayor capacidad de selección y anticipación mayor va a ser la posibilidad de velocidad que le pueda imprimir a sus gestos técnicos. Además, es algo de lo que el propio jugador debe ser consciente para evitar acumular errores.

CAPACIDADES PERCEPTIVO-MOTRICES A DESARROLLAR EN BALONMANO PARA LA ADQUISICION DE LA TECNICA
COORDINACION COORDINACION OCULO-MANUAL

MO
TRI
CI
DAD
COORD. DINAMICA-SEGMENTARIA

COORDINACION DINAMICA-GENERAL

EQUILIBRIO EQUILIBRIO
AJUSTE CORPORAL

ESTRUCTURACION
ESPACIO-TEMPORAL PERCEPCION ESPACIO-TEMPORAL
ESTRUCTUR. DEL ESPACIO DE ACCION

3 – METODOLOGIA DE LA ENSEÑANZA EN ESTA ETAPA
PRINCIPIOS METODOLOGICOS
- Debe utilizarse predominantemente una metodología global (juego) y el constante análisis de los comportamientos observados.
- Debemos tener en cuenta que nos encontramos en la etapa de consolidación de la lateralidad, por lo que debemos favorecer el desarrollo del lado débil y el perfeccionamiento del lado dominante.
- El grado de complejidad debe reducirse al número elevado de repeticiones de ejercicios técnico-tácticos.
- Intensidad baja y ejecución con variabilidad que cree una amplia disponibilidad motriz, basada en la aplicación y utilización de movimientos básicos.
- Trabajo con grupos pequeños en espacios amplios.
- Práctica de diversos juegos y competiciones.
PAUTAS METODOLOGICAS
1º - Va a ser preferible el planteamiento de problemas que den lugar a la creación de técnicas flexibles que la realización de estereotipos concretos repetidos. El dominio del pase se puede tratar de conseguir pasándose dos compañeros estáticos o con un defensor en medio. En el primer caso va a dar lugar a la creación de gestoformas mecanizadas y en el segundo a la formación de un repertorio más o menos amplio para evitar al defensor. Es por ello que debe evitarse al máximo el aprendizaje mecanizado tratando de que este se produzca a través de movimientos:
Adaptados a la situación concreta.
Aplicables a otras situaciones, y
Transferibles al juego real.
De esta manera se produce una mayor interiorización del movimiento por medio del establecimiento de relaciones causa/efecto, además de conseguir una mayor relación con el juego.
En relación con estos aspectos no hay que olvidar que el niño necesita completar el proceso:
PERCIBIR.................................. PENSAR/DECIDIR............................. ACTUAR
..........CONOCIMIENTO EJECUCION/RESULTADOS.....................
y no solamente el último (actuar).
En esta etapa va a tener mayor importancia la actividad perceptiva, sobre todo lo que se refiere a la percepción del entorno, así como la percepción de uno mismo.
2º - Va a ser necesario adecuar las reglas de juego a las posibilidades del niño en cuanto a:
- Terreno de juego (más pequeño).
- Area semicircular (posibilidad de tener ángulo de tiro desde cualquier posición).
- Duración de los partidos.
- Numero de jugadores dentro y fuera del campo, y
- Tamaño del balón.
En este sentido ANTON, J.L. propone lo siguiente:
- Además de la reducción del área de portería y darle forma semicircular,
- Reducir el terreno de juego a medidas 20-22 metros de largo por 10-12 de ancho.
- Reducir la portería a 3 x 1,80 m.
- Reducir el número de jugadores a 3x3, 4x4 y 5x5 más los porteros.
- No más de dos reservas por equipo.
- Dos tiempos de 10-12 minutos.
- Juegos múltiples (multibalones, multiblancos, multimetas...).
- Promover funciones de árbitros-entrenadores en los jugadores.
- Posibilidad de eliminar el saque de centro.
3º - Además de aprender, el niño debe divertirse. Para ello es importante la utilización de formas lúdicas. Hay que aprovechar las necesidades intrínsecas de movimiento que tiene el niño.
4º - El objetivo más general va a ser iniciar el juego. La situación más corriente en el juego colectivo es la formación de "paquetes" o "enjambres" en los que lo importante es poseer el balón aunque no exista avance espacial. Ante esto hay que crear situaciones pedagógicas que permitan al niño (y a todos los niños) participar en el juego con balón. Para ello va ser imprescindible la ejecución de juegos o ejercicios en grupos reducidos en los que la monopolización o la inhibición sean difíciles.
5º - Desde la perspectiva táctica hay que comenzar por hacer que el niño reconozca la diferencia
Posesión del balón............................... No posesión del balón
Atacante.................................... Defensor
6º - En cuanto a los sistemas o estrategias a aplicar, se exponen a continuación algunas ideas que pueden darle mayor eficacia al proceso de aprendizaje:
- Hacer utilizar el espacio de forma racional en cuanto a anchura y profundidad.
- No utilizar puestos específicos, dejar que el niño ocupe el espacio amplio libremente.
- Utilización predominante de la defensa hombre a hombre en todo el campo o en zonas determinadas.
- Relacionado con el concepto de profundidad, introducir la idea de ganar terreno.
- Concepto de lucha por la posesión del balón.
- Defensa en dos líneas y ataque a la defensa en dos líneas.
- Omitir la fase de organización del ataque.
- Repliegue defensivo no organizado. Relación hombre-hombre.
7º - La metodología de trabajo deberá condicionarse a una serie de factores que debemos respetar a la hora de diseñar las sesiones:
a) El aumento de la dificultad de la progresión vendrá dado por:
- La exigencia de realizar movimientos previos o posteriores
- Por el menor tiempo de realización/aumento de la velocidad de ejecución.
- Aumento de las posibilidades
- Modificación de las posiciones, situaciones u orientaciones.
b) Alternar continuamente secuencias de trabajo de JUEGO con la evolución de CONTENIDOS ESPECIFICOS concretos de forma independiente.
c) Las PAUSAS a lo largo del entrenamiento son preferibles muchas y cortas que pocas y muy largas, de esta manera permitiremos una mejor recuperación y evitaremos pérdidas de atención y concentración en el trabajo.
d) Es conveniente dar regularmente REFUERZOS POSITIVOS para ayudar al niño a autoafirmarse, madurar su propia imagen y ayudarle en el proceso de aprendizaje. Las recompensas, premios o trofeos no son tan aconsejables pues pueden inculcar un concepto mercantilista del deporte desde estas edades. La idea sería fomentar la mejora personal ante el trabajar para conseguir premios. Aprovechar aquello que hace bien para fijarlo y hacer reflexionar sobre los errores.
8 - Con relación a la COMPETICION Y AL GRADO DE PARTICIPACION, es preferible la organización de torneos cortos múltiples antes que ligas largas. De la misma manera, si se puede, se tratarán de evitar los campeonatos eliminatorios, para garantizar un cierto grado de participación.
En cuanto a la estabilidad de los equipos, se puede modificar la estructura de estos para garantizar que siempre jueguen juntos los mismos jugadores y para asegurar una mayor competitividad.
Los cambios de jugadores es mejor realizarlos en función de criterios de tiempo de participación que de rendimiento.
No se debe olvidar nunca que la competición, aunque es necesaria para que el niño desarrolle sus aprendizajes, puede no resultar conveniente si limita las posibilidades de participación y si crea en el niño excesivo estress por conseguir victorias (Aquí hay que tener cuidado con el elemento extradeportivo: familia, espectadores, profesores, etc...).
El volumen mínimo de trabajo semanal debería ser de dos sesiones semanales de una duración máxima de 1 hora y 15 minutos.
La relación recomendada entre Entrenamiento y Competición se sitúa al principio de 2/1 (2 entrenamiento/1 partido), para situarse posteriormente en 3/1.
Finalmente es necesario apuntar, con respecto a la competición, que se deben evitar los desplazamientos largos fuera de la ciudad, circunscribiéndose el dominio competitivo a la propia ciudad y sobre todo a la propia Escuela Deportiva.
9.- En esta etapa entre el 60 y el 80 % del trabajo debería tener todavía carácter genérico, y para ello hay una serie de actividades complementarias que pueden ayudar al enriquecimiento de la motricidad del niño como pueden ser:
- La Gimnasia Básica, para la mejora general, las cualidades físicas básicas...
- El Atletismo básico, que contiene elementos que se van utilizar en el Balonmano de una manera específica: carreras, saltos, lanzamientos, coordinación...
- El Fútbol reducido, que mejora la motricidad de las piernas, coordinación óculo-pédica...
- El minibasquet, para la coordinación general, la capacidad de salto, la motricidad de las piernas, finura del movimiento de brazos y manos...
- Juegos acuáticos, coordinación, resistencia general, fuerza...
- Patinaje, mejora la coordinación de movimientos, educa el equilibrio...
- Excursiones y marchas, actividades en la Naturaleza, resistencia, adaptación al medio...
- Judo, fuerza, respeto al adversario, valores morales...
10.- Todas estas pautas están guiadas por dos ejes fundamentales:
- EL MOVIMIENTO (fundamental en toda actividad física), debe predominar sobre otro tipo de situaciones (explicaciones, razonamientos, etc.).
- PARTICIPACION, dar posibilidades a todos para mejorar su nivel. No estamos en edades de seleccionar jugadores sino de enseñar y que todos puedan realizarse jugando a Balonmano.
Es importante que previo al inicio específico en el campo del Balonmano el niño haya tenido experiencias en las que elementos de Balonmano convivan con otros deporte: INICIACION PRE-DEPORTIVA. Que lleguen a dominarse los elementos que refinados dan lugar a la técnica deportiva: EDUCACION FISICA DE BASE

Treino técnico-táctico I II III IV Paulo Pereira

Treino técnico-táctico e desenvolvimento das capacidades motoras (parte I)
Embora não partilhe no seu todo das ideias que sustentam a "periodização táctica", abro aqui um tema actual de discussão que procura a relação ideal na forma de trabalhar os factores técnicos e tácticos juntamente com os factores associados às capacidades físicas requeridas para o jogo.
Este texto foi amavelmente cedido por Pedro Daniel Violante Teixeira e surge no âmbito de uma reflexão resultante dos trabalhos que decorrem no 2º Master Coach actualmente em curso em Portugal.
Que relação estabelecer entre treino técnico-táctico e o desenvolvimento das capacidades motoras?

UM NOVO CONCEITO

A “norma de treinar” dedica grande parte das suas preocupações a desenvolver pretensas capacidades que são tidas como fundamentais e por isso merecedoras de particular atenção. Força rápida, força resistente, força explosiva, velocidade de reacção velocidade de deslocamento, velocidade resistente, resistência anaeróbia, são tudo factores treináveis.

Numa lógica de “treino integrado” ou em conceitos mais compartidos de aquisição das referidas capacidades, no processo tradicional de treino, são usuais sessões de treino fora do recinto do jogo, as sessões de treino bidiárias, os treinos intervalados, os treinos em circuito ou por estações, os exercícios continuados extensivos, continuados intensivos, intervalados extensivos, intervalados intensivos e outros mais.

Surgiu no futebol há poucos anos um novo conceito que questiona estes métodos, a “Periodização Táctica” pondo em equação dois conceitos “Treinar para jogar” ou “Treinar para treinar para jogar”, e falo destes conceitos chave, na medida em que este último tem sido alvo de inúmeras comunicações na nossa modalidade, na sua maioria pelo conceituado Fisiologista “José Soares”.

Ao longo da minha formação fui tendo acesso a diversos métodos de trabalho, e que servem de base aos fundamentos do trabalho que fui fazendo, que se por um lado quase todos se revelaram singulares, por outro, todos nos remetem para o tal “Treinar para treinar para jogar”, pelo que existe um domínio razoável dos conceitos. É certo que esse domínio é relativo e todos os dias nos surgem dúvidas metodológicas, contudo nesta reflexão gostaria de uma forma lata abordar uma nova ideia que foi implementada num desporto colectivo – futebol. Será que poderemos encontrar algumas respostas para alguns problemas que nos vão surgindo na nossa modalidade?

“Periodização táctica” – “Treinar para jogar” – Uma experiência no futebol.

Todo o processo de treino é consubstanciado por um modelo de jogo construído e conceptualizado em princípios, subprincípios e subprincípios dos subprincípios de jogo. O domínio absoluto deste plano é decisivo para a construção de um método de treino

Oliveira, Amieiro, Resende e Barreto dizem:
“Mourinho, em momento algum perde a ideia do todo – do seu jogar. Não o concebe estilhaçado em quaisquer factores e, nessa medida, resistência aeróbia, força resistente, etc, não são factores que mereçam atenção da sua parte. Sabe que algo parecido com isso existe no seu jogar, mas como consequência do acontecer do mesmo. E sabe também que só subordinar de todo o processo de treino à supra dimensão táctica, lhe permite mobilizar a subdimensão física na singularidade que o seu jogar requisita.”

Contudo a subdimensão física serve de critério para calibrar a relação desempenho recuperação no padrão semanal de treino.
Publicada por Paulo Pereira em 8:56

Treino técnico-táctico e desenvolvimento das capacidades motoras (parte II)
Mourinho diz:
“As minhas preocupações diárias são dirigidas para a operacionalização do nosso modelo de jogo. Contudo, a estruturação da sessão do treino e do que fazer em cada dia não está apenas relacionada com objectivos tácticos, mas também com o regime físico a privilegiar, na medida em que tenho de ter em conta, por exemplo, os aspectos da recuperação, nomeadamente no que diz respeito à proximidade ou não do jogo anterior e do próximo. Portanto, num determinado dia o trabalho táctico-técnico incide mais sobre a recuperação do último jogo, noutro dia sobre aquilo a que eu para simplificar chamo força técnica, e assim sucessivamente.”

Oliveira, Amieiro, Resende e Barreto dizem:
“Há que ter a noção de que, para se poder progredir, é também preciso ordenar, hierarquizar. Isso é que leva ao operacionalizar! Mas, atenção, não é a convencional progressão do geral para o específico, do volume para a intensidade, do aeróbio para o anaeróbio. É uma progressão que diz respeito à hierarquização dos princípios de jogo, por um lado, e àquela que acontece com a diferenciação do esforçar ao longo da semana por outro. Estamos portanto a falar de uma progressão como pano de fundo da aquisição de jogar e ela acontece, pelo menos, a três níveis: ao longo da época, ao longo da semana – em função do que foi o jogo anterior e o que será o próximo – e ao longo de cada unidade de treino. É pois uma progressão complexa, onde cada um dos níveis tem a ver com os demais.”

Mourinho diz:
“Logo a partir do segundo microciclo semanal da época, e estou a falar do período ao qual convencionalmente chamamos de período pré-competitivo, os microciclos são basicamente iguais até ao final da época. Quer ao nível dos princípios e objectivos de trabalho, quer em termos físicos. Só ao nível da dominante táctico-técnica é que vou fazendo alterações nos conteúdos a potenciar, em função das dificuldades sentidas no jogo anterior e daquilo que vai ser o próximo. Mas, falando da dimensão física, que é aquela que está mais associada à periodização convencional, os objectivos são os mesmos desde o segundo micro ciclo até ao último. O primeiro micro ciclo é de adaptação, em que eu procuro fazer uma readaptação ao esforço não mais do que isso.
Nessa primeira semana não procuro qualquer incremento a esse nível, mas simplesmente que eles se adaptem aquilo que é a especificidade do jogo. A partir da segunda são ciclos semanais que se repetem. Portanto, só utilizo micro ciclos semanais. Aquelas que são as minhas linhas mestras em termos de padrão semanal ao nível da dominante física são iguais tanto no mês de Julho como no mês de Abril do ano seguinte.”

Oliveira, Amieiro, Resende e Barreto dizem:
“Com jogo domingo a domingo, Mourinho tem permanentemente três dias em que procura, de uma forma mais incisiva o crescimento dos desempenhos da equipa – a quarta, a quinta e a sexta-feira – sem que possa alienar o que o jogo anterior lhe trouxe e o que tem de salvaguardar por não saber o que o seguinte lhe vai trazer.”

É nestes três dias que a lado aquisitivo do treinar está mais presente, em que o desenvolvimento das capacidades condicionais estão mais presentes, mas sempre com a supra dimensão do táctico como motor.


Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
Treino técnico-táctico e desenvolvimento das capacidades motoras (parte III)
Mourinho diz:
“Ao privilegiar a vertente táctica, portanto, a organização que eu pretendo, estou a privilegiar todas as componentes do rendimento, pois é por necessidade do táctico que surgem todas as outras. É a partir do trabalho táctico, da operacionalização do meu modelo de jogo, que vou conseguir uma adaptação específica nas outras componentes. Se o nosso táctico é singular, tudo o que dele deriva é singular também. Por isso é que eu digo que não acredito em equipas mal preparadas fisicamente, mas em equipas identificadas ou não com uma determinada matriz de jogo, adaptadas ou não a uma determinada forma de jogar. Porque a adaptação fisiológica é sempre específica, singular, de acordo com essa forma de jogar”

“Julgo que é importante definir a imagem que quero dar quando falo em força, resistência e velocidade no futebol. Os conceitos tradicionais que podemos encontrar nos livros sobre metodologia de treino são gerais e ficam muito aquém do que eu penso que devem ser. Eu não perspectivo a força, a resistência e a velocidade de um ponto
vista quantitativo, mas contextualizado àquilo que é o futebol e, fundamentalmente, à nossa forma de jogar.
Não temos a preocupação de quantificar se o jogador faz dez ou quinze mudanças de direcção. A nossa preocupação, na construção do exercício, é que o mesmo em si arraste consigo uma dominância dessas acções. ”

Quando falamos em especificidade normalmente falamos em trabalho de compensação com a finalidade, essencialmente, de prevenirmos lesões, também aqui o conceito é muito diferente.

Mourinho diz:
“O facto de as minhas equipas terem poucas lesões não traumáticas não é acaso. O treino tem aqui um papel determinante. O músculo está tanto mais preparado para o esforço e para a época quanto mais específico for o trabalho realizado. Isto é linear, é pragmático e é básico. E o que é que prepara melhor o músculo? São as acções que nós denominamos, para mais fácil entendimento, de “força técnica”, isto é, acções táctico-técnicas realizadas a intensidades altíssimas e a velocidade elevada. Por exemplo, uma travagem seguida de um contacto físico e de uma mudança de direcção com um sprint é uma acção de força muito mais específica do que um press de pernas de 200Kg.

Portanto, o músculo está muito mais preparado e adaptado para o esforço do jogo se trabalharmos desta forma.
Por vezes, as pessoas estão obcecadas com a vertente física, que só vêem o músculo como um órgão gerador de trabalho e não como um órgão sensível. Esquecem-se que ele é um órgão sensível com uma capacidade absolutamente fantástica de adaptação ao movimento regular.”



Sábado, 29 de Novembro de 2008
Treino técnico-táctico e desenvolvimento das capacidades motoras (última parte )
Este é um novo método, um método utilizado no futebol, um método que obteve resultados muito relevantes e esse é o desígnio do alto rendimento, mais do que avaliar se esses sucessos estão ligados a este conceito ou a factores de outra ordem, interessaria perceber os princípios gerais e fazer o transfer para o andebol:

De uma forma geral:

1 - Definir claramente e exaustivamente o nosso processo de jogo, recorrendo à hierarquização dos princípios de jogo.
2 – Definir as solicitações fisiológicas inerentes a cada princípio nas várias fazes do jogo.
3 – Construção do microciclo, que por conceito é imutável durante a época toda, equacionando os momentos de aquisição e de recuperação, potenciando a progressão.
4 – Trabalho de criação de exercícios que consubstanciem a construção das unidades de treino, sempre numa lógica de ligação íntima à supradimensão táctica.

Interessa reter este novo conceito, ainda que pouco sustentado no plano científico essencialmente por duas ordens de razão: quer por não se conhecer exaustivamente o desenvolvimento do método quer por ser um método de carácter qualitativo, pouco mensurável e consequentemente de mais difícil investigação. Interessa reter, em primeira instância, na medida em que o jogo de andebol é substancialmente mais rico no plano táctico do que o futebol, pelo que um método que potencie a sistematização dos detalhes afectos a esse plano parece-me logo, só de si, um factor abonatório e se nesse registo potenciarmos as tais capacidades condicionais, é bem claro então que estamos a rentabilizar as unidades de treino.
Por outro lado, todo este encadeamento de novas ideias põe claramente em causa uma série de conceitos, que por serem mais ou menos consensuais, quase se tornaram axiomáticos na teoria do treino para o alto rendimento, há que, ao invés, estarmos abertos às novas tendências e questionarmo-nos, investigarmos e desmistificarmos qualquer verdade até então inquestionável.

Especialização Precoce no Desporto José Carlos Oliveira Costa

Especialização Precoce no Desporto


Introdução

Com a realização deste trabalho pretendo reflectir um pouco acerca da especialização precoce no desporto, um tema bastante importante que deve estar sempre na mente de qualquer treinador que trabalhe com crianças e jovens desportistas.



Especialização Precoce

Antes de começar a abordar o que é a especialização precoce e quais as suas desvantagens e vantagens convêm sabermos o que significa especialização. Assim, especialização é uma atribuição unilateral para uma única actividade, é passarmos de um quadro muito diversificado para as exigências de uma única actividade.
Assim Especialização Precoce caracteriza-se por uma preparação desportiva de crianças e jovens, num momento em que as suas capacidades desportivas ainda não o permitem. Esta especialização tem como objectivo obter resultados de uma forma rápida, limitando uma evolução posterior.
Para evitar esta situação, os técnicos deverão possuir conhecimentos suficientes para saber quando a criança ou jovem poderá iniciar-se na especialização.
“Uma maçã não deve colher-se a meio da sua maturação. O seu sabor nunca será o mesmo” (Nadori, 1987). A criança deverá manter-se sempre no seu estado de prontidão: estado de equilíbrio entre as exigências proposta pela modalidade e capacidade de resposta da criança.
Na prática, não é fácil identificar a prontidão da criança, visto que o seu crescimento é diferencial, e por esse motivo, o treinador deve ter particular atenção.

Dimensões da Prontidão Motora

• Aspectos Biológicos: devido á variabilidade entre sujeitos, os estados de prontidão variam de criança para criança. No entanto, a modalidade também interfere na especialidade desportiva, isto é, os desportos técnicos obrigam a uma entrada precoce na preparação especializada.(ex.: ginástica)

• Aspectos Psicossociais: até aos 10 anos sabe-se que a criança não está desenvolvida psicologicamente para participar em competições. Até aos 12 anos, a criança vai assimilando capacidades de socialização que lhe permite competir.
• Aspectos Motores: a prontidão deverá ter em conta as competências motoras e técnicas que a criança possui, em relação á modalidade que pratica.

Observação: Desportos técnicos: ginástica, patinagem artística, saltos para a água e salto de esqui, são desportos que a prestação é condicionada essencialmente por factores sensorio-motores, em que as performances são avaliadas consoante a sua interpretação técnica  Idade 10 anos (excepto, saltos para a água e esqui) 14 anos
Desportos Tácticos: factores perceptivo, cognitivos  13/14
Causas da especialização precoce

1- Fenómeno da aceleração: alargamento dos períodos biológicos activos, em que ao começar o treino mais cedo significa o atingir de valores morfológicos e funcionais mais elevados no final do seu desenvolvimento. Pode estar associado á melhoria da higiene corporal, alimentação, actividade física controlada, que possibilita os jovens de suportar cargas mais elevadas;

2- Contributo cientifico (conhecimento do corpo humano) e fenómenos de arrastamento (ginástica arrastou os outros desportos)


3- Ausência de formação dos treinadores

4- Pressões exteriores ao treino

5- Adopção de um sistema de competição do desporto infantil à imagem das formas de concentração do desporto de alto nível.

Consequências da Especialização Precoce

No plano desportivo, sabe-se que muitos atletas não atingem as etapas posteriores, nem os rendimentos prognosticados. Noutros, o tempo de actividade no alto nível é reduzida, e muitos não atingem o alto rendimento, porque esgotam prematuramente a sua capacidade de prestação, abandonam o treino.
No plano da saúde, observa-se diminuições na eficácia do sistema imunológico e nota-se um desajuste no desenvolvimento corporal e motor devido a atrasos no crescimento, ossificação prematura.


Deste modo, a preparação desportiva deverá ser feita por etapas e estádios com ordem crescente, procurando criar condições favoráveis para os jovens saírem cada vez mais preparados para as fases profissionais.

Preparação Geral vs. Preparação Especifica

Assim, os modelos do desporto devem cumprir as premissas fundamentais para a formação dos jovens. (modelo: é uma antecipação ou formulação de um conjunto de propostas para a formação desportiva). Nestes modelos existe uma relevância muito importante para o treino geral e treino específico.

Desta forma, toda a aquisição, aprendizagem ou desenvolvimento de uma actividade supõe uma apreensão anterior de vivências semelhantes (embora não tão complexas). A aquisição de uma prática básica mais geral é fundamental para uma futura aquisição de uma prática mais específica.
Com isto, o processo de especialização deve ser feito de acordo com o princípio da especialização crescente das cargas, mas tendo em conta uma lógica temporal (respeitando as fases sensíveis).
Na prática desportiva, os treinadores de alto rendimento consideram uma perda de tempo a utilização de cargas gerais visto não se relacionar directamente com o rendimento, podendo o atleta ser prejudicado.

Resumindo…

• A Especialização Precoce: especialização cedo demais, com o objectivo de promover condições para a obtenção do rendimento (tem a vantagem de ocorrer uma rápida obtenção de resultados mas a grande desvantagem de limitar a sua posterior evolução) MAL SUCEDIDO!!!

• A Construção e o Desenvolvimento da Prestação: onde se faz de acordo com o desenvolvimento individual e a especialização progressiva. “ O primado é o da formação multilateral”. Assim, os resultados não são sempre a principal preocupação do treinador mas sim a formação geral, a formação de base do atleta para que este consiga nas seguintes etapas fazer a especialização na sua actividade e alcançar a maximização atingindo, desta forma, o alto nível, a optimização que todos procuram alcançar, onde os resultados já interessam  BEM SUCEDIDO (vantagem - treino diversificado e multilateral, rico em estímulos, sem rotina, mais motivação para o atleta, maior tomada de decisão) (desvantagem – a obtenção de resultados não é imediata mas sim a longo prazo, pois o objectivo é formar crianças para mais tarde estarem no alto nível, entre os melhores)




Conclusão


Em suma, o treinador deverá ser uma pessoa que conhece as especificidades biológicas, psíquicas e sociais do desenvolvimento da criança e do adolescente, sabendo utilizá-las na prática.
Assim, os treinadores dos mais jovens têm de depender menos dos resultados do presente e mais do número de desportistas que ajudam a atingir os estágios mais avançados da preparação desportiva.